LOMBOS DE SALMÃO COM MOLHO DE TOMATE E CEREJAS


                     Vista de Seia, desde a varanda do Restaurante do Museu do Pão

Ontem demos um belo passeio à Serra da Estrela.
No caminho passámos pelo Fundão e ainda vimos à venda as famosas cerejas da Cova da Beira, mas já estão quase a acabar.
Se ainda as encontrarem por aí, não deixem de experimentar a receita que aqui vos deixo.
Se não tiverem cerejas, experimentem substituir por algo agridoce como as bagas de Goji ou alperces secos partidos aos pedacinhos.


O Provador Oficial do Meu Estaminé disse logo: "Esta merece ir para o teu Estaminé"!
A receita é de um prospecto que trouxe do Continente e que faz reclame ao Salmão da Noruega.
Se quiserem descobrir mais receitas, vejam em
www.salmãodanoruega.com

Fiz algumas alterações para evitar "problemas" com a minha visícula preguiçosa, de que vos darei conta nas "notas" finais ou entre (parentesis) e valeu a pena, pois ficou óptimo.


Lombos de Salmão com Molho de Tomate e Cerejas

3 dl de água
50 g de sal marinho

Molho
2 tomates (pelados e sem grainhas)
10 cerejas sem caroço
1 dente de alho laminado
1 cebola picada
azeite virgem extra q. b.
Vinho branco q. b.
sal marinho q. b.
1/2 estrela de aniz-estrelado

Farofa
50 g batata palha (usei uma mão bem cheia de corn flakes)
50 g de pão torrado

(acrescentei 1 dente de alho e devia ter usado 1 colher de sopa de azeite)

Guarnição
20 cerejas sem caroço
10 g de gengibre em juliana fina
coentros em folha q.b.

SALMÃO
Coloque o salmão a marinar numa mistura de água e sal e leve ao frigorífico durante cerca de 10 minutos
(deixei 20 m).
Escorra o salmão e seque bem com papel absorvente de cozinha.
Aqueça bem uma frigideira anti-aderente e core o salmão de ambos os lados. Retire e reserve.

MOLHO
Prepare refogado com o azeite, a cebola, o alho e a estrela de anis. Junte o tomate em pedaços e as cerejas.
Molhe com um pouco de vinho branco, tape e deixe cozinhar em lume brando durante 10 minutos.
Triture o preparado, leve de novo ao lume e rectifique os temperos.

FAROFA
Triture a batata palha e o pão no processador de alimentos.
 (Usei a varinha mágica e triturei o pão com os corn-flakes e o alho picado).

Forre um tabuleiro com papel vegetal de culinária. Coloque por cima os lombos de salmão.
disponha a farofa sobre cada um deles e acame bem. Leve ao forno a gratinar uns 15 a 20 minutos.
Sirva o molho, coloque o lombo de salmão e guarneça com as cerejas, gengibre e folhas de coentros.

NOTAS
- Para facilitar a receita usei do meu Molho de Tomate em Conserva que está sempre pronto a usar.
Acrescentei o vinho branco, as cerejas e a meia estrela de anis, mas na próxima vai inteira pois não se notava muito o sabor. Confeccionei como indicado na receita.
- Como referi, não usei batata frita palha. Troquei por corn-flakes que são mais saudáveis e de idêntico resultado.
- Acrescentei o dente de alho para dar mais gosto e aglutinar melhor a farofa. Resultou mas ficou um pouco solta. Para a próxima acrescento uma colher de sopa de azeite para fazer uma crosta mais consistente.
- Acompanhei com um arroz branco simples e salada variada.
- O salmão é um peixe muito saudável, mas para mim acho-o um pouco enjoativo, talvez por ser muito gordo e eu sofrer da visícula. Este método de o marinar em água e sal é óptimo para lhe retirar a gordura! Acho que a partir de agora, sempre que cozinhar salmão vou usar esta técnica!
- Este prato, sendo simples, pode resultar numa refeição bem requintada tanto em apresentação como em sabores.

Na próxima 3ª feira já actualizo todas as fotos, se o Blogger não me "roer a corda" como da outra vez, he,he!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


DOURADA COM LIMÃO


    A sair do forno
 
Tinha uma bela dourada e queria fazer um assado diferente.
Foi então que me lembrei de um "livro" de receitas da margarina Vaqueiro, bem antigo por sinal, pois deve ter quase tantos anos como os que eu levo de casada (40 e tais, sim).


Não é bem um livro: é um conjunto de fichas individuais de receitas, arrumadas por assuntos numa capa em harmónio que, quando se fecha, parece um livro.


Era assim que eu gostava que fossem todos os Livros de Receitas: que se pudesse retirar a pretendida, levar para a cozinha e arrumar final da tarefa. Prático e eficiente!
Ora vejam se concordam comigo.


Dourada com Limão

1 dourada média
2 colheres de sopa de margarina (usei Vaqueiro líquida)
1 limão grande (usei 1 pequeno)
2 cebolas médias
150 ml de vinho branco
pão ralado
sal e pimenta

Arranje a dourada como habitualmente.
Unte uma travessa de ir ao forno ( pirex ou cerâmica) com margarina.
Pique as cebolas e cubra o fundo da travessa.
Coloque a dourada por cima da cebola, regue com o vinho branco e à volta disponha o limão cortado em tiras finas ( cortei em rodelas fininhas).
Polvilhe com pão ralado e regue com a margarina derretida.
Leve a assar no forno durante 25 minutos.
Sirva bem quente, acompanhada de batatas cozidas às rodelas grossas.

               Antes de ir para o forno

Notas :
 - Estava com receio que ficasse muito ácido por causa do limão, mas não: como usei um limão pequeno, ficou no ponto certo.
 - Para a próxima acrescento-lhe 1 dente de alho picadinho, pois acho que vai valorizar a receita.
 - Como não tinha vinho branco, fiz uma mistura de 100 ml de água e 100 ml de vinho do Porto. Por isso o molho ficou com um tom rosado...
 - Vale a pena experimentar pois é uma receita muito fácil, rápida e saborosa.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

DOURADINHOS "À LA BABETTE"


Não imaginam há quantos anos não comia Filetes, por serem fritos! E se gosto deste prato, com um belo Arroz de Tomate!
Por isso, quando descobri os Douradinhos à Lá Babette, tomei logo nota para experimentar cá em casa.
E fizeram sucesso! Desta vez, foram acompanhados com um Arroz de Coentros, feito com a Conserva dos ditos, que tenho sempre pronta no frigorífico, para estas ocasiões em que não apetece ter muito trabalho!
A técnica é a mesma dos Nuggets e a Babette inspirou-se numa receita da Margarina Vaqueiro.


Douradinhos "à La Babette"

4 lombinhos de pescada (fiz com filetes)
1 clara de ovo
salsa picada
farinha q.b.
100 g de corn flakes
sal, pimenta e sumo de limão q.b.
ketchup para acompanhar

Cortar os lombinhos de pescada em cubos e temperar com sal, pimenta e sumo de limão. Deixar marinar pelo menos duas horas.
Ralar os corn flakes e deitar numa tacinha ou tigela. ( Usei a 123 e pulsei 3 ou 4 vezes para que ficassem meio grossitos, mas não em pó). Juntar a salsa picada e misturar.
Noutra tigela disponha a farinha (usei pão ralado). Bata a clara de ovo em castelo, num prato ou taça.
Acenda o forno a 200°. Forre o tabuleiro ou pirex com papel vegetal tipo Glad.
Escorra o peixe da marinada, passe-o pela farinha, depois pela clara batida e por fim pelos corn-flakes envolvendo bem. Vá colocando no tabuleiro e no fim, leve ao forno quente durante 10 minutos. Vire os cubos de peixe ao contrário e leve de novo ao forno por mais 15 minutos para ficarem douradinhos de um lado e de outro. Sirva simples ou acompanhados de ketchup.

Podem conferir aqui:  http://afestadebabette.blogspot.com/2011/12/douradinhos-la-babette.html
A Conserva de Coentros para o Arroz, podem ver aqui:
http://receitasdatiafatima.blogspot.com/2010/07/o-meu-estamine-vai-fechar-para-ferias.html

Resta-me desejar-vos um Alegre e Feliz Carnaval.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima /Avó Fátima)

PESCADA GRATINADA

Sendo Portugal um país de tradição católica, é costume fazer-se abstinência na Sexta-Feira Santa.
A pensar nisso, lembrei-me de vos trazer uma receita muito simples mas que pode dar um ar requintado à vossa mesa.
Foi uma receita dada pela Maria de Lurdes Modesto quando, nos anos 60, tinha um programa de Culinária na RTP.

Pescada Gratinada

1 rabo de pescada com 600 g
2,5 dl de leite (250ml)
2 dentes de alho médios (ou 1 grande) picados
3 colheres de sopa de margarina
sal e pimenta q.b.


Tempera-se a pescada com sal e pimenta (uso 5 bagas Margão).
Coloca-se num pirex e polvilha-se com o alho picado.
Cobre-se com leite e deixa-se repousar por 2 ou 3 horas.
Findo esse tempo, espalham-se umas "nozes" de margarina por cima e leva-se ao forno pré-aquecido a 180° C, por cerca de meia hora.
A meio do tempo, deite umas colheres do molho por cima da pescada.
Entretanto, prepare um puré de batata para acompanhar.


Sirva ainda quente, acompanhado do puré de batata e uma salada mista.

Notas:
- Usei margarina Vaqueiro líquida.
- Pode usar-se pescada grande em postas, ou maruca.
- Como o Provador do Meu Estaminé não aprecia puré de batata, cozi batatinhas pequenas inteiras e juntei-as ao molho na hora de servir.

Desejo a todos os que me visitarem e em especial às visitas que costumam deixar comentários, uma SANTA E FELIZ PÁSCOA.
Beijinhos da

Bombom  (Tia Fátima ou Avó Fátima)

MAR REVOLTO ...E PEIXE ASSADO

                            Cabo da Roca visto do Guincho

Na passada quarta-feira, o dia amanheceu muito farrusco e ventoso.
O Noticiário anunciava  o cancelamento de todos os portos marítimos da nossa costa. Havia Alerta Laranja para toda a costa Oeste e Sul, do país.
Conforme o dia pedia, preparei uma refeição no forno, para o almoço: Goraz Assado com batata e cenoura.
Estava muito bom e recebi calorosos elogios que me deixaram toda contente! Nem me lembrei de tirar umas fotos para registar!
Após o almoço, resolvemos ir ver o Mar. Devia ser um espectáculo!


Quando chegámos ao Guincho, o Oceano espumava raivoso. As ondas alterosas iam e vinham, erguendo-se em fúria ao sabor das fortes rajadas do vento. Era o Mar imponente, em toda a sua força.
Fiquei a imaginar a vista lá de cima, do Cabo da Roca, "onde a Terra acaba e o Mar começa"!...Que o mesmo é dizer, "na ponta mais ocidental da Europa". (Se algum dia por lá passarem, não deixem de comprar o Diploma que o atesta, com fita e chancela em selo de lacre, uma recordação por 5 euros).

                    Mar revolto, visto da costa da Guia
Quando chegámos à Boca do Inferno, avistámos 4 grandes navios ao longe, esperando que o temporal amainasse e que o Porto de Lisboa abrisse, para poderem entrar a Barra.
A passagem estava vedada por causa do perigo, mas dava para ver cá de cima a fúria do mar contra os rochedos, neste local também conhecido pelo nome de Poço do Inferno.

                Boca do Inferno ou Poço do Inferno (Cascais)

Goraz Assado no Forno

1 goraz médio temperado com sal
2 batatas médias
2 cenouras
1 dente de alho gde.
1 cebola média
1 e 1/2 colher de sopa de conserva de coentros (2 colh. de sopa de azeite virgem)
1 colher de chá de molho de soja
1 colher de sobremesa de vinagre balsâmico
1 colher de chá de salva seca (ou tomilho)
1 folha de louro (sem nervura)
1 cálice de vinho da Madeira
1 colher de chá de flocos de chilly seco (ou 1 colher de sobremesa de molho picante)
1 chávena de caldo quente (da fervura dos legumes)

Ponha ao lume um tacho com água temperada com um pouco de sal. Entretanto descasque as batatas e as cenouras. Parta as batatas aos quartos e as cenouras em rodelas grossas. Quando a água ferver, introduza -os e conte 5 minutos. Apague o lume e, com a ajuda de uma escumadeira, retire a batata e a cenoura e reserve o caldo.
Num tabuleiro de ir ao forno deite o azeite ou a conserva de coentros. Faça "uma cama" com metade do alho picado, metade da cebola em meias luas, o louro partido ao meio. Coloque o goraz. Salpique com o restante alho picado e a cebola, junte a salva e ponha em volta as batatas e a cenoura. Numa tigela, junte o caldo, o Vinho da Madeira, o molho de soja e o vinagre balsâmico e os flocos de chilly (ou molho picante) e regue tudo. Prove o molho para ver se precisa de rectificar os temperos. Leve ao forno pré- aquecido por cerca de 45 minutos a 1 hora.
De vez em quando, refresque o assado com o próprio molho. Se for necessário, a meio do tempo, cubra com uma folha de papel de alumínio para não queimar.

Desejo a todos um óptimo fim de semana, que parece que vai ser mais ameno e com Sol.
Sol nos corações!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

UM FRIO DE RACHAR E ... DOURADA NO FORNO EM PAPELOTE

Este fim de semana adivinhava-se que ia ser muito frio. Os meteorologistas avisaram que vinha por aí uma vaga de frio polar que iria fazer os termómetros marcarem temperaturas negativas.
E não se enganaram, não! Por isso só apetecem comidas quentinhas que nos aconcheguem e não dêem muito trabalho! A pensar nisso, trago-vos uma receita que, não sendo nenhuma novidade, tem o condão de cada um poder adaptar ao seu gosto pessoal, usando sempre a mesma técnica: a técnica do papelote.

                   Dourada no Forno em Papelote


Para 2 pessoas:
1 dourada média (500g)
2 batatas
2 cenouras
1 "cabeça" de bróculos
1 cebola média
2 dentes de alho
1 folha de louro
2 colheres de sopa molho de azeite picante
2 colheres de sopa de azeite
1/2 copo de água ou caldo de peixe
1/2 copo de vinho branco (facultativo)
tomilho ou salva e salsa picada qb.
sal e pimenta qb.

2 pedaços de folha de alumínio e 1 pedaço de papel vegetal (uso Glad) maiores do que o tabuleiro.

Preparar o tabuleiro: sobrepor ligeiramente as folhas de papel de alumínio. Colocar a folha de papel vegetal no centro e forrar o tabuleiro para fazer como que uma "caixa".
Deitar um pouco de azeite no fundo. Colocar metade da cebola cortada em meias luas fininhas e do alho picadinho, a fazer uma "cama". Colocar a dourada golpeada ao longo do lombo e prèviamente temperada de sal. Por cima coloque a restante cebola, o alho e a folha de louro partida ao meio e sem a nervura. Em volta coloque as batatas partidas aos quartos, a cenoura às rodelas grossas e os raminhos de bróculos. 
Numa chávena, junte o vinho branco  e a água (ou caldo de peixe), o molho picante, um pouco de sal, pimenta e tomilho. Deite a mistura sobre todos os ingredientes. Polvilhe com a salsa picada.
Feche o papel de alumínio apanhando as duas folhas a todo o comprimento e enrolando com cuidado para não rasgar. Feche depois as pontas laterais, como se fosse um pacote.
Leve a forno quente, a 180° durante 35 a 40 minutos.
Retire do forno e sirva de imediato abrindo o "pacote" já na mesa.


Aqui está ele quentinho, já na mesa. Com a vantagem de no fim se deitar fora a papelada e ser só passar por água o tabuleiro, se o papel se tiver rompido.
Desejo que passem um bom domingo no aconchego do lar!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

PEIXE ESPADA PRETO Â MODA DA MADEIRA

Devia ter começado por SAUDADES... porque estou mesmo com saudades dos dias passados na bela Ilha das Flores, berço de minha avó materna e onde ainda tenho alguns parentes que muito prezo.
Terra de maravilhosos Jardins, mas onde as árvores de cada rua florescem em cascatas de cores magníficas!
Impossível é esquecê-la! E para a recordar em todo o seu esplendor, nada como reproduzir um prato típico da Ilha: Peixe Espada Preto com Banana e Molho Acerejado.

Este fim de semana, comprei um peixe espada preto grosso e partiram-mo às postas largas para grelhar.
Cheguei a casa, lavei-o e dividi-o ao meio. Metade foi para o congelador para outra refeição e na restante pus sal e reservei para grelhar daí a cerca de uma hora (e tal).
Entretanto fui inventar um molho acerejado parecido com o que me serviram lá, nos Restaurantes.
No Restaurante o Pescador, à beira da praia de Maxico, ainda perguntei aos empregados que eram muito simpáticos, mas a resposta foi que o patrão dizia que "o segredo é a alma do negócio"!...
He, he! Mal sabia ele que eu não ia descansar sem fazer também "o meu"!
Lembram-se da receita do Doce de morangos à moda da Nigella que vos dei aqui há tempos?
Os morangos já se foram, mas ainda sobrou uma boa porção de geleia (molho) no fundo de um frasco que estava no frigorífico.

Molho Acerejado Agridoce

1 cháv. de café de geleia de morango (alperce , framboesa ou outro)
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico

Misturar bem e provar. Se estiver muito doce, juntar um pouco mais de vinagre balsâmico para que fique com um sabor levemente ácido. Se a geleia for muito grossa é melhor diluir numa colherinha de água morna.
Reservar.

Aquecer bem o grelhador (o meu é eléctrico e bastam 6 minutos a aquecer). Ponha um pouco de azeite ou óleo num pires e "barre" as postas de peixe. Quando o grelhador estiver bem quente coloque o peixe e deixe grelhar bem, de um lado e de outro. Retire do lume e coloque nos pratos de servir.

Banana Caramelizada simples

2 bananas médias
Vaqueiro líquida qb.

 Descasque as bananas e retire os fios laterais. Parta-as ao meio no sentido longitudinal.
Aqueça bem uma frigideira de fundo não aderente com um pouco de margarina líquida.
Quando estiver bem quente, coloque as metades de banana na frigideira e deixe fritar
por uns minutos até caramelizar. Vire as bananas com a ajuda de uma espátula e deixe caramelizar do outro lado. (A banana já é doce, não precisa de açúcar).

Retire do lume e coloque cada banana em seu prato, ao lado do peixe.
Regue por cima com o Molho Acerejado e sirva quente.
Pode acompanhar com legumes cozidos ou com batatas cozidas e salada mista.
É um prato muito nutritivo e bastante económico.

Agora vejam lá a minha decepção: não consigo meter a fotografia que fiz para ilustrar esta receita!
Houve alguma actualização de programas no computador e o sistema de colocação de fotos foi alterado.
Acontece que, como eu sou "muito" entendida nestas coisas... não sei o que hei-de fazer, he,he!
Mas se o mafarrico me queria aborrecer, está bem enganado, porque vai mesmo assim.
Prometo que assim que descobrir como se faz, a coloco aqui para vocês verem, porque eu acho que ficou melhor do que a do Restaurante que já vos mostrei! (He,he, "presunção e água benta, cada um toma a que quer").

Beijinhos da 

Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima

AVENTURAS OU DESVENTURAS NA COZINHA...CALDEIRADA DE ENGUIAS

O que eu me ri com o comentário da Isabel do blog COZINHAR COM OS ANJOS, só de imaginá-la garotinha, na cozinha, com as enguias a fugir por todos os lados!
Agora imaginem-me a mim, já senhora casada, numa cena daquelas, a clamar pelo marido para vir apanhar do chão e da bancada, as ditas que teimavam em contorcer-se, a ver se conseguiam fugir dali para fora...
Eu que nunca gostei de cobras nem de mexer em corpos viscosos, caí na patetice de comprar umas enguias para um almoço de sábado. Mas como a inexperiência era muita, julgava que era como o outro peixe, que era só amanhar e eu isso gostava de fazer. Só quando as despejei do saco para dentro do alguidar é que vi que vinham vivas!!! E teve de ser o marido a cortar-lhes a cabeça (acho que lhes agarrou com um pano) e só depois dessa tarefa é que eu as meti no tacho. Do resto já não me lembro, mas acho que as fiz de caldeirada. Foi a primeira e a última vez. A partir desta odisseia, quem quiser enguias tem de ir comê-las ao restaurante (he,he)!
Mas já que se falou de enguias, iroses ou eiroses, vou deixar aqui uma receita da Confraria de S. Gonçalo de Aveiro. Retirei-a do livro de Amílcar Malhó, intitulado CHEFE SILVA, O SENHOR TELECULINÁRIA, em homenagem aos seus 74 anos de vida intensa.
O Chefe Silva foi um dos meus Grandes Mestres quer através dos seus programas televisivos, quer com a revista Teleculinária que, a um preço reduzido e perfeitamente comportável pela bolsa parca dos ordenados de antigamente, se ia coleccionando semanalmente.

                CALDEIRADA DE ENGUIAS

2 cebolas
800g de batatas
1 kg de enguias
3 dentes de alho
1 ramo de salsa
1 folha de louro
1 dl de azeite
Água q.b. (2 ou 3 litros)
Açafrão em pó q.b.
Gengibre em pó q.b.
Sal e pimenta q.b.

"Atenção porque nem todas as enguias fazem boa caldeirada. Esta deve ter pelo menos 75% de brazinos
que são enguias de pele escura."

Amanhadas as enguias (peçam na peixaria), tira-se-lhes a galheira ou ranheta , lavando-as pelo menos em sete águas, ao mesmo tempo que se esfregam com as mãos e só com as mãos. A espinha das enguias também deve ser bem raspada com a unha.
Descasque e lave as batatas, as cebolas e os dentes de alho. Corte as batatas e as cebolas em rodelas e pique grosseiramente os alhos.
Num tacho fundo, disponha camadas alternadas de cebola, batatas e enguias. Junte-lhes os alhos, um ramo de salsa, o louro, o azeite, pimenta e água suficiente para a caldeirada e para a sopa. Leve a cozer em lume brando.
Quando estiver a ferver, retire a espuma que vier ao de cima. Tempere depois com sal e pó de enguia (açafrão e gengibre). Depois de apurada a caldeirada, tira-se a água para a sopa e para a moira.
A moira é feita num tacho à parte, juntando à água da caldeirada, vinagre e sal a gosto, com que se regam as enguias no prato de cada um.
A sopa de enguias é feita da água tirada da caldeirada, à qual se junta pão duro partido à mão, aos bocados. Junta-se um pouco de vinagre a gosto. O tempero desta sopa resulta dos ingredientes postos na caldeirada.

Beijinhos da

Bombom= Tia Fátima = Avó Fátima

BRINCANDO AOS JANTARINHOS...E GORAZ EM CAMA DE PRATA

Das imagens mais longínquas que tenho na memória, fazem parte as brincadeiras às cozinhas e aos cozinhados. No quintal apanhava pequenos cacos e logo arranjava uma baixela e com água e terra amassava "os comeres" . Depois, claro, havia "molho" mas era por me ter sujado toda, (he,he)!
Já mais crescidita, acompanhava a Tia Carolina às compras na Peixaria da Senhora Rosa.
Em bicos de pés já conseguia ver se nas caixas do peixe havia caranguejos ou peixinhos pequeninos, daqueles que vinham misturados e ninguém queria. E vai de pedir se a Sra Rosa mos dava! A Tia não gostava muito, mas eu vinha toda satisfeita com uma mão cheia de peixitos em miniatura para os jantarinhos!
Outras vezes era a minha mãe que me dava uns baguitos de arroz e umas massas, mais um pedacito de batata ou de cenoura a sério e era uma festa!
A primeira sopa que fiz devia ter uns oito ou nove anos. Na altura havia uns fogareiros de barro que funcionavam a carvão e onde se assavam as sardinhas. Tinham-me oferecido um, em tamanho mais pequeno, e eu acendi-o, pus-lhe uma panelita que a minha mãe me emprestou com água e uma batata a cozer e preparei uma mão cheia de feijão verde partido para a sopa. O pior é que aquilo nunca mais fervia! Acho que levou mais de uma hora, porque o tempo não passava, escorria... Por fim, consegui amassar a batata com um garfo e meti-lhe o feijão verde. Não me lembro nada de lhe ter posto cebola, que tanta falta faz nas sopas, mas pus-lhe um pouco de azeite e sal.
No fim daquela odisseia, dei-a a provar aos meus pais e ainda me lembro dos elogios que o meu Pai me deu!
Claro que fiquei contente, mas não me esqueço que me perguntava, como é que ele podia ter gostado daquela coisa horrível que só sabia a feijão verde cru!...

E já que falámos em peixes, vou dar-vos a receita do "Goraz em Cama de Prata". É uma receita da Teleculinária Especial da Páscoa de 1977 e é do Chefe Silva. Hoje chamam-lhe a "técnica do papelote" que é mais fino, mas vai tudo dar ao mesmo.
É uma receita muito simples, mas muito requintada e vistosa e tem a vantagem de conservar todo o aroma até ao momento de servir.

                  GORAZ EM CAMA DE PRATA

2 folhas de papel de alumínio 20 cm mais compridas que o peixe
1 folha de papel vegetal grande (onde possa embrulhar o peixe)
1 goraz com cerca de 1,200 kg
100g de margarina ou manteiga
1 cebola picada finamente
1 raminho de salsa picada
1 limão
sal, pimenta e noz moscada q.b.


Amanhe, lave e limpe muito bem o goraz. Dê-lhe um golpe ao longo do lombo e corte-lhe a cauda.
Tempere com o sumo de metade do limão, umas pedras de sal e pimenta.
Amoleça a margarina e amasse-a muito bem com a cebola e a salsa picadinhas, junte mais um pouco de sal, pimenta, noz moscada e sumo do meio limão restante. Faça uma espécie de papa e com ela barre o peixe de ambos os lados e por dentro da barriga.
Estenda sobre a mesa uma folha de papel de alumínio, sobreponha-lhe a folha de papel vegetal e sobre esta coloque o peixe.
Embrulhe-o no papel vegetal de modo a ficar um pouco folgado e tendo cuidado para as "arestas" do peixe
não furarem o papel; se tal acontecer, arranje outro papel vegetal.
Coloque-lhe por cima a outra folha de papel de alumínio. Una primeiro os lados das duas folhas, um com o outro. Aperte muito bem nas pontas, dando-lhe o feitio de um barquinho. Deve ter o máximo cuidado para que o papel de alumínio não seja furado e fique bem apertado, para abafar o peixe.
Com jeito para não rebentar nenhum papel, coloque-o num tabuleiro e leve a assar em forno quente durante 15 a 20 minutos. Sirva bem quente, levando o próprio tabuleiro à mesa, sobre qualquer resguardo. Nesse momento, com uma tesoura dê um corte a todo o comprimento na folha de cima e com um garfo abra-a para os lados. O vapor e o aroma que se evolam, são o melhor estimulante para uma óptima refeição.

Notas: - Costumo pôr mais salsa do que a indicada (um raminho).
           - Deixo assar por cerca de 30 a 35 minutos a 180°.
           - Acompanha com batata cozida ou puré de batata e salada mista.
           - Para variar, pode acrescentar à margarina, uma colher de chá de pó de caril.
           - Pode usar outros peixes, tais como trutas ou robalinhos, mas deve embrulhá-los individualmente.

Desejo-vos uma boa semana. Beijinhos

Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima