HALLOWEEN ...E PÃO POR DEUS

terça-feira, novembro 09, 2010

Em Inglaterra, as Escolas fecharam para férias durante a semana anterior ao dia de Halloween.


Lá em casa, as abóborinhas já estavam à espera do aproximar da data para se transformarem naquelas carantonhas iluminadas à noite, para meter medo a algum fantasma!!!
Este ano, pela primeira vez, eu também ajudei a "limpar" as abóboras por dentro, para aproveitar a polpa para umas sopinhas ou compotas e as pevides para tostar no forno.
A A.(minha nora) tinha trazido dos EUA um kit de mini-instrumentos que são de grande ajuda para esta tarefa: furador, uma espécie de carrinho para marcar os desenhos desejados e serrinhas de vários feitios para cortar os desenhos.
Depois, à noite, foi tempo de acender uma vela no seu interior para admirar o efeito.


Como regressámos no domingo dia 31, já não pudemos ver os desfiles de mascarados à noite nem assistir à vinda dos pequenitos das redondezas para receberem os chocolates e guloseimas que se preparam para esse efeito. A A. colocou-os numa grande taça enfeitada com morcegos bem negrinhos, recortados pela S e pelo D.
 Aqui em Portugal a tradição era bem diferente. Digo era porque a globalização trouxe este e outros costumes mais ou menos consumistas, e hoje em Portugal, parece-me que já se festeja mais o Dia das Bruxas do que o de Todos os Santos!
"Outrora", quando os meus filhos eram pequeninos, no dia 1 de Novembro "pedia-se" o Pão por Deus.
Era uma tradição que vinha das nossas aldeias onde as pessoas mais pobres iam rezar à porta dos mais abastados pela alma dos seus entes falecidos e em troca recebiam alguns alimentos tais como pão, chouriços, bolos, etc.
Como muitas dessas pessoas vieram viver para as cidades e seus arredores, o costume foi-se generalizando.
Deixou de ser apanágio dos pobres e passou a ser quase um passatempo para as crianças dos bairros, já sem qualquer conotação religiosa.
Nesse dia, logo pela manhã, bandos de crianças vinham bater-me à porta e levavam sempre bolachas, rebuçados, frutas, etc.
Este ano já ninguém bateu à porta nesse dia. Ter-se-à perdido esta tradição em Portugal?...

Beijinhos da Bombom

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7 comentários

  1. Bombom, ficaram lindas as abóboras...
    Jinhos fofos

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  2. que aboboras tao giras! :)
    por aqui, tambem veio um grupo de criancas bater a nossa porta com o "trick or treat"!.
    eu dei-lhes figos e eles disseram-me, baixinho: "nao queremos figos, mas pode dar-nos dinheiro que nao dizemos nada a ninguem!" ;)
    Beijinhos!
    Sofia

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  3. aqui na minha terra continua-se a pedir o "bolinho" no dia 01 de Novembro.. a minha filha e um grupo de colegas foram como habitualmente vão todos os anos.
    é pena que estas tradições se vão perdendo...

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  4. Querida Bombom
    Nunca preparei abóboras para o Halloween, mas gostei da tua ideia em aproveitar a polpa!
    Adorei o efeito da abóbora a noite.
    Aqui na Itália, nao vi ninguém fantasiado. E diferente dos outros anos ninguém bateu a minha porta também.
    Bjo grande
    Léia

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  5. aqui no Japão entrou em moda mais a tradição mexicana da Fiesta de los Muertos em vez do Halloween. Eu gostei mais, porque tem um ar mais divertido, festivo e original que comercial.

    Uma pena que costumes tão bonitos que nem este do Dia de Todos os Santos se percam, dando lugar às bobagens americanas. No Brasil é a mesma coisa. Com um folclore tão rico, vc vê gente vestida de drácula, mas não vê um personagem de nosso folclore.

    que triste...

    bjs e bom dia!

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  6. Bombom!
    Aqui no Brasil esta onda está crescendo a cada ano e eu não consigo entender o que tem a ver conosco, já que estas ligações celtas não tem nada a ver conosco, mas vi que em Portugal isso cresceu muito, pois no ano passado, estive em Lisboa nesta época e as lojas estavam abarrotadas de proudutos para estas festas de Halloween, fiquei boba de ver.
    um abraço carioca

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  7. Oi, Bombom!

    Tem razão, isso tudo é produto da globalização.
    Concordo com a Beth, que essas comemorações têm crescido aqui no Brasil, mas, ainda não está tão arraigada.

    Um grande abraço
    Socorro Melo

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