MOSTARDA DE GRÃOS (CASEIRA) DE DARINA ALLEN


Hoje trago-vos uma receita que fiz há cerca de um mês, antes de viajar.
É uma boa receita mas, por um LAPSO meu, o resultado foi quase um desastre culinário.
Mas primeiro vamos à receita que veio de La Cucinetta.

Mostarda de Grãos (Caseira)

De Darina Allen

2/3 de xícara de vinagre de vinho branco (de boa qualidade)
6 colheres de sopa de sementes de mostarda (amarelas e pretas)
3 ou 4 colheres de sopa de mostarda inglesa em pó
1/4 de xícara de vinagre de vinho branco
2 colheres de sopa de mel
2 colheres de chá de sal (só usei 1)

* Nota - Use vinagre de Champanhe para um resultado mais suave.

Para facilitar, faça a mistura dentro de frascos de vidro altos para poder esmagar as sementes.
1 - Coloque as sementes de mostarda dentro do frasco e cubra com a primeira porção de vinagre.
Misture, feche o frasco e deixe à temperatura ambiente por 3 a 5 dias. Quanto mais deixar macerar, mais forte será a mostarda.
2 - Passado esse tempo, abra o frasco e, com o "socador" do pilão, esmague as sementes no vinagre, tanto quanto conseguir. (É mais fácil no frasco de vidro alto do que no pilão baixo, para evitar sujeira).
3 - Junte a mostarda em pó, aos poucos, misturando bem para dissolver os grumos.
Acrescente a segunda porção de vinagre, o mel e o sal. Misture bem e prove e rectifique o sal se for necessário. Tape e conserve no frigorífico. Pode ser usado imediatamente.
Rende pouco mais de uma xícara de mostarda.


 As minhas Notas:
- Fiz a receita à risca. Usei Vinagre de Champanhe da Gallo (Modelo/Continente).
- A mostarda inglesa em pó trouxe de Inglaterra, mas cá também haver (Jumbo ou El Corte Inglês).
- Em vez do "socador" usei a varinha trituradora.
- Rendeu-me 2 frascos de 200 ml.
- Ficou saborosa, amarelinha e com alguns grãozinhos finos.


 Agora o meu LAPSO!...
Quando me preparava para tirar as fotos dos ingredientes, saltou-me à vista: Sementes de linhaça !
E fiquei com 2 frascos de Mostarda de Linhaça, (he, he) que guardei no frigorífico para não deitar fora.
Entretanto, depois de regressar, pensei que:
        - se está saborosa (a mostarda inglesa é mesmo boa);
        - se a linhaça é uma semente saudável,
então, por que não experimentar?
Já a usei duas vezes e não me arrependi, para temperar uns lombinhos de porco e num peixe assado. Qualquer deles foi muito aplaudido pelo Provador Oficial do Meu Estaminé, que nem sonha que estava a comer Mostarda de Linhaça!
E fica o conselho: verifiquem sempre o nome das sementes, antes de usarem.

Boa semana! Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

MAYONNAISE, OU MAHONNAISE?...MAIONESE CLÁSSICA



Mundialmente conhecida, a Maionese pode servir-se simples ou servir de base aos mais diversos molhos frios. Feita a partir de gema de ovo, azeite e vinagre (ou sumo de limão), pode ser temperada apenas com sal fino e pimenta. É a Maionese clássica, "à moda antiga", como a fazia a minha avó e a minha mãe, com quem aprendi.
Fortunato da Câmara, no seu Livro Mistérios do Abade de Priscos, conta algumas teorias para a história do seu aparecimento.
Assim como a "cada cabeça sua sentença", também para as receitas existem diversas versões.
Uma das teorias diz que o seu nome se deve ao duque de Mayenne, que em 1589 perdeu a Batalha de Arques porque na véspera se banqueteou com tal excesso com frango e muito molho, que no dia seguinte estava tão mal disposto que caíu às mãos do rei Henrique IV. Segundo esta versão, o nome do molho seria Mayennaise.
Também em França, mas no País Basco, na cidade de Bayonne, diz-se que o molho se chamava bayonnaise e que, com o tempo, degenerou para mayonnaise.
Os estudiosos das palavras antigas (étimos) pensam que está relacionado com o facto de na Idade Média se chamar moyeulx à gema de ovo e daí o ter-se chamado moyeunaise.
E, de teoria em teoria, chega-se a 1756 quando o marechal e duque de Richelieu com seu exército, conquista a cidade de Puerto de Mahón, na Ilha de Menorca, durante a Guerra dos Sete Anos.
Para comemorar a vitória, o cozinheiro do batalhão fez um molho improvisado com os ingredientes que tinha à mão, ao qual chamou de Mahonnaise.
Mas também há quem diga que a origem do molho provém da amante que o Duque tinha em Mahón, que lhe servia entre outras iguarias, um molho especial, que ele chamava "mahonesa", em homenagem à sua amada.
Quando regressou a França, trouxe a receita da "mahonesa" espanhola que tanto apreciava e divulgou-a nas mesas mais requintadas do reino.

Hoje em dia, há várias versões a que chamam Maionese, mas que não passam de "versões".
Foi por isso que resolvi deixar aqui a receita da Maionese a que chamo Clássica, a única e verdadeira.

Maionese


Ingredientes:
1 gema de ovo
50 ml de azeite virgem
sal fino, pimenta e sumo de limão ou gotas de vinagre, q.b.


Coloque a gema de ovo numa tigela e mexa com a colher de pau, só para a desfazer.
Sempre a mexer, vá deitando o azeite em fio (ou gota a gota), até ele acabar.


Obterá um creme grosso e consistente. Tempere de sal e pimenta e, para o deslaçar um pouco, junte gotas de sumo de limão ou de vinagre e bata novamente para incorporar.


São servidos?...Também se pode colocar num frasco com tampa hermética e guardar no frigorífico por alguns dias.

Tenham uma boa semana! Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

MOLHO SWEET CHILLY...(CASEIRO)



Esta é mais uma receita da Cozinha da "minha Vizinha".
Digamos, uma Senhora Vizinha (com letra grande) que muito gosto de visitar.
Trata-se da Colher de Pau de As Minhas Receitas, a Joana Roque de quem já devem ter ouvido falar.
Quem me visita mais assiduamente, sabe que tenho andado a dar "caminho" à produção de piri-piris deste ano. E esta receita estava há algum tempo na lista de Provas.
A receita original podem consultar aqui
http://paracozinhar.blogspot.pt/2012/03/molho-sweet-chilli.html

Se gostam de molhos picantes para acompanhar crepes salgados, asinhas de frango ou carnes grelhadas, este é um molho muito aromático, algo exótico mas muito saboroso e requintado.
Além do mais, é muito fácil de fazer, rápido e económico (escusam de comprar na loja).
Esta é também uma sugestão para a Mesa de Natal ou para presentear os Amigos.


Molho "Sweet Chilly"

180 g de açúcar amarelo (original, 250 g)
250 ml de vinagre de espumante, Gallo (original, vinagre de arroz)
4 dentes de alho (original, 5)
4 malaguetas chilly vermelhas ou piri-piris (pode usar mais se gostar de muito picante)
25 g de gengibre fresco

1 - Leve ao lume um tachinho com o vinagre e o açúcar e deixe ferver em lume brando, durante 10 minutos.

2 - Entretanto rale o alho e o gengibre. Usando luvas, corte as malaguetas chilly no sentido do comprimento (longitudinal) e retire e descarte as sementes. Corte-as finamente com uma faca afiada.

3 - Passados os 10 minutos de fervura do vinagre, junte os alhos e o gengibre ralados e as malaguetas picadas. Mexa e deixe ferver mais 5 minutos em lume brando.

4 - Verta em frasco esterilizado, tape com uma rodela de papel vegetal embebido em álcool e tape com tampa hermética.

 Notas: Como sempre, fiz algumas alterações, de acordo com os gostos cá de casa, mas assinalei entre parêntesis, as quantidades da receita original.
Não consegui meter as fotos e maldigo o Blogger e o Google que me "vetaram" a postagem. Vamos ver se amanhã consigo rectificar!
Deu para 2 frasquinhos de cerca de 100 ml.

Se fizerem, digam o que acharam.

P.S. - Hoje, dia 14 /12, consegui colocar as fotos. Deve ter sido partida do Google por ontem ter sido dia 13!
Tenham um óptimo fim de semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

CHUTNEY DE TOMATE VERMELHO



Vi há dias esta receita no site Viagens à Mesa, da responsabilidade da marca Espiga, da Fábrica Lusitana. Este site tem a ver com a promoção da nova gama de Misturas de Especiarias e Ervas Aromáticas.
www.viagensamesa.com/receitas/chutney_tomate_vermelho

Não tenho qualquer comissão (he,he) mas como sabem, gosto muito de molhos agridoces e de Chutneys.
Achei este original, de ingredientes fáceis de encontrar, fácil de fazer e económico, por isso resolvi partilhar convosco a receita.
É também uma sugestão para presentearem os amigos nesta época natalícia, além de que rende bastante.


Quando comecei a fazê-la até me assustei! Não tinha calculado as quantidades e tive de ir buscar a panela maior cá de casa- um panelão usado para o Cozido à Portuguesa.

                     Aqui podem ver os ingredientes já ao lume

Tive de rectificar a receita em 2 itens: vinagre e açúcar. Na receita original, a quantidade de açúcar é demasiada para um Chutney e torna-se enjoativo (o que me obrigou a aumentar o sal); em relação ao vinagre é muito pouco para a quantidade de ingredientes e passa despercebido, pelo que aumentei um pouco e o resultado final ficou valorizado. Esta é portanto a "minha" versão.

Chutney de Tomate Vermelho

1,4 kg de tomate maduro
675 g de cebolas
1 kg de maçãs
175 g de sultanas
200 g de açúcar amarelo
55 ml de vinagre de vinho tinto (usei 50 ml e + 10 ml de balsâmico)
1 colher de chá de cravinho moído
1 colher de sopa de gengibre moído
1 colher de chá de pimenta rosa 
2 colheres de chá de sal marinho 

Lave os tomates, escalde-os e pele-os. Abra-os ao meio, retire as graínhas, escorra-os e reserve o sumo*. Parta-os em pedaços e coloque-os num tacho grande. Descasque e descaroce as maçãs, parta-as em cubos e junte aos tomates. Descasque e pique as cebolas e junte tudo.
Acrescente então os restantes ingredientes e mexa para envolver tudo.
Leve ao lume forte e deixe ferver, mexendo sempre. Logo que ferva, reduza a chama para o mínimo e deixe cozinhar durante 40 a 45 minutos, mexendo de vez em quando.( O meu precisou de 1 hora para apurar).
Os vegetais têm de estar bem cozidos e o chutney deve ter reduzido e engrossado. Não deve ficar com líquido no fundo.
Por último, coloque o chutney em frascos esterilizados, ponha uma rodela de papel vegetal embebido em álcool por cima e feche com tampa hermética.
Coloque etiquetas ou fitas, para oferta.
É ideal para servir com carnes assadas ou fumadas.


Deu para 8 frascos médios.
Eu fiquei um bocado desconsolada porque na foto das Viagens à Mesa, o chutney ficou vermelho vivo e eu nunca consigo cores assim. Haverá algum truque?...


A minha consolação, é que não uso corantes nem conservantes, por isso, prefiro fazê-los a comprá-los.
Cada frasco ficou em cerca de 5o cêntimos.

Espero que gostem!
Tenham um bom fim de semana.


P.S. - Hoje, 6/12/2013, o Chutney foi servido a acompanhar Cabrito Assado no Forno e Arroz de Tomate feito com o sumo* reservado. Ficou com uma linda cor!



 Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

MALAGUETAS EM CONSERVA



Ainda se lembram de vos ter dito que tinha 3 receitas na calha?
Esta será a segunda, que fiz ultimamente depois de ter visto a sugestão do blog Cinco Sentidos na Cozinha.
http://cincosentidosnacozinha.blogspot.pt/2013/11/malaguetas-em-conserva.html
Como a Vânia contou, a receita era "da vizinha" e, de vizinha em vizinha (já eram várias) fui dar com a dona!
Trata-se do blog Brisa Marítima, ou melhor, da nossa amiga Isabel do Blog do Chocolate, conhecem?
Façam lhe uma visita que não se vão arrepender, pois encontram lá muita informação útil sobre Malaguetas.
Não consegui fazer entrar aqui o respectivo link, mas tomem nota:
http://brisamaritima.blogspot.pt/2013/09/malaguetas-em-conserva.html

Se quiserem oferecer algumas destas pelo Natal, devem fazê-las já pois precisam de 3 semanas para maturarem.

              Reciclagem de frascos usados

Conserva de Malaguetas

Ingredientes:

Malaguetas (usei 4 piri-piris ou gindungo, sem sementes)
Azeite virgem (100 ml)
Vinagre Balsâmico (30 ml)
Alhos esmagados (1 dentes)
Orégãos (ou alecrim ou tomilho - usei tomilho)
Grãos de Pimenta Preta e Rosa (6 de cada)
Louro (sem a nervura do meio, que é cancerígena - 1 folha)
Gengibre (opcional - não usei)
1 cálice deWisky ou Aguardente(opcional - ajuda a conservar mais tempo - 20 ml))
1 pitada de Sal

                    Informação dos ingredientes, na parte de trás

Preparação:

Esterilize um frasco (ou mais).
Lave as malaguetas e seque-as. Corte-lhes o píncaro e reserve. (Como as minhas eram de piri-piri, hot, tirei-lhes as sementes).
Encha o frasco até meio com azeite. Coloque os ingredientes todos e acabe de encher com o vinagre balsâmico e o wisky (usei aguardente).
Tape bem o frasco com tampa hermética e agite.
Deixe macerar durante 3 semanas, antes de utilizar, em local fresco e escuro.
De vez em quando agite o frasco para que os ingredientes se misturem e libertem os sabores.

P
             Prontas para macerar por 3 semanas

Nota:
- O vinagre balsâmico dá uma tonalidade mais escura ao azeite, mas torna esta conserva muito mais saborosa.
- A receita não especifica as quantidades por isso coloquei entre parêntesis as minhas, mas os meus frascos são pequenos e levam cerca de 200 ml.

Aproveitem bem estes magníficos dias de sol, mas cuidado com o frio!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

GELÉIA DE MALAGUETAS



Lembram-se da minha safra de Piri-piris?
Tenho andado a coleccionar receitas boas para as pôr a render e já estão umas 3 na fila!
A primeira a "sair" foi esta Geléia que no original se chama de Geléia de Pimentas Dedo de Moça.
É uma receita brasileira que tem andado de cozinha em cozinha, até chegar à minha! (He,he).
Encontrei-a Na Birosquinha da Rachel, uma cozinheira de 5 estrelas.
www.nabiroskinha.com/2013/03/geleia-de-pimenta

Ela não tinha pimentas Dedo de Moça e fez com outras e gabou o resultado.
Eu gostei muito da simplicidade da receita e resolvi experimentar com os meus Piri-piris.
Em boa hora o fiz porque ficou uma delícia a acompanhar com os Escalopes de Frango de que vos falei ontem.
 A receita pede 4 pimentas dedo de moça, que são grandes como as nossas malaguetas. Os piri-piris são muito pequeninos e eu pensei duplicar a ração.


Felizmente, à última hora, resolvi pôr só 6. Ficou no meu limite!
Se não gostam de molhos muito picantes, usem só 4 que é suficiente.


Geléia de Malagueta (Chilly Peper)

200 ml de sumo de laranja
1 chávena de chá de açúcar (usei amarelo)
1 maçã descascada e sem caroços, ralada no ralo grosso
4 malaguetas picadas (piri-piri ou outras / 6 se gostar de picantes fortes)
2 dentes de alho picados finamente
1 pitada de sal

Lave as malaguetas e seque com papel de cozinha.
Com luvas "de médico" e a ajuda de uma faca afiada, abra-as, retire as sementes e pique as malaguetas.
Descasque a maçã, retire os caroços e rale no ralador grosso.
Numa panela de fundo grosso, coloque todos os ingredientes. Misture bem e leve ao lume em fogo lento. Quando ferver conte 20 minutos (deixei 30 para ganhar ponto e ficar menos líquido) e retire do lume.
Verta num frasco esterilizado e tape com tampa hermética. Vire de tampa para baixo para criar vácuo e deixe arrefecer.

              As pintinhas brancas são os farrapinhos da maçã

Eu não viro os frascos porque não gosto de lambuzar as tampas e faço como sempre fiz.
Encho os frascos com a geléia bem quente e cubro com uma rodela de papel vegetal embebido em álcool. Cubro com a tampa e fecho hermèticamente. Aprendi com a Maria de Lurdes Modesto e nunca se me estragou nada. Portanto, façam como vos der mais jeito!
Esta Geléia acompanha com sucesso asinhas de frango, carne de porco, leitão, queijos, tostas e carnes diversas.

Continuação de uma boa semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

CHUTNEY DE FIGOS



Este ano, a safra de figos foi muito boa. Deu para os comermos ao natural, para secarmos uma boa parte deles, para fazer compota e ainda para experimentar um belo Chutney de Figo, uma receita da prendada Margarida do Figo Lampo.
O que mais me agradou nesta receita, é que não leva gordura nem refogados, o que a torna muito acessível a pessoas que (como eu) têm problemas de visícula. E o sabor é um espanto!
A receita original podem conferir aqui: http://figolampo.blogspot.pt/2013/07/chutney-de-figo-em-dia-de-aniversario.html

Chutney de Figos

800g de figos cortados em pedaços
150 ml de vinagre de vinho tinto (usei balsâmico)
200 g de açúcar mascavado escuro (usei açúcar amarelo)
1 cebola pequena às rodelas finas
1 colher de sopa de gengibre fresco ralado (usei em pó)
1 colher de chá de sementes de mostarda
1 colher de sopa de raspa de casca de laranja (só vidrado)
1 pau de canela
1 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de pimenta da Jamaica
2 cravinhos

Coloca-se tudo excepto os figos, num tachinho e leva-se ao lume até levantar fervura. Nessa altura, baixa-se o lume para o mínimo e deixa-se cozinhar até reduzir.
Juntam-se os figos cortados e deixa-se cozinhar em lume brando por cerca de 35 minutos.
Deita-se o chutney em frascos esterilizados e tapam-se hermèticamente. Viram-se com a tampa para baixo até arrefecerem. Guardam-se em local fresco.
Serve-se como entrada, com queijo ou requeijão ou a acompanhar assados de carne no Outono.

                          Toalha de linho de Almalaguês

Nota: Os meus figos não são muito sumarentos. Para que o molho não secasse demasiado, fui acrescentando um pouco de água (cerca de 150 ml). O resultado final, como já vos disse foi óptimo.
Não tirei foto porque nesse dia fiquei sem bateria na máquina.

Obrigada,  Margarida,  pelos 5 anos de partilha de tão boas receitas! Parabéns, mesmo com uns meses de atraso.

Tenham um bom final de semana, já com o sol a iluminar e a aquecer os vossos corações.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


PARA A OFICINA DAS PAPITAS...ESCALOPES COM MOLHO DE QUEIJO FUNDIDO


Faltam só dois dias! É já no sábado dia 21, que a Maria da Oficina das Papitas celebra os 2 anos do seu precioso blog.
A sua intenção era ajudar os filhos a quem ela ternamente chama por Fifis e que estão a viver lá muito longe, algures na Escócia, a cozinharem as refeições a que estavam habituados, quando ainda em casa.
Para comemorar estes 2 anos de actividade, a Maria convidou-nos a levar um "prato" para a Festa, cuja receita irá aumentar as opções dos Fifis.
Apesar de algumas dificuldades pois aqui na aldeia não posso meter as fotos, não quero deixar de participar.
Depois de muito procurar, optei por um prato simples mas muito saboroso que os filhos da Maria vão ser capazes de fazer com facilidade. Espero que gostem!

Escalopes Com Molho de Queijo Fundido

600 g de bifinhos
70 g de manteiga (ou margarina)
1 colher de sopa de mostarda
1 cálice de vinho do Porto
2 dl de natas
sal e pimenta q.b.
100 g de queijo fundido (ralado ou em cubinhos)

Preparação:
Espalme os bifinhos e tempere-os com sal e pimenta.
Numa frigideira, leve ao lume metade da manteiga e deixe derreter.
Frite os bifes ligeiramente (devem ficar mal passados) e retire-os depois para um prato.
Na mesma frigideira, acrescente a restante manteiga e leve ao lume. Quando bem quente, junte a mostarda, mexa, adicione o vinho do Porto e, pouco depois, as natas e o queijo. Deixe ferver e apurar, junte os bifinhos e o molho que largaram e deixe ferver mais um pouco.
Sirva, por exemplo com rodelas de puré de batata fritas (prepare um puré de batata enxuto, com pouco leite, molde com ele um rolinho, corte às rodelas e frite-as) e legumes ou salada variada, a gosto.

Muitos Parabéns, Maria, por mais este Aniversário!
Muitas Felicidades para a Oficina das Papitas e para todos aqueles que dela beneficiam, a começar pelos teus Fifis.

http://oficinadaspapitas.blogs.sapo.pt

P.S. - Esquecia-me de dizer que aprendi esta receita com o Chefe Silva. Podem encontrá-la Teleculinária nº 593, Especial de Verão 90

 Beijinhos da

 Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

APPLESAUCE...NO MICROONDAS



O que torna mágico o Natal  é o espírito com que ele é preparado, imaginado, ansiado, vivido.
Felizmente demora a chegar, para dar tempo a todos os preparativos, porque quando chega...já passou como um furacão!
Foi um dia muito feliz, com os filhos, noras e netinhos que vivem longe, reunidos  em alegre convívio.
À mesa não podia faltar o tradicional Perú Assado à  minha moda com o Arroz de Passas e Pinhões. E este ano para acompanhar fiz um Molho de Maçãs (Applesauce) delicioso e muito rápido e fácil de fazer, que encontrei no blog da minha amiga Renata, o Eternos Prazeres.
Se ainda não conhecem, não sabem o que perdem pois tem sempre sugestões de grande requinte.
Não consegui encontrar o link da receita que vou partilhar convosco, mas deixo-vos o de outra versão ainda mais simples de Applesauce, aqui: www.eternosprazeres.com/2012/02/applesaucecom-voces-o-tao-famoso-e.html

Applesauce ou Molho de Maçã no microondas

3 maçãs Gala e 3 Fuji
1 chávena de sumo de maçã (não tinha e usei água e sumo de meio limão)
2 colheres de sopa de Rum ou Conhaque (usei Vinho do Porto)
2 colheres de sopa de manteiga
3 colheres de sopa de mel
1/2 colher de chá de canela em pó

Lave, descasque e descaroce as maçãs. Corte-as em pequenos cubos.
Junte todos os ingredientes num pirex ou em recipiente próprio, mexa para envolver, tape e leve ao microondas durante 10 minutos em potência máxima.
Retire e bata com a varinha mágica para obter um molho macio.
Deite em frascos esterilizados e tape hermeticamente. Guarde no frigorífico.
Use a acompanhar carnes assadas no forno, para enriquecer iogurtes, para rechear bolos, panquecas, etc.

Gostei tanto do resultado, que não resisti a partilhá-lo convosco.
Obrigada Renata pelos teus Eternos Prazeres sempre com tão bom gosto e tão requintados!

Continuação de uma boa semana para todos.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

GELÉIA DE VINHO DO PORTO


Hoje estou muito satisfeita!
Não imaginam há quanto tempo andava a querer descobrir como fazer Geléia de Vinho do Porto.
Mas como não tinha a receita, fui adiando até encontrar coragem para meter mãos à obra lá no "laboratório". A minha cozinha, claro!
Tinha comprado uma garrafa de Vinho Porto para esse efeito: se não desse certo, paciência...
E esta tarde, lá me entreguei às investigações (he,he).


Geléia de Vinho do Porto

500 ml (0,5 l) de Vinho do Porto
150 g de açúcar gelificado (usei Sidul)
200 g de açúcar branco
1 pau de canela grosso (ou 2 finos)

Colocar todos os ingredientes num tacho e mexer para ajudar a dissolver o açúcar.
Levar a lume forte até levantar fervura.
Reduzir o lume para o mínimo e deixar apurar durante 1 hora, a 1 hora e 15 minutos.
Verificar se está em ponto de geléia e desligar o lume.
Encher os frascos prèviamente lavados e bem secos.
Colocar um quadrado de papel vegetal embebido em álcool no bocal do frasco e tapar com tampa hermética.
Deixar arrefecer e guardar em local escuro.



Notas:
- Deu para 2 frascos pequenos e 2 minis para as provas (he,he).
- Ficou óptima! Foi provada e aprovada!
- Tanto pode ser servida com fatias de pão fresco ou torrado, como em Crepes e Panquecas.
- Pode (e deve) ser servida a acompanhar pratos de Carne Assada, ou a guarnecer um prato mais requintado.
- Em vez da Omelete ao Rum, experimentem "Omelete com  Geléia de Vinho do Porto"!
- É útil para dar brilho a Bolos e Tartes ou para recheios.
- Da próxima vez farei em maior quantidade:
    _1 litro de Vinho do Porto
    _300 g de açúcar gelificado
    _ 450 g de açúcar branco
    _ 2 paus de canela

Como a receita é da minha invenção, ofereço-a a quem quiser experimentar, com a condição de depois me vir dizer o que achou. Pode ser?
Tenham um bom fim de semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

UM ALMOçO DE ANO NOVO

Hoje é dia de Ano Novo. Por isso, mesmo que apenas para os dois comensais cá de casa, resolvi fazer uma refeição condigna:
"Lombinhos de Perú com redução de Vinho do Porto e Risotto de Limão."

É um prato económico, fácil de cozinhar e fica muito requintado. Só foi pena não me ter lembrado de tirar fotografias!...
Tinha visto há algum tempo no blog de uma querida amiga brasileira que vive na Itália a receita deste risotto que podem consultar aqui  www.cucchiaiopieno.com/2011/02/risoto-ao-limao.html
Se visitarem o Cucchiaio Pieno não se arrependem, porque ele é "uma colherzinha cheia" de coisas boas, desde entradas, sopas, risottos, pratos vegetarianos, sobremesas deliciosas, bolos e bolachinhas...
Como vos dou o link para a receita do Risotto de Limão, não escrevo a receita mas devo dizer que fiz umas pequenas alterações:
- usei arroz carolino (porque não tinha arbório nem carnarolli).
- não usei natas porque não tinha em casa (e evito por causa da visícula).
- não misturei o queijo Parmesão ralado (porque o Provador d`O Meu Estaminé não aprecia).
De resto, fiz "tal-qual-zinho"!
E ficou um espectáculo, à vista e ao paladar!

Lombinhos de Perú com redução de Vinho do Porto

4 lombinhos de perú
1 dente de alho espremido
1 colher de chá de flor de sal aromatizado com tomilho e chilly
2 colher de sopa de margarina líquida

Redução de Vinho do Porto

100 ml de vinho do Porto (1 dl)
2 cravinhos da Índia

1 - Comece pela redução de vinho do Porto, porque vai demorar um pouco mais a atingir o ponto.
Num pucarinho de inox junte o vinho do Porto com os cravinhos e leve ao lume até levantar fervura. Reduza o lume para o mínimo e deixe apurar até reduzir a cerca de metade. Retire do lume e reserve.
2 - Aqueça bem a frigideira, deite a margarina e frite os lombinhos de perú prèviamente temperados com o alho e o sal aromatizado. Apague o lume, verta a redução de vinho do Porto sobre os lombinhos e reserve em local aquecido.
3 - Prepare o risotto.
4 - Logo que o risotto esteja pronto, emprate e sirva de imediato.

Notas:
1 -O arroz carolino, é um arroz produzido em Portugal e que, segundo a opinião da conceituada Conselheira de Culinária Maria de Lurdes Modesto, resulta bem na confecção dos Risottos.
2 - Consuma o que é nosso e muito mais económico.
3 -  Servi acompanhado com ameixas secas porque não tinha salada fresca.
4 - A Nota Maior foi-me dada pelo Provador Oficial do Meu Estaminé: "Fico sempre a perder quando vou ao Restaurante!"

Se quiserem experimentar, depois digam o que acharam!

FELIZ ANO NOVO ! UM BOM 2012 !


Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)








CHUTNEY DE GOJI

O Natal leva um ano para chegar, mas quando chega, vem sempre com tanta pressa que só passa 24 horas connosco!
O que vale é que o seu "abraço" é quentinho e ternurento como eu gosto. Agora só preciso que este calor perdure pelo ano inteiro!
Tinha visto uma boa receita de carne de Porco recheada com Molho de Arandos aqui  http://pratos-e-travessas.blogspot.com/2011/11/porco-enrolado-com-molho-de-arandos.html e fiquei com vontade de o experimentar, mas não encontrei os arandos (cranberries).
Como a Mónica Pinto dizia que este fruto é ácido e os Goji também são um bocadinho, resolvi fazer a substituição mas alterei um bocadinho a quantidade de açúcar da receita original pois os Goji são um fruto seco e adocicado como as passas de uva.
Ou dava um molho intragável e teria de ir para o lixo, ou ficava mesmo bom ao paladar e seria um sucesso.
E foi por ter valido a pena a experiência, que venho partilhar convosco a receita!

                      Chutney de Goji

CHUTNEY DE GOJI

125g de goji (1 pacote)
3 colheres de sobremesa de açúcar amarelo (mal cheias)
1 haste de tomilho limão ou laranja (usei seco, uma colher de café)
1 laranja grande- raspa e sumo
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1/2 cebola finamente picada (ou 1 pequena)
1 colher de sopa de azeite
1 dente de alho espremido
sal q.b.
50 ml de caldo de carne (facultativo - se o molho secar)

Preparação:
Numa taça, ponha os Goji, o açúcar, o tomilho, o vinagre balsâmico, a raspa e o sumo da laranja. Misture tudo e deixe a macerar por 30ou 40 minutos.
Passado esse tempo, refogue a cebola no azeite quente até começar a ficar transparente. Junte o alho espremido e os Goji macerados com a marinada. Tempere de sal e deixe cozinhar lentamente (lume brando) durante cerca de 10 a 12 minutos. Se secar muito, adicione o caldo aos poucos. Retire do lume e verta em frascos de tampa hermética. Deixe arrefecer e guarde no frigorífico.

Deu para 2 frascos como o da foto.

Para o almoço de Natal fiz um Assado de Perú acompanhado com o já tradicional Arroz de Passas e Pinhões e com o Chutney preparei um Molho de Goji.

Molho de Goji

A um dos frascos de Chutney, misturei 3 colheres de sopa de molho do assado e emulsionei bem. Não altera muito a consistência, mas os sucos da carne apuram o sabor do molho.

Para terminar, recomendo que passem no Pratos e Travessas da Mónica Pinto que tem vindo a colaborar em revistas inglesas de renome. Vão ver que não perdem tempo!
Desejo-vos uma boa semana. Beijinhos da

Bombom

MOLHO DE TOMATE EM CONSERVA


Este Verão aprendi com a minha prima Elvira que vive lá na minha aldeia da Beira, a fazer uma conserva de tomate que lhe dura para o resto do ano, até voltar de novo o tempo deles. Claro que, além de ter ganho um frasco dela, também ganhei a receita!
Experimentei logo fazê-la, mas esqueci-me das fotos e também depressa se acabou...
Só ontem tive ocasião de repetir a receita, que é muito simples.
Este Molho de Tomate fica parecido com o QB que eu às vezes comprava para pôr nas Pizzas ou nas massas, mas gosto muito mais dos que faço em casa. Além de ficarem muito mais baratos, não têm aditivos, nem corantes, nem conservantes, o que significa que são muito melhores para a nossa saúde.
Conservam-se muito bem na despensa mas quando abertos devem deixar-se no frigorífico e usar-se dentro de uma semana.

Molho de Tomate em Conserva

1 dl de azeite virgem
6 ou 7 dentes de alho grandes
800g de cebolas (3 ou 4 gdes)
1,5 kg de tomates (sem pele nem graínhas)
2 folhas de louro gdes (sem a nervura do meio)
1 ramo de salsa
1 raminho de tomilho (1 colher de café se for seco)
1 raminho de salva (ou de segurelha)
sal e pimenta, qb.
1 colher de chá de açúcar amarelo

Leve ao lume um tacho de inox com o azeite, o alho picado e as folhas de louro. Deixe aquecer durante uns 3 minutos e junte logo a cebola picada e deixe refogar por alguns minutos até começar a ficar transparente. Junte o tomate sem pele nem graínhas e o sumo obtido ao passá-las pelo passador de rede.
Quando levantar fervura, acrescente as ervas aromáticas, o sal, o açúcar e a pimenta moída na altura. Tape, ponha em lume brando e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando. Ao fim de cerca de 1 hora, verifique a cozedura. Se achar muito líquido, tire a tampa e deixe ferver por mais algum tempo.
Retire do lume e reduza a puré com a ajuda da varinha mágica ou de um passe-vite de rede fina.


Rectifique os temperos e verta para os frascos. Tape com as tampas herméticas e volte-os de "boca" para baixo para criarem vácuo natural. Deixe arrefecer.



 Depois de frios vire-os e guarde na despensa ou em local escuro e fresco.

Notas:
O alho deve cozinhar-se um pouco, antes de juntar a cebola pois esta neutraliza muito o aroma do alho.
Esta conserva é de grande utilidade para quem gosta pouco de cozinhar.
Bastam duas colheres deste molho, 2 dl de água a ferver e 1 dl de arroz, para fazer um bom Arroz de Tomate em 12 minutos (para 2 pessoas).
Também utilizo para aromatizar os estufados ou assados no forno.
Gosto de o guardar em frascos pequenos porque como somos só dois "comensais", consigo gastá-lo rapidamente e nunca se deteriora.


 Para todos, um resto de semana feliz.
Beijinhos da
Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

KETCHUP CASEIRO

Não me lembro já do nome do livro de onde tirei esta receita, mas como prefiro usar molhos caseiros em vez dos de  compra que vêm cheios de emulsionantes e conservantes, anotei-a logo.
Como estamos perto da época da abundância de tomate, aqui fica a receita, para quem quiser experimentar.

KETCHUP DE TOMATE

3 Kg de tomates maduros
2 hastes de aipo (ou 1 colher de sopa rasa, de sal de aipo)
1 cebola grande
2 dentes de alho grandes
1/2 colher de chá rasa de pimenta-de-Caiena
1 colher de chá rasa de gengibre ralado
1 colher de sopa rasa de sal
1 colher de chá rasa de canela em pó
1 colher de sopa rasa de sementes de coentro (coriandro) ralados
150 ml de vinagre de vinho
250 g de açúcar

Lave bem os tomates e o aipo. Descasque a cebola e os alhos. Corte tudo aos bocados e coza em lume brando até ficar em puré. Passe pelo passador para retirar as peles e as graínhas.
Junte os restantes ingredientes e leve de novo ao lume para ferver, mexendo sempre com a colher de pau até engrossar e obter a consistência de um creme grosso.
Deite em frascos enquanto quente e esterilize-os antes de os guardar.

Espero que gostem.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

CHUTNEY DE FIGOS

Não sei se convosco acontece o mesmo, mas dá-me mais prazer comer aquilo que confecciono do que aquilo que compro feito no supermercado. Só o facto de não conter corantes nem conservantes artificiais, já é uma mais valia para a Saúde.
Hoje vou dar-vos uma receita de Chutney de Figos, simples de fazer e óptima para acompanhar frango assado.
Encontrei-a em  http://www.moo.pt  
na secção de Receitas (Molhos Especiais). 



Chutney de Figos

Receita para 30 porções

4  chávenas (xícaras) de figo fresco picado
2 chávenas de cebolas picadas
1 chávena maçã picada
5 colheres de sopa de azeite virgem
4 colheres de sopa de vinagre de maçã
1 chávena de vinho tinto
q.b. de sal e pimenta branca
6 chávenas de figos secos picados

Aqueça o azeite e doure a cebola com a maçã. Deixe refogar e acrescente os figos secos, o vinagre de maçã, o vinho tinto, sal e pimenta. Baixe o lume para o mínimo e deixe cozinhar mexendo de vez em quando, por 7 minutos, ou até os figos começarem a desfazer-se. Adicione o figo fresco, misture e cozinhe por mais 3 minutos, mexendo de vez em quando. Retire do lume e encha um frasco com tampa hermética. Deixe arrefecer e conserve no frigorífico. Amorne a quantidade necessária para servir de cada vez.

Nesta altura do ano ainda não há figos frescos aqui em Portugal. Também não preciso de 30 doses. Então, fui para a cozinha e com o que lá havia fiz ...



O MEU CHUTNEY DE FIGOS

Para 2 frascos médios.

4 colheres de sopa de azeite virgem
1 cebola média picada
1 maçã (Fudgi ou Starking) picada
3 chávenas de chá (160 ml) de figos secos picadinhos
4 colheres de sopa de vinagre balsâmico
2/3 de chávena de vinho branco
1/3 de chávena de vinho doce (Porto ou Madeira)
1 chávena de água
1/2 colher de chá de gengibre em pó
1/2 colher de chá de cravinho em pó
1 estrela de anis (facultativo)
sal q.b. (pus 1 colher de chá)
pimenta q.b. (usei 5 pimentas moídas na hora)


O procedimento é o mesmo explicado em cima. É muito fácil e rápido. Em menos de meia hora estava pronto, nos frascos!
Para facilitar o trabalho, piquei os figos para uma tigela. Juntei-lhes o vinagre balsâmico, os vinhos e a água quente. Misturei e reservei.
Numa tacho de inox deitei o azeite e a cebola picada e deixei aquecer um pouco. De seguida juntei a maçã picada e deixei refogar uns minutinhos em lume brando, mexendo de vez em quando. Quando a cebola ficou caramelizada juntei a mistura dos figos. Temperei de sal e pimenta, juntei as especiarias e deixei levantar fervura. Logo a seguir pus o lume no mínimo e tapei o tacho. (Se achar que tem pouco líquido vá acrescentando água a ferver, aos poucos). Deixei ferver 10 a 12 minutos (até o figo ficar quase desfeito). Retirei do lume e enchi os frascos (2 médios). Cobri com uma rodela de papel vegetal embebido em álcool e fechei hermèticamente.

Fica a sugestão para a vossa mesa de Páscoa, a acompanhar as carnes de uma refeição festiva!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

CHUTNEY CASEIRO DE MANGA

Como vos contei anteriormente, andei numa de "coleccionar" receitas de Chutneys. E não imaginam o que encontrei! Além de diversas receitas de manga ou de abacaxi, vi receitas de abóbora, de beringela e alho, de figos e Chutney verde. Este último não é cozinhado, é feito em cru com coentros e coco ralado, além dos outros ingredientes.
Hoje, como vos prometi, vou deixar-vos uma receita que encontrei aqui:
http://www.receitasemenus.net/content/view/426/218/

 Chutney de Manga

6 mangas grandes
1 cebola média
2 1/2 chávenas de vinagre de vinho branco
2 chávenas de açúcar
1/2 chávena de açúcar mascavado
2 colheres de sopa de gengibre ralado
1/2 pimentão vermelho
1/2 colher de chá de canela em pó
2 cravinhos da Índia
2 colheres de sopa de passas sultanas escuras
1 malagueta (opcional)
sal q.b.

Descasque as mangas e corte a polpa em pequenos cubos.
Pique finamente a cebola e o pimentão.
Retire as sementes da malagueta e pique-a se a utilizar.
Coloque numa panela de inox o vinagre e o açúcar e misture bem.
Leve ao lume até que o açúcar se dissolva e, de seguida, junte os restantes ingredientes.  Misture bem e cozinhe em lume brando até obter a consistência de geleia fina. Retire do lume e deixe arrefecer.
Sirva a acompanhar carnes de aves. Também acompanha carnes assadas, grelhadas ou fondue de carne.

Para conservar este preparado e usar noutras ocasiões, podem encher-se frascos esterilizados, tal como se faz nas compotas. Fecham-se bem os frascos, colocam-se numa panela grande, cobrem-se com água e leva-se ao lume. Quando ferver, contam-se 10 minutos e apaga-se o lume. deixa-se arrefecer completamente e só então se retiram os frascos. Guardam-se em local fresco e no escuro.Depois de abertos conservam-se por duas semanas no frigorífico.

Tenham uma boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

CHUTNEY OU CHETNIM E FRITOS DE COUVE-FLOR COM MOLHO DE MANGA

                             Chutney de Manga, Damasco e Coentro

O que a gente aprende quando tem um blog!
Julgava eu que o Chutney era um produto inglês. Ao consultar a Wikipédia, fiquei a saber que o nome original é Chetnim e é originário da Índia. Como este país foi colonizado pelos ingleses, eles trouxeram e divulgaram estes novos sabores pela Europa, "inglesando-lhe" o nome.
O Chetnim é um condimento de paladar agridoce, picante (forte ou suave), ou ainda uma mistura dos dois.
Os ingredientes usados nos Chetnins são: frutos ou vegetais, pimenta, açúcar, sal, alho, cebola, mel, vinagre, gengibre e canela. As especiarias são: coentro, cominho, assa-fétida e feno-grego.
O resultado é um molho consistente de sabor agridoce e picante, muito bem apaladado,  para acompanhar carnes ou para usar em tostas como aperitivo.
Desta vez comprei um Chutney de Manga, porque tinha estado a anotar uma receita que o pedia e eu não sabia o que era. É composto por manga (34%), Maçã (17%), Damasco ou Pêssego (17%); vinagre de malte, cebola em pó, alho em pó, folhas de coentro, gengibre em pó e coentro em pó. É cozinhado em lume brando em panela destapada. Toda esta informação vem impressa no rótulo. 
Agora deixo-vos a receita que me aguçou a curiosidade para este ingrediente.

Fritos de Couve-Flor com Molho de Manga

Polme para fritos:
50g de farinha
1/2 colh. de chá de pimenta cayena
40g de queijo Parmesão ralado
2 ovos
2 colh. de sopa de leite

1 frasco de Chutney de Manga
1 couve-flor em floretes (raminhos separados) bem lavados
Óleo para fritar

Leve ao lume uma panela com água e sal. Quando ferver, introduza os floretes de couve-flor e depois de levantar fervura de novo, conte 5 ou 6 minutos. Retire o tacho do lume, escorra a água e passe os floretes por água fria. Seque num pano da loiça lavado ou em toalhas de papel.
Numa tigela, junte a farinha, a pimenta, o queijo ralado e misture bem. Acrescente os ovos (um a um) e o leite e bata até obter uma mistura homogénea.
Aqueça bem o óleo. Passe os floretes um a um pelo polme e frite-os no óleo bem quente. Escorra em papel absorvente.
Coloque numa travessa e sirva, com o Molho de Manga numa tacinha à parte.

Molho de Manga

4 colh. de sopa de Chutney de Manga
Sumo de 1/2 lima (ou limão)

Junte tudo e sirva numa tacinha, ao lado dos fritos de couve-flor.

Esta receita foi tirada da revista da BBC, Food Cook .
É uma receita Vegetariana e pode ser usada por quem não come carne por ser Quaresma.

Nota: O Chutney de manga já é tão gostoso e apaladado, que para mim, o sumo de lima não faz falta nenhuma.

Para a próxima, vou fazer o "meu" chutney e depois digo-vos se vale a pena, he,he!
Se ficar bom, dou-vos a receita!
Boa semana para todos. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

APPLE SAUCE OU MOLHO DE MAçÃ

Um dos meus passatempos culinários é a descoberta de outros aromas e sabores, que não apenas os tradicionais de Portugal. Assim, nas minhas visitas aos netinhos que vivem fora do país, tenho aproveitado para conhecer melhor mais alguns . Na Suíça foram os chocolates, em San Diego foram os picantes e ultimamente, entre outros, têm sido os molhos e chutneys.

                             Chutney de Manga, Damasco e Coentro e Molho de Maçã


O primeiro Molho de Maçã que comprei era confeccionado com cidra. Este que vêem na imagem é cozinhado com água, açúcar, maçã (60%), amido modificado de milho, ácido cítrico (acidificante), ácido ascórbico (antioxidante), sorbato de potássio e metabisulfito de sódio (conservantes). Contém sulfitos.
Embora o sabor seja muito agradável, os molhos de compra têm sempre este defeito: estão cheios de conservantes e antioxidantes nada "naturais" e muitas vezes são alergéneos, como é o caso dos sulfitos.
Então hoje, decidi fazer um Molho de Maçã bem saudável e tão gostoso (ou mais) do que os de compra. Querem experimentar?

             Molho de Maçã caseiro


1 kg de maçãs Granny Smith

1/2 limão em sumo (ou de 1 pequeno)
1 dl de Geleia de Vinho Moscatel 
1/2 dl de água
1 colher de sobremesa de Vinagre Balsâmico 
1 colher de chá de açúcar amarelo
4 cravinhos da Índia


Lavar e descascar as maçãs. Cortar aos quartos e descaroçar. Partir em oitavos e depois cortar em quadradinhos. Regar com o sumo de limão para não oxidarem (escurecerem).
Juntar os restantes ingredientes e levar ao lume até ferver.
Logo que levante fervura, reduza para o mínimo e deixe cozinhar em lume brando por cerca de 10 minutos com o tacho tapado. Retire a tampa e deixe no lume por mais 5 minutos.
Encha os frascos até ao cimo e cubra com rodelas de papel vegetal embebido em álcool. Feche com a tampa hermética e deixe arrefecer. Guarde no frigorífico por 6 a 8 semanas.

É claro que provámos logo ao almoço a acompanhar um grelhado de Cachaço à Italiana, servido com arroz de tomate e salada mista. Eu estava com receio que tivesse ficado muito ácido, mas não. Estava óptimo!


Eu usei a Geleia de Vinho Moscatel que tinha comprado no El Corte Inglês. Se não tiverem podem substituir por 1 dl de Vinho Moscatel, do Porto ou Geropiga. Nesse caso talvez tenham de adicionar mais 1 colher de açúcar amarelo. É uma questão de provar primeiro e usar a gosto.


Desta maneira, o limão serve de antioxidante e como tem pectina, não precisamos do amido modificado de milho que acho que deve ser transgénico!!! Não contém conservantes artificiais nem sulfitos!
Em resumo, é muito mais saudável e vale a pena experimentarem, se gostam de sabores agridoces. 
Não se esqueçam que a maçã ajuda a digerir a carne e tem muitas vitaminas.


Amanhã falaremos de Chutneys.
Tenham um bom fim de semana.
Beijinhos da


Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)











CACHAçO Â ITALIANA

Este título vai assim um bocado à "La Gardère", he,he! Este computador já não aprende a fazer ç (cês cedilhados) em letra maiúscula! É a prova de que Burro velho não aprende línguas!
E também não dá para fazer o acento grave no A ( nas maiúsculas). Mas vamos adiante, que isto com o novo Acordo Ortográfico, já vale tudo!!!


Numa época em que é preciso poupar todos os tostões, não é fácil para uma mãe de família encontrar muitas soluções alternativas para variar as ementas.
Hoje venho partilhar convosco uma descoberta que fiz há tempos e que muito me agradou. Cá em casa gostamos muito de entrecosto grelhado, o problema é que o que vem embalado só tem osso e pouca carne.
Um dia vi umas embalagens de Cachaço à Italiana e experimentei. Além de ser mais barato (3.49 / kg) , não tem quase osso nenhum, por isso rende muito mais.
No Verão faço o meu molho para grelhados e assados, barro a carne com antecedência e depois grelho-a.


Depois de grelhada perde grande parte da gordura e fica muito suculenta e apetitosa.


A sugestão que vos trago hoje, é fazê-la assada no forno com a técnica do papelote de que vos falei ontem.
Uma receita rápida, saborosa, saudável; e prática porque não deixa os tabuleiros incrustados e difíceis de lavar (he,he!). Mas desta não tenho foto!...

Molho Base para assados e grelhados:

1/2 Chávena (xícara) de azeite virgem
1 colher de sopa de molho inglês ou de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de molho de soja (facultativo)
2 dentes de alho médios espremidos
1 folha grande de louro sem a nervura do meio (é cancerígena) partida em pedacinhos
Folhas de salva ou tomilho qb.
1 colher de sopa de molho picante ou 1 colh. chá de flocos de malagueta ou piri-piri
sal e pimenta preta moída na hora qb.

1 cálice de Vinho do Porto ou 1/2 copo de vinho branco
1/2 copo de caldo de carne

Colocar todos os ingredientes (até ao sal e pimenta) numa tigelinha, mexer  e barrar a carne de véspera. Se for para assar no forno juntar um cálice de Vinho do Porto e meio copo de caldo de carne, na hora de levar ao forno.

Técnica do papelote:
Proceder como explicado na receita anterior, para forrar o tabuleiro.
Colocar a carne no meio e à volta batata doce cortada às rodelas grossas, alternando com cenouras, couves de Bruxelas ou raminhos de bróculos. Regar com o molho da marinada, fechar o "envelope" com cuidado e levar ao forno cerca 50 minutos a 1 hora.

Se não quiserem usar esta técnica podem pôr tudo num pirex  com tampa e levar ao forno 45 minutos.
Ao fim deste tempo, se a carne já estiver tenra, retira-se a tampa e deixa-se alourar por mais 15 minutos.
Se for para mais de 4 pessoas, podem assar as batatas doces à parte. Escolhem-se batatas mais finas e compridas para assarem melhor. Lavam-se e esfregam-se bem, secam-se com papel de cozinha e embrulham-se em papel de estanho. Colocam-se no forno, ao lado do tabuleiro da carne e assam ao mesmo tempo.
Outro acompanhamento da época que fica muito bem, são as castanhas. Corta-se a "cicatriz" do cimo da castanha, (250g chegam para 4). Põe-se a cozer durante 20 minutos em água fria com um pouco de sal e 1/2 colher de café de erva doce (sementinhas, como se diz na minha aldeia!). Retiram-se do lume, passam-se por água fria e descascam-se. Colocam-se depois no pirex, em volta da carne, para tomarem mais gosto.

Uma boa semana para todos e não esqueçam os impermeáveis e guarda chuvas!!!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

GORDURA DE FRANGO COM SABOR, DO BLOG "COME-SE"

Decerto que já conhecem o Blog "COME-SE" e a sua autora Neide Rigo. Mas se não conhecerem, não deixem de passar por http://come-se.blogspot.com/ . Não se vão arrepender, porque a Neide sabe do que fala. Ela é licenciada e sabe imenso àcerca das plantas e dos alimentos naturais. Eu tenho aprendido imenso com ela!
Durante muitos anos, nunca aproveitei a gordura dos frangos nem das galinhas, por me parecer que esta gordura animal não era saudável.
Um dia, lá na minha aldeia fui almoçar em casa de uma prima. Já não me lembro qual era a ementa, mas nunca me esquecerei de um arroz simples que ela serviu a acompanhar a refeição e que estava divinal.
Quando lhe gabei o arroz, ela disse-me que era Arroz Branco, preparado com um pouco de gordura de galinha, que guardava sempre no congelador.
A partir daí, passei a congelar a gordura dos frangos e galinhas que trazia da aldeia, embora não a utilizasse muitas vezes.
Até que um dia, vi no "Come-se" uma receita que me chamou à atenção: Gordura de Frango com Sabor.

 
E dizia a Neide: "quando esfria um pouco, alguns poucos ácidos graxos saturados, solidificam e podem dar uma aparência granulosa. É que de 3 a 10% dos ácidos graxos são sólidos a 20° C. Já no frigorífico, outros ácidos graxos solidificam dando à gordura um aspecto mais cremoso.
Para quem tem medo de gordura animal, saiba que esta é uma gordura boa (desde que vinda de um frango caseiro confiável), com quase 50% da sua composição em ácidos graxos monoinsaturados, o que não é pouca coisa. Então, uma colherzinha aqui e outra ali, não lhe vai fazer mal."
E mais não foi preciso, para que saísse do meu congelador o ingrediente principal da receita de

                      Gordura de Frango Com Sabor


Cerca de 350 g de gordura de frango.
1 cebola picada
1 dente de alho grande
1 galho de mangericão

Picar a gordura bem fininha e pôr num tacho, com uma colher de sopa de água para não queimar a gordura.


Levar a lume brando e deixar derreter (por 30 a 45 minutos).


Quando os pedacinhos derretem e começam a dourar parecendo pequenos torresmos, junta-se a cebola picada e deixa-se cozinhar até ficar acastanhada.Junta-se um dente de alho grande cortado ao meio (eu dei-lhe um murro para o esborrachar) e um galho de mangericão.


Quando ficarem sequinhos (os torresmos) quase dourando, desliga-se o lume.
Deixa-se arrefecer e passa-se por uma peneira de rede metálica, pressionando bem.


Escoa-se o óleo para um frasco e usa-se para juntar ao azeite dos refogados, em molhos de carne, arroz, etc.

Notas: O "segredo" é o lume brando! Eu fiz na boca mais pequena do fogão, com uma grelha metálica por cima e regulado no mínimo para que a chama não tocasse no fundo do tacho. E não ficou torresmo, derreteu quase por inteiro e só ficaram os temperos de cebola e alho no fundo do coador de rede!

Guardei no frigorífico e aí ficou com o aspecto de manteiga amarelinha.
Já usei várias vezes para fazer arroz e foi um sucesso! Fica gostoso demais!
Basta pôr no tachinho uma colher de sobremesa de gordura (manteiga de frango), uma folha de louro e a água necessária (o dobro da quantidade de arroz). Temperar de sal e deixar ferver. Juntar o arroz prèviamente lavado e deixar levantar fervura. Baixar o lume para o mínimo, tapar e contar 12 minutos.
Desligar e deixar repousar 5 minutos antes de servir.

Se o arroz for carolino  ou agulha, coze 12 a 13 minutos.
Se for basmati coze 10 minutos.
Se for para ficar malandrinho (de marisco ou de feijão) coze 15 minutos e serve-se de imediato.

Se quiserem conferir a receita é só ir a http://come-se.blogspot.com/2010/07/gordura-de-frango-com-sabor.html

Aproveito para deixar aqui um agradecimento especial à Neide Rigo pelos ensinamentos que partilha e que tanto me têm enriquecido. Obrigada, Neide! Bem Hajas!

Beijinhos da

Bombom = Tia Fátima ou Avó Fátima