FELIZ NATAL DE 2014


        Postal feito na Escola pelo meu neto, com materiais reciclados
 
Como devem ter notado, no final deste ano fiz uma paragem nas minhas actividades habituais.
Fiz uma pausa para me encontrar e redireccionar O Meu Estaminé.
Espero voltar em breve com mais "élan" e trazer algumas ideias novas, mas não quero prometer...

A todas as pessoas amigas que me acompanharam durante este ano, que me visitaram e em particular às que me deixaram os seus comentários, desejo que passem um Feliz Natal junto dos familiares ou dos amigos, em companhia fraterna e alegre, repleta de calor humano.

         Postal feito na Escola pela minha neta, com materiais reciclados
 
Desejo a todos que o Novo Ano de 2015 seja menos severo e nos traga mais prosperidade.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

PÃO DE MISTURA ( TRIGO E CENTEIO)



Já devem ter notado que este Outono me trouxe de volta "à padaria". Deve ser do arrefecimento do clima, ou do ar cinzentão deste tempo, que apetece tanto estar de volta do forno.
Esta semana experimentei uma nova receita do livro de que já vos falei, Pain Maison (Pão em Casa, ou Pão Caseiro, traduzido à letra).
O nome da receita era Pão de Multicereais (farinha de mistura de cereais), mas eu adaptei um pouco porque só tinha farinha de trigo e de centeio. Por isso, vou deixar aqui as duas receitas para quem quiser experimentar.

Pão de Trigo e Centeio

Para um pão de 750g

280 ml de água
2 colh. de sopa de azeite virgem (ou manteiga derretida)
1 colh. de café de açúcar
2,5 colh. de café de fermento seco de padeiro (usei 1 cubo do fresco)
300 g de farinha de trigo T55 ou T65
150 g de farinha de centeio integral
1,5 colh. de café de sal marinho ou flor de sal

Deite 1 colher de sopa de azeite sobre cada uma das "patilhas batedoras da massa" , para desenformar mais fàcilmente.
Aqueça um pouco a água com o açúcar e o fermento, mexendo para derreter tudo. Deite na cuba da máquina e acrescente as farinhas e o sal. Programe para um Pão Normal.
Nota: No fim da amassadura e antes de começar a aquecer para cozer, quando a máquina parou, tirei as pás batedoras e untei ràpidamente os  apoios com azeite. Isso facilitou a saída do pão depois de cozido.


Pão de Multicereais

Para um Pão de 750 g

280 ml de água
1 colh. de sopa de azeite ou manteiga
1 colh. de café de açúcar
260 g de farinha de trigo T55 ou T65
190 g de farinha de multicereais
2,5 colh. de café de fermento seco de padeiro (ou 1 cubo de fermento fresco)
1,5 colh. de café de sal marinho

Colocar na cuba da máquina primeiro os ingredientes líquidos e no fim os sólidos.
Programar para Pão Normal.

Notas:
- A minha máquina (Silver Crest do Lidl) recomenda o aquecimento ligeiro dos líquidos.
- Por experiência, resulta melhor o aquecimento dos líquidos com o açúcar e o fermento, sobretudo quando usamos do fresco. O pão leveda melhor.
- A autora lembra que as farinhas de mistura (multicereais) pedem por vezes, um pouco mais de água. Por isso convêm vigiar quando a máquina começa a bater a massa para , se for necessário, acrescentar um pouco mais de água morna.

Tenham uma boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

"PAIN DE MIE", À PORTUGUESA PÃO DE MIOLO



Nesta altura do ano já apetece o forno aceso e um pão quentinho a sair, para abrilhantar o lanche. A sugestão que vos trago hoje é óptima para esse efeito. Trata-se do Pain de Mie que, traduzido à letra do francês, significa Pão com Miolo. A sua textura fofa no interior e estaladiça por fora, torna-o  ideal para sanduiches ou tostas.
A receita é do meu livro Pain Maison de Cathy Ytak, edições Marabout Chef.


Pain de Mie

Pão de 750g:

240 ml de água + 30 ml de leite
450 g de farinha de trigo T55 ou T65 (sem fermento)
2,5 colheres de café de fermento seco de padeiro
1,5 colheres de café de sal fino
30 g de manteiga
20 g de açúcar (2 a 3 colheres de sopa)


Pão de 1 kg

320 ml de água + 40 ml de leite
600 g de farinha de trigo T55 ou T65
3,5 colheres de café de fermento seco de padeiro
2 colheres de café de sal fino
40 g de manteiga
25 g de açúcar

Máquina de Fazer Pão - programa normal (1)

Aqueça o leite e junte a manteiga para esta derreter.
Vase na cuba da máquina (eu misturei o açúcar e o fermento seco juntamente).
Acrescente a farinha e o sal e programe a MFP.


São servidos?
Tenham uma óptima semana e não se esqueçam dos guarda-chuvas!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

ANTIGUIDADES E DECORAçÕES



Ainda a propósito de Velharias ou Antiguidades e para terminar o tema por estes tempos mais próximos, venho mostrar-vos a adaptação que fiz da antiga máquina de costura da minha saudosa Sogra.
Desmontei a "cabeça" e mandei electrificar e ainda hoje é a minha auxiliar nas costurices.
A parte que ficou é agora uma mesa de "toilette" na casa de banho da nossa casa da aldeia.


Se os quartos fossem mais amplos, também ficava bem na sua decoração, ou mesmo num jardim interior desde que se fizesse o isolamento da madeira na superfície da mesa.
Espero que tenham gostado das sugestões.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó fátima)

ARROZ DE PEIXE E CAMARÃO (TIPO RISOTTO)



A receita que vos trago hoje, não tem nada de luxo. Tinham-me sobrado uns bons lombinhos da cabeça de Garoupa de uma refeição anterior, de Peixe Cozido. Como cá no Meu Estaminé não se pode desperdiçar nada, juntei-lhes uma dúzia de camarões e saíu um óptimo Arroz de Peixe e Camarão.
A receita é a habitual cá da casa, porque "na equipa vencedora não se mexe".
Segredo: se quer um bom "risotto" use arroz carolino e nunca arroz agulha.

Arroz de Peixe e Camarões

Ingredientes para 2 pessoas:

150 ml de arroz carolino
400 ml de água de cozer as cabeças e cascas do camarão
lombinhos de garoupa (ou outro peixe de carne consistente)
12 camarões médios (partidos ao meio)
2 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho médio picado
1 cebola pequena picada
1 folha de louro (sem a nervura do meio que é tóxica)
sal q.b.

Preparação:

1 - Descasque os camarões crus.
Coloque um tachinho com 450 ml de água ao lume, para ferver.
Quando levantar fervura, introduza as cabeças e cascas dos camarões e deixe ferver durante 5 a 8 minutos, em lume brando. Retire do lume e, com a colher de pau, esmague as cabeças dos camarões para que saia o líquido interior e se dilua na água. Coe por um passador de rede fina e reserve.

2 - Noutro tachinho, prepare um refogado com o azeite, o alho e a cebola picados e a folha de louro.
Quando a cebola estiver murcha e transparente, junte o arroz lavado e escorrido e vá mexendo com a colher de pau. Junte a água de cozer as cascas de camarão, rectifique de sal, mexa e quando levantar fervura baixe o lume para o mínimo. Tape e deixe cozinhar durante 15 minutos, vigiando a meio do tempo pois pode ser necessário acrescentar um pouco mais de água.
No fim desse tempo desligue o lume e deixe repousar 2 minutos. Sirva de seguida, acompanhado de uma boa salada mista.


Nota:
As refeições à base de Arroz são bastante económicas, práticas e podem tornar-se muito saudáveis se forem acompanhadas de Saladas ou Legumes cozidos. Estes podem, inclusivamente, ser acrescentados ao arroz quando da sua confecção.

A foto seguinte, tirada antes da "composição" fotográfica, mostra melhor o aspecto deste "risotto".


Desejo que passem um bom fim de semana.
Saudades e beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


VELHARIAS - CONT.



Esta velha panela de ferro, encontrei-a no mesmo sítio das bilhas de que vos falei ontem.
Depois de lixada e pintada, rejuvenesceu e serve para guardar as pinhas da lareira.


Era nestas panelas que se fazia a comida dos porcos.


A comida das pessoas era feita nas panelas de ferro de três pés, como a da imagem acima.


Estes cestos que agora servem para guardar as pinhas para no Inverno acendermos a salamandra, eram usados antigamente para os trabalhos do campo. O grande é do tempo dos meus sogros e chamavam-lhes "cestos vindimos" porque serviam para arrecadar as uvas durante as Vindimas.
O mais pequeno foi deitado ao lixo e eu aproveitei-o. Era nestes cestos que as mulheres levavam a comida para o campo e, muitas vezes servia de berço aos filhos bebés enquanto elas trabalhavam a terra.


Este é um aguadouro, sem o cabo. Quero ver se arranjo um para o compôr. Era com este utensílio que as pessoas das aldeias tiravam a água dos poços ou dos ribeiros, para regarem as hortas.


E para terminar, sabem que objecto é este?
É uma focinheira (não sei se tem outro nome) que se punha no focinho dos bois ou dos burros para eles não morderem. São relíquias do tempo dos meus Sogros que hoje decoram alguns recantos da casa da aldeia e nos lembram os tempos difíceis que eles atravessaram.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

TABELA DE EQUIVALÊNCIAS PARA FERMENTOS DE PÃO


Muitas vezes habituamo-nos a uma qualidade de levedura ou fermento para pão e temos dificuldade em mudar para outra que por vezes até dá melhores resultados.
Aconteceu-me começar a usar levedura seca da Fermipan (Ramazzotti) e, quando esta empresa faliu, mudei para a marca Vahiné. Como esta é muito menos potente, tem menos quantidade por saqueta e fica mais cara, resolvi passar a fazer o pão com levedura fresca de padeiro que compro na padaria do meu bairro ou com aqueles cubos 25 g cada que se vendem nos supermercados.
É que o pão fica muito mais gostoso.
A grande dificuldade foi saber as quantidades a usar, ou seja, as equivalências.
Encontrei-as no livro de que vos fiz referência no post anterior e partilho convosco.

Tabela de Equivalências

Nas receitas deste livro, é usado o fermento seco de padeiro para o Pão e o fermento fresco para os Pães Doces tipo Brioche (viennoiserie).

Para um pão de 600 g (350 g de farinha):
2 colheres de café de fermento seco = 17 g de fermento fresco

Para um pão de 750 g (450 g de farinha):
2,5 colheres de café de fermento seco = 22 g de fermento fresco de padeiro

Para um pão de 1000 g (600 g de farinha):
3,5 colheres de café de fermento seco = 30 g de fermento fresco de padeiro

Espero que vos seja útil!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


WORLD BREAD DAY




Ainda não é desta que participo no World Bread Day internacional. Tenho muito que aprender até conseguir executar os passos todos que são devidos até lá chegar. Essa etapa ficará para o ano.
De qualquer modo, quero associar-me à Festa da Alimentação e ao Dia Mundial do Pão.

Do livro Pain Maison de Cathy Itak, da Marabout Chef, escolhi a receita de Pão Vienense (Pain Viennois ou Pão de Viena).
É um pão doce do tipo brioche, muito fácil de fazer na máquina de fazer pão (MFP)

Pão Vienense

Para um pão de 750 g

250 g de leite morno (quentinho)
25 g de fermento de padeiro (1 cubo)
50 g de açúcar
 70 g de manteiga derretida
450 g de farinha de trigo T55 ou T65
1 colher de café de sal
1 colher de café de sumo de limão (não usei)

Preparação:
Numa tigela pequena desfaça o fermento e o açúcar, em metade do leite quente. Junte o restante leite, misture e verta na cuba da MFP. Acrescente a manteiga derretida, a farinha e o sal.
Programa de Massas Doces (na minha é o 4).


Notas:
- Os pães açucarados douram ràpidamente. Por vezes é necessário parar a cozedura 10 ou 15 minutos antes.
- Eu doseei a tostagem para média e fiz o programa completo.
- Deixe-os arrefecer durante algumas horas porque ficarão mais gostosos.
- Verifique a massa: ela deve ser macia e leve mas não deve colar-se às paredes da cuba.
- Levante a tampa apenas enquanto a máquina está a amassar e nunca durante a fermentação, para que a massa não pare a levedagem.

Experimentem, que vão gostar.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


O PROMETIDO É DEVIDO !


                    Panela de ferro de 3 pés

Há uns tempos atrás, em "conversa" com a dona do 2700milhas.blogspot.pt  
prometi que lhe mostrava as minhas "velharias", muitas delas recuperadas do contentor do lixo da minha aldeia, quando as pessoas resolvem fazer alterações ou simplesmente verem-se livres de objectos a que já não dão valor.

 
Foi o caso destas duas bilhas para azeite e da seguinte que, como estavam ferrugentas, tiveram de ser lixadas antes de receberem a pintura.


Hoje enfeitam um dos recantos do terraço.


Esta estava quase para seguir o caminho das outras, mas a minha Tia I. ofereceu-ma.


Por esta tenho uma estimação especial porque era dos meus Sogros.
Estas bilhas têm todas uma história de partilha, num tempo em que as dificuldades eram muitas.
Quando os filhos partiam para a capital à procura de trabalho, os pais enviavam-lhes estas bilhas com azeite da sua produção, para que não lhes faltasse durante o ano. As bilhas eram "despachadas" pelo combóio.
Se repararem, na asa ainda está o cordel que segurava a tabuínha onde se escrevia o nome e o endereço do destinatário.
A panela de ferro que serve de floreira, na primeira imagem, foi-me oferecida há mais de 40 anos por outra Tia. De tanto uso estava rota e já não lhe servia. Foi preparada e pintada pela minha irmã Z. (Obrigada Mana, lembras-te?)

E ficamos por aqui. Amanhã há mais!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)
 

ARROZ DE CURGETE E CENOURA



A receita que vos trago hoje é dedicada a todos os queridos que me inspiraram e ajudaram na construção deste blog. É uma receita simples e rápida, quase sem história, não fosse o ter ficado uma delícia e ter sido elogiada pelo Provador Oficial cá do Meu Estaminé.

Arroz de Curgete e Cenoura

Para 2 pessoas

1 dente de alho picado finamente
1/2 cebola pequena picada
1 folha de louro pequena (sem nervura)
1 colher de sopa cheia de azeite virgem
1/2 curgete peq. aos cubinhos (com casca)
1 cenoura grande aos cubinhos
100 ml de arroz carolino português (lavado)
400 ml de água a ferver
1/2 cubo de caldo para arroz (usei Knorr)



Ferva a água e reserve.
Lave e parta a curgete em cubinhos para uma taça.
Lave e pele a cenoura, parta-a em cubinhos e junte à curgete. Reserve.
Num tachinho deite o azeite, o alho e a cebola picados e as duas metades da folha de louro.
Leve ao lume para aquecer e logo que a cebola comece a ficar transparente, junte os legumes reservados. Se estiver com pouco líquido, acrescente 50 ml de água quente. Tape e deixe suar um pouco em lume brando (5 minutos).
Aumente o lume para forte e junte o arroz, mexendo com a colher de pau para envolver bem.
Acrescente 250 ml de água quente e junte o meio cubo de Caldo para Arroz. Mexa e rectifique de sal. Logo que levante fervura baixe o lume para o mínimo, tape e deixe cozinhar durante 15 minutos exactos.
Não se esqueça de uma vez por outra, mexer cuidadosamente com a colher de pau e, se precisar de mais caldo, acrescentar a restante água quente.

Notas:
 - Sendo apenas 2 cá em casa, dou-vos a quantidade exacta que faço.
 - Se cozinharem para mais pessoas é só "fazerem as contas".
 - No caso de ser só para uma pessoa, congele metade para outra refeição e aqueça no microondas ou em banho-maria quando precisar.
 - Geralmente não uso Caldos de compra, mas uma vez por outra, para variar ou para obter um sabor diferente, uso com parcimónia (só metade e guardo o restante no frigorífico para outra vez).
 - Para um resultado mais saudável use caldo de carne ou de legumes caseiro.
 - Se for Vegetariano, para obter uma refeição completa com proteínas, junte 1 chávena de cogumelos ou de feijão cozido,  grão ou ervilhas.

Tenham uma boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

MONSERRATE...PARQUE E PALÁCIO


Sabiam que a melhor época para visitar Sintra é o Outono?
Nesta época do ano o clima é mais ameno e o ar é mais límpido, por isso tem-se melhor visibilidade.
Trago-vos hoje as imagens de um passeio que dei há poucas semanas atrás. Espero que gostem.

                 Palácio de Monserrate em Sintra

Gérard de Visme, comerciante inglês que possuía a concessão da importação do pau-brasil, foi o responsável pela construção do primeiro palácio em Monserrate.
Em fins do séc. XVIII o célebre escritor inglês William Beckford  (1760-1844) comprou a propriedade e reconstruiu o palácio, longe ainda da traça actual.

  Vista de uma das janelas do Palácio. "As árvores morrem de pé".

Lord Byron, poeta anglo-escocês, visitou Monserrate em 1809 e, encantado com a paisagem, escreveu o poema Childe Harold`s Pilgrimage, dando assim a conhecer aos ingleses este belo local.
Em meados do séc. XIX a propriedade foi adquirida pelo milionário inglês Sir Francis Cook que em 1856 a mandou reconstruir para residência de verão da família. Foi ele que concebeu o actual Jardim Romântico e todo o Parque envolvente.

           Lago de Nenúfares

"Esta antiga propriedade rural de 33 hectares, alberga uma notável colecção botânica com espécies de todo o mundo, plantadas por zonas de origem, compondo cenários contrastantes ao longo de caminhos sinuosos, por entre ruínas, recantos, lagos e cascatas". - Prospecto do Turismo

Esta é uma das muitas árvores gigantescas deste belo Jardim.
Aqui se pode passar uma tarde ou um dia inteiro. Tem uma Cafetaria  muito acolhedora, um Restaurante  e também uma pequena Loja de Recordações.


Horários de Visita:
Época Alta
Parque - 9h e 30 às 20h
Palácio - 9h e 30às 19h

Época Baixa
Parque - 10h às 18h
Palácio - 10h às 17h

Quem não tem carro pode viajar no combóio de Lisboa - Sintra. Na Estação de Sintra apanha o autocarro n° 435 da Scotturb até Monserrate.
Quem quiser ficar a conhecer todos os recantos do Parque sem se cansar muito, pode viajar num pequeno trem dentro do Parque, que faz esse percurso de hora a hora por pouco dinheiro (pouco mais de 1 euro, mas não estou bem certa).

Com votos de uma boa semana para todos os que por aqui passarem.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

ARCO DA RUA AUGUSTA - VISITA PANORÂMICA


O Arco da Rua Augusta em Lisboa, é o símbolo da recuperação da Baixa Lisboeta depois do grande terramoto de 1755.
Depois das obras de restauro efectuadas há poucos anos, passou a ser possível visitá-lo e desfrutar da vista maravilhosa que do seu terraço se alcança.

                       Navio de Cruzeiro a sair do Tejo

A entrada faz-se por uma pequena porta no final da Rua Augusta, na parte traseira do monumento, mesmo junto ao Arco. Há dois tipos de bilhetes: um simples para quem quer visitar apenas o Arco  e outro um pouco mais caro que dá também acesso à visita de um Museu ali próximo



A subida de elevador leva-nos a um amplo átrio onde se situa o actual mecanismo do Relógio que em 1941 substituiu o original. Nesta sala está uma breve Exposição Documental que mostra os principais momentos da história do Arco desde que foi pensado em 1759 até à sua conclusão, em 1875.
Sobem-se depois umas escadas estreitas em caracol até ao terraço de onde se podem apreciar de perto as enormes estátuas que decoram este Arco do Triunfo. Como é uma escada muito estreita, tem um Semáforo que nos indica se podemos avançar (verde) ou se lá vem gente (vermelho).



Esta imagem mostra parte do conjunto principal de esculturas que encima o Arco, em que a Glória está a coroar o Génio e o Valor. Por baixo pode ler-se:
"Às virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento".
Este conjunto é da autoria do escultor Célestin Anatole Calmels.
No plano imediatamente inferior podem ver-se as esculturas de Vítor Bastos que representam personalidades históricas como D. Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama ou o Marquês de Pombal. 
As vistas, essas são fabulosas! (Cliquem para ampliar).

Castelo de S. Jorge

A
           A Sé de Lisboa

Praça do Comércio, com a Estátua Equestre de D. José I

O Cristo Rei e a Ponte 25 de Abril
Falta aqui a fotografia da fachada do Arco da Rua Augusta que ficou por tirar...
Em troca, ofereço-vos esta de uma das Estátuas Vivas com que me deparei quando descia a Rua Augusta.

Um relógio antigo que ficava bem na entrada de um Palácio!

A todos os que por aqui passarem desejo um óptimo fim de semana. Aproveitem o Sol enquanto há!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

DE VOLTA AO MEU ESTAMINÉ...


                                        Acabaram as férias!

Já não era sem tempo!
Depois de umas férias prolongadas, apesar de Setembro mais ter parecido Outubro, cá estou eu a abrir as portas do Meu Estaminé para receber todos os amigos e "clientes" que me visitarem. Sejam Bem Vindos!

Notícias? Há poucas, tudo corre bem, graças a Deus.
Terminei esta semana o tratamento aos maxilares com sucesso e o Médico deu-me os parabéns pela persistência.
Não fiquei a ouvir melhor, infelizmente, mas sabia que era duvidoso. No entanto ficou afastada a hipótese de eu perder os 30% de audição que me restam, devido a esse motivo, o que podia vir a acontecer.
Os maxilares já estão na posição correcta sem métodos invasivos (nem operação, nem medicamentos), apenas com fisioterapia e as "goteiras" (tipo próteses) e exercícios diários (3 vezes ao dia).

                                      Quem diria? Acesa ainda no verão.

Passei o mês de Setembro na Paiágua, a minha aldeia.
Este costuma ser dos meses mais agradáveis, pois as temperaturas são mais amenas e há muita fruta.
Só que este ano ele foi muito atípico: caíu muita chuva o tempo todo e as temperaturas à noite baixaram mais do que é habitual a ponto de termos de acender a salamandra por 3 ou 4 vezes, nas últimas duas semanas do mês.
Valeu que na maior parte dos dias, a chuva caíu sob a forma de aguaceiros, o que permitia nos intervalos, fazer caminhadas a pé pelos caminhos e pinhais.

                       A urze nos pinhais

Já para a fruta, este ano foi um desastre completo. Apodreceram os figos e as uvas.
Salvaram-se as "pêras de inverno" porque ainda estão verdes nesta época.


Como o quintal é pequeno, conseguimos resguardar as videiras cobrindo-as com plásticos. Deste modo pudémos usufruí-las antes que rebentassem com a "rega" forçada.
Se não chover muito mais, os marmelos vão crescer e amadurecer e no fim deste mês vai haver Marmelada!

Por hoje é tudo. Amanhã convido-vos para passearmos um pouco.
BOM OUTONO!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)




OS 10 PIORES ALIMENTOS DE TODOS OS TEMPOS


Já não bastava o stress da vida diária, a poluição, os pesticidas, etc, para nos dar cabo da saúde, ainda tinham de inventar os alimentos processados para acabar de nos envenenar.
Li há algum tempo um relatório da nutricionista canadiana Michelle Schoffro Cook, em que ela elege os 10 Piores Alimentos de Todos os Tempos. Nada que eu já não soubesse, mas aflige-me que a maior parte das pessoas que conheço, insistam em introduzir na sua alimentação e pior ainda, na dos filhos, estes venenos.
São venenos que não matam logo, mas que se vão acumulando no organismo e danificando o nosso sistema imunitário. Daí até aparecerem as doenças "malignas" é só uma questão de tempo!
Por isso, não resisto a colocá-los aqui, na esperança de que quem passar pelo Meu Estaminé, não volte a comprá-los!

Os Piores Alimentos de Todos os Tempos

10° - Sorvete Industrializado
        Contém elevado nível de açúcar, gorduras "trans", corantes e saborizantes artificiais (químicos) que muitas vezes possuem neurotoxinas (substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e sistema nervoso).

9° - Salgadinhos de Milho
      A maior parte do milho que comemos é transgénico (Franken food ou comida de Frankenstein).
Causa flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças de humor, irritabilidade, aumento de peso. Como são fritos em óleo criam ranço que está ligado a processos inflamatórios.

8° - Pizza Comercializada ou Congelada Industrialmente
      Possui muitos condicionadores de massa artificiais e corantes químicos. É feita com farinha branca que é absorvida pelo organismo e transformada em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7° - Batata Frita
      Contém gorduras trans que, além daquelas relacionadas com uma longa lista de doenças, contém acrilamida, uma das mais potentes substâncias cancerígenas. A fritura com óleos rança fàcilmente na presença de oxigénio ou altas temperaturas, o que pode provocar inflamações no corpo e agravar problemas cardíacos, cancro e arterite.

6° - Salgadinhos (tipo Pringles, Ruffles...)
      Por conterem níveis mais elevados de acrilamida .

5° - Bacon (Fumados e todas as carnes processadas como fiambres)
      Pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares em 42% e de diabetes em 19%. Segundo estudos da Universidade da Califórnia, comer 14 porções de bacon por mês, pode danificar a função pulmonar e aumenta o risco de doenças ligadas aos pulmões.

4° - Cachorro-quente (Salsichas industriais, em lata ou frascos) 
      Segundo um estudo da Universidade do Hawai, ficou demonstrado que o consumo de salsichas (bacon e carnes processadas) pode aumentar o risco de cancro do pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado nas salsichas como no bacon, é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada com doenças como a leucemia em crianças e tumores cerebrais em bébés. Outros estudos apontam que pode desencadear cancro colo-rectal.

3° - Donuts
      35 a 40% da composição dos Donuts é de gorduras trans, o pior tipo de gordura que podemos ingerir. Essa substância está relacionada com doenças cardíacas, cerebrais e cancro. Têm demasiado açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares. Contêm cerca de 300 calorias.


2° - Refrigerantes
      De acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui o equivalente a 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias e 30 a 35 mg de cafeína (Ice Tea incluído) e está cheia de corantes artificiais e sulfitos. É uma bebida demasiado ácida que necessita de cerca de 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Além disso, os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são "despejados" no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1° - Refrigerantes Diet
      Além de possuir todos os inconvenientes dos Refrigerantes, contém aspartame que também é conhecido como amino-sweet. O aspartame é um açúcar químico muito usado como adoçante em iogurtes e sumos, leites achocolatados e até em medicamentos. Segundo pesquisa de Linne Melcombe, esta substância está relacionada com uma longa lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, e muitas outras.

Segundo Michelle, "os efeitos do aspartame podem confundir-se com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crónica, epilepsia, virus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotiroidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Menière, esclerose múltipla e pospólio". Por isso, ela dá ao Refrigerante Diet o título de "O pior alimento de todos".
Michelle Schoffro Cook é nutricionista Canadiana e pertence à Organização Internacional de Consultores de Nutrição da Sociedade Canadiana de Medicina. É doutorada em Medicina Tradicional Natural.
     
Desejo-vos boa semana. Façam boas escolhas!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

REABILITAÇÃO MAXILO-FACIAL

Tenho andado mais lacónica por me encontrar na minha aldeia do Interior (quase) profundo deste País, onde se paga ao minuto para escrever um "post" ou enviar um e-mail. E notem, que estou só a 30 km da cidade de Castelo Branco!
Mas uma boa notícia é que a partir da próxima semana vou passar a ter TV e internet por cabo, que já é possível aqui na zona.
Mas hoje, tinha de dar-vos notícias do tratamento de que vos falei no início do mês.
Pelo comentário da minha Amiga Calú, fiquei sabendo que há outros problemas de saúde relacionados com o mau funcionamento dos maxilares.
Segundo me disse a Fisioterapeuta, também é o caso das enxaquecas, que afligem tantas pessoas e a quem os médicos se limitam a receitar comprimidos analgésicos que nos enfrascam em químicos e não curam a "causa" desse sintoma.
A cura está no tratamento de Reabilitação Maxilo Facial, através do uso de próteses apropriadas e Fisioterapia.
Se passar por aqui alguém interessado, o consultório fica situado na Praça do Campo Pequeno nº 2, 2ºD (mesmo ao lado da Cosec).
Para mais esclarecimentos, podem escrever para o e-mail do blog.
Esta semana fiz a 4ª sessão de Fisioterapia. Segundo me disse a fisioterapeuta, eu já devia estar a ouvir melhor do lado esquerdo, o que tem a prótese, pois ela já sente menos pressão sobre a zona em causa.
Na próxima semana vou fazer novos testes de audiometria para ver se já se quantificam algumas melhoras. No entanto, como o meu problema vem de há muitos anos, pode ser necessário mais tempo de terapia até que o nervo auditivo retome a sua eficácia (se isso ainda for possível).
Desta vez já trouxe "trabalho para casa". Um pequeno objecto em silicone e duas séries de exercícios 3 ou 4 vezes por dia, de frente para o espelho para controlar bem as posições. Nada de difícil nem demorado: 5 minutos apenas de cada vez.
Na próxima semana regressarei por uns dias a Lisboa. Espero ansiosamente voltar a ter a máquina fotográfica para poder ilustrar novas receitas de Culinária. Me aguardem!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)



BIFE CARPACCIO SÓ HÁ UM...



Recorrendo ainda a este fabuloso livro de Fortunato da Câmara, hoje vou falar-vos da história do Bife Carpaccio, que muito boa gente desconhece, como era o meu caso.
Estava-se em Veneza, por volta de 1950, no famoso restaurante do Harry`s Bar cujo dono e cozinheiro mor era Giuseppe Cipriani, um grande apreciador da Pintura Italiana.
"Foi o gosto pela arte de bem servir, em particular uma cliente angustiada, e as telas rubras do pintor renascentista, que serviram de inspiração a Cipriani para criar este prato emblemático que se transformou num ícone da restauração internacional."

A condessa Amalia Nani Mocenigo, cliente do Harry`s Bar, lastimou-se a Cipriani por não poder comer carne cozinhada devido à proibição do médico: sofria de anemia e só podia comer carne crua. Cipriani pediu-lhe que esperasse 15 minutos e quando regressou à sala com o Maitre, este "trazia um prato coberto com lâminas de lombo de novilho cru, com um molho branco em tom de pérola".
Quando a condessa perguntou o que era, Cipriani respondeu solenemente: Beef Carpaccio.
Por essa altura estava a decorrer no Palácio Doge uma Exposição retrospectiva da obra de Vittore Carpaccio, pintor humanista do séc. XV, cujos quadros se caracterizam pelos diversos tons vermelhos com "dégradés" brancos.

"Para confeccionar um Bife Carpaccio, precisa de um pedaço de novilho cru que vai a congelar ligeiramente até começar a ficar firme. Depois é cortado em fatias finíssimas que são dispostas num prato prèviamente salpicado de azeite virgem extra. Faz-se um molho líquido com maionese, mostarda, molho inglês e um pouco de leite quente. Quando a mistura estiver bem emulsionada, fazem-se riscos transversais cruzados sobre a carne com a ajuda de uma colher, a lembrar uma quadrícula."
A receita completa vem no livro Harry`s Bar: the life and times of the legendary Venice landmark (1996), escrito por Arrigo Cipriani, filho de Giuseppe.

E termino com o comentário de Fortunato da Câmara:
"Faça-se também a homenagem ao sr. Giuseppe Cipriani  usando, mas não abusando do nome. É que quando se pede um carpaccio espera-se que sejam fatias de bovino cru e não qualquer outro ingrediente como polvo, bacalhau, tomate ou até ananás (pasmem-se), cortado em fatias finas onde muitos restaurantes penduram o nome para dar uma imagem errada de sofisticação. É que um carpaccio é como um Carpaccio, são telas que se reconhecem pelos tons com que os artistas as construíram. Não é preciso sermos iluminados para percebermos que o que se põe no prato usurpando este nome sem ser novilho, são apenas...laminados!."

Beef Carpaccio

Para 4 pessoas:
400 g de lombo de novilho
Azeite virgem extra (q.b)

Molho de Mostarda:
2 colheres de sopa de mostarda
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de sopa de molho inglês
2 colheres de sopa de leite

Embrulhe a peça de carne firmemente em película aderente (filme plástico) e leve ao congelador por 1 hora, para facilitar o corte. Com uma faca bem afiada (ou o fatiador do fiambre) corte fatias finíssimas de carne.
Disponha-as no centro de um prato prèviamente salpicado com o azeite virgem extra. Reserve no frigorífico por 5 minutos.
Numa tigela, misture a maionese, o molho inglês, a mostarda e o leite. Tempere de sal e pimenta a gosto.
Retire o prato da carne do frigorífico e com  a ajuda de uma colher, deite o molho sobre a carne, formando uma quadrícula.

Notas:
- Há quem use azeite (2 colheres de sopa) em vez do leite.
- Há também quem faça o molho usando 120 g de maionese em vez das 2 colheres de sopa acima indicadas e mantendo os restantes ingredientes..
- Há quem tempere a carne com sal e pimenta antes de a levar ao frigorífico (os 5 minutos).
- Parece-me que se o molho de mostarda estiver bem temperado, não é necessário pôr sal na carne, mas é uma questão de gosto pessoal, por isso, deixo ao vosso critério.

Boa semana para todos. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

BABÁS EM VERSÃO PANTAGRUEL

A receita que hoje vos deixo, é retirada do Livro de Pantagruel. É ligeiramente diferente e leva menos quantidade de ingredientes, por isso dá para metade da que vos deixei ontem. Uma dúzia de Babás já chega para fazer uma festa!
Não há fotos para ilustrar pois ainda não tenho máquina fotográfica. Os "senhores ladrões" que ma levaram gostaram muito dela e ops!

Babás

180 g de farinha
1 colher de chá de açúcar
90 g de manteiga
1/2 dl de leite morno (50 ml bem medidos)
15 g de fermento de padeiro fresco
2 ovos batidos
1 pitada de sal
passas-de-corinto demolhadas, calda de açúcar e chantilly, q.b.
Chantilly, q.b.

Calda:
180 g de açúcar
2 dl de água (200 ml)
2 colheres de sopa de rum

Mistura-se o fermento com o leite morno até se desfazer. Junta-se a manteiga derretida morna, o sal, o açúcar e os ovos. Depois de tudo ligado, incorpora-se a farinha, amassando muito bem.
Tapa-se a tigela com um pano e depois com um cobertor e deixa-se levedar em sítio quente, até aumentar o volume para o dobro, o que leva cerca de duas horas e meia.
Untam-se com margarina formas de babás (queques) e põe-se no fundo de cada uma, três passas de corinto. Enchem-se até meio com a massa já levedada e colocam-se dentro de um tabuleiro. Reservam-se num sítio quente para que a massa cresça novamente até encher as formas.
Liga-se o forno a 180° C para aquecer.
Quando os babás crescerem levam-se a cozer em forno moderado.
Entretanto prepare a calda em ponto fraco com 180 g de açúcar e 2 dl de água (200 ml). Para isso, ferva durante 3 minutos em lume brando. Retire do lume e junte 2 colheres de sopa de rum.
À saída do forno e enquanto quentes, regam-se com a calda, metem-se em formas de papel canelado e com a ajuda de uma faca bem afiada, retira-se uma "tampinha" com cerca de 1,5 cm de fundura. Enche-se com chantilly e coloca-se a "tampinha" por cima.

E agora podem-me dizer de qual das duas versões gostam mais?
Eu digo-vos já que gosto mais de...muuuuitos!
Bom Domingo! Beijinhos da 

Bombom

BABÁS...UMA HISTÓRIA E DUAS RECEITAS


Desde pequena que me lembro de gostar muito de Babás, aqueles bolinhos ensopados em calda de açúcar e que tinham de se comer com um garfo pequeno ou uma colher de sobremesa. Pura gulodice!
Há pouco tempo conheci a sua história, ao ler aquele livro de que já vos falei, "Os Mistérios do Abade de Priscos", de Fortunato da Câmara. Um livro cheio de histórias para saborear!

Stanislas I, de seu nome Stanislas Leszczynsky, rei deposto da Polónia, foi viver para França onde também era duque de Lorena.
Ele gostava muito de um bolo típico franco-prussiano, o kugelhopf, que era feito à base de massa de brioche com frutos secos e cozido numa forma alta com relevo canelado. O duque gostava do bolo típico da região alsaciana, mas achava-o demasiado seco e por isso, deitava-lhe uma calda feita com vinho de Málaga, rum e uma pitada de açafrão e em seguida, flamejava-o (puxava-lhe o fogo). Ele baptizou-o de Babá porque gostava muito da história de Ali Baba, do livro As Mil e Uma Noites.
Foi o seu pasteleiro Nicolas Stohrer quem divulgou o "Babá au rhum" em Paris, quando abriu uma loja na rua de Montergueil em 1730, que se mantém aberta até hoje com o título de pastelaria mais antiga de França.
O rei Stanislas devia ser um grande guloso porque ficou ligado à divulgação de várias receitas na corte de Versalhes, que visitava pois era pai da rainha Marie, a esposa do rei Luís XV.

Babá au Rhum

Ingredientes para 24 bolinhos:
250 g de farinha de trigo peneirada
25 g de fermento de padeiro fresco
1 dl de leite morno (100 ml)
25 g de açúcar
125 g de margarina
2 ovos
margarina para untar as formas pequenas (queques)
farinha para polvilhar

Calda:
500 g de açúcar
3,5 dl de água (350 ml)
1 casca de limão
1 cálice de rum (ou brandy)

Recheio de Chantilly:
250 g de natas
50 g de açúcar

1 - Deite a farinha de trigo numa tigela grande, abra-lhe uma cavidade no meio, deite aí o fermento de padeiro, esfarele-o com a ponta dos dedos e depois junte-lhe o leite morno e amasse-o com a farinha (só alguma) que for necessária para obter massa mole mas capaz de formar uma bola; dê-lhe então um golpe em cruz e deixe-a crescer cerca de 10 minutos. Raspe bem os dedos com raspador para aproveitar bem o fermento.
Enquanto cresce, derreta a margarina.
Quando o fermento tiver crescido, junte-lhe o açúcar e os ovos e amasse-os muito bem com a restante farinha; bem batidos e amassados para não ficarem com grumos na massa. Por último, junte a margarina derretida e quase fria, e volte a bater e amassar bem, quer à mão quer com colher de pau; deve ficar uma massa mole mas elástica.
Depois de bem amassada, tape com um pano e deixe crescer em ambiente aquecido; leva 45 a 60 minutos para crescer o dobro.
2 - Entretanto unte abundantemente as forminhas com margarina e polvilhe-as com farinha.
Depois de ter crescido, deite uma colher de sopa de massa em cada forma. Deixe crescer de novo a massa; normalmente leva cerca de 40 minutos. Ligue o forno a 200° C, para ir aquecendo.
Coloque as forminhas dentro de um tabuleiro e leve a cozer em forno muito quente durante 20 a 25 minutos, ou um pouco mais. Não convém abrir a porta do forno nos primeiros 10 minutos. Faça o teste do palito para verificar se estão cozidos, retire e desenforme-os.

Calda: Deite o açúcar num tacho, junte a água e a casca de limão e leve ao lume. Logo que levante fervura, conte 2 minutos exactos. junte então o rum e ponha o lume no mínimo.
Meta 2 ou 3 Babás de cada vez na calda, para que fiquem completamente enxaropados tendo o cuidado de controlar para que ela ferva o mínimo possível, conservando-a só " quente a ferver" com o mínimo de lume.
Com uma escumadeira, vá-os calcando ao de leve para que tomem bem o xarope. Retire-os bem escorridos e deixe-os arrefecer um pouco num tabuleiro.
Se entretanto o xarope ganhar ponto, junte-lhe umas pinguinhas de água quente.
Com uma faquinha bem afiada ou um corta bolachas, dê-lhes um golpe circular na parte superior, formando uma rodela (tampa) com a profundidade de 1,5 cm. Com a ponta da faca retire-lhe a tampinha.
Recheie as cavidades com chantilly de modo que o montinho fique saliente. Para um trabalho mais perfeito, use um saco de pasteleiro com boquilha ou uma seringa.
Para finalizar, cubra com a tampinha que retirou. Se preferir, em vez da tampinha decore com uma cereja cristalizada ou com fios de ovos.

Receita do Chefe Silva na Teleculinária N° 148.

Notas:
1 - Se tiver Máquina de Fazer Pão, use o Programa MASSAS até a massa levedar. Continue a receita no ponto 2.
2 - A seguir dou-vos a receita do Babá au Rum do Livro de Pantagruel, para terem as duas melhores opções.

Bom fim de semana. Beijinhos da

Bombom

A BOMBOM AMORDAçADA!

Não podia deixar de vos dar conta do início desta minha mais recente aventura, que vos contei aqui
http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2014/06/noticias-que-podem-vir-ser-boas.html
(O link é só para quem ainda não leu).
Também quero expressar mais vez o meu agradecimento a todos os que me deixaram um comentário de apoio e incentivo. Tenho cada um no meu coração. A todos um BEM HAJAM!

Ontem foi o primeiro dia de Fisioterapia e da consulta com o Dentista.
Afinal o aparelho está dividido em 3 peças: duas que se apoiam nos dentes molares (lembram-me uns sapatos) de cada lado da boca, são para usar durante o dia e só se tiram para comer e ao deitar; e outra para aplicar nos dentes da frente e que só se usa à noite para dormir com ela.
Estas peças vão fazer com que os maxilares voltem à posição correcta e por isso, são "apertados" semanalmente, após a sessão de Fisoterapia.
Eu, ainda muito céptica quanto aos resultados da terapia, fui franca e falei com a terapeuta. Ela, muito paciente, mostrou-me um modelo e disse-me que não era assim tão complicado porque se trata de uma parte autónoma que não está ligada a nada, apenas encaixa no sítio e é sustentada pelos tendões (não sei se esta é a palavra certa). Mostrou-me também um livro onde tinha fotos de outros pacientes, entre os quais uma criança de cerca de seis anos que tinha nascido com os maxilares fora do sítio e estava bastante deformada. Com a Fisioterapia, ficou completamente bem numa semana! Aí, fiquei convencida de que nada é impossível e com mais esperança.
Ela acha que 4 sessões vão ser suficientes para pôr os meus maxilares (eles dizem mandíbulas) no seu lugar. Também me disse que está muito esperançada em que eu recupere alguma audição no ouvido esquerdo, o que tem a prótese. Quanto ao direito, ela não se manifestou, mas já o médico está muito confiante, de que pode melhorar.
E assim, saí eu do consultório com um pouco mais de esperança e já amordaçada!
Com estas duas próteses até consigo falar bem e só não falo pelos cotovelos, porque não sou dada a muita prosa oral, sou mais da escrita. Com a da noite é que não consigo falar, ( he,he, pareço o "tate-bitate")  mas também não é preciso, porque é tempo de dormir. Com ela é que me sinto "açaimada"!
Daqui a um mês, faço-vos o ponto da situação, com notícias mais fresquinhas. Espero que sejam mesmo muito boas!
Tenham um bom fim de semana. Se chover, aproveitem para ouvir música e fazerem coisas que vos dêem prazer.
Beijinhos da

Bombom

NOTÍCIAS QUE PODEM VIR A SER BOAS!

Precisei de um mês para me recompôr dos acontecimentos "maléficos" dos últimos tempos.
Já está tudo normalizado cá por casa, já tenho novos documentos, e até já posso conduzir, embora a Carta de Condução ainda não tenha chegado. Só ainda não tenho máquina fotográfica e por isso não tenho tido élan para reabrir O Meu Estaminé.
Como já tenho um novo telemóvel, já comecei a fazer fotografias, mas não sei como se metem no computador. Deve ser preciso um acessório especial, mas eu sou mesmo ignorante nestas matérias!
Neste momento estou a escrever-vos na minha casa da aldeia, onde vim passar uns dias, mas amanhã já regresso a Lisboa. Aproveitámos um intervalo de alguns dias, antes de começar um tratamento.
E aqui, começam as notícias que podem ser boas.
Em Abril, consultei um novo Dentista pois precisava de recompôr um dente. Levava a radiografia panorâmica que tinha feito anteriormente e, depois de o médico me ter mandado abrir a boca, pôs-se a fazer-me perguntas sobre a minha surdez.
Quando eu tive a surdez súbita, fiz uma pesquisa na Net àcerca das suas causas e uma delas, era o mau posicionamento do encaixe dos maxilares. Mas nenhum dos especialistas que consultei falaram nessa hipótese.
Este Dentista viu que os meus maxilares (as mandíbulas, como ele diz) estão mal posicionados e fazem pressão sobre os ouvidos. Fiz os exames que ele pediu, para confirmar o diagnóstico, e vou começar a fazer Fisioterapia e a usar (dia e noite) um aparelho na boca para levar os maxilares à posição correcta. Só tiro para comer e não posso falar! Vão ser dois meses de sacrifício, mas se o médico tiver razão, ao deixar de fazer pressão sobre os ouvidos, ele acha que vou ter melhorias na audição.
Como não vou poder falar, vou estar aqui mais assíduamente para vos trazer algumas curiosidades Gastronómicas e não só.
É que aqui, posso conversar convosco sem abrir a boca!
Desejo-vos uma óptima semana.
Beijinhos da

Bombom

ARROZ DE ESPARGOS


Como já devem ter percebido, O Meu Estaminé está em Promoção do Arroz Carolino português.
(Para quem não leu, fica aqui o link (para quem quiser ficar a saber "quase" tudo sobre o Arroz).
http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2014/04/arroz-riso-e-risotto.html

Os Espargos são um legume muito rico em nutrientes anti-oxidantes, que combatem os radicais livres e ajudam a regenerar o sistema imunitário (é altamente anti-cancerígeno).
Para efeitos de saúde, tão bons são os crus como os enlatados, que não perdem por isso a sua qualidade.
Há até quem diga que se deve introduzir na alimentação 1 espargo por dia, seja crú, cozinhado ou enlatado, tomado sobre a forma de batido junto com água ou sumo de fruta, cozinhado na sopa, no arroz ou na salada.

Preparação dos Espargos:

- Lave muito bem os espargos inteiros, com água fria.
- Corte a ponta do pé (0,5 cm) e descarte.
- Pegue num de cada vez pelas pontas (uma ponta em cada mão) e dobre naturalmente até que ele se parta. (Vai partir no sítio certo).
- Reserve a parte branca mais dura, para fazer sopas ou molhos.
- Com uma faca bem afiada ou com o descascador, retire a pele fininha com cuidado, segurando o espargo abaixo da flor para que não se parta.
- Coloque a parte verde dos espargos a cozer num tachinho com água para os cobrir, temperada com sal.   - Quando levantar fervura, diminua o lume para o mínimo e deixe cozinhar durante 10 minutos.
- Retire do lume, escorra aproveitando a água da cozedura para o arroz e reserve os espargos.

Arroz de Espargos

Para duas pessoas:

1 dente de alho
1/2 cebola pequena picada
1 folha de louro pequena (sem a nervura do meio)
2 colheres de sopa de azeite virgem
100 ml de arroz carolino
1/2 "maço" de espargos (reservados)
200 a 300 ml de água de cozer os espargos, quente

Num tacho, faça um refogado com o azeite, o alho e a cebola picados e o louro.
Quando a cebola estiver transparente, junte os espargos partidos aos pedaços e mexa com a colher de pau para os envolver.
Junte 200 ml de água de cozer os espargos e, quando levantar fervura, junte o arroz prèviamente lavado e escorrido num passador de rede. Mexa, tape e reduza o lume para o mínimo.
Deixe cozinhar durante 15 minutos, mexendo com a colher de pau, cuidadosamente, a meio deste tempo (7 minutos). Se precisar, junte mais caldo para não ficar muito seco.
A quantidade de água indicada é ideal para ficar com a consistência de risotto.

Numa outra ocasião falaremos mais sobre este legume que tanto pode servir de entrada, como enriquecer uma refeição completa, Vegetariana ou não.
Tenham um bom final de semana de trabalho e um óptimo fim de semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

ARROZ DE COGUMELOS (SECOS)



Tinha já há algum tempo, uma embalagem com Cogumelos Shitake secos na minha despensa, mas como sempre que tenho um ingrediente que nunca usei, tinha receio e ia adiando o seu uso. (Não sei se vocês também têm esta renitência).
Foi no dia de Páscoa que resolvi experimentar, seguindo as instruções da embalagem e ainda fiz uma pesquisa na net. Afinal era bem simples!
Os cogumelos são secos ao sol (desidratados), inteiros ou laminados e conservam o seu sabor melhor do que se forem congelados. Por isso, o primeiro passo é a sua hidratação com água quente ou caldo de carne ou legumes. Mas cuidado, o líquido deve estar quente mas não a ferver.
A embalagem que usei tinha 25 g e deu para 2 vezes. Depois de hidratado aumenta bastante de volume.

Arroz de Cogumelos Secos

Para 2 pessoas:

1 mão cheia de cogumelos secos (usei shitake)
100 ml de arroz carolino
250 a 300 ml de água  ou caldo quente
2 colheres de sopa de azeite virgem
1/2 cebola pequena picada
1 folha de louro pequena (sem a nervura do meio)
 sal q.b.



Hidratar os Cogumelos


Numa tigela funda de loiça ou pirex, coloque os cogumelos e cubra com água ou caldo quente (sem ferver).
Deixe repousar durante 30 minutos (aumentam bastante de volume).
Coe o caldo e aproveite para fazer o arroz. Reserve os cogumelos noutro recipiente.


Preparação do Arroz:

Aqueça bem o caldo ou a água da hidratação dos cogumelos. Reserve.
Num tachinho pequeno, leve ao lume o azeite, a cebola picada e o louro. Cozinhe em lume brando até a cebola começar a ficar transparente e, nessa altura, junte os cogumelos escorridos, mexa  e deixe aquecer
Junte o arroz lavado e escorrido e envolva no refogado, mexendo sempre com a colher de pau, para aquecer bem. Aumente o lume para o máximo. Acrescente 200 ml do caldo quente, tempere de sal e mexa até que ferva. Baixe o lume para o mínimo, tape e deixe cozinhar durante 15 minutos. A meio do tempo, dê uma mexidela e, se for necessário, acrescente mais um pouco de água ou caldo quente.

Notas:
- Este é o Arroz à Portuguesa. Se preferir, use a técnica do risotto.
- Os cogumelos são ricos em proteínas, por isso em maior quantidade, constituem uma boa Refeição Vegetariana.
- Eu pus menos quantidade de cogumelos porque o Arroz era para acompanhar uma refeição de Carne Assada no Forno.

Espero que gostem. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

E A VIDA CONTINUA, FELIZMENTE!


Queria deixar aqui um agradecimento a todos os amigos que por aqui passaram (e foram muitos) tenham ou não comentado. Para todos um MUITO OBRIGADA pela energia positiva que me enviaram.
Em especial às Amigas e Amigos que através dos seus comentários  ou mensagens, me reconfortaram e ajudaram a vencer este momento traumático. Para todos, o meu Bem Hajam!
Ainda não conseguimos dormir bem, mas a pouco e pouco vamos descontraindo e em breve tudo entrará na normalidade.
Os documentos estão tratados e, embora só tenha os comprovativos, já posso conduzir. O carro deve estar pronto ainda esta semana, por isso, novo fim de semana se aproxima e é PRIMAVERA!

Um abraço com amizade, da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

UMA SEMANA ATRIBULADA

O "post" de hoje é a preto e branco, tal como me sinto de momento, (mas vai passar depressa, espero bem).
Não há máquina fotográfica, nem telemóvel, nem óculos, nem...nem...nem...
Afinal, não acontece só aos outros. Um dia vem e o "raio" atinge-nos a nós porque não nos acautelámos!
Na terça-feira passada roubaram-nos o carro onde eu tinha posto a minha carteira, para irmos andar um pouco a pé. Foi só uma hora. Quando regressámos encontrámos-lhe o sítio.
Foi aquele sufoco! Fomos à PSP participar e o Agente que nos atendeu foi impecável: telefonou logo para a PSP da nossa área de residência e pediu-lhes que fizessem uma rusga pela nossa rua e ajudou-nos a contactar o nosso Banco para desbloquear as contas pois eu tinha o cartão de crédito na bolsa.
Findas as diligências viemos de táxi para casa.
Quando abrimos a porta da entrada, parecia que tinha lá entrado um furacão: tínhamos sido assaltados!
Foi maior a desarrumação e o caos do que o roubo propriamente dito, porque não costumamos ter dinheiro em casa. Levaram o ouro que, não sendo muito, era de estimação e algumas notas do cofre do condomínio porque este ano somos os administradores e vamos ter de fazer umas reparações.
E podemos dar-nos por muito felizes. Deixaram os cheques e os adornos de prata no chão e não partiram nada!
Ah, levaram também a minha máquina fotográfica (mas deixaram o carregador) e o meu secador de cabelo.
E deixaram ficar o computador portátil, a câmara de filmar, os binóculos e os carregadores, tudo desarrumado em cima da cama.
Foram uns ladrões muito selectivos que só queriam ouro e dinheiro em "cash"!
Eram dois e demoraram um quarto de hora a pôr-me a casa de pantanas.
Eu julgo que estava um à espreita na varanda e deve ter visto o carro da polícia e por isso sairam logo. Até fecharam a porta à chave de novo!
Os pormenores soubemos depois, pela  vizinha do lado que os viu à porta e pensou que eram pessoas nossas conhecidas e que lhes tínhamos aberto a porta.
Ao princípio da noite a PSP telefonou-nos a dizer que tinha aparecido o carro num sítio próximo do local, mas mais escondido. Tinha um vidro partido, a fechadura do porta bagagens arrombada, mas não tinha nenhuma mossa. Foi um milagre!
E depois destes azares todos, digam lá se não tenho de dar muitas Graças a Deus por tudo o que os ladrões me deixaram ficar ?!!!
Tem sido uma grande canseira para pôr tudo em ordem de novo, trocar fechaduras, ir buscar o carro depois da peritagem da PJ, refazer documentos, levar o carro à oficina (vai amanhã)...
A pouco e pouco, a poeira vai assentando e já estou a começar a dormir melhor, mas ainda ando um bocado nervosa.
Fez-me bem este desabafo. Obrigada por me aturarem!
Tenham uma boa semana . Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


ARROZ, RISO E RISOTTO



Quando li no livro Mistérios do Abade de Priscos, do jornalista Fortunato da Câmara, o capítulo dedicado ao RISOTTO À MILANESA, fiquei com vontade de vos trazer este tema que é tão interessante.
Ele começa por referir que Risotto não é um tipo de arroz (riso em italiano), mas sim uma técnica de o cozinhar, que é um prato típico da região da Lombardia e Piemonte, no norte de Itália, e que se tornou conhecido no séc. XVI.
O arroz, conhecido no Médio Oriente há 5000 anos, foi divulgado na China, Índia, Vietname e Tailândia até se tornar no "pão da Ásia". No séc. V a C (antes de Cristo) cultivou-se na Pérsia e na Mesopotâmia. No séc.I  d C (depois de Cristo) já era conhecido dos Gregos e o médico Pedanius Dioscórides já o usava como medicamento e os seus ensinamentos foram aproveitados mais tarde pelos Romanos.
A entrada do arroz na Península Ibérica sem ser como medicamento, aconteceu com as invasões árabes da Andaluzia, pois eles iniciaram grandes plantações de arroz para seu alimento.
Em Portugal, só no reinado de D. Dinis (séc. XII) é que se encontram referências ao arroz que era considerado um "fruto estrangeiro" , caro e por isso reservado apenas às famílias ricas.

Nos finais do séc. XV já havia grandes campos de cultivo de arroz nas margens do rio Pó, a sul de Milão e no séc. XVI já a região da Lombardia tinha grande produção de arroz que era consumido na alimentação diária das populações.
É por essa altura que aparecem "as primeiras receitas consistentes àcerca do que viria a ser o risotto.
Uma dessas receitas é o "risotto  alla milanese".
Os grãos indicados para fazer risotto são os médios oblongos da variedade japónica, que tem características e versatilidade semelhantes ao nosso arroz carolino, que chegou a Portugal no séc. XVII vindo de uma plantação americana desenvolvida por ingleses na Carolina do Sul, daí o baptismo de carolino.
Sem querer retirar o mérito aos italianos pela forma como cozinham o arroz e pelas variedades que cultivam, também merece ser lembrado que o lusitano carolino (do Baixo Mondego e das Lezírias) é certificado com Indicação Geográfica Protegida, tal como o Riso del Delta de Pó (o indicado para fazer risotto), e permite fazer igualmente arroz de textura cremosa, tal como o nosso tradicional arroz doce." - in Mistérios do Abade de Priscos de Fortunato da Câmara.

A mais antiga receita que se parece com um risotto, foi publicada em 1570 no livro Opera por Bartolomeo Scappi, mestre cozinheiro dos Papas Pio IV e Pio V. Aí ele publica a sua receita de Arroz alla Lombarda, preparado com o caldo da cozedura de um galo capão com cervellate, um antigo enchido milanês que continha açafrão e a que se juntava açúcar, ovos, canela e os pedaços do galinácio.
Com o passar dos anos as receitas foram evoluindo, mas o tom dourado dado pelo açafrão ao risotto alla Milanese manteve-se.
"Qualquer que seja a receita, a chave para se obter um bom risotto, está no tipo de grão de arroz utilizado, na qualidade do caldo e por fim, na textura. Durante a cozedura, o caldo é absorvido progressivamente pelo arroz - obrigatòriamente de bago médio tipo japónica - , que vai libertando amilopectina, uma espécie de  goma gelatinosa que deixa os grãos num ambiente cremoso. Para se obter este resultado, o bago tem de ser resistente para ficar macio mas manter alguma firmeza. As variedades mais populares a nível internacional são o carnaroli , de grão fino para cozeduras mais longas, o vialone nano, de grão semifino para cozinhar mais rápido com ingredientes delicados como peixe ou legumes e o arboreo com um grão superfino e versátil para diferentes receitas."

Este é um pequeno resumo do livro acima referido, para quem gosta de História ou aprecia saber o come. Vale a pena lê-lo pois há muito mais que fica por dizer neste pequeno "post" sem pretensões que não sejam a sua divulgação.
Espero que tenham gostado. Desejo a todos uma óptima semana. Bjs.

Bombom