ARROZ DE PEIXE E CAMARÃO (TIPO RISOTTO)



A receita que vos trago hoje, não tem nada de luxo. Tinham-me sobrado uns bons lombinhos da cabeça de Garoupa de uma refeição anterior, de Peixe Cozido. Como cá no Meu Estaminé não se pode desperdiçar nada, juntei-lhes uma dúzia de camarões e saíu um óptimo Arroz de Peixe e Camarão.
A receita é a habitual cá da casa, porque "na equipa vencedora não se mexe".
Segredo: se quer um bom "risotto" use arroz carolino e nunca arroz agulha.

Arroz de Peixe e Camarões

Ingredientes para 2 pessoas:

150 ml de arroz carolino
400 ml de água de cozer as cabeças e cascas do camarão
lombinhos de garoupa (ou outro peixe de carne consistente)
12 camarões médios (partidos ao meio)
2 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho médio picado
1 cebola pequena picada
1 folha de louro (sem a nervura do meio que é tóxica)
sal q.b.

Preparação:

1 - Descasque os camarões crus.
Coloque um tachinho com 450 ml de água ao lume, para ferver.
Quando levantar fervura, introduza as cabeças e cascas dos camarões e deixe ferver durante 5 a 8 minutos, em lume brando. Retire do lume e, com a colher de pau, esmague as cabeças dos camarões para que saia o líquido interior e se dilua na água. Coe por um passador de rede fina e reserve.

2 - Noutro tachinho, prepare um refogado com o azeite, o alho e a cebola picados e a folha de louro.
Quando a cebola estiver murcha e transparente, junte o arroz lavado e escorrido e vá mexendo com a colher de pau. Junte a água de cozer as cascas de camarão, rectifique de sal, mexa e quando levantar fervura baixe o lume para o mínimo. Tape e deixe cozinhar durante 15 minutos, vigiando a meio do tempo pois pode ser necessário acrescentar um pouco mais de água.
No fim desse tempo desligue o lume e deixe repousar 2 minutos. Sirva de seguida, acompanhado de uma boa salada mista.


Nota:
As refeições à base de Arroz são bastante económicas, práticas e podem tornar-se muito saudáveis se forem acompanhadas de Saladas ou Legumes cozidos. Estes podem, inclusivamente, ser acrescentados ao arroz quando da sua confecção.

A foto seguinte, tirada antes da "composição" fotográfica, mostra melhor o aspecto deste "risotto".


Desejo que passem um bom fim de semana.
Saudades e beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


ARROZ DE CURGETE E CENOURA



A receita que vos trago hoje é dedicada a todos os queridos que me inspiraram e ajudaram na construção deste blog. É uma receita simples e rápida, quase sem história, não fosse o ter ficado uma delícia e ter sido elogiada pelo Provador Oficial cá do Meu Estaminé.

Arroz de Curgete e Cenoura

Para 2 pessoas

1 dente de alho picado finamente
1/2 cebola pequena picada
1 folha de louro pequena (sem nervura)
1 colher de sopa cheia de azeite virgem
1/2 curgete peq. aos cubinhos (com casca)
1 cenoura grande aos cubinhos
100 ml de arroz carolino português (lavado)
400 ml de água a ferver
1/2 cubo de caldo para arroz (usei Knorr)



Ferva a água e reserve.
Lave e parta a curgete em cubinhos para uma taça.
Lave e pele a cenoura, parta-a em cubinhos e junte à curgete. Reserve.
Num tachinho deite o azeite, o alho e a cebola picados e as duas metades da folha de louro.
Leve ao lume para aquecer e logo que a cebola comece a ficar transparente, junte os legumes reservados. Se estiver com pouco líquido, acrescente 50 ml de água quente. Tape e deixe suar um pouco em lume brando (5 minutos).
Aumente o lume para forte e junte o arroz, mexendo com a colher de pau para envolver bem.
Acrescente 250 ml de água quente e junte o meio cubo de Caldo para Arroz. Mexa e rectifique de sal. Logo que levante fervura baixe o lume para o mínimo, tape e deixe cozinhar durante 15 minutos exactos.
Não se esqueça de uma vez por outra, mexer cuidadosamente com a colher de pau e, se precisar de mais caldo, acrescentar a restante água quente.

Notas:
 - Sendo apenas 2 cá em casa, dou-vos a quantidade exacta que faço.
 - Se cozinharem para mais pessoas é só "fazerem as contas".
 - No caso de ser só para uma pessoa, congele metade para outra refeição e aqueça no microondas ou em banho-maria quando precisar.
 - Geralmente não uso Caldos de compra, mas uma vez por outra, para variar ou para obter um sabor diferente, uso com parcimónia (só metade e guardo o restante no frigorífico para outra vez).
 - Para um resultado mais saudável use caldo de carne ou de legumes caseiro.
 - Se for Vegetariano, para obter uma refeição completa com proteínas, junte 1 chávena de cogumelos ou de feijão cozido,  grão ou ervilhas.

Tenham uma boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

ARROZ DE ESPARGOS


Como já devem ter percebido, O Meu Estaminé está em Promoção do Arroz Carolino português.
(Para quem não leu, fica aqui o link (para quem quiser ficar a saber "quase" tudo sobre o Arroz).
http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2014/04/arroz-riso-e-risotto.html

Os Espargos são um legume muito rico em nutrientes anti-oxidantes, que combatem os radicais livres e ajudam a regenerar o sistema imunitário (é altamente anti-cancerígeno).
Para efeitos de saúde, tão bons são os crus como os enlatados, que não perdem por isso a sua qualidade.
Há até quem diga que se deve introduzir na alimentação 1 espargo por dia, seja crú, cozinhado ou enlatado, tomado sobre a forma de batido junto com água ou sumo de fruta, cozinhado na sopa, no arroz ou na salada.

Preparação dos Espargos:

- Lave muito bem os espargos inteiros, com água fria.
- Corte a ponta do pé (0,5 cm) e descarte.
- Pegue num de cada vez pelas pontas (uma ponta em cada mão) e dobre naturalmente até que ele se parta. (Vai partir no sítio certo).
- Reserve a parte branca mais dura, para fazer sopas ou molhos.
- Com uma faca bem afiada ou com o descascador, retire a pele fininha com cuidado, segurando o espargo abaixo da flor para que não se parta.
- Coloque a parte verde dos espargos a cozer num tachinho com água para os cobrir, temperada com sal.   - Quando levantar fervura, diminua o lume para o mínimo e deixe cozinhar durante 10 minutos.
- Retire do lume, escorra aproveitando a água da cozedura para o arroz e reserve os espargos.

Arroz de Espargos

Para duas pessoas:

1 dente de alho
1/2 cebola pequena picada
1 folha de louro pequena (sem a nervura do meio)
2 colheres de sopa de azeite virgem
100 ml de arroz carolino
1/2 "maço" de espargos (reservados)
200 a 300 ml de água de cozer os espargos, quente

Num tacho, faça um refogado com o azeite, o alho e a cebola picados e o louro.
Quando a cebola estiver transparente, junte os espargos partidos aos pedaços e mexa com a colher de pau para os envolver.
Junte 200 ml de água de cozer os espargos e, quando levantar fervura, junte o arroz prèviamente lavado e escorrido num passador de rede. Mexa, tape e reduza o lume para o mínimo.
Deixe cozinhar durante 15 minutos, mexendo com a colher de pau, cuidadosamente, a meio deste tempo (7 minutos). Se precisar, junte mais caldo para não ficar muito seco.
A quantidade de água indicada é ideal para ficar com a consistência de risotto.

Numa outra ocasião falaremos mais sobre este legume que tanto pode servir de entrada, como enriquecer uma refeição completa, Vegetariana ou não.
Tenham um bom final de semana de trabalho e um óptimo fim de semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

ARROZ DE COGUMELOS (SECOS)



Tinha já há algum tempo, uma embalagem com Cogumelos Shitake secos na minha despensa, mas como sempre que tenho um ingrediente que nunca usei, tinha receio e ia adiando o seu uso. (Não sei se vocês também têm esta renitência).
Foi no dia de Páscoa que resolvi experimentar, seguindo as instruções da embalagem e ainda fiz uma pesquisa na net. Afinal era bem simples!
Os cogumelos são secos ao sol (desidratados), inteiros ou laminados e conservam o seu sabor melhor do que se forem congelados. Por isso, o primeiro passo é a sua hidratação com água quente ou caldo de carne ou legumes. Mas cuidado, o líquido deve estar quente mas não a ferver.
A embalagem que usei tinha 25 g e deu para 2 vezes. Depois de hidratado aumenta bastante de volume.

Arroz de Cogumelos Secos

Para 2 pessoas:

1 mão cheia de cogumelos secos (usei shitake)
100 ml de arroz carolino
250 a 300 ml de água  ou caldo quente
2 colheres de sopa de azeite virgem
1/2 cebola pequena picada
1 folha de louro pequena (sem a nervura do meio)
 sal q.b.



Hidratar os Cogumelos


Numa tigela funda de loiça ou pirex, coloque os cogumelos e cubra com água ou caldo quente (sem ferver).
Deixe repousar durante 30 minutos (aumentam bastante de volume).
Coe o caldo e aproveite para fazer o arroz. Reserve os cogumelos noutro recipiente.


Preparação do Arroz:

Aqueça bem o caldo ou a água da hidratação dos cogumelos. Reserve.
Num tachinho pequeno, leve ao lume o azeite, a cebola picada e o louro. Cozinhe em lume brando até a cebola começar a ficar transparente e, nessa altura, junte os cogumelos escorridos, mexa  e deixe aquecer
Junte o arroz lavado e escorrido e envolva no refogado, mexendo sempre com a colher de pau, para aquecer bem. Aumente o lume para o máximo. Acrescente 200 ml do caldo quente, tempere de sal e mexa até que ferva. Baixe o lume para o mínimo, tape e deixe cozinhar durante 15 minutos. A meio do tempo, dê uma mexidela e, se for necessário, acrescente mais um pouco de água ou caldo quente.

Notas:
- Este é o Arroz à Portuguesa. Se preferir, use a técnica do risotto.
- Os cogumelos são ricos em proteínas, por isso em maior quantidade, constituem uma boa Refeição Vegetariana.
- Eu pus menos quantidade de cogumelos porque o Arroz era para acompanhar uma refeição de Carne Assada no Forno.

Espero que gostem. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

ARROZ, RISO E RISOTTO



Quando li no livro Mistérios do Abade de Priscos, do jornalista Fortunato da Câmara, o capítulo dedicado ao RISOTTO À MILANESA, fiquei com vontade de vos trazer este tema que é tão interessante.
Ele começa por referir que Risotto não é um tipo de arroz (riso em italiano), mas sim uma técnica de o cozinhar, que é um prato típico da região da Lombardia e Piemonte, no norte de Itália, e que se tornou conhecido no séc. XVI.
O arroz, conhecido no Médio Oriente há 5000 anos, foi divulgado na China, Índia, Vietname e Tailândia até se tornar no "pão da Ásia". No séc. V a C (antes de Cristo) cultivou-se na Pérsia e na Mesopotâmia. No séc.I  d C (depois de Cristo) já era conhecido dos Gregos e o médico Pedanius Dioscórides já o usava como medicamento e os seus ensinamentos foram aproveitados mais tarde pelos Romanos.
A entrada do arroz na Península Ibérica sem ser como medicamento, aconteceu com as invasões árabes da Andaluzia, pois eles iniciaram grandes plantações de arroz para seu alimento.
Em Portugal, só no reinado de D. Dinis (séc. XII) é que se encontram referências ao arroz que era considerado um "fruto estrangeiro" , caro e por isso reservado apenas às famílias ricas.

Nos finais do séc. XV já havia grandes campos de cultivo de arroz nas margens do rio Pó, a sul de Milão e no séc. XVI já a região da Lombardia tinha grande produção de arroz que era consumido na alimentação diária das populações.
É por essa altura que aparecem "as primeiras receitas consistentes àcerca do que viria a ser o risotto.
Uma dessas receitas é o "risotto  alla milanese".
Os grãos indicados para fazer risotto são os médios oblongos da variedade japónica, que tem características e versatilidade semelhantes ao nosso arroz carolino, que chegou a Portugal no séc. XVII vindo de uma plantação americana desenvolvida por ingleses na Carolina do Sul, daí o baptismo de carolino.
Sem querer retirar o mérito aos italianos pela forma como cozinham o arroz e pelas variedades que cultivam, também merece ser lembrado que o lusitano carolino (do Baixo Mondego e das Lezírias) é certificado com Indicação Geográfica Protegida, tal como o Riso del Delta de Pó (o indicado para fazer risotto), e permite fazer igualmente arroz de textura cremosa, tal como o nosso tradicional arroz doce." - in Mistérios do Abade de Priscos de Fortunato da Câmara.

A mais antiga receita que se parece com um risotto, foi publicada em 1570 no livro Opera por Bartolomeo Scappi, mestre cozinheiro dos Papas Pio IV e Pio V. Aí ele publica a sua receita de Arroz alla Lombarda, preparado com o caldo da cozedura de um galo capão com cervellate, um antigo enchido milanês que continha açafrão e a que se juntava açúcar, ovos, canela e os pedaços do galinácio.
Com o passar dos anos as receitas foram evoluindo, mas o tom dourado dado pelo açafrão ao risotto alla Milanese manteve-se.
"Qualquer que seja a receita, a chave para se obter um bom risotto, está no tipo de grão de arroz utilizado, na qualidade do caldo e por fim, na textura. Durante a cozedura, o caldo é absorvido progressivamente pelo arroz - obrigatòriamente de bago médio tipo japónica - , que vai libertando amilopectina, uma espécie de  goma gelatinosa que deixa os grãos num ambiente cremoso. Para se obter este resultado, o bago tem de ser resistente para ficar macio mas manter alguma firmeza. As variedades mais populares a nível internacional são o carnaroli , de grão fino para cozeduras mais longas, o vialone nano, de grão semifino para cozinhar mais rápido com ingredientes delicados como peixe ou legumes e o arboreo com um grão superfino e versátil para diferentes receitas."

Este é um pequeno resumo do livro acima referido, para quem gosta de História ou aprecia saber o come. Vale a pena lê-lo pois há muito mais que fica por dizer neste pequeno "post" sem pretensões que não sejam a sua divulgação.
Espero que tenham gostado. Desejo a todos uma óptima semana. Bjs.

Bombom

DICAS PARA UMA COZINHA FÁCIL

Aqui há tempos, apontei uma frase do Jamie Oliver, por estar em sintonia com a ideia que deu origem ao Meu Estaminé. Dizia ele: "Se vai comer três vezes por dia durante o resto da sua vida, deve aprender a cozinhar convenientemente e apreciar fazê-lo. Por isso, arregace as mangas e deixe-me ajudá-lo." - Jamie Oliver

Quando não apreciamos cozinhar ou quando temos pouco tempo para essa tarefa, podemos sempre organizar-nos e tirar partido de alguns preparados que devem estar sempre a postos, guardados no frigorífico. É o caso da Conserva de Coentros e do Molho de Tomate em Conserva.

Quer um arroz saboroso e rápido para 2 pessoas?
Ponha 2 dl (200 ml) de água a ferver. Num tachinho  deite 1 colher de sopa de Conserva de Coentros ou de Molho de Tomate, um dente de alho picado ou espremido, uma folha de louro sem a nervura do meio e leve ao lume a aquecer.  Acrescente 1 dl (100 ml) de arroz lavado, envolva na gordura e deixe aquecer bem, mexendo sempre. Junte a água a ferver, mexa de novo até levantar fervura. Baixe então o lume para o mínimo e conte 12 minutos exactos. Desligue o lume e deixe repousar por mais 2 ou 3 minutos.
Se gostar de um arroz mais "malandrinho" (mais caldoso), use 3 dl de água em vez de 2 dl.
Se usar arroz Portugal M deixe cozinhar 15 minutos em lume brando.

Se gostou destas sugestões, confira algumas receitas aqui:
http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2010/07/o-meu-estamine-vai-fechar-para-ferias.html

http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2011/11/molho-de-tomate-em-conserva.html


http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2012/03/conserva-de-champignons.html

http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2010/01/sexta-feira-fui-as-compras.html

Desejo a todos um resto de boa semana. Que os estragos das intempéries já estejam resolvidos e que todos tenham já electricidade, televisão, telefone e internet a funcionar!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

ARROZ DE PASSAS E PINHÕES



Já tinha publicado esta receita no início do blog, mas na altura não tinha as fotografias.
Hoje volto a publicá-la para participar no convite da Vera Ferraz do blog Hoje para Jantar, que nos desafiou para mostrarmos as receitas que não podem faltar à nossa mesa, no Natal.
http://hojeparajantar.blogspot.pt/2012/11/as-melhores-receitas-de-natal.html

Esta  é uma receita muito simples e fácil de fazer e que nos oferece um resultado de grande requinte e óptimo sabor. O segredo está mesmo nos pinhões, por isso, não os troquem por nada!

Fonte: Teleculinária Especial Natal 1976, do Chefe Silva.

Arroz de Passas e Pinhões

Ingredientes:
60 g de margarina (uso só 40 g)
2 colheres de sopa de óleo
1 cebola grande
250 g de arroz (agulha ou carolino)
1/2 litro de caldo de carne, a ferver (ou água a ferver e um cubo de caldo de carne)
100 g de uvas passas sultanas brancas (escolhidas e lavadas)
50 g de miolo de pinhão (pinolli)
sal q.b. (o caldo já tem sal)
raminhos de salsa fresca para decorar

Junte num tacho a margarina e o óleo. Acrescente a cebola cortada em meias luas fininhas. Leve ao lume a refogar em tacho tapado até ficar transparente e começar a querer alourar. Mexa de vez em quando.
Junte o arroz e vá mexendo bem, com a colher de pau, até ficar bem aquecido e envolvido no molho da cebola. Adicione então o caldo de carne, a ferver. Rectifique de sal e mexa até levantar fervura. Tape o tacho e baixe o lume para o mínimo e conte 12 minutos. Quase no fim desse tempo, junte as passas e os pinhões e envolva-os no arroz com a ajuda de um garfo. Retire do lume, deixe repousar 1 a 2 minutos e sirva de seguida.


Notas:
- Se o tacho for de fundo grosso e for preciso esperar que os convidados cheguem, cozinhe o arroz apenas durante 8 ou 9 minutos. Acrescente as passas e os pinhões envolvendo com o garfo, tape e envolva o tacho em jornais. O arroz terá tempo de abrir e ficará quentinho até à hora de servir.
- Também pode fazê-lo de véspera e na hora aquecê-lo no forno, num tabuleiro ou pirex.

Desejo a todos, óptimos preparativos para a festa de Fim de Ano.
A propósito, não deixem de ver as sugestões "low cost" da Vera, aqui:
http://hojeparajantar.blogspot.pt

Bom fim de semana! Bom final de 2012!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

RISOTO ROSADO


O Meu Estaminé está quase a encerrar para férias e esta será por certo, uma das últimas receitas desta série.
Lembram-se de vos ter falado no Cabaz - G?
Tive de fazer uma breve investigação para saber como utilizar a rama das beterrabas e da cenoura.
A das beterrabas foi usada para fazer sopas e é muito macia, fazendo lembrar o espinafre.
Já a rama da cenoura, como é mais amarga, deve ser utilizada com uma certa moderação.
No site Cyber Cook, encontrei uma receita de Risoto onde entravam os talos das folhas da beterraba e uma parte de rama de cenoura. Como a receita é para cerca de 8 pessoas, tive de fazer a adaptação, uma vez que cá em casa somos só dois.


Risoto Rosado

Para duas pessoas:

1 colher de sopa (bem cheia) de azeite virgem
1 dente de alho
1 cebola pequena
1 chávena (chá) de talos das folhas de beterraba picados
1/2 chávena (mal medida) de folhas de rama de cenoura picadas
1 tomate picado (usei conserva de tomate da minha - 2 colheres de sopa)
100 ml de arroz (uma chávena de café bem cheia)
300 ml de água a ferver ou caldo de legumes (3 chávenas de café)

Num tachinho aqueça o azeite com o alho picado, sem deixar tomar cor. Junte a cebola picada, mexa e deixe cozinhar por um minuto em lume brando. Junte então os talos da beterraba e a rama da cenoura. Dê uma mexidela e, logo que comecem a murchar, junte a água a ferver. Tempere de sal e, quando levantar fervura, junte o arroz prèviamente lavado. Mexa e reduza o lume para o mínimo. Tape e conte 13 minutos exactos. Findo esse tempo, retire do lume e sirva.


Servi com "Douradinhos de Salmão" à la Babette (feitos no forno).
http://afestadebabette.blogspot.pt/2011/12/douradinhos-la-babette.html

Como já não tinha corn-flakes, usei flocos de aveia semi cozinhados para fazer a crosta crocante que os envolve. Servem numa emergência, como foi o caso, no entanto os corn-flakes além de serem mais saborosos, são mais macios, para o meu gosto.
Esta receita é muito saudável e não faz mal a quem sofre da visícula.

Notas:
- Embora esta receita tenha o nome de Risoto, a técnica usada, não é a do risoto em que a água é adicionada aos poucos ao arroz.
- Eu chamar-lhe-ia Arroz Rosado, pois a técnica é a do nosso arroz, à portuguesa. O resultado final é muito semelhante e não dá tanto trabalho!
- A receita original é feita com: 2 chávenas de arroz que se frita no refogado (em 2 colheres de sopa de azeite virgem), 5 chávenas de água a ferver, 1 chávena de talos de beterraba, 1 chávena de cascas de cenoura (bem lavadas), 1 chávena de rama de cenoura, 1 tomate picado.
 - A casca das cenouras (bem como de todos os legumes e frutas) é onde se concentra a maior quantidade de vitaminas. Se forem de origem ecológica ou bio (sem pesticidas), podem ser usadas na confecção de sopas e purés. Depois de bem lavadas e escovadas com escova própria, podem-se congelar para usar mais tarde.
- Mais uma DICA: sempre que fizerem um refogado, aqueçam primeiro o alho no azeite. Só depois é que se adiciona a cebola. Se o fizerem ao mesmo tempo, a cebola absorve o sabor do alho. Esta dica aprendi-a há muitos anos com a Maria de Lurdes Modesto.
- E como "a conversa é como as cerejas", lembrei-me de outra: Num refogado, nunca se deve juntar alho com manteiga porque pode dar uma mistura tóxica. Se usar alho, junte com margarina.

Despeço-me até qualquer dia!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

RISOTTO DE LARANJA



Há uns tempos atrás, contei-vos da minha ida ao Restaurante Darwin, no Centro Champalimaud.
Desde essa altura, fiquei com uma enorme vontade de reproduzir o Risotto de Laranja na cozinha de O Meu Estaminé. Levei tempo a interiorizar a ideia, mas saíu hoje para o almoço e não imaginam o sucesso!
Adoro, quando uma receita que me parece um bocado estrambólica, me sai na perfeição e arranco elogios (he, he)!
Este é um arroz óptimo para acompanhar pratos de carnes de aves (ou outras), assadas ou grelhadas e é facílimo de fazer.
A receita que vos dou é para 2 pessoas.


Risotto de Laranja

1 dente de alho
1/2 cebola
2 colheres de sopa de azeite virgem
1 folha de louro (sem a nervura do meio)
1 laranja em sumo e raspa de metade
100ml de arroz (1 chávena de café cheia)
1/2 litro de água a ferver (350 a 400 ml devem chegar)

Preparação: Ponha a água a ferver.
Prepare o sumo de laranja (usei cerca de 80 ml) e junte-lhe a raspa de metade. Reserve.
Num tachinho, refogue a cebola picada, o alho picado e a folha de louro, com o azeite.
Quando começar a alourar junte o arroz, envolva bem e deixe aquecer durante cerca de 1 minuto.
Junte então o sumo e a raspa da laranja e deixe embeber bem no arroz.
Acrescente mais 100 ml de água quente e 1 colher de café de sal, mexa e deixe cozinhar até o arroz absorver o líquido. Junte mais 100 ml de água quente, mexa, prove e rectifique o sal. Deixe cozinhar
até o arroz estar "al dente" e acrescente um pouco mais de água  e sal, se for necessário.
Retire do lume e sirva de seguida.


Notas:
- Eu não sou especialista em risottos. Este é o segundo que faço com esta técnica e acho que ainda tenho muito que aprender. Geralmente cozinho o arroz em lume brando por cerca de 12 ou 13 minutos.
Para este, na hora de juntar a água, aumentei para lume forte até levantar fervura e depois voltei a pôr em lume brando até absorver o líquido. Gastei cerca de 300 ml de água quente e deixei cozinhar por cerca de 15 minutos, no total.
Para 4/5 pessoas: azeite q.b., 1 dente de alho grande, 1 cebola média, louro, 200 ml de arroz (1 cháv. almoçadeira), 3 chávenas de água a ferver (600 ml), 200 ml de sumo e raspa de 1 laranja.
Só se usa a água necessária, pelo que a medida que vos dou não é exacta e pode sobrar alguma.

Aconselho-vos a experimentarem. Ficou muito melhor e mais saboroso do que o do Restaurante!
Desejo-vos um resto de bom Domingo e uma óptima semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

UM ALMOçO DE ANO NOVO

Hoje é dia de Ano Novo. Por isso, mesmo que apenas para os dois comensais cá de casa, resolvi fazer uma refeição condigna:
"Lombinhos de Perú com redução de Vinho do Porto e Risotto de Limão."

É um prato económico, fácil de cozinhar e fica muito requintado. Só foi pena não me ter lembrado de tirar fotografias!...
Tinha visto há algum tempo no blog de uma querida amiga brasileira que vive na Itália a receita deste risotto que podem consultar aqui  www.cucchiaiopieno.com/2011/02/risoto-ao-limao.html
Se visitarem o Cucchiaio Pieno não se arrependem, porque ele é "uma colherzinha cheia" de coisas boas, desde entradas, sopas, risottos, pratos vegetarianos, sobremesas deliciosas, bolos e bolachinhas...
Como vos dou o link para a receita do Risotto de Limão, não escrevo a receita mas devo dizer que fiz umas pequenas alterações:
- usei arroz carolino (porque não tinha arbório nem carnarolli).
- não usei natas porque não tinha em casa (e evito por causa da visícula).
- não misturei o queijo Parmesão ralado (porque o Provador d`O Meu Estaminé não aprecia).
De resto, fiz "tal-qual-zinho"!
E ficou um espectáculo, à vista e ao paladar!

Lombinhos de Perú com redução de Vinho do Porto

4 lombinhos de perú
1 dente de alho espremido
1 colher de chá de flor de sal aromatizado com tomilho e chilly
2 colher de sopa de margarina líquida

Redução de Vinho do Porto

100 ml de vinho do Porto (1 dl)
2 cravinhos da Índia

1 - Comece pela redução de vinho do Porto, porque vai demorar um pouco mais a atingir o ponto.
Num pucarinho de inox junte o vinho do Porto com os cravinhos e leve ao lume até levantar fervura. Reduza o lume para o mínimo e deixe apurar até reduzir a cerca de metade. Retire do lume e reserve.
2 - Aqueça bem a frigideira, deite a margarina e frite os lombinhos de perú prèviamente temperados com o alho e o sal aromatizado. Apague o lume, verta a redução de vinho do Porto sobre os lombinhos e reserve em local aquecido.
3 - Prepare o risotto.
4 - Logo que o risotto esteja pronto, emprate e sirva de imediato.

Notas:
1 -O arroz carolino, é um arroz produzido em Portugal e que, segundo a opinião da conceituada Conselheira de Culinária Maria de Lurdes Modesto, resulta bem na confecção dos Risottos.
2 - Consuma o que é nosso e muito mais económico.
3 -  Servi acompanhado com ameixas secas porque não tinha salada fresca.
4 - A Nota Maior foi-me dada pelo Provador Oficial do Meu Estaminé: "Fico sempre a perder quando vou ao Restaurante!"

Se quiserem experimentar, depois digam o que acharam!

FELIZ ANO NOVO ! UM BOM 2012 !


Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)








SURDEZ SÚBITA... E O MEU ARROZ DE TAMBORIL

Hoje vou falar-vos de SURDEZ SÚBITA. Não que seja um assunto muito interessante, mas porque pode acontecer a qualquer pessoa, quando menos espera e independentemente da idade.
Nunca me tinha passado pela cabeça que se podia ficar surdo de repente, sem nunca ter tido uma dor de ouvidos, nem uma otite, nem estar constipada.
Quando, numa tarde de sexta-feira me apercebi de que não conseguia ouvir nada, assustei-me, pensando que estava a ter um AVC. A tensão arterial demasiado elevada,confirmava as minhas suspeitas. Fomos logo às Urgências do Hospital Amato Lusitano de Castelo Branco onde um médico de serviço (eu achei que era médico !!!) se riu do meu receio. Que o AVC não provoca surdez, etc. Aliás, nesse momento já a tensão tinha normalizado, foi mesmo do susto.
Então com a "cornetinha" espreitou para o ouvido e disse que o que eu tinha era cera nos ouvidos!!! Que no começo da semana procurasse um Otorrino para fazer uma lavagem.
Eu fiquei mais descansada com o prognóstico e marquei logo consulta no Otorrino para segunda-feira. Só que nesse dia, já não me consegui levantar com vertigens e vómitos constantes. Na terça de manhã fui de novo ao Hospital, pensando que estava com uma crise de visícula, já em cadeira de rodas...
Fui medicada com soro e à tarde , quando me deram alta, fui directa para o consultório do Otorrino. Ele assim que me viu, fez logo o diagnóstico: SURDEZ SUBITA.
Qual cera, qual "carapuça"! Só que a Surdez Súbita tem 24 a 48 horas para ser tratada. É uma injecção julgo que à base de cortisona, que dentro de 10 dias, dá 50% de possibilidades de voltar a recuperar a audição! E para mim já era tarde...
Ainda a apanhei, mas já tinha passado muito tempo e não fez efeito.
Se eu soubesse isto, tinha ido logo nesse dia ao Otorrino! E porque pode acontecer a qualquer pessoa com mais frequência do que pensamos, é que eu quis partilhar convosco esta mágoa. Para que não volte a acontecer!

E agora, "tristezas não pagam dívidas". Por isso deixo-vos a receita do meu almoço de ontem, he,he!


ARROZ DE TAMBORIL

1 lombo de tamboril (1 kg), às postas
4 camarões médios por pessoa
2 chávenas (xícara) almoçadeiras de água
1 chávena almoçadeira de leite

1 chávena (xícara) almoçadeira de arroz carolino (200g)
3 chávenas almoçadeiras de líquido da cozedura do tamboril
1 cebola média
2 dentes de alho
1 folha de louro (sem nervura )
3/4 de chávena de café de azeite virgem
1 colher de sopa de concentrado de tomate
1 molhinho de coentros picados (maço)
Sal e malagueta em flocos q.b.

Ponha a ferver num tacho 2 chávenas de água, com um pouco de sal. Deite os camarões, deixe levantar fervura e conte 5 minutos. Apague o lume e retire os camarões com a escumadeira para uma tigela. Acrescente água fria e descasque os camarões. Reserve.
Com o garfo, esmague as cabeças dos camarões nessa água. Coe e reserve.
Coe a água de cozer os camarões, junte esta última e acrescente uma chávena de leite. Leve ao lume a ferver e introduza os pedaços de tamboril. Deixe ferver em lume brando por 10 minutos.
Prepare um refogado com o azeite, o alho e a cebola picados e a folha de louro.
Junte uma colher de sopa de concentrado de tomate.
Acrescente 3 chávenas de líquido da cozedura do tamboril.
Prove e rectifique o tempero de sal e junte um pouco de malagueta em flocos.
Quando ferver junte o arroz lavado. Deixe levantar fervura de novo, baixe o lume para mínimo e conte 13 a 15 minutos.
Sirva polvilhado com coentros picados.

Notas: - Esta receita dá para 4 pessoas.
- Sirva acompanhado de uma boa salada verde ou mista.

Beijinhos da
Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima

WORKSHOP, EMISSÃO INFANTIL E ARROZ DE BERBIGÃO

Hoje vamos começar por um pequeno "workshop" de Gramática (he,he)! Apanho cá as clientes e vai disto! É que há uns erros de Ortografia e de Gramática, que são muito fáceis de solucionar e vão ver que os vossos textos vão ficar muito mais atractivos!
Trata-se do "há" e do "à".

Reparem nas frases.
1 - Eu fui .... janela e vi que ...muitas núvens no céu.
2 - Eu vou ....praça fazer compras. Na praça hoje ....peixe fresco.

Se tiver dúvidas, troque o som A por "existe"; se soar bem, escreve-se com "h" porque "há" pertence ao verbo Haver = Ter = Existir.
Se o som A se refere a um lugar ou sítio, escreve-se "à".

Na frase 1 e 2, janela e praça são locais, portanto escreve-se sem "h".
a) Eu fui à janela
b) Eu fui à praça.

c) ...(tem ou existem) muitas núvens...; "há muitas núvens"...
d) ...(tem ou existe) peixe fresco...; "há peixe fresco".

Experimentem e depois digam-me se não é tão fácil.



Como hoje é sexta-feira, temos EMISSÃO INFANTIL, hoje com uma poesia que pode ser interpretada por crianças, do tipo "jograis".


PASSEIO NO CÉU

Os Anjinhos, já cansados
De neste mundo pensar,
Resolveram descansar,
Os grandes endiabrados!

E então foram brincar
 apanhada e escondidas!
- "Não quero aqui mais corridas"!
Era o S. Pedro a ralhar.

Um ficou aborrecido.
- "Vamos para outro lado
Que o S. Pedro está zangado!
Disse outro, mais divertido.

Resolveram ir então
Os negros céus perscrutar
E saíram a explorar
A mais densa escuridão.

Ali, já ninguém os via!
Fizeram boas corridas,
Brincaram às escondidas
E, com tod`essa folia,

Esqueceram-se de voltar.
E já eram horas mortas
Quando bateram às portas
P`ra no céu de novo entrar.

S. Pedro, muito ensonado,
Pois tinha estado a dormir,
Levantou-se e foi abrir
O grande portal dourado.

-"Estas caras, descaradas,
Que fazem a esta hora?
A Terra queixou-se agora
De violentas trovoadas!...

Já tão tarde, é uma hora,
Vamos já para a caminha,
E amanhã de manhãzinha
Direi a Nossa Senhora"!

Fátima Carrapa


Termino com uma receita muito fácil, para Principiantes e não só .

ARROZ DE BERBIGÃO

1kg de berbigão (muito fresco)
1 chávena almoçadeira de arroz carolino
2 1/2 chávenas de líquido da abertura dos berbigões
1 cebola peq.
2 dentes de alho picados
2 colheres de sopa de azeite virgem
1 folha de louro (sem o veio central)
1 colher de sopa de concentrado de tomate (fac.)

Primeiro lavam-se muito bem os berbigões e põem-se num alguidar cobertos com água e uma boa mão cheia de sal. Deixa-se no frigorífico de um dia para o outro.
No dia seguinte, lavam-se de novo para largarem toda a areia e levam-se ao lume num tacho ou frigideira cobertos com a tampa. De vez em quando mexe-se com a colher de pau, para que aqueçam todos por igual e abram bem.Quando todos estiverem abertos, retira-se o tacho do lume e deixa-se arrefecer um pouco.
Separam-se os berbigões e põem-se numa tigela. Coa-se o líquido que ficou com a ajuda de um paninho. Se não chegar para as duas chávenas e meia, acrescenta-se com água.

Num tacho, leva-se ao lume o azeite, a cebola e os alhos picados, a folha de louro e deixa-se refogar durante alguns minutos, sem deixar queimar. Acrescenta-se o concentrado de tomate e dissolve-se bem e juntam-se os berbigões.
Junta-se o líquido já medido e deixa-se ferver. Acrescenta-se o arroz e ao levantar fervura Tapa-se o tacho, baixa-se o lume para o mínimo e contam-se 13 minutos exactos. Findo este tempo, retira-se do lume.
Serve-se com uma boa salada mista.

Nota: - Esta medida dá para 4 ou 5 pessoas.
- Se for só para duas pessoas, basta 1 chávena de café (1 dl) de arroz para 3 chávenas de caldo. Fica um arroz malandrinho.
- Podem substituir-se os berbigões por camarões, mas fica mais caro.
- Se preferirem um arroz mais sequinho e solto, para uma medida de arroz usem duas medidas de caldo. Depois de feito usar um garfo para soltar os bagos.
- Cozinhem sempre o arroz em lume mínimo.

Bom fim de semana e beijnhos.

Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima

HÁ GUERRA NA CAPOEIRA...E ...ARROZ DE PASSAS E PINHÕES

Não vos digo nem vos conto! Hoje ia havendo "guerra na capoeira"! (Quem se lembra deste poema do Livro da Segunda Classe)?
É que a Tia Fátima deu um "chá" à Bombom. Porque tanto "He,he" nos textos desfeia o bom aspecto que estes devem ter; porque pode parecer tolinha, sempre a rir a toda a hora...Bem, o que foste dizer! A Bombom não gostou mesmo nada, e disse-lhe que para tristonha e macambúzia, bastava ela, que às vezes até parecia "bota de elástico"! Disse-lhe também que não se importava nada com essas críticas, porque já há muitos anos que não se ria assim. Portanto, podia fazer-lhe muitas outras vontades, mas esta não!

_ E digam lá se não tenho razão. Sempre gostei de escrever e há 40 e tal anos que o não fazia, assim, para me divertir. Agora que redescobri de novo o gosto pela escrita e o prazer de comunicar, não me posso rir quando quiser? A outra chamada de atenção foi por causa de eu pôr tantas aspas a cada passo! Aí tive de lhe dar razão pela crítica, mas tem uma justificação que eu ainda não tinha revelado e tem a ver com o facto de se dizer que "a Língua Portuguesa é muito traiçoeira".
Mas isso fica para outro dia.

Então as duas, assim como meninas da Escola e já mais bem comportadas, fizeram as pazes e foram arrumar o Estaminé...


Já devem ter reparado que este Estaminé, não é como os outros. Foi pensado como um espaço de partilha da minha experiência, na expectativa de ser útil a alguém, sobretudo à Juventude ( à malta jovem): aos meus Sobrinhos e Nètinhos cá de casa, e a todos os outros que quiserem por aqui passar.
E porque sempre fui, tal como todas vós, Mulher, Esposa, Mãe, Profissional, Trabalhadora fora e dentro de casa, Gestora sem ordenado e sem Horário de Trabalho nem Gratificações...sei o que custa gerir todas estas atribuições.
E se a minha experiência servir para vos "aliviar a carga", ficarei muito satisfeita e não darei o tempo como perdido!
Quanto às Receitas de Culinária, já deu para ver que aqui não se faz concorrência a ninguém. Procuro que sejam rápidas e simples. Se quiserem alguma em especial, digam, mas encontram tudo do bom e do melhor nas Cozinhas das minhas Amigas Blogueiras!
E vamos lá para a cozinha que vai sair um prato salgado para desenjoar. Estava pedido desde o dia em que foi inaugurado o Meu Estaminé. Trata-se de uma receita muito simples mas requintada, tirada da revista Tele-culinária e elaborada pelo Chefe Silva para o Natal de 1976. Cá em casa "sai" sempre nas Festas e às vezes até parece que já lhe mudaram o nome para "arroz da Tia Fátima".


ARROZ DE PASSAS E PINHÕES

Ingredientes:
60g de margarina
2 colheres de sopa de óleo
1 cebola grande
250g de arroz
1/2 litro de caldo de carne a ferver
100g de uvas passas sultanas brancas, (escolhidas e lavadas)
50g de miolo de pinhões
raminhos de salsa fresca para decorar
sal q.b.

Junte num tacho, a margarina e o óleo. Acrescente a cebola cortada em meias luas fininhas. Leve ao lume a refogar até alourar e ficar transparente. Mexa de vez em quando.
Junte o arroz e vá mexendo bem, com a colher de pau, até ficar bem aquecido. Adicione então o caldo ou água a ferver. Rectifique de sal e deixe levantar fervura. Leve ao forno durante 15 minutos. Passado esse tempo, tire do forno, mexa-o com um garfo e misture nele as passas e os pinhões.
Tape e deixe repousar mais uns minutos. Sirva decorado com raminhos de salsa.

Notas:
- Para esta receita, uso arroz agulha.
- Para o caldo, uso água a ferver e 1 cubo de caldo de carne.
- Fica um arroz solto e muito gostoso.
- Como sou "muito criativa", ( está melhor assim, Isabel? He,he) vou dar-vos a versão da Tia Fátima (Avó Fátima): Não vai ao forno! Quando levanta fervura, tapo e deixo ferver em lume brando por 12 minutos. Passado esse tempo...faço tudo igual.
- Se o tacho tem fundo duplo (grosso) e não for para servir logo, (às vezes é para levar para outra casa),só ferve 9 minutos, junto as passas e os pinhões, embrulho em bastantes folhas de jornal para conservar a temperatura e ir acabando de cozer.

Ressalvo a palavra "aldrabona" ! Lembram-se? (He,he).
E agora deixo-vos aqui um segredo da Tia Fátima: ela não está a ouvir porque anda a preparar uma Emissão Infantil para sexta-feira, na Biblioteca Infantil do Estaminé!
Não digam a ninguém!

Beijinhos e portem-se bem!

Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima