O CAPUCHINHO VERDE E O LOBO BOM
sexta-feira, fevereiro 05, 2010No tempo da minha infância, havia um Programa de Rádio na antiga Emissora Nacional, dedicado às Crianças. Chamava-se EMISSÃO INFANTIL. Alguém se lembra?
Todas as sextas-feiras, ao fim da tarde, acho que cerca das 18 horas (já não sei bem), era ver a garotada toda em frente à telefonia, para ouvir mais uma história.
Como hoje é sexta-feira, aqui fica uma história, oferta da Tia Fátima, na Secção Infantil de O Meu Estaminé.
Fui buscá-la a um disco editado em 1978 pelo Carlos Alberto Moniz e Maria do Amparo, chamado VIVA A PEQUENADA.
A canção foi escrita por Júlio Izidro, que todos conhecem da Rádio e da TV, segundo uma ideia de Maria de Lurdes Branco e tem música de Carlos Alberto Moniz.
CAPUCHINHO VERDE
Vou contar-vos a história do Capuchinho Verde que é uma história de pasmar e de ...pernas para o ar!
Havia uma menina a quem chamavam o Capuchinho Verde, que morava numa casinha branca dum bosque. Esta menina também tinha uma avó mas, nunca lhe tinha ido levar a merenda porque a avó não estava doente e a passarada lá do bosque que sabia isso, cantava:
"Capuchinho Verde , não leves a merenda à avó
isso é de outra história, com um lobo e uma menina só!"
Capuchinho Verde: "Estou bem aqui à janela
p`ra ver o lobo passar.
Como este é meu amigo
Com ele vou rir e brincar."
E a passarada concordou:
"Capuchinho Verde, amigos não te faltam aqui.
Passeias no bosque, sem perigos nem sustos p`ra ti."
Nisto apareceu o lobo, simpático, sorridente e até, calculem, cantador:
Lobo Bom:..."Lá, lá, lá,......
Eu sou o Lobo Bom, bom, bom......
que gosta de crianças e que canta neste tom.
Hoje estou contente,
P`ra mim é sempre festa.
Gosto de cantar muitas canções
e mais esta!"
Como estava um dia muito bonito, o nosso amigo lobo, resolveu convidar o Capuchinho Verde para um passeio:
"Capuchinho Verde, queres vir comigo a casa da avó?"
Capuchinho Verde:"Mas que boa ideia,
ir bosque fora a cantar;
contigo não tenho medo
de a casa da avó não chegar".
E lá foram. O lobo deu a pata à menina e recomeçou a cantar, enquanto caminhavam:
Lobo Bom..."Lá, lá, lá,...
Eu sou o lobo bom, bom, bom....
que gosta de crianças e que canta neste tom.
Hoje estou contente,
p`ra mim é sempre festa.
Gosto de cantar muitas canções
e mais esta!
(Continua já de seguida).
6 comentários
Olá Fátima,
ResponderEliminarEu claro, que me lembro da antiga Rádio Nacional. E, desse pograma infantil!Agora desta história do capuchinho verde não conhecia de todo. Mas, sempre é mais agradável para as crianças ouvirem, do que a do capuchinho vermelho. Pois, eu quando era criança gostava de ouvir a história.Mas, lembro-me de ficar sempre muito apreensiva, quando chegava aquela parte do lobo comer a avózinha...
beijinhos com muito carinho
Isabel de Miranda
P.S. OK, vou continuar a ler a história...
HUMMM nao conhecia a historia do Capuchinho Verde!!!
ResponderEliminarEstou a gostar e partilho a opiniao da Isabel :)
Vamos á continuacao?!
Beijinhos no coracao! É assim querida? :)
Tina
Querida Bombom
ResponderEliminarTeu cantinho ficou lindo assim, adorei!
Estou amando a historinha...
Bjos
Léia
eu tenho o vinil desta história! Que bom que mais alguém a conhece!!!
ResponderEliminarSusana Soares
Eu tinha esse vinil... infelizmente emprestei e "desapareceu"... guardo essa historia até hoje e muitas vezes ao longo dos anos cantarolei "eu sou o lobo bom bom bom bom bom bom bom bom bom que gosta de crianças e de cantar neste tom"
ResponderEliminar:)
Hoje lembrei-me de tentar encontrar algo sobre isto.. :) e cheguei aqui!
Gostava imenso de resgatar esse vinil para a minha colecção de vinis de musica infantil, porque acho que é uma historia linda que desmistifica a ideia do lobo mau!
Na década de '80, não me lembro do ano, representei esta peça, noTeatro ALPENDRE, em Angra do Heroísmo.
ResponderEliminarEu fazia de "Lobo bom, bom, bom, que gosta de crianças e que canta neste tom..."
Entrei pela plateia, repleta de crianças, umas houve que se assustaram outras ficaram maravilhadas! Eu não era o lobo mau, era o lobo bom! Saudades, que bom que encontrei este texto