CREME AMERICANO



Não sei qual é a origem deste nome, mas é o Creme que a minha querida Mãe fazia nas nossas festas de Aniversário ou noutras comemorações. É, pois, uma recordação dos tempos da minha infância e que fiz para um almoço em família.

Creme Americano

Ingredientes:

5 ovos grandes (usei 6)
1 chávena gde de açúcar (200ml)
1 chávena de leite (200ml)

Separe as gemas das claras.
Coloque as gemas numa taça e misture com a vara de arames; junte o leite e mexa bem. Reserve.
Ponha o açúcar num tacho, junte 2 colheres de sopa de água e leve ao lume para caramelizar.
Quando estiver bem louro (escurinho mas sem deixar queimar) deite a mistura das gemas reservada.
Cuidado porque vai fervilhar muito, não se queime.
Mexa sempre até misturar bem e derreter completamente o caramelo e engrossar um pouco.
Deite numa taça de serviço e deixe arrefecer um pouco.


Bata as claras em castelo com uma ou duas colheres de sopa de açúcar e cubra o creme já frio.


 Pode deixar de um dia para o outro no frigorífico.

Se fizerem, digam se gostaram.
Beijinhos da

Bombom

OS SEGREDOS DA "PAVLOVA"


Toda a gente sabe o que é uma Pavlova, mas como há sempre algum novato a chegar ao mundo da Culinária, nunca é demais repetir.
A Pavlova é uma espécie de bolo feita com uma base de suspiro ou merengue, coberta e decorada com calda de frutos, ou chantilly e frutas frescas, ou molho de chocolate, ao gosto de cada um.
Esta sobremesa foi inventada em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova quando ela se deslocou à Austrália e Nova Zelândia. Embora estes dois países reclamem a sua invenção, a receita mais antiga que se conhece é da Nova Zelândia.
É um doce popular na Oceania, em todas as festas tradicionais e hoje está muito divulgada graças aos blogs de culinária. Mas... há sempre um mas, a sua confecção, embora simples, tem alguns segredos para não ficar abatida, estalada ou partida, como vemos na maior parte das fotos que a ilustram por aí.
A pensar nisso, a minha amiga Elsa Silva que tem no Facebook a página Os Meus Bolinhos Caseiros, deu uma série de dicas interessantes que muito ajudam quem quiser obter um bom resultado. Partilho-os aqui convosco, com os devidos agradecimentos.

Pavlova - Instruções

1 - Para uma boa Pavlova deve usar claras congeladas, descongeladas 2 dias antes fora do frigorífico, à temperatura ambiente.
2 - Deve bater muito bem as claras e usar açúcar em pó (de confeiteiro). Em alternativa, use açúcar branco fino, pulverizado na 123.
3 - Nunca junte o açúcar todo de uma vez. Deite aos poucos e vá continuando a bater entre cada adição.
4 - O merengue deve ficar bem duro e não cair das pás do batedor.
5 - Deve levar-se ao forno previamente aquecido a 150º, durante 1h e 10m.
6 - Desliga-se o forno e deixa-se a arrefecer de um dia para o outro, lentamente.
7 - Se a Pavlova for de Chocolate tem menos tempo de forno para ficar tipo mousse no interior (merengada).

Notas:
1 - O açúcar em pó já tem incorporada uma parte de amido. Se usar açúcar normal, mesmo que o pulverize, deve juntar um pouco de amido de  milho (maisena).
2 - Também há quem use um pouco de vinagre, julgo que para ficar merengada depois de cozida.

E para finalizar, deixo-vos o link de duas óptimas receitas de Pavlova.
 www.lemonandvanilla.blogspot.co.uk/2014/05/wbd-tiered-berry-pavlova-pavlova-de.html

www.cincoquartosdelaranja.com/2013/02/pavlova-com-pepitas-de-chocolate-e-morangos.html 

Boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

TRIFFLE DE CAFETINO


Foi no blog Food With a Meaning , da Patrícia que descobri este delicioso Triffle que me deixou com água na boca. Podem ver aqui a receita e as fotos, porque com a pressa nem consegui fazer fotografias.

https://foodwithameaning.wordpress.com/2015/01/13/trifle-de-cafetino/

Fez-me lembrar o Bolo de Bolacha, mas este é ainda melhor porque não leva creme de manteiga e tem um "ingrediente secreto", o Licor de Cafetino (ou de Capuccino). Estão a ver, não é?...
Resolvi fazê-lo para o Aniversário da minha Mãe mas não consegui o Licor, que é o que lhe dá aquele toque sensacional.  Por isso, a minha receita não pode chamar-se assim.
Ficou um Triffle de Café, de sabor muito agradável a caramelo e que as crianças podem comer sem problema.
Ainda só tive o "feed-back" por uma Mana, mas quando nos dizem que "estava óptimo, podes fazer mais!", está tudo dito!


Triffle de Café

3 pacotes de Natas Longa Vida (600 ml)
1 lata de leite condensado cozido

3 pacotes de Bolacha Maria

2 cháv. chá de café puro forte (tipo Expresso)
4 colh. de sopa de açúcar em pó
1 colh. chá de essência de baunilha
Xarope de chocolate (Vahiné) para decorar
pepitas de chocolate ou chocolate ralado grosso, para decorar

1 - Bata 2 pacotes de natas (400 ml) bem frias, até estarem consistentes.
2 - Junte o leite condensado cozido e bata novamente. Reserve.
3 - Faça o café expresso e coloque 1 chávena de cada vez, num prato fundo.
4 - Molhe ràpidamente as bolachas uma a uma , de um lado e de outro e ponha-as a escorrer numa travessa.
5 - Barre o fundo de uma taça alta com um pouco de creme de natas. Por cima disponha uma camada de bolachas. Cubra com uma camada de creme de natas. Repita a operação até esgotar as bolachas e o creme.
6 - Bata as natas restantes até estarem consistentes; junte o açúcar em pó e bata até obter Chantilly. Aromatize com a essência de baunilha e mexa.
7 - Coloque o Chantilly num saco de pasteleiro com um bico frisado e cubra o Triffle com a terceira camada.
8 - Risque a superfície com o xarope de chocolate e salpique com pepitas de chocolate.
9 - Leve ao frigorífico de um dia para o outro ou, no mínimo, por 6 horas.

Para a Patrícia e o seu  https://foodwithameaning.wordpress.com  vão os meus agradecimentos pela partilha e pelos esclarecimentos que gentilmente me prestou.
Se não conhecem, não deixem de lhe fazer uma visita porque vão ficar fãs!
E fica desde já a promessa de, em breve, provar a delícia do seu Triffle de Cafetino. É só encontrar o Licor!
Bom fim de semana.
Beijinhos da

Bombom

CASCAS DE LARANJA CRISTALIZADAS



Há algum tempo, quando vos apresentei as geléias de Casca de Laranja, uma leitora falou-me nas cascas de laranja cristalizadas. Há tantos anos que não as faço! Já nem me lembrava bem da receita, mas valeu-me O Livro de Pantagruel que é a Enciclopédia das receitas, como eu lhe chamo.


Eu fiz só com as cascas de 3 ou 4 laranjas (150 g).  Acho que é o ideal para começarem esta experiência e perderem o receio.

Cascas de Laranja Cristalizadas

Cascas de laranja (demolhadas e cortadas em tiras finas)
Açúcar branco - o mesmo peso

1 - Na véspera à noite, deitam-se as cascas de laranja num alguidar e cobrem-se com água fria a que se juntou 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio (para perderem o amargo ràpidamente). No dia seguinte, passadas 12 horas, despeja-se a água e lavam-se as cascas em água corrente ( o mesmo procedimento que se tem para a Geléia de Cascas de Laranja). Depois voltam a pôr-se no alguidar com água limpa, até à hora da confecção ( eu só fiz ao início da tarde).

2 - Escorrem-se as cascas e cortam-se em  pedaços com 5 ou 6 cm de comprimento e depois cortam-se estes em tiras finas.



3 - Põe-se um tacho de inox com água ao lume, para ferver. Quando levantar fervura deitam-se as cascas e deixa-se ferver durante 5 minutos ( a receita original diz 1 minuto, mas eu prefiro que elas cozam ligeiramente). Retiram-se do lume, escorrem-se num passador, e põem-se sobre um pano limpo para retirar o máximo de humidade.
Pesam-se as cascas.
Unta-se a pedra da bancada com um pouco de óleo (vai ser precisa para arrefecer as cascas).

4 - Em seguida deita-se no tacho o mesmo peso de açúcar com 3 colheres de sopa de água (usei da de cozer as cascas) e leva-se ao lume mexendo com a colher de pau para ele derreter. "Logo que começa a ferver, vai-se sempre mexendo até chegar a ponto de cobrir, isto é, o mais grosso possível" ; (fica com o aspecto de uma massa esbranquiçada e grossa que não derrete). Nessa altura, deitam-se as cascas lá para dentro e, como levam sempre alguma humidade, mesmo que tenham sido bem enxutas, o açúcar perde um pouco o ponto. Torna-se necessário deixá-las ferver novamente até enxugarem, mexendo constantemente para não pegarem e irem absorvendo todo o açúcar.


5 - Logo que tenham absorvido todo o açúcar, despejam-se na bancada já untada, e separam-se imediatamente com uma faca. Polvilham-se com açúcar branco e deixam-se arrefecer.


Conservam-se em recipientes fechados.

Notas:
- Nesta última fase, antes de retirar do lume, deito logo uma mão cheia de açúcar sobre as cascas para elas não se pegarem tanto. Retiro do lume e já na bancada, deito mais um pouco de açúcar e separo-as ràpidamente. Elas arrefecem logo um pouco e, com as mãos, envolvo-as no açúcar que ficou na bancada.
- Não se assustem por a receita ser tão "comprida"; é para perceberem bem todos os passos e não falhar nenhum. Na prática é bem rápido, faz-se em cerca de 30 minutos.

Desejo a todos um óptimo Domingo.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

SONHOS ... PORQUE O NATAL VEM JÁ AÍ!



Como vos contei anteriormente, estes foram os Sonhos confeccionados "a meias" com a minha neta S.
Procurámos uma receita na net e a escolhida foi a da Colher de Pau em http://paracozinhar.blogspot.pt/2011/12/sonhos-doces-de-natal.html .
E, "a talhe de foice", aconselho-vos a planear com antecedência os menús e os presentes caseiros que vão oferecer, para poderem aproveitar algumas promoções e preços baixos, antes que a data se aproxime. Como sabem, nessa altura os preços sobem sempre!
Não deixem de visitar também o outro blog da Joana Roque (a Colher de Pau), o "A Economia cá de Casa", onde podem encontrar as mais valiosas sugestões e dicas para poupar no orçamento.
http://aeconomiacadecasa.blogspot.com

Já não fazia sonhos há muitos anos e confesso, estava receosa do trabalho que me iriam dar. Mas foi uma agradável surpresa pois a massa é muito fácil de trabalhar e ficaram muito fofinhos.
Os Sonhos fazem parte do meu imaginário infantil, pois a minha mãe fazia-os todos os anos pelo Natal. Eram deliciosos, envolvidos numa aromática calda de açúcar que hoje, só de me lembrar, ainda me faz crescer água na boca!

Sonhos Doces

1 chávena de chá de água (200 ml)
1 casca de limão
1 pitada de sal
100 g de margarina
1 chávena de farinha de trigo (200 ml)
3 ovos
Óleo para fritar
Açúcar e canela para polvilhar q. b.

Leve ao lume um tacho com a água, a manteiga aos pedaços, a casca de limão e o sal. Logo que levante fervura, adicione de uma só vez a farinha e mexa bem com a colher de pau, até que a massa se solte do tacho e forme uma bola. Retire do lume e dê-lhe mais umas "voltas" para ajudar a arrefecer. Deite na tigela da batedeira (no robot ou no processador) e vá acrescentando um ovo de cada vez e batendo bem na velocidade máxima,  entre cada adição, para os incorporar na massa. Deve ficar um creme grosso mas fluido.
Ponha o óleo numa caçarola e leve ao lume para aquecer bem (está pronto, quando ao deitar um pedacito de pão ele vier logo ao de cima). Frite às colheradas, mas não encha muito a caçarola porque os Sonhos crescem muito. Eles viram-se sozinhos, mas pique-os para que cozam por dentro e fiquem ocos.
Quando estiverem dourados, retire-os com uma escumadeira e coloque-os sobre papel absorvente, de cozinha para escorrerem.
Passe-os pela mistura de açúcar e canela e disponha-os numa travessa.
Se preferir, faça uma calda e sirva numa molheira.

Calda de Açúcar

200g de açúcar
100 ml de água (1 dl)
100 ml de Vinho do Porto (facultativo)
1 casca de laranja ou de limão
1 pau de canela

Num tachinho, leve ao lume todos os ingredientes e, quando levantar fervura, reduza o lume para o mínimo e deixe ferver durante 5 minutos (destapado). Retire do lume. Descarte as cascas e o pau de canela e reserve numa molheira.

Nota: A minha mãe punha a calda numa taça e os sonhos eram banhados nela. Uma delícia!

Tenham uma boa semana.  Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

A PROPÓSITO DE AçÚCAR...


Há uns dias atrás, li num blog que costumo visitar, a odisseia de querer fazer caramelo  e o açúcar de marca branca Continente, não caramelizar.
Na altura não anotei o link ou o nome do blog e..."varreu-se-me"! Se a autora passar por aqui, por favor deixe o link.
A nossa amiga deitou fora o produto de 2 ou 3 tentativas, até chegar à conclusão de que o açúcar de marca branca não serve e de seguida usou do amarelo com o sucesso desejado.
Este caso, fez-me descobrir porque é que as minhas compotas levam tanto tempo (horas) a ganhar o ponto de estrada! É que eu, por uma questão de economia e porque li na revista Deco Proteste que os produtos de marca branca substituem os de marca, com a vantagem de serem mais baratos, não comprava de outros.
Mais uma vez se confirma que "o barato sai caro"!
Foi por esta razão que nos Queijinhos de Figo usei do amarelo, sem problemas.
Mas a partir de agora, para Doçaria, comprarei açúcar do bom: SORES ou RAR.

E, já que estamos a falar de açúcar, deixo-vos aqui um link do blog de uma nutricionista que acho muito interessante, pois pode ser útil a quem por aqui passar.
www.falecomanutricionista.com.br/tipos-de-adocante/


Bom fim de semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

QUEIJO DE FIGOS


                   Alguns dos queijinhos mais pequenos

A pedido de "várias famílias", (Allo! Allo! Lisbon calling London) aqui vai hoje, a receita de Queijo de Figos! Uma receita algarvia também conhecida como Morgados.
A receita que segui (tenho mais outra para testar) dizia que:
dá para 6 doses - 45 minutos - Forno - Dificuldade média.
Eu reduzi a quantidade do açúcar e fiz queijinhos pequeninos (para não enjoarem, he,he).
Renderam 6 do tamanho da palma da minha mão e 29 do tamanho de bombons grandes.
O forno é só para torrar a amêndoa e o figo (10 a 15 minutos). Eu não torrei o figo porque quando os seco, antes de os guardar, meto-os no forno por 5 a 7 minutos.
Para os moldar, usei dois corta-bolachas de tamanho diferente. Untei-os com óleo, por dentro e por fora, para a massa não agarrar.
Dica importante: Não use açúcar de marca branca!

              Queijinhos maiores

Queijo de Figos

250 g de figos secos
250 g de amêndoas sem pele
250 g de açúcar branco (usei amarelo 175 g)
25 a 30 g de chocolate em pó (4 colheres de sopa cheias)
5 g de canela em pó (1 colher de chá)
1,5 g de erva doce em pó (2 colheres de chá)
1,5 dl de água (100 ml de água e 50 ml de vinho do Porto)
raspa de meio limão
açúcar pilé q.b. (para envolver)

Forre 2 tabuleiros com papel vegetal e reserve.
Pele as amêndoas: Ferva água num tacho e escalde as amêndoas. Retire do lume e escorra. Deite água fria por cima e pele-as.
Ligue o forno, ponha as amêndoas num tabuleiro e os figos noutro (se estiverem bem secos, acho que não é preciso, mas fica ao vosso critério) e leve ao forno por 10 a 15 minutos, mexendo de vez em quando para a amêndoa torrar por igual.
Deixe arrefecer e moa-os separadamente (usei a 123).
Deite a água num tacho e junte o açúcar, a canela, a raspa de limão, a erva doce e o chocolate. Leve ao lume médio e, quando ferver, reduza para o mínimo e deixe ferver até atingir o ponto de estrada (o líquido engrossa e quando se passa a colher no fundo do tacho, forma-se como que uma estrada).
Junte a amêndoa moída, mexendo e envolvendo bem com a colher de pau, durante 5 minutos.
Adicione então o figo moído, continuando a mexer e deixando ferver por mais 5 minutos (sempre em lume brando).
À parte, polvilhe uma tábua (ou a bancada bem limpa e seca) com açúcar pilé. Despeje sobre ela a massa de figo e amêndoa e deixe arrefecer.
Depois de fria, amasse e estenda com a altura que desejar e molde um ou vários Morgados, ou Queijinhos de Figo.
Enfeite com metades de amêndoa torrada, em forma de flor.

                         Queijinhos pequenos

A prova vai ser para a semana, se na Alfândega não mos "comerem"!!!
Quero saber se estes são tão bons como os de Barcelona!
 
Vou estar ausente por duas semanas, por uma boa causa!
Continuação de uma boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

MOUSSE DE CHOCOLATE MAIS FÁCIL DO MUNDO


A receita que vos trago hoje, encontrei-a aqui:
http://pratofundo.com/2421/mousse-chocolate-mais-facil-mundo

É dedicada a todos aqueles que sofrem de intolerância alimentar, especialmente à minha amiga Carla, do Carpe Diem, de quem vos falei ontem a propósito do Pão.

Mousse de Chocolate mais fácil do Mundo

Vai precisar de:
Chocolate negro (65% a 80% cacau) de muito boa qualidade
(Verifique na embalagem se não contém glúten nem leite (lactose)
Água mineral pura, de Ph neutro

Ingredientes para 1 porção:

50 g de chocolate negro semi amargo, picado
48 ml de água mineral (Ph 7)
2 tigelas de inox de tamanhos diferentes (1 grande , outra pequena)
Gelo, sal e água

Preparação:
Coloque as tigelas e o batedor de arame (ou da batedeira) no frigorífico ou no congelador.
Junte o chocolate picado e a água num tachinho e leve a lume brando para derreter. Retire do lume.
Faça uma espécie de banho-maria com o gelo: coloque o gelo, o sal e a água na tigela maior, de modo a equilibrar a tigela menor sobre o gelo.
Transfira o chocolate derretido para a tigela menor.
Bata até adquirir a consistência cremosa e "aerada" da mousse.
Coloque numa tacinha e sirva ou guarde no frigorífico por pouco tempo.

Tal como diz o Víctor Hugo, esta receita foi apurada pelo cientista Hervé This e pelo Chef Heston Blumenthal.
Pode ser útil para doentes celíacos e para pessoas intolerantes à lactose e aos ovos.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

TRIFFLE DE LIMONCELLO


Hoje para o almoço, saíu uma sobremesa tão rápida, tão rápida, que nem deu tempo (nem lembrança) para fotografar.
Havia meio Pão de Ló de sobra no prato...o Licor de Limoncello daqui...
http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2012/11/limoncello-caseiro-licor.html

 Compota de Morango...
http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2012/04/compota-de-morango-em-vinte-minutos-da.html

e Iogurte Grego no frigorífico que substitui muito bem as natas, para quem tem de evitar as gorduras.
O resultado foi uma sobremesa deliciosa e vistosa, que arrancou os elogios do Provador Oficial do Meu Estaminé,  que até nem é grande apreciador de doces de colher.

Triffle de Limoncello

Para 2 pessoas:

2 fatias de Pão de Ló
4 colheres de sopa de licor de Limoncello
1 iogurte grego
raspa de meio limão
2 ou 3 colheres de sopa de açúcar baunilhado
4 colheres de sopa de Compota de Morango

Escolha 2 taças bonitas. Parta em pedaços cada fatia de bolo e cubra com eles o fundo das taças.
Deite o licor sobre toda a superfície do bolo, de modo a embeber bem.
Envolva o açúcar baunilhado e a raspa de limão, com o iogurte, sem bater demasiado para não perder a cremosidade e deite metade em cada taça, sobre o bolo.
Decore com a compota de morango, ou outra geleia a gosto.

Notas:
- Esta é uma sobremesa muito agradável e desenjoativa.
- Pode substituir o Limoncello por outro licor a gosto (tangerina, ginjinha ou vinho do Porto).
- A Compota de Morango nunca falta cá em casa. No tempo deles, congelo em sacos de 750 g, bem lavados e sem os "pés" e quando uma se acaba sai logo outra remessa. É óptima para adoçar o iogurte natural, para as Panquecas e para as decorações de bolos e sobremesas.

Tenham um óptimo Domingo. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

TACINHAS FLORESTA NEGRA


No passado domingo, pelas razões que já vos contei, houve "rancho melhorado" cá em casa e uma sobremesa especial. Como o Provador Oficial do Meu Estaminé não aprecia muito as doçuras, tenho de ser muito comedida, mas de vez em quando sai uma nem que tenha de a comer sozinha (he,he).
Tínhamos acabado de colher as primeiras cerejas do nosso quintal!
Desta vez a escolha recaiu sobre uma receita que tinha visto aqui:
http://1toquedecanela.blogspot.pt/2013/06/tacinhas-floresta-negra.html
O meu problema era não ter o queijo creme necessário, pois aqui na aldeia não há supermercado e este fica a 30 km de distância. A solução, que não é a ideal, foi substitui-lo por iogurte grego. Ficou muito leve e saboroso e o Provador gostou muito, mas perdeu um pouco no aspecto, pois o creme não engrossou como era desejado. No fim da semana irei para Lisboa e lá, espero obter os ingredientes para repetir a receita como deve ser. Entretanto, se já tiverem cerejas no quintal ou se as encontrarem a preço justo, não deixem de experimentar.

Tacinhas Floresta Negra

Bolo de chocolate (usei Pão de Ló)
Licor de cereja (Kirsh) ou ginja (usei da minha Ginjinha)
1 embalagem de queijo creme (tipo Philadélphia)
2 ovos
3 colheres de sopa de açúcar
100ml de natas
cerejas frescas descaroçadas  + 1 inteira para cada taça
Chocolate preto em raspas para decorar.

No fundo de cada taça individual coloque um pedaço de bolo.
Aconchegue com a colher e deite por cima 1 colher de licor.
Entretanto, misture as gemas com o açúcar e o queijo creme.
Bata com a batedeira para envolver bem. Acrescente as natas e misture.
Bata as claras em castelo e incorpore no creme de queijo, delicadamente.
Coloque 1 colher de creme em cada taça, sobre o bolo
e por cima, ponha cerejas descaroçadas.
Termine com uma camada de creme de queijo.
Decore uma cereja inteira e raspas de chocolate negro.

Como já estão a ver, a nossa sobremesa foi inspirada na da Paula, do Um Toque de Canela, mas 
não poderá ter o mesmo nome, pois não teve o bolo de chocolate nem o queijo creme. No entanto, apesar das variações foi uma boa sugestão.
Um obrigada ao Um Toque de Canela e à sua autora!
Divirtam-se e tenham uma boa semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


PÊRAS COM ESPECIARIAS

Hoje trago-vos uma receita que foi apresentada na TV, por Maria Proença e divulgada na Teleculinária  n° 759, de Setembro de 1993.
A minha máquina fotográfica "entrou em greve" e não apresentou pré-aviso! Vamos ver se consigo que a NIKON me solucione o problema, senão...lá terei de comprar outra!

Pêras com Especiarias

6 pêras
7,5 dl de água (750 ml)
150 g de açúcar
2 laranjas
2 limões (de preferência verdes)
1 vagem de baunilha
4 cravinhos da Índia
2 grãos de pimenta
1 colher de café de grãos de coentros
2 colheres de sopa de vinho do Porto ou da Madeira

Prepare uma calda com a água e o açúcar, adicionando as especiarias e tendo o cuidado de abrir a vagem de baunilha ao meio. Introduza as pêras descascadas, mas inteiras e com o pé. Acrescente o sumo de 1 limão, o vinho e as cascas de laranja e de limão, prèviamente cortadas em juliana muito fina.
Deixe cozer as pêras até que se lhes possa espetar fàcilmente um garfo, mas sem ficarem moles.
Coloque-as numa taça e leve-as ao frigorífico durante algumas horas.
No momento de servir, regue as pêras com o molho e acompanhe com pequenos queques (muffins), com um pouco de natas batidas sem açúcar ou com uma bola de gelado de natas.

Esta é uma sobremesa simples e não muito dispendiosa, que dá um ar bem requintado ao final de qualquer refeição. Espero que gostem.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

BOLO DE FIGOS SECOS COM MOLHO TOFFEE



Ainda no rescaldo das festas de Natal e de Ano Novo, trago-vos uma receita simples mas que merece um lugar especial na vossa mesa.
A receita original  é do site da Margarina Vaqueiro.
Tenciono reformulá-la e melhorá-la ainda mais, mas enquanto não ponho mãos à obra, aqui fica para quem quiser provar... e aprovar.

Bolo de Figos Secos com Molho Toffee

Ingredientes:

200g de figos secos
3 dl de água a ferver (pus metade água e metade Vinho do Porto *)
150 g de açúcar amarelo
60 g de margarina Vaqueiro
3 ovos
150 g de farinha
1 colher de sobremesa de fermento em pó

Molho Toffee

130 g de açúcar amarelo
2 dl de natas
30 g de margarina Vaqueiro

Ligue o forno a 180°. Corte o pé aos figos, parta-os em quartos e ponha no copo da trituradora (varinha mágica). Junte a água a ferver e triture tudo até ficar em creme (grosso). Adicione o açúcar amarelo e a margarina e ligue o robot ou trituradora, para misturar bem.
Verta tudo para uma tigela e junte os ovos, a farinha misturada com o fermento e vá batendo com a batedeira eléctrica ou a vara de arames, até obter uma massa lisa e cremosa.
Verta-a  numa forma redonda de mola (22 cm de diâmetro), bem untada e leve ao forno a cozer durante cerca de 30 minutos.
Entretanto, prepare o Molho Toffee: leve ao lume num tachinho, as natas e o açúcar e deixe ferver um pouco, mexendo sempre com a vara de arames. Retire do lume e acrescente a margarina aos pedaços, batendo bem. Reserve.
Retire o bolo do forno e deixe arrefecer na forma. Quando estiver frio, cubra com parte do molho.
Deixe arrefecer e depois retire o aro e coloque no prato de serviço. Sirva com o resto do Molho Toffee numa molheira, à parte.

Notas:
- No final da confecção, alterei ligeiramente o procedimento, por me parecer muito mais fácil:
" Retire o bolo do forno e deixe arrefecer um pouco, na forma.
Desenforme para um prato de serviço, fundo como os de pudim.
Cubra com um terço do Molho Toffee. Sirva o molho restante numa molheira, à parte".
- * O Provador Oficial do Meu Estaminé, acha que devia substituir por aguardente ou brandy (he,he)!


São servidos? Vale a pena provar!
Bom fim de semana. Agasalhem-se bem, pois vem lá muito frio e para semana ainda mais!!!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

SOBREMESA DE BAVAROISE DE ANANÁS



Já devem ter reparado pelas entrelinhas, que acabei o ano de 2012 e entrei no de 2013 em beleza, (exceptuando a partida de um dos filhos, nora e netinhos que vivem para lá de outros mares, mas estão sempre presentes no meu coração).
Tal como vos tinha prometido, trago-vos hoje a receita da última gulodice do ano de 2012, que foi confeccionada pela minha nora D.
Ou terá sido a primeira de 2013? Ai, que eu já estou com a "psica" avariada!!!
É fácil de fazer, tem um aspecto muito requintado e apetitoso e fica muito fresquinha e leve.
Muito obrigada D. pela receita!

Bavaroise de Ananás

1/2 l de leite (500 ml)
6 colheres de sopa rasas de açúcar branco
6 ovos
1 pacote de gelatina de ananás (só o pó)
1 Torta de Baunilha Dancake
Caramelo líquido q. b.
1 forma de bolo inglês

Unte generosamente uma forma de bolo inglês com caramelo líquido.
Corte a Torta de Baunilha Dancake em fatias com cerca de 1 cm de espessura.
Forre com elas a forma barrada com o caramelo: no fundo e dos lados, em toda a volta. Reserve.
Num tacho junte as gemas com o açúcar e mexa bem. Junte o leite, envolva e leve a mistura ao lume a engrossar. Retire do lume e envolva as claras batidas em castelo firme. Acrescente a gelatina de ananás em pó e misture bem.
Verta a mistura na forma já preparada e deixe esfriar. Leve ao frigorífico de um dia para o outro.
Desenforma-se e serve-se frio.


Nesta foto vê-se o aspecto com que fica ao fatiar. Vale a pena experimentarem! Depois contem do resultado.

Tenham uma óptima semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)










IGREJA DE SANTA CLARA-A-VELHA EM COIMBRA E OS PASTÉIS DE SANTA CLARA


             Vista parcial da Igreja de Santa Clara-a-Velha (Piso superior)

No passado fim de semana fomos a Coimbra e visitámos a Igreja de Santa Clara-a-Velha e o novo Centro de Interpretação e Museu. Sempre conheci este monumento como uma ilha, rodeado de água em toda a volta e com o andar inferior completamente submerso. De há uns anos para cá, o Ministério da Cultura empreendeu a sua recuperação. Foi feita a drenagem das águas, estabilizado o terreno, fizeram-se escavações arqueológicas e foi construído um Centro de Interpretação que inclui um Auditório onde se pode ver um filme com a História do Convento, um pequeno Museu, uma loja e uma Cafetaria com esplanada com vista para a Igreja.

                     Centro de Interpretação

O Convento de Santa Clara-a-Velha foi fundado por D. Mor Dias em 1283, sob a Ordem das Clarissas (de Santa Clara, de Assis). Esta abastada senhora tinha sido recolhida 30 anos antes pelos frades do Mosteiro de Santa Cruz e vivia no Mosteiro das Donas que lhe ficava anexo. Ela tinha o grande sonho de formar um Convento de Clarissas e, quando quis torná-lo realidade, encontrou grande oposição por parte dos frades que se sentiram traídos pela sua discípula. (O facto de terem de abdicar do dote dela, também deve ter pesado bastante, na minha óptica). Eles boicotaram-na ao máximo junto da Igreja e do Papa e o seu Mosteiro foi extinto em 1311.

                        Igreja de Santa Clara-a-Velha e ruínas do claustro

Três anos mais tarde, Dona Isabel de Aragão, esposa do rei D. Dinis, decidiu instalar as Clarissas em Coimbra. Pediu licença à Santa Sé para fundar o Mosteiro de Santa Clara e obteve autorização do Papa Clemente V em 1314.
Mandou então construir novas instalações e uma Igreja.
Em 1317 chegaram as primeiras freiras vindas de Zamora. A Igreja só ficou concluída em 1330, ano em que foi sagrada pelo Bispo de Coimbra.
O Mosteiro ficou situado numa zona de cota baixa, nas margens do rio Mondego e por isso desde muito cedo sofreu inundações e aluimento.
Finalmente, em 1677, as freiras mudaram-se para um novo edifício mandado construir pelo rei D. João IV, situado num plano mais elevado, que passou a ser conhecido como Convento de Santa Clara. As antigas instalações foram-se degradando e só ficou visível parte da antiga Igreja, que passou a ser chamada de Santa Clara-a-Velha.

                               (Clique para aumentar)

E com esta introdução que poderão consultar no Museu, aqui fica a receita desta iguaria conventual, retirada do livro Cozinha Tradicional Portuguesa de Maria de Lurdes Modesto.

Pastéis de Santa Clara (de Coimbra)

Para a massa:
250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga
água q.b.

Para o recheio:
250 g de açúcar branco
1,5 dl de água
150 g de amêndoas peladas e raladas
9 gemas de ovos

Leva-se o açúcar ao lume com cerca de 1,5 dl de água e deixa-se ferver até fazer ponto de cabelo (106°C). Retira-se do lume e junta-se a amêndoa pelada e moída e as gemas prèviamente batidas.Mexe-se enèrgicamente para não talharem. Leva-se de novo ao lume para cozer o recheio, mexendo sempre até fazer ponto de estrada. Retira-se do lume e deixa-se arrefecer.
Entretanto prepara-se a massa: peneira-se a farinha para uma tigela, junta-se a manteiga e trabalha-se a massa molhando a mão em água fria. Amassa-se muito bem até que a massa fique elástica e se possa estender.
Estende-se a massa muito fina, com o rolo, dando-lhe a forma de uma tira. Sobre esta dispõe-se montinhos do recheio preparado. Dobra-se a tira de massa fazendo aderir bem e cortam-se os pastéis, dando-lhes a forma de uma meia lua (como os rissóis). Pincelam-se com ovo batido, polvilham-se com açúcar e levam-se a cozer ao forno moderadamente quente (180°), por cerca de 20 minutos.

                          Coimbra vista da Igreja de Santa Clara-a-Velha

Espero que tenham gostado do passeio. Desejo-vos a continuação de uma boa semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima) 






PANQUECAS SEMPRE PRONTAS

Tenho de confessar que já não sei onde arranjei esta receita. Esta cabeça, já não é o que era, he,he!
Mas se alguém comprovar que é sua, eu rectifico e ponho aqui a proveniência, com todo o gosto.
Confessado o "crime", vamos ao que interessa: a receitinha.

PANQUECAS SEMPRE PRONTAS

Base para 4 vezes:

600 g de farinha de trigo sem fermento (uso Espiga)
50 g de fermento em pó
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de sal fino
50 g de açúcar em pó

Junte todos os ingredientes numa tigela e envolva muito bem.
Deite num frasco com tampa hermética, feche e guarde.

Para usar:

150 g de mistura para panquecas
1 ovo
250 ml de leite (2,5 dl)
1 colher de sopa de margarina líquida (uso Vaqueiro)

Misture tudo numa tigela e envolva bem. Deite um pouco de margarina líquida na frigideira e retire o excesso com papel absorvente de cozinha. Deixe aquecer bem e deite uma colherada de creme de cada vez. Vire com a ajuda de uma espátula de madeira ou de silicone.

Esta receita também é uma sugestão para um presentinho de tipo Gourmet. É só arranjarem um frasco bonito e enfeitarem com um laçarote à maneira, não esquecendo a etiqueta com o Modo de Usar.
A propósito, recomendo-vos uma visita a http://www.economiacadecasa.blogspot.com , um dos excelentes blogs da Joana Roque, mais conhecida na blogosfera por Colher de Pau (a mesma de As Minhas Receitas).
Vale a pena fazerem uma visita, pois ela tem ideias maravilhosas e acessíveis à bolsa!
E, para quem não sabe, ela é a autora do livro de receitas "Feito em Casa" (um dos meus presentes de Natal do ano passado, que adorei).

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)


PEQUENOS MIMOS - CONT.


Já vos tinha dito que quando encontro panos da loiça bonitos, às vezes compro porque dão muito jeito para fazer conjuntos de avental e pegas e ficam muito mais baratos do que comprar essas peças nas lojas.
Aqui há tempos, no Modelo - Continente (que ainda era só Modelo), encontrei uns conjuntos de 3 panos da loiça: um de quadrados pretos e riscas verde alface, outro todo verde alface e um todo preto.
(Na foto não se vê bem a cor das riscas, mas é igual à fita de viés, de debruar).
Desmanchei as baínhas para aproveitar o tecido ao máximo e com o pano no sentido da largura, fiz a saia do avental. Com o que sobrou, fiz o peitilho e as faces direitas de 2 pegas.


Fiz o mesmo com o pano de cor verde alface.
E com o pano preto fiz os bolsos e as faces interiores das pegas e uma série de "carapucinhas" para os frascos da compota, que já viram em fotos anteriores.
Deste modo, com um conjunto de 3 panos que custou à volta de 3 euros, fiz 2 aventais, 4 pegas e 6 "carapucinhas".
Isto são só ideias, ou sugestões para quem aprecia estas actividades. Eu até nem sou muito boa na costura, mas estas coisas são muito simples e se eu consigo fazer, qualquer pessoa consegue!
Desejo-vos uma boa semana. Amanhã vai estar mais frio, cuidem-se: agasalhem-se e comam laranjas e kiwis que têm muita vitamina C, para se precaverem contra as gripes!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)


FELIZ NATAL ! E RABANADAS COM CALDA DE AçÚCAR


FALAVAM-ME DE AMOR

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas
solstício de mel pelas escadas
de um sentimento com nozes e com pinhas,

menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas
e em sua eternidade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.

Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias
e eras um sol na sombra flagelado.

O fel que por nós bebes te liberta
e no manso natal que te conserta
só tu ficaste acostumado.

Natália Correia
O Dilúvio e a Pomba
Lisboa, Publicações D. Quixote, 1979

Para todas as minhas Visitas em geral e todas (os) as Comentadoras (es) em especial, aqui ficam os meus votos de um Natal renascido nos vossos corações. Que as vossas Festas sejam vividas em Amor e Alegria e partilhadas com todos os presentes e os ausentes. Na certeza de que os que partiram estarão em comunhão também!

           Árvore de Natal 2010

E, para ajudar à festa, quero partilhar convosco as "minhas" Rabanadas.
Um doce típico do Natal Popular em Portugal feito à base de fatias de pão duro amolecidas em leite, passadas por ovos batidos e depois fritas.
Depois, conforme a região, varia o acabamento. No Sul são polvilhadas com açúcar misturado com canela. No Norte, sobretudo no Minho, são embebidas em calda de açúcar.
São estas últimas as preferidas cá de casa. A receita é de Maria de Lurdes Modesto no seu livro Receitas Escolhidas e foi ligeiramente adaptada por mim.


Rabanadas com Calda de Açúcar

1 pão de forma ou cacete duro, (das vésperas)
1 litro de leite
6 a 8 ovos
casca de 1/2 limão (vidrado)
1 litro de óleo (uso Vaqueiro ou Espiga) para fritar

200g de açúcar
2 dl de água (200 ml)
1 dl de Vinho do Porto (100 ml)
1 pau de canela
casca de 1/2  limão grande (vidrado)

Corte o pão em fatias de 1,5 cm. Ponha a ferver o leite com a casca de limão.
Passe as fatias uma a uma pelo leite quente, escorra um pouco e vá colocando num tabuleiro grande.
Num prato fundo vá abrindo 2 ovos de cada vez. Bata-os com o garfo e reserve.
Aqueça bem o óleo numa frigideira grande deixando dentro dela a boiar uma ou duas cascas de ovo. (Este truque é para o óleo não fazer espuma ao fritar).
Quando estiver bem quente, passe as fatias pelos ovos batidos, frite-as e escorra-as em papel de cozinha absorvente.
Coloque-as numa taça ou travessa funda e regue-as com a Calda.

Calda de Açúcar

Deite num tacho as 200g de açúcar, junte 2 dl de água, a casca de limão e o pau de canela. Leve ao lume para ferver. Quando levantar fervura conte 5 minutos e junte o Vinho do Porto; mexa e apague o lume. Retire a casca de limão e o pau de canela e verta sobre as Rabanadas.

Notas: Para ver se o óleo está bem quem quente, deite-lhe um pedacinho de pão; se ele vier logo ao de cima fazendo borbulhinhas, está no ponto.
           Na receita da Maria de Lurdes Modesto a calda não leva casca de limão nem pau de canela. As Rabanadas depois de regadas com a calda são polvilhadas com canela em pó.
           Eu acho a "minha" calda muito aromática e gostosa.
           Como devem ter reparado, estas Rabanadas não levam açúcar no leite, pois vão ficar embebidas na calda.
          Quem preferir as Rabanadas polvilhadas com açúcar e canela em pó, pode juntar ao leite 2 ou 3 colheres de açúcar.

Beijinhos da 

Bombom ( Tia Fátima / Avó Fátima)

TARTE DE PÊRAS DE ALCOBAçA

Já em clima de Natal desde que chegaram os meus "Meninos Jesus", tenho tido pouca disponibilidade para vir "abrir" O Meu Estaminé.
De qualquer modo, ainda vos quero deixar aqui algumas receitas natalícias. Mas hoje trago-vos a receita de uma tarte muito gostosa que fiz hoje para a festa de aniversário do filho mais velho.
É um bolo para qualquer época do ano, incluindo a mesa de Natal. Parece um bolo vindo da Pastelaria!
A receita é do Chefe Silva, na Teleculinária n° 3.


Massa da tarte:

125 g de farinha
75 g de margarina
50 g de açúcar
1 gema de ovo
1 colher de café de fermento em pó

Sobre a mesa (fiz numa tigela grande) faça um monte com a farinha, abra-lhe uma cavidade ao centro e deite aí a margarina (à temperatura ambiente, partida em pedacinhos), o açúcar e o fermento. Amasse bem, junte a gema e continue a amassar com as pontas dos dedos. Envolva depois tudo com a farinha e, com a palma das mãos, amasse bem para obter uma massa areada. Aperte bem a massa para formar uma bola e envolva em película aderente. Deixe repousar meia hora.

Recheio da tarte:

700 g de pêras maduras
50 g de margarina
200 g de açúcar
2 ovos inteiros
sumo de limão
geléia transparente (para pincelar no fim)

Descasque as pêras e corte-as aos quartos. Retire o caroço e corte cada quarto em duas ou três fatias.
Reserve.
Num tachinho, derreta a margarina em lume brando (ou no microondas) e junte-lhe o açúcar e mexa bem.
Retire do lume e adicione os ovos e umas gotas de sumo de limão (cerca de 2 colheres de sopa) e  continue a mexer para ficar bem ligado. Reserve.

Polvilhe a mesa com farinha para a massa não pegar e estenda-a com o rolo. Forre a forma da tarte.
Se não tem rolo, coloque a bola de massa no centro da forma e espalhe com as pontas dos dedos, numa camada regular sobre toda a superfície. (Esta é a técnica que eu uso).
Disponha as fatias da pêra em círculo sobre a massa, de modo a cobrir todo o fundo.
Deite a mistura de creme de ovos, em círculo, sobre as pêras e leve a cozer em forno médio por 40 a 50 minutos.
Depois de cozida deixe arrefecer e pinte cuidadosamente com geléia. Sirva sobre o fundo da forma para a Tarte não quebrar, pois a massa é muito tenra e quebradiça.

Desejo a todas as minhas visitas, umas FESTAS muito FELIZES!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

PARA A MESA DE NATAL...LEITE CREME à PORTUGUESA

Um dos doces que não falta à nossa mesa no Natal, é o Leite Creme à Portuguesa, da Maria de Lurdes Modesto.

 
A Doçaria Portuguesa podia dividir-se em duas categorias: uma rica e conventual  e outra pobre, de raiz popular. As duas, completam-se e enriquecem a nossa Tradição com grande qualidade.
Se uma trabalha mais com ovos e amêndoas, a outra vai buscar o açúcar, o leite ou o arroz e faz prodígios!
Isto é apenas o que eu penso, claro. Não é dogma , apenas a minha opinião.
E ora vejam se não tenho razão: quem não tem em casa meio pacote de leite, 1 colher de sopa de farinha de trigo, 3 colheres de sopa de açúcar, 2 ou 3 gemas de ovos e um pedaço de casca de limão?
Estes são os ingredientes necessários para fazerem uma travessa para 6 pessoas!
O segredo desta receita bem à portuguesa está no uso de farinha de trigo. Esta é a grande diferença, por isso é que eu não como Leite Creme em nenhum Restaurante, porque o fazem com farinha maizena (amido de milho). Esta última é óptima para certos molhos ou cremes, mas nunca para Leite Creme!

Leite Creme à Portuguesa

5 dl de leite meio gordo
1 colher de sopa bem cheia de farinha (1/8 cup ou 30 ml)
150 g de açúcar (1/2 cup ou 125 ml) -  (só uso 120 g)
4 a 6 gemas (só uso 3)
1 casca de limão
açúcar para queimar qb.


Ponha num tacho 3 dl de leite e a casca de limão, e leve ao lume para ferver. Reserve o restante.
Numa tigela junte a farinha e o açúcar e envolva bem estes dois ingredientes.
Junte as gemas e mexa de vagar como quem faz uma gemada e vá acrescentando o leite que reservou, aos poucos e vá mexendo bem. Isto evita que se formem grumos ou caroços.
Quando o leite começar a ferver, incorpore este creme de ovos e mexa bem com a colher de pau. Deixe ferver mais 2 ou 3 minutos para engrossar e depois retire do lume. Tire a casca do limão e deite o creme numa travessa ou em pratinhos individuais.


Deixe arrefecer bem antes de caramelizar.
Umas horas antes de servir (o ideal é fazê-lo na hora de servir) espalhe 2 ou 3 colheres de sopa de açúcar branco sobre a superfície do creme e queime com um ferro em brasa ou com um maçarico próprio.
Este foi queimado com ferro eléctrico próprio que me ofereci num Natal não há muitos anos!!!

Nota: Não se assustem com o maçarico! Eu falei nele porque agora está na moda. Até à data ele era utilizado apenas pelos "chefs" e "gourmets", na Doçaria e não só. Hoje vulgarizou-se o seu uso mas eu acho que deve ser muito caro para quem o usa só de vez em quando. Eu sempre usei um ferro próprio para queimar açúcar, com o aspecto de uma pàzinha que se aquece sobre o lume. Quando está bem quente, quase em brasa, passa-se com ele sobre o açúcar à superfície da travessa, suavemente, sem pressionar. Depois deixa-se arrefecer o ferro ao ar, sem o molhar. Só quando já está frio é que se põe de molho em água fria ou morna.
(Esta operação é para o ferro não perder a sua qualidade; tem um nome, mas não me ocorre)...


São servidos?(Esta é só por maroteira, he, he)!
Experimentem e depois digam-me o que acharam, pode ser?
Uma boa semana para todos. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

LADRILHOS DE MARMELADA (2) ...EU PECADORA, ME CONFESSO!!!

"Pedimos sempre um conselho. Nem sempre para o seguirmos, mas para que nos ilumine".

Este é um Pensamento que me acompanha desde a minha juventude, uma época em que eu me divertia a coleccionar Pensamentos e Receitas Culinárias.
Com o tempo fui descobrindo que acontece exactamente o mesmo, com as receitas. Da primeira vez, sigo a receita à risca, mas à segunda, vai mas é ao meu jeito e a receita é mesmo só para me iluminar!
Por isso, hoje tenho de confessar-vos que aldrabei a receita da Maria de Lurdes Modesto! Ai se a minha Amiga  e dona do http://cozinharcomosanjos.blogspot.com//  vê isto, dá-me já na cabeça! Pronto, foi uma de...criatividade... (invenção de preguiçosa, seria mais verdadeiro, he, he)!
Mas olhem que se eu tivesse tido a paciência necessária e não tivesse tido aquele desastre culinário que vos contei, até podia deitar foguetes, porque não ficou nada mal.
Então fiz assim:


1 Kg de polpa de marmelo cozido e escorrido, desfeito com a varinha mágica.
800g de açúcar branco (pilé)

Coloquei o puré de polpa de marmelo numa taça de pirex e o açúcar noutra e usei a técnica da Nigella: 20 minutos no forno a 180°. Passado esse tempo retirei com cuidado e deitei o açúcar sobre o marmelo e mexi muito bem. Verti tudo para dentro de um tacho de inox e levei a lume brando, com uma grelha no fogão para que a chama não tocasse no fundo do tacho. Durante a primeira hora, fui mexendo de vez em quando e na segunda devia ter mexido sempre até ver o fundo do tacho (sem deixar queimar!!!).
O resto, fiz igualzinho à receita que já vos dei.
Assim, não tive de deitar água nem fazer o ponto de cabelo, o que abreviou o tempo gasto.
O ponto e o sabor ficaram óptimos. O 2° problema foi a teimosia do Sr. Sol que teimou em não brilhar!
Por cima ficou sequinho, mas por baixo ficou um pouco mole. Hoje desenformei e fiz uns quantos quadrados a desengonçarem-se assim mais para os losangos e passei-os pelo açúcar. Agora vão ter de passar uns dias a secar, se o Sol ajudar, mas parece que as previsões meteorológicas são "do contra", pois vem lá muito frio para amanhã e muita chuva para toda a semana!

Um bom fim de semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)