DESCAROÇADOR DE MELÃO, PAPAIA E MAMÃO


Não sei se já conhecem este "instrumento", mas eu achei muita graça quando o encontrei numa loja chinesa (dos trezentos, em gíria antiga).
É bastante prático porque não precisamos de sujar tanto as mãos e as pevides ou graínhas saem junto com os filamentos (tripas) que as seguram.


Se os virem nalguma loja, já sabem para que servem.

Boa semana.
Beijinhos da
Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

CONCENTRADO DE LIMÃO ( XAROPE )


Nestes dias em que o calor aperta, sabe muito bem um Refresco de Limão. Para que o tenham preparado e sempre à mão, aqui fica a receita do Concentrado, que é muito fácil de preparar.

Concentrado de Limão (Xarope)

800 g de açúcar branco
250 ml de água (2,5 dl)
250 ml de sumo de limão (2,5 dl) - cerca de 6 limões médios
raspa de 2 limões

Preparação:
1 - Numa tigela ou copo grande, deite o sumo e a raspa dos limões. Reserve.
2 - Deite a água e o açúcar num tacho, mexa e leve ao lume para ferver. Logo que levante fervura, reduza para o mínimo e conte 5 minutos exactos. Desligue o lume e retire o tacho para o lado, até que deixe de borbulhar.
3 - Junte o sumo reservado à calda de açúcar, mexa e verta o concentrado num frasco de vidro. Tape com tampa hermética e guarde em local escuro e fresco.

Dá para 1 litro de Xarope.

Notas:
- O sumo de limão não deve ferver para não neutralizar a vitamina C. Por isso, a operação nº 3 é feita fora do lume.
- Não necessita de frigorífico mas no Verão é mais agradável servir fresco.
- Para servir, coloque 1 a 2 colheres de sopa num copo de água fresca e mexa.
- Decore os copos com uma folha de hortelã aberta até ao meio (ou uma tira de casca de limão) encaixada na beira do copo.
- Pode usar o Concentrado de Limão para adoçar Iogurtes naturais, cobrir Panquecas, enxaropar Bolos, enfeitar Gelados ou Sobremesas de colher.

Tenham um bom fim de semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

UMA VISITA À PRIMAVERA...

          Um quintal no Cabeço

Uma Visita à Primavera, na minha aldeia, a Paiágua.
Chegámos há cerca de uma semana para assistir à Primavera vibrante na Natureza e no nosso quintal.

     A nossa Cerejeira em flor

 Na aldeia, as cerejeiras já estavam bem floridas, como podem ver na foto a seguir, tirada durante um dos nossos passeios pelo campo.


Nesta altura do ano, a Natureza oferece-nos uma admirável explosão de cores e aromas.


A carqueja em flor (mais o "fantasma" da fotógrafa, he,he).


O viço perfumado dos pinheiros em flor.



A urze rosada, salpicada pelo amarelo da carqueja.


Os pampilhos, nome que dão aqui na aldeia ao Chrysantthemum coronárium syn, a plantinha milagrosa que cura muitos males, entre eles as doenças das unhas, provocadas por micoses e fungos, como podem ver aqui http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2013/01/para-males-nas-unhas-um-remedio-natural.html

 
E por aqui ficarei mais uns dias, a recarregar as baterias até ter de voltar ao bulício da capital.
Boa semana para todos os que passarem por aqui.
Beijinhos da

Bombom ( Tia Fátima ou Avó Fátima)

COGUS BOX OU COMO CULTIVAR COGUMELOS EM CASA

Cogumelos Pleurotos em pleno crescimento

Esta Páscoa recebi um presente de que muito gostei: um "kit" Cogusbox para cultura de cogumelos em casa, reciclando borras de café.

 
Vêm nesta caixa e só temos de abrir esta janela que já vem marcada e cortar o plástico de revestimento. Depois borrifa-se (rega) com água 2 vezes ao dia e espera-se que cresçam.


Normalmente, parece que eles crescem pela abertura em cruz que se vê na foto, no entanto estes cresceram logo pela parte superior da caixa e eu abri e tenho borrifado (regado) por cima também.


E ao fim de 4 dias estão já deste tamanho! Ainda há alguns a desenvolver-se e só se colhem quando pararem de crescer. Nessa altura, colhem-se pela base ou seja pelo pé e utilizam-se nas receitas culinárias. 
Continua-se a regar (borrifando) e espera-se mais uns dias pela 2ª colheita.
E se tudo correr bem, podem ainda ter uma 3ª.
Se quiserem ver como se colhem e se cozinham, vejam no link abaixo, no sítio das receitas e têm mais informações sobre como comprar e os preços que são bastante acessíveis.
www.cogusbox.com 

Também podem ver no Facebook em www.facebook.com/cogusbox

Espero que gostem porque eu estou encantada a vê-los crescer de dia para dia.
Tenham um resto de semana feliz. 
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima) 

BOLO TORTO


Este ano, em vez do Folar da Páscoa, resolvi fazer o bolo que na minha aldeia da Beira Baixa está presente em todas as festas, o BOLO TORTO.
Não difere muito de um Folar,  pois tem a mesma forma e leva os mesmos ingredientes, não esquecendo a erva doce e a canela, mas é um Bolo de Azeite.
Faço na MFP por causa das artroses que não me deixam amassar e desta vez experimentei uma técnica diferente. Estive atenta à primeira amassadura e quando terminou, desliguei a máquina. De seguida, voltei  a ligar no início e deixei o programa seguir normalmente com os 2 ciclos de amassar.
No final os bolos ficaram muito mais macios do que é habitual.
Aqui fica a receita para quem quiser experimentar.

Bolo Torto

6 ovos
125 ml de azeite virgem
50 ml de aguardente ou aniz
1 cubo (25 g) de fermento de padeiro fresco
50 ml de leite morno (para dissolver o fermento)
125 g de açúcar
700 a 750 g de farinha de trigo T55 (sem fermento)
1 colher de chá de erva doce em pó
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de café cheia de sal marinho
1 ovo batido (ou 1 gema) para pincelar
1 tabuleiro forrado com papel vegetal de culinária

Na Máquina de Fazer Pão (MFP):
Batem-se os ovos e deitam-se na cuba da MFP.
Junta-se o azeite morno (quentinho) e a aguardente ou aniz.
Amorna-se o leite 15 segundos no microondas  e derrete-se o fermento de padeiro que se junta aos restantes ingredientes líquidos.
Acrescenta-se o açúcar, a farinha, a erva doce, a canela e o sal.
Liga-se no Programa de Massas (amassar) 6.
Quando terminar a primeira etapa de amassar, desligue a MFP e programe de novo (6).
Cinco minutos  antes de terminar o ciclo, ligue o forno para aquecer.
Depois retire a massa para cima de uma tábua e amasse um pouco para perder o ar.
Divida a massa em 2 ou 3 porções, conforme queira bolos maiores ou menores e coloque-os no tabuleiro.
Desligue o forno e ponha o tabuleiro lá dentro para levedar durante cerca de 45 minutos a 1 hora, ou até que dobrem de volume.
Antes de cozerem, pincele-os com ovo batido e, se gostar, salpique com açúcar branco por cima.
Coloque um tachinho de inox com água no fundo forno (para que os bolos não fiquem queimados por baixo) e ligue-o a 180º C e deixe que os bolos cozam por 30 a 40 minutos, até ficarem dourados.

Nota: Das 2 experiências que fiz, tive de aumentar a quantidade de farinha de 500 para 700 a 750 gramas. De acordo com a marca de farinha que usarem, pode variar um pouco, para mais ou para menos. Usei farinha Espiga T55.

Aproveito para desejar a todos uma Santa Páscoa, com muita Alegria.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

OS SEGREDOS DA "PAVLOVA"


Toda a gente sabe o que é uma Pavlova, mas como há sempre algum novato a chegar ao mundo da Culinária, nunca é demais repetir.
A Pavlova é uma espécie de bolo feita com uma base de suspiro ou merengue, coberta e decorada com calda de frutos, ou chantilly e frutas frescas, ou molho de chocolate, ao gosto de cada um.
Esta sobremesa foi inventada em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova quando ela se deslocou à Austrália e Nova Zelândia. Embora estes dois países reclamem a sua invenção, a receita mais antiga que se conhece é da Nova Zelândia.
É um doce popular na Oceania, em todas as festas tradicionais e hoje está muito divulgada graças aos blogs de culinária. Mas... há sempre um mas, a sua confecção, embora simples, tem alguns segredos para não ficar abatida, estalada ou partida, como vemos na maior parte das fotos que a ilustram por aí.
A pensar nisso, a minha amiga Elsa Silva que tem no Facebook a página Os Meus Bolinhos Caseiros, deu uma série de dicas interessantes que muito ajudam quem quiser obter um bom resultado. Partilho-os aqui convosco, com os devidos agradecimentos.

Pavlova - Instruções

1 - Para uma boa Pavlova deve usar claras congeladas, descongeladas 2 dias antes fora do frigorífico, à temperatura ambiente.
2 - Deve bater muito bem as claras e usar açúcar em pó (de confeiteiro). Em alternativa, use açúcar branco fino, pulverizado na 123.
3 - Nunca junte o açúcar todo de uma vez. Deite aos poucos e vá continuando a bater entre cada adição.
4 - O merengue deve ficar bem duro e não cair das pás do batedor.
5 - Deve levar-se ao forno previamente aquecido a 150º, durante 1h e 10m.
6 - Desliga-se o forno e deixa-se a arrefecer de um dia para o outro, lentamente.
7 - Se a Pavlova for de Chocolate tem menos tempo de forno para ficar tipo mousse no interior (merengada).

Notas:
1 - O açúcar em pó já tem incorporada uma parte de amido. Se usar açúcar normal, mesmo que o pulverize, deve juntar um pouco de amido de  milho (maisena).
2 - Também há quem use um pouco de vinagre, julgo que para ficar merengada depois de cozida.

E para finalizar, deixo-vos o link de duas óptimas receitas de Pavlova.
 www.lemonandvanilla.blogspot.co.uk/2014/05/wbd-tiered-berry-pavlova-pavlova-de.html

www.cincoquartosdelaranja.com/2013/02/pavlova-com-pepitas-de-chocolate-e-morangos.html 

Boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

TEATRO ROMANO DE LISBOA




O Teatro romano de Lisboa, então chamada de Felicitas Júlia Olisipo, foi construído no início do séc. I d. C. (depois de Cristo), pensa-se que na época do Imperador Augusto.
As ruínas das bancadas encontram-se sob a rua da Saudade e a área principal que coincide com o edifício cénico situa-se sob a rua de São Mamede, próximo da Sé de Lisboa.

               Entrada Monumental Nascente

O Teatro tinha 4000 lugares e foi construído "seguindo as normas definidas por Vitrúvio, arquitecto da época de Augusto, que estabeleceu as formas de construção e normas arquitectónicas do Império Romano.

           Uma bancada na zona superior

Em baixo, aspecto que teria uma bancada - reconstituição:


 "Ao longo das diversas intervenções arqueológicas realizadas na área do Teatro, registaram-se ocupações de variadas épocas, algumas anteriores à construção  do edifício cénico e outras de épocas  posteriores.
Foi possível confirmar pelos testemunhos encontrados, uma intensa e efectiva ocupação humana  durante a Idade do Ferro (séc. VIII a.C a séc. III a.C) e durante a época republicana (séc.II a.C) aquando da chegada dos primeiros contingentes militares romanos à região de Lisboa.

 Artefacto da Idade do Ferro: Veado com pássaro pequeno nas costas

Quando, nos inícios do séc. I a.C se edificou o Teatro, foi efectuado o rebaixamento do solo, destruindo as construções pré-existentes. Os objectivos foram alicerçar o edifício e conter a colina.

 Este seria o aspecto da parte do Teatro Romano, de frente para o rio Tejo.

 Estátua de Sileno, mármore de Vila Viçosa, séc.I d. C,  encontrada em 1798

 O Teatro Romano só foi descoberto em 1798, quando da reconstrução da cidade, depois do terramoto de 1755. Data dessa altura  um desenho feito pelo arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri, que é um documento ímpar sobre o estado em que as ruínas então se encontravam.
Apesar dos seus esforços para se preservarem as ruínas, depressa elas foram esquecidas e sobre elas e com as suas pedras, foram construídos prédios de habitação.


Na foto acima, pode ver-se o aproveitamento das pedras do Teatro para fazer as aduelas em arco, num edifício posteriormente construído sobre as ruínas do Teatro.
As escavações arqueológicas permitiram recuperar a História anterior ao terramoto de 1755.

 Porta de acesso ao Beco do Aljube, fechado após o terramoto e ocupado por outras construções.

O Museu de Lisboa possui além do Teatro Romano, dois edifícios quase anexos, um do séc. XVIII e outro do séc. XIX. Estes edifícios foram adaptados à nova função de Museu mas conservam as características arquitectónicas originais.
A paisagem que se avista do Museu explica a razão da escolha do local para a edificação do teatro em época romana: a de constituir uma marca do poder do Império. 

                                         Vista sobre o rio Tejo
No séc.I d.C, em que as construções eram baixas e poucas, podemos imaginar a entrada dos barcos romanos e a azáfama que se vivia em Olisipo com a salga do peixe e a confecção dos molhos que eram exportados para Roma.

Espero que não se tenham cansado demasiado com esta viagem que O Meu Estaminé vos oferece hoje. Foi só uma pequena amostra para vos aguçar a curiosidade e não vos mostrei a parte museológica dos artefactos encontrados, como azulejos, pratos potes, bilhas, etc.
  Vale a pena a visita. A entrada custa 2 euros, com 50% de desconto para desempregados, cartão jovem e pessoas com mais de 65 anos.  O Museu fica na Rua de S. Mamede nº 3-A perto da Sé Patriarcal de Lisboa.
www.museudelisboa.pt 

Nota: O texto contém citações retiradas do prospecto informativo do Museu.

Tenham um bom Carnaval!
Beijinhos da 

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)