novembro 24, 2014

PÃO DE MISTURA ( TRIGO E CENTEIO)



Já devem ter notado que este Outono me trouxe de volta "à padaria". Deve ser do arrefecimento do clima, ou do ar cinzentão deste tempo, que apetece tanto estar de volta do forno.
Esta semana experimentei uma nova receita do livro de que já vos falei, Pain Maison (Pão em Casa, ou Pão Caseiro, traduzido à letra).
O nome da receita era Pão de Multicereais (farinha de mistura de cereais), mas eu adaptei um pouco porque só tinha farinha de trigo e de centeio. Por isso, vou deixar aqui as duas receitas para quem quiser experimentar.

Pão de Trigo e Centeio

Para um pão de 750g

280 ml de água
2 colh. de sopa de azeite virgem (ou manteiga derretida)
1 colh. de café de açúcar
2,5 colh. de café de fermento seco de padeiro (usei 1 cubo do fresco)
300 g de farinha de trigo T55 ou T65
150 g de farinha de centeio integral
1,5 colh. de café de sal marinho ou flor de sal

Deite 1 colher de sopa de azeite sobre cada uma das "patilhas batedoras da massa" , para desenformar mais fàcilmente.
Aqueça um pouco a água com o açúcar e o fermento, mexendo para derreter tudo. Deite na cuba da máquina e acrescente as farinhas e o sal. Programe para um Pão Normal.
Nota: No fim da amassadura e antes de começar a aquecer para cozer, quando a máquina parou, tirei as pás batedoras e untei ràpidamente os  apoios com azeite. Isso facilitou a saída do pão depois de cozido.


Pão de Multicereais

Para um Pão de 750 g

280 ml de água
1 colh. de sopa de azeite ou manteiga
1 colh. de café de açúcar
260 g de farinha de trigo T55 ou T65
190 g de farinha de multicereais
2,5 colh. de café de fermento seco de padeiro (ou 1 cubo de fermento fresco)
1,5 colh. de café de sal marinho

Colocar na cuba da máquina primeiro os ingredientes líquidos e no fim os sólidos.
Programar para Pão Normal.

Notas:
- A minha máquina (Silver Crest do Lidl) recomenda o aquecimento ligeiro dos líquidos.
- Por experiência, resulta melhor o aquecimento dos líquidos com o açúcar e o fermento, sobretudo quando usamos do fresco. O pão leveda melhor.
- A autora lembra que as farinhas de mistura (multicereais) pedem por vezes, um pouco mais de água. Por isso convêm vigiar quando a máquina começa a bater a massa para , se for necessário, acrescentar um pouco mais de água morna.

Tenham uma boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

novembro 11, 2014

"PAIN DE MIE", À PORTUGUESA PÃO DE MIOLO



Nesta altura do ano já apetece o forno aceso e um pão quentinho a sair, para abrilhantar o lanche. A sugestão que vos trago hoje é óptima para esse efeito. Trata-se do Pain de Mie que, traduzido à letra do francês, significa Pão com Miolo. A sua textura fofa no interior e estaladiça por fora, torna-o  ideal para sanduiches ou tostas.
A receita é do meu livro Pain Maison de Cathy Ytak, edições Marabout Chef.


Pain de Mie

Pão de 750g:

240 ml de água + 30 ml de leite
450 g de farinha de trigo T55 ou T65 (sem fermento)
2,5 colheres de café de fermento seco de padeiro
1,5 colheres de café de sal fino
30 g de manteiga
20 g de açúcar (2 a 3 colheres de sopa)


Pão de 1 kg

320 ml de água + 40 ml de leite
600 g de farinha de trigo T55 ou T65
3,5 colheres de café de fermento seco de padeiro
2 colheres de café de sal fino
40 g de manteiga
25 g de açúcar

Máquina de Fazer Pão - programa normal (1)

Aqueça o leite e junte a manteiga para esta derreter.
Vase na cuba da máquina (eu misturei o açúcar e o fermento seco juntamente).
Acrescente a farinha e o sal e programe a MFP.


São servidos?
Tenham uma óptima semana e não se esqueçam dos guarda-chuvas!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

novembro 10, 2014

ANTIGUIDADES E DECORAçÕES



Ainda a propósito de Velharias ou Antiguidades e para terminar o tema por estes tempos mais próximos, venho mostrar-vos a adaptação que fiz da antiga máquina de costura da minha saudosa Sogra.
Desmontei a "cabeça" e mandei electrificar e ainda hoje é a minha auxiliar nas costurices.
A parte que ficou é agora uma mesa de "toilette" na casa de banho da nossa casa da aldeia.


Se os quartos fossem mais amplos, também ficava bem na sua decoração, ou mesmo num jardim interior desde que se fizesse o isolamento da madeira na superfície da mesa.
Espero que tenham gostado das sugestões.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó fátima)

novembro 08, 2014

ARROZ DE PEIXE E CAMARÃO (TIPO RISOTTO)



A receita que vos trago hoje, não tem nada de luxo. Tinham-me sobrado uns bons lombinhos da cabeça de Garoupa de uma refeição anterior, de Peixe Cozido. Como cá no Meu Estaminé não se pode desperdiçar nada, juntei-lhes uma dúzia de camarões e saíu um óptimo Arroz de Peixe e Camarão.
A receita é a habitual cá da casa, porque "na equipa vencedora não se mexe".
Segredo: se quer um bom "risotto" use arroz carolino e nunca arroz agulha.

Arroz de Peixe e Camarões

Ingredientes para 2 pessoas:

150 ml de arroz carolino
400 ml de água de cozer as cabeças e cascas do camarão
lombinhos de garoupa (ou outro peixe de carne consistente)
12 camarões médios (partidos ao meio)
2 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho médio picado
1 cebola pequena picada
1 folha de louro (sem a nervura do meio que é tóxica)
sal q.b.

Preparação:

1 - Descasque os camarões crus.
Coloque um tachinho com 450 ml de água ao lume, para ferver.
Quando levantar fervura, introduza as cabeças e cascas dos camarões e deixe ferver durante 5 a 8 minutos, em lume brando. Retire do lume e, com a colher de pau, esmague as cabeças dos camarões para que saia o líquido interior e se dilua na água. Coe por um passador de rede fina e reserve.

2 - Noutro tachinho, prepare um refogado com o azeite, o alho e a cebola picados e a folha de louro.
Quando a cebola estiver murcha e transparente, junte o arroz lavado e escorrido e vá mexendo com a colher de pau. Junte a água de cozer as cascas de camarão, rectifique de sal, mexa e quando levantar fervura baixe o lume para o mínimo. Tape e deixe cozinhar durante 15 minutos, vigiando a meio do tempo pois pode ser necessário acrescentar um pouco mais de água.
No fim desse tempo desligue o lume e deixe repousar 2 minutos. Sirva de seguida, acompanhado de uma boa salada mista.


Nota:
As refeições à base de Arroz são bastante económicas, práticas e podem tornar-se muito saudáveis se forem acompanhadas de Saladas ou Legumes cozidos. Estes podem, inclusivamente, ser acrescentados ao arroz quando da sua confecção.

A foto seguinte, tirada antes da "composição" fotográfica, mostra melhor o aspecto deste "risotto".


Desejo que passem um bom fim de semana.
Saudades e beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


outubro 19, 2014

VELHARIAS - CONT.



Esta velha panela de ferro, encontrei-a no mesmo sítio das bilhas de que vos falei ontem.
Depois de lixada e pintada, rejuvenesceu e serve para guardar as pinhas da lareira.


Era nestas panelas que se fazia a comida dos porcos.


A comida das pessoas era feita nas panelas de ferro de três pés, como a da imagem acima.


Estes cestos que agora servem para guardar as pinhas para no Inverno acendermos a salamandra, eram usados antigamente para os trabalhos do campo. O grande é do tempo dos meus sogros e chamavam-lhes "cestos vindimos" porque serviam para arrecadar as uvas durante as Vindimas.
O mais pequeno foi deitado ao lixo e eu aproveitei-o. Era nestes cestos que as mulheres levavam a comida para o campo e, muitas vezes servia de berço aos filhos bebés enquanto elas trabalhavam a terra.


Este é um aguadouro, sem o cabo. Quero ver se arranjo um para o compôr. Era com este utensílio que as pessoas das aldeias tiravam a água dos poços ou dos ribeiros, para regarem as hortas.


E para terminar, sabem que objecto é este?
É uma focinheira (não sei se tem outro nome) que se punha no focinho dos bois ou dos burros para eles não morderem. São relíquias do tempo dos meus Sogros que hoje decoram alguns recantos da casa da aldeia e nos lembram os tempos difíceis que eles atravessaram.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

outubro 16, 2014

TABELA DE EQUIVALÊNCIAS PARA FERMENTOS DE PÃO


Muitas vezes habituamo-nos a uma qualidade de levedura ou fermento para pão e temos dificuldade em mudar para outra que por vezes até dá melhores resultados.
Aconteceu-me começar a usar levedura seca da Fermipan (Ramazzotti) e, quando esta empresa faliu, mudei para a marca Vahiné. Como esta é muito menos potente, tem menos quantidade por saqueta e fica mais cara, resolvi passar a fazer o pão com levedura fresca de padeiro que compro na padaria do meu bairro ou com aqueles cubos 25 g cada que se vendem nos supermercados.
É que o pão fica muito mais gostoso.
A grande dificuldade foi saber as quantidades a usar, ou seja, as equivalências.
Encontrei-as no livro de que vos fiz referência no post anterior e partilho convosco.

Tabela de Equivalências

Nas receitas deste livro, é usado o fermento seco de padeiro para o Pão e o fermento fresco para os Pães Doces tipo Brioche (viennoiserie).

Para um pão de 600 g (350 g de farinha):
2 colheres de café de fermento seco = 17 g de fermento fresco

Para um pão de 750 g (450 g de farinha):
2,5 colheres de café de fermento seco = 22 g de fermento fresco de padeiro

Para um pão de 1000 g (600 g de farinha):
3,5 colheres de café de fermento seco = 30 g de fermento fresco de padeiro

Espero que vos seja útil!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


WORLD BREAD DAY




Ainda não é desta que participo no World Bread Day internacional. Tenho muito que aprender até conseguir executar os passos todos que são devidos até lá chegar. Essa etapa ficará para o ano.
De qualquer modo, quero associar-me à Festa da Alimentação e ao Dia Mundial do Pão.

Do livro Pain Maison de Cathy Itak, da Marabout Chef, escolhi a receita de Pão Vienense (Pain Viennois ou Pão de Viena).
É um pão doce do tipo brioche, muito fácil de fazer na máquina de fazer pão (MFP)

Pão Vienense

Para um pão de 750 g

250 g de leite morno (quentinho)
25 g de fermento de padeiro (1 cubo)
50 g de açúcar
 70 g de manteiga derretida
450 g de farinha de trigo T55 ou T65
1 colher de café de sal
1 colher de café de sumo de limão (não usei)

Preparação:
Numa tigela pequena desfaça o fermento e o açúcar, em metade do leite quente. Junte o restante leite, misture e verta na cuba da MFP. Acrescente a manteiga derretida, a farinha e o sal.
Programa de Massas Doces (na minha é o 4).


Notas:
- Os pães açucarados douram ràpidamente. Por vezes é necessário parar a cozedura 10 ou 15 minutos antes.
- Eu doseei a tostagem para média e fiz o programa completo.
- Deixe-os arrefecer durante algumas horas porque ficarão mais gostosos.
- Verifique a massa: ela deve ser macia e leve mas não deve colar-se às paredes da cuba.
- Levante a tampa apenas enquanto a máquina está a amassar e nunca durante a fermentação, para que a massa não pare a levedagem.

Experimentem, que vão gostar.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)