SOPA DE BELDROEGAS



As beldroegas são uma planta que se dá bem aqui na minha aldeia da Beira Baixa.
São consideradas como uma planta inferior, tal como a urtiga branca e pouca gente as aproveita.
No entanto, é uma planta que contém potássio, cálcio, ferro, magnésio e selénio. É rica em Ómega 3 e vitamina A, B e C, ácido fólico e salicílico e glutationa que protege as células dos processos carcinogénios.
Tem folhas pequenas e carnudas e com elas se faz uma sopa deliciosa. 
No Alentejo é muito famosa esta Sopa que é acompanhada no prato por fatias de pão alentejano  e pedaços de queijo de cabra seco ou fresco.


Como nascem rente ao chão, têm de se escolher e lavar muito bem. Só se aproveitam os raminhos verdes e descartam-se todos os talos (que são muito rijos).

Sopa de Beldroegas

1 bom molho de beldroegas
1 cebola grande
2 dentes de alho
1 folha de louro (sem a nervura do meio)
3 colheres de sopa de azeite virgem
1 pitada de sal e pimenta
400g de batatas ou 1 curgete em dados pequenos
 1 litro de água quente (ou um pouco mais se necessário)

Preparação:
Lave muito bem as beldroegas e escolha os raminhos pequenos e folhas. Reserve.
Descasque a cebola e os alhos, lave-os e seque numa toalha de papel. Pique-os e reserve.
Descasque as batatas, lave-as e corte-as às rodelas. (Não usei).
Se preferir, lave e descasque a curgete e parta em dados pequenos.

1 - Num tacho aqueça o azeite e salteie a cebola, os alhos picados e o louro. Quando a cebola começar a alourar junte as beldroegas e deixe cozinhar mais um pouco. Retire o louro e descarte.
2 - Junte 1 litro de água e acrescente as batatas (se usar) e a curgete. Tempere de sal e pimenta e deixe levantar fervura. Reduza o lume para mínimo e deixe cozinhar por 30 a 40 minutos.


 Nota:
- Não usámos batatas, por opção.
- Acompanhámos com fatias de pão torrado e queijo fresco.
- Foi a primeira vez que fiz e que provámos e gostámos muito.

Com um abraço da vossa Amiga

Bombom


BATATAS D` ALMOçO


Do livro Marvão, à Mesa com a Tradição, ofereço-vos a receita de Batatas d`Almoço.

"A pobreza das gentes, levava a que se aproveitasse ao máximo o que a terra dava.
Como as batatas davam para o ano inteiro, integravam a maior parte dos pratos que se confeccionavam no concelho de Marvão. Quando mais nada havia para lhes acrescentar, faziam-se as Batatas d`Almoço que, muitas vezes, eram comidas ao jantar."

"A frequência com que se fazia este prato originou uma cantiga sabida por todos:
                                           Batatinhas ao almoço,
                                           Batatinhas ao jantar;
                                           Tantas vezes batatinhas
                                            Já me estão a chatear!"

Batatas d`almoço

Para 4 pessoas


6 batatas médias
1 cebola grande
1+ 2 dentes de alho
1 colher de sobremesa de colorau
1 colher de sopa de pimento-da-horta
ou 1/2 pimento verde ou vermelho
1 dl de azeite (100 ml)
sal q.b.
água q.b.
1 folha de louro
1 raminho de salsa

Descascam-se as batatas, as cebolas e os alhos.
Cortam-se as batatas em rodelas ou em meias luas. Pica-se a cebola e 1 dente de alho.
Ao lume, coloca-se uma caçola de barro (um tacho ou caçoila) com o azeite, deita-se a cebola e 1 dente de alho picados e deixam-se alourar.
Junta-se o colorau e o pimento-da-horta ou o pimento verde às tiras, as batatas, o louro e a salsa.
Misturam-se todos os ingredientes e deixam-se refogar um pouco.
Rectificam-se os temperos e adiciona-se água a gosto. À medida que a sopa vai cozendo, vai-se mexendo e esmigalhando algumas batatas com a colher (de pau), para que o caldo fique mais grosso.
Quando a sopa estiver pronta, acrescentam-se os 2 dentes de alho restantes, picados, para dar mais gosto.
Se se desejar, quando a sopa está a cozer, pode juntar-se um rabo de bacalhau ou uma farinheira, obtendo assim um gosto diferente.

- Marvão à Mesa com a Tradição - Sabores da Panela

Esta receita simples mas tão saudável e nutritiva, pode enriquecer-se juntando cogumelos fatiados que são ricos em proteínas, ou então com quadradinhos de soja demolhada prèviamente em água fria.
Obtemos assim uma óptima Refeição Vegetariana.

SOPA DE RABO DE BOI - (OX - TAIL SOUP)


Vi no anasbageri.wordpress.com  do dia 10 de Janeiro de 2012, a propósito de uma Lista de 100 Coisas a Provar Antes de Morrer, que uma delas é sopa de Rabo de Boi. Lembrei-me então que há muitos anos, vi esta receita na Teleculinária do Chefe Silva e experimentei fazê-la. Resultou uma sopa deliciosa e algo requintada até. Por isso, lembrei-me de a publicar hoje para que a possam provar antes de morrer, he,he!

Sopa de Rabo de Boi (Ox - Tail Soup)

Esta especialidade inglesa é muito nutritiva e fácil de preparar embora seja demorada. Pode, no entanto, cozer o rabo de boi na panela de pressão.

0,5 kg de rabo de boi
50 g de banha
1 ramo de cheiros (salsa, louro, hortelã, cebolinho, atados com fio)
1 cebola
3 colheres de sopa de polpa de tomate
50 g de margarina
60 g de farinha de trigo torrada
sal, pimenta e molho inglês q.b.
1 dl de natas
1 cálice de vinho do Porto

Para acompanhamento: cubos pequenos de pão, alourados em margarina (ou torrados).

Preparação:
Corte o rabo de boi em pedaços (separando as vértebras), a cebola e a cenoura em rodelas e leve ao lume num tacho com a banha e o ramo de cheiros; vá mexendo para alourar por igual e, quando estiver bem lourinho mas sem queimar, junte a polpa de tomate e cerca de 2 litros de água e tempere de sal. Deixe cozer lentamente. (No Pantagruel refere por 3 horas, mas o Chefe Silva diz que "pode ser na panela de pressão", o que torna a cozedura mais rápida mas é capaz de sacrificar um pouco o sabor).

Entretanto prepare a farinha torrada: leve ao lume uma frigideira anti-aderente com a farinha e deixe aquecer bem, ao mesmo tempo que vai mexendo com a colher de pau, continuamente até ganhar cor alourada. Retire-a imediatamente e despeje-a num prato. Se ficar farinha agarrada à frigideira, junte mais uma colher para compensar as perdas.

Depois da carne bem cozida , de modo a poder desfiar-se, retire os pedaços do rabo de boi, passe o caldo pelo passador fino e dele meça1,5 l . Reserve.

Numa panela, leve ao lume a derreter 50 g de margarina, junte-lhe a farinha torrada, mexa e adicione o 1,5 l de caldo, em fio e mexendo sempre para não criar grumos. Deixe ferver durante 3 minutos e retire do lume. Rectifique os temperos, junte as natas prèviamente batidas e o vinho do Porto, mexa bem e conserve em lugar quente.

Retire e desfie toda a carne e junte-a à sopa. Sirva quente, acompanhada de pequenos cubos de pão alourados em manteiga (ou simplesmente torrados).
Por si só, esta sopa é quase um jantar completo. Pode ser guardada 2 ou 3 dias no frigorífico.
(Antes de voltar a servir pode retirar a gordura que se forma ao de cima.)

Nota: O rabo de boi pode comprar-se no Talho ou embalado, nos Supermercados.

Um bom fim de semana!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

SOPA DE VEGETAIS ASSADOS COM ALECRIM E PINHÕES

Tcham, tcham, tcham!... Hoje vai ser servida a primeira sopa aqui no Meu Estaminé.
Até parece que cá em casa não se come sopa (he,he)! Claro que se come e se aprecia muito, pois faz parte da Dieta Mediterrânica e dos nossos hábitos alimentares. Só que é tão fácil fazer uma sopa, que nunca achei que valesse a pena trazê-la aqui para a "montra" do Estaminé. Só que mudei de ideias quando provei esta delícia!

A receita é da minha querida amiga virtual Mónica, do  http://pratos-e-travessas.blogspot.com  do dia 4 de Janeiro de 2012. Quem não conhecer este blog, não deixe de passar por lá. Não ficará defraudado com certeza, pois só pelas fotos sairá encantado e depois nos textos as palavras sabem a Campo, a Horta, a Cozinha da Avó... e as receitas parece que têm perfume e sabor mesmo à distância....

Sopa de Vegetais Assados com Alecrim e Pinhões

600 g de abóbora manteiga
3 cenouras médias
3 nabos médios
1 cebola média
5 dentes de alho com casca (bem lavados e secos)
2 colheres de sopa de azeite virgem
2 hastes de alecrim
sal a gosto
1,5 l de água fervida
Pinhões (ou nozes, amêndoas, ou avelãs)
Pão torrado

Descasque apenas as cenouras e a cebola. Lave todos os vegetais e corte-os em pedaços regulares. As cenouras, por demorarem um pouco mais a cozer, devem ser cortadas em pedaços mais pequenos.
Pré aqueça o forno a 200° C, marca 6 do fogão a gás.
Coloque tudo num tabuleiro de forno (pirex ou cerâmica), regue com o azeite, salpique de sal e cubra com as hastes de alecrim inteiras. Leve ao forno até os vegetais ficarem macios, por cerca de 30 a 35 minutos.
Retire do forno. Deite fora as hastes de alecrim e tire as cascas aos alhos. Coloque todos os vegetais no liquidificador, junte a água e triture até obter um creme aveludado. Rectifique de sal. Se preferir, junte mais água à sopa. Na altura de servir, polvilhe com pinhões e uns "croutons" de pão torrado.

Notas:
- Eu coloquei os vegetais assados numa panela e triturei com a varinha mágica.
- Como o marido não gosta de sopas em creme (a que chama pastosas), cozi umas massinhas à parte e usei o caldo para acrescentar (e prescindi do pão torrado).
- Só pelo aroma que fica na nossa cozinha, vale a pena experimentarem. Foi das sopas mais saborosas e aromáticas que já comi!
 - Como devem ter reparado, com o entusiasmo, até me esqueci das fotografias, mas não fazem falta: Vão vê-las ao Pratos e Travessas porque estão "um espanto"!

Com desejos de  que esta sexta-feira passe bem (e depressa), antecipo os meus desejos de Bom Fim de Semana!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)