O GARFO...E BOLACHINHAS LEVES

terça-feira, março 08, 2011

Ao analisarmos a "mesa dos reis", ficamos com a ideia de que eles eram uns grandes brutos e alarves. Não podemos, no entanto, esquecer-nos de que nesse tempo ainda só existiam as facas.
A potagem (sopa) era servida em malgas e era bebida ou sorvida, o que vem dar ao mesmo.
A faca era usada para partir os pedaços da carne que cada um comia à mão.
Limpavam-se as mãos ao pêlo dos cães ou às mangas e "fraldas" das camisas. E não era só na corte portuguesa, era em muitas das cortes da Europa.
Só com o tempo é que se foram civilizando os costumes e educando as pessoas.
O garfo só chegou à Europa no séc.XI, concretamente à cidade de Veneza. Teodora, filha de Constantino VIII Imperador do Oriente, veio de Constantinopla para casar com o Doge de Veneza, Doménico Selvo e trouxe no seu enxoval um garfo de oiro com 2 dentes, com que comia as frutas cristalizadas.
Pouco depois, a população da cidade assimilou o garfo. Como era uma cidade muito cosmopolita, depressa esse uso se espalhou para Milão e Florença. O talher já era conhecido em Itália no séc. XV.
A sua introdução na Europa não foi fácil pois o garfo fazia lembrar a forquilha ou forcado, instrumento de trabalho do campo que estava associado à imagem do Diabo.
Foi a italiana Catarina de Médicis, que casou com Henrique II de França no séc. XV, que introduziu o garfo na corte e o tornou num objecto de requinte.
A Inglaterra só chegou em meados do séc. XVII, levado pelo viajante Thomas Coryat.
Em Portugal o seu uso só começou em 1836, com a rainha D. Maria II, filha de D. Pedro I do Brasil. Foi o marido, D. Fernando II de Portugal (Fernando de Saxe-Coburgo-Gota) que a convenceu a usar o novo talher.
Entre a sua introdução na Europa e o final do séc. XVII, surgiu o 3° dente. O 4° dente parece ter surgido na segunda metade do séc. XVII, para atender ao Rei Fernando II das Duas Sicílias (Fernando de Bourbon) que não gostava dos fios compridos do esparguete a escorregarem nos garfos de 3 dentes.

Tudo isto aprendi na Wikipédia e na net.
E agora vou oferecer-vos uma receita rápida e fácil de Bolachinhas Leves, tipo água e sal, para poderem usar com os Patés de ontem. Foram ambas tiradas da Tele Culinária do Chefe Silva, do número Especial de Verão de 1984.


Bolachinhas Leves

150g de farinha de trigo
100g de margarina
1 ovo pequeno
1 colher de café de sal fino.

Amasse tudo e estenda a massa com o rolo. Corte as bolachinhas dos tamanhos e feitios que desejar e coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal (uso Glad).
Leve a cozer em forno bastante quente (180°).
Nota: Na receita não vem indicado o tempo de cozedura, mas deve ser à volta dos 10 a 15 minutos.

Nota 2: 
- Depois de amassar, precisei de acrescentar 1 colher de sopa de farinha, para a massa ficar mais consistente.
- Achei a massa demasiado salgada para meu gosto e acrescentei 2 colheres de sopa de açúcar amarelo.
- Deixei repousar no frigorífico por 30 minutos.
- As bolachinhas ficaram prontas em 12 minutos.
- São muito crocantes e estaladiças. Ideais para servir com doce ao lanche, à sobremesa ou com o café.

O Meu Estaminé vai estar "fechado" por uma semana. Vou voar como as Borboletas, brincar com os meus netinhos e sonhar núvens cor de rosa! Voltarei daqui a uma semana, com todas as novidades!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

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12 comentários

  1. Oi minha amiga querida

    Além das receitas ainda nos conta a história? Adorei saber de tudo Fátima. Vivendo e aprendendo.

    Parabéns pelo dia de hoje e por todos os outros que você representa: Mulher!

    Bjs no coração!

    Nilce

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  2. Olá Amiga!

    E eu que gostava de ter sido Rainha, ainda bem que não fui!(Sorrisos) eram porquinhos a limparem as mãos nos cães e camisas...brrrrrr ui, arrepiei. Mas como sabes estou adorar a História que nos estás a presentear. Gostei da receita das bolachinhas para acompanhar o paté.
    E desejo que passes essa semana deliciosa com os teus principezinhos e princesas... beijinhos com muito carinho

    Isabel de Miranda

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  3. Olá querida Bombom,

    Depois de ler este interessante texto, fiquei a pensar que utilizamos no nosso quotidiano inúmeros objectos que nos facilitam imenso a vida, sem reflectir sobre a sua história. Quanto à utilização dos pobres cachorrinhos como "toalhas", tem muito que se lhe diga. Mas que os hábitos de higiene nessa época não eram lá grande coisa, já é do conhecimento geral :)
    Comer com as mãos, sim, eu ainda como, mas em casos pontuais, como o são estas deliciosas bolachinhas de água e sal, excelentes para acompanhar os patés do post anterior!
    Bombom, espero que o seu vôo de borboleta lhe permita tal como a elas, beber muito Néctar e felicidade das lindas flores que a esperam ansiosamente. Boas férias e um grande beijinho.

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  4. Obrigado amiga, por nos contemplares com a tua sabedoria e pesquisas,a receita essa vai ficar registada e talvez faça um dia destes para voltar a repetir já dia 22 no aniversário da minha filhota.um grande abraço e uma beijoca da joaninha.

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  5. Amiga
    Boa viagem, aproveite!
    Você sempre trazendo informações interessantes!
    Adorei a receita, bem fácil.
    Um forte abraço
    Léia

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  6. No meio de tanta javardice só tenho pena dos bichinhos a quem eles limpavam as mãos :)

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  7. Querida Bombom!
    És mesmo uma mulher culta e que alia receitas maravilhosas ao conhecimento que trazes para todos nós. obrigada!
    beijinhos cariocas

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  8. Olá gostaria que visita se meu blog que é dedicado a cultura. Espero que goste nele tenho uma coluna poética aos sábados ás 09 da manhã espero poder contar com sua visita.

    Sucesso em seu espaço.

    Magno Oliveira
    Twitter: @oliveirasmagno ou twitter/oliveirasmagno
    Telefone: 55 11 61903992
    E-mail oliveira_m_silva@hotmail.com

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  9. Querida Bombom
    Espero que esteja aproveitando a tua viagem!
    Hoje no blog ofereci um selinho pra você, pois teu blog é muito versátil!
    Um grande abraço
    Léia

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  10. Confira a dica da apresentadora Hebe Camargo para aproveitar as maravilhas da vida: http://bit.ly/eclRyA. #saúdenãotempreço

    Siga-nos no Twitter e fique por dentro da campanha Saúde Não Tem Preço: www.twitter.com/minsaude
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    Obrigado,
    Ministério da Saúde

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  11. Oi, Fátima!

    Que bacana essa história do garfo! Nunca imaginei que o garfo tinha uma história, kkk
    Muito legal, adorei saber.

    Beijos :o)
    Socorro Melo

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  12. Querida bombom, quantas deliciosas receitas e estórias! Deleito-me vindo aqui! beijos,

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