Estes dias de calor têm-me derretido o corpo e amolecido o espírito!
Por várias vezes me sentei ao computador para mais uma conversa, mas qual?
Na cozinha faz-se o mínimo para sobreviver às temperaturas de 40º que se têm feito sentir aqui por Castelo Branco e arredores, se não pelo país todo.
As receitas que dela saem são as mais simples e sem grande história: grelhados com fartas saladas e fruta do quintal. Por aqui as cerejas já são poucas e nêsperas já não há, mas os figos amaduraram em força e prometem uma boa safra.
Ao jantar não pode faltar a sopa de legumes, o queijo fresco e a fruta. Já o chamado "conduto", vai variando conforme o apetite e a minha imaginação, que tem andado muito fugida. Neste ponto, dá-me muito jeito o forno, pois com uns folhadinhos rápidos ou uns queques salgados de carnes (frias ou de aproveitamentos), resolvia-se a questão, mas com o calor que faz, seria uma loucura.
Tenho optado então por saladas frias ou Coctail de Camarão. Nada mau, como vêem, mas a receita já todas vocês estão fartas de saber.
Então, hoje venho falar-vos de cerejas. Apanhámos as últimas este fim de semana e algumas já estavam a querer secar, parecendo passas. (Pudera, com tanto calor)!
Cerejas a secar ao sol
Passas de Cereja
Primeiro passei-as todas por água para retirar o pó.
Depois enchi um alguidar com água e acrescentei 100 ml de vinagre de vinho ( caseiro).
Pus as cerejas de molho durante 5 minutos para as desinfectar e largarem algum pulgão que pudessem ter.
Passei-as de novo por água limpa e retirei-as a pouco e pouco, para um pano limpo para perderem o máximo de água. (Esta tarefa foi feita com muito cuidado para não ferir nenhuma).
Nesta fase, fiz a escolha das melhores para comer à sobremesa.
Das restantes, separei as mais secas para fazer Passas de Cereja e as outras para fazer compota.
Coloquei as primeiras num tabuleiro e deixei-o na varanda, ao sol, como faço para secar os figos.
Neste sítio, a temperatura chega a estar a mais de 50º ao sol da tarde. (Nestes últimos dias não me admirava que tivesse chegado aos 60º, mas o termómetro exterior que nós tínhamos avariou-se há muito tempo e ainda não encontrámos outro acessível para o substituir).
Já passaram 4 dias e elas já estão bem secas e capazes de serem guardadas em frascos herméticos.
Vou fazer as fotos para poder actualizar este artigo, quando for a Lisboa.
Amanhã falo-vos do meu Doce de Cereja.
Tenham um resto de dia muito feliz.
Beijinhos e saudades da
Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)
PS: Para as minhas leitoras brasileiras que quiserem passar por aqui, fica a sugestão:
http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.pt/2013/07/morro-da-providencia.html
- terça-feira, julho 09, 2013
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