CASTELO BRANCO, A OUTRA CIDADE DO MEU CORAçÃO

Ainda não é hoje que vos trago "os melhores postais" de Castelo Branco, a minha cidade adoptada "pelo casamento". Mas fica a promessa de muito em breve vos fazer uma reportagem dos sítios mais emblemáticos.
Hoje trago-vos algumas fotos de pormenores que me encantam nesta cidade calma, cheia de luz e claridade.


Os ninhos de Cegonhas em muitos pontos altos, como as chaminés dos prédios antigos.


A Torre do Relógio, um ex-libris da cidade. Fica situada na zona velha da cidade.


Um edifício que eu acho muito castiço por fazer esquina com duas ruas.
De arquitectura antiga, com as mansardas no telhado, situa-se numa zona muito central com vista sobre a "Devesa" também conhecida como "as Docas", um local valorizado pelo Programa Polis e que se tornou numa grande Praça com Jardins, Lojas, Cafés e Esplanadas.
Digamos que é a sala de visitas da cidade.


Aqui vêem a fachada de um dos edifícios que albergam o Museu Cargaleiro.
Se passarem por Castelo Branco, não deixem de o visitar. Fica situado na zona velha da cidade, uma zona cheia de História e de histórias para contar...
Este antigo solar foi aproveitado com a colaboração da Câmara Municipal, para albergar uma parte do espólio da colecção de loiça antiga e cerâmica da região da Beira Baixa, que pertence a este grande Pintor português.
Aqui se pode conhecer um pouco da sua vida, do seu percurso, a génese da sua arte.
Num espaço exterior contíguo foi construído o novo edifício que alberga a colecção de Pintura e não só. Contém também algumas obras de autores que ele conheceu no seu percurso e com quem trabalhou. Todas essas obras fazem parte da Fundação Cargaleiro.

Que esta seja mais uma boa semana para todos!
Um resto de Domingo muito feliz!
 Beijinhos da
Bombom ( Tia Fátima ou Avó Fátima)


VILA NOVA DE CERVEIRA, OU "EM TERRA DE CERVARIA"

                      Parque de Lazer na margem do Rio Minho

Nos dias mais quentes do mês de Junho, foi aqui que procurámos refúgio, por entre os verdes do Parque da Cidade e os azuis do rio Minho.
Já tínhamos andado pelo Minho, mas ainda não conhecíamos Vila Nova de Cerveira. Assim, aproveitámos a recente reabertura do renovado INATEL Cerveira Hotel, para conhecermos a região.
Vila Nova de Cerveira é conhecida actualmente por Vila das Artes, devido à sua Bienal de Arte Moderna. Em toda ela se podem admirar trabalhos de escultura, doados pelos seus autores e que enfeitam muitos dos seus Largos, Ruas, Jardins e Parques.
* Conta-se que, antes de os homens aqui chegarem, esta terra era habitada pelos Cervos e que até havia um Rei Cervo "que era um grande senhor, prudente em tudo, corajoso na luta e sábio no falar..."
Assim nasceu a "Terra de Cervaria", entre margens e cumes, desde a Serra da Gávea a Lovelhe.
Não se sabe ao certo quando tudo isto aconteceu, mas os antigos gostavam de contar esta "história", quando se sentavam à lareira nos dias frios do inverno.*


Um dos ex-libris de Vila Nova de Cerveira é a escultura do Cervo no alto da Serra da Gávea, obra do escultor José Rodrigues.
                                  Uma das entradas do Castelo


Esta "Terra de Cerveira"  é muito antiga e interessante. Existem vestígios de um Castro da Idade do Ferro e muitos nomes de vilas ligados ao povoamento pelos romanos. 
Os seus povos foram romanizados, depois germanizados e mais tarde cristianizados, tendo-se mantido através dos séculos, a estrutura romana das paróquias a que hoje correspondem as freguesias. Quando foram feitas as Inquirições de 1258, o quadro das freguesias estava praticamente estabelecido como as actuais.
Foi D. Dinis, preocupado com o povoamento do interior que então estava desertificado, que mandou construir o castelo e deu condições especiais a 100 povoadores para fundarem a Vila Nova de Cerveira e de D. Dinis,  concedendo-lhe Carta de Foral em 1321.


                     Ponte da Amizade (internacional)  - vista do Castelo

 A partir daí, Vila Nova de Cerveira passou a ter um importante interesse estratégico na defesa da fronteira.
Por várias vezes o exército de Castela tentou invadir Portugal. Em 1643 a Vila foi atacada pelas tropas de Filipe IV de Castela, o que obrigou ao reforço das muralhas e entre 1649 e 1654,  foi construído o Forte de Lovelhe, com o objectivo de travar as invasões filipinas.



O Forte de Lovelhe tem um traçado pentagonal com 5 baluartes. Foi reconstruído em finais do século XVIII para permitir a defesa de Vila Nova de Cerveira das invasões francesas. Conjuntamente com o Castelo de Cerveira e com um pequeno baluarte conhecido como Forte da Atalaia, completava a linha de defesas da Vila.

                               Pormenor de um dos 5 baluartes

Em 1809 o general Soult tentou em vão entrar, passando o rio aqui em Cerveira. Tal como na Guerra da Restauração em 1643, também agora os franceses não passaram e tiveram de recuar entrando por Chaves.

                       Vista do Rio Minho até à foz, desde o alto da Serra da Gávea

Vale a pena subir à Serra da Gávea e admirar a paisagem soberba que daí se avista e parar no miradouro da Ermida que fica situada na meia encosta e da qual não fixei o nome.

Lamentàvelmente, o Posto de Turismo não funciona: não têm um Mapa da Cidade, nem prospectos onde os visitantes possam descobrir os pontos históricos ou turísticos de maior interesse, nem a senhora que está a atender sabe dizer-nos quais são.
Valeu-me um magnífico prospecto editado pela Câmara Municipal, muito bem feito e que nos remete para uma bibliografia muito interessante, que me foi cedido na Recepção do INATEL Cerveira Hotel.
E aqui deixo um pedido singelo à Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira: "Reeditem esta notável  brochura e divulguem o vosso Património. Distribuam pelos Hotéis e dinamizem o Posto de Turismo!"


Não se esqueçam de "clicar" nas fotos para ampliarem e verem mais em pormenor.

Tenham uma boa semana.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

RISOTO ROSADO


O Meu Estaminé está quase a encerrar para férias e esta será por certo, uma das últimas receitas desta série.
Lembram-se de vos ter falado no Cabaz - G?
Tive de fazer uma breve investigação para saber como utilizar a rama das beterrabas e da cenoura.
A das beterrabas foi usada para fazer sopas e é muito macia, fazendo lembrar o espinafre.
Já a rama da cenoura, como é mais amarga, deve ser utilizada com uma certa moderação.
No site Cyber Cook, encontrei uma receita de Risoto onde entravam os talos das folhas da beterraba e uma parte de rama de cenoura. Como a receita é para cerca de 8 pessoas, tive de fazer a adaptação, uma vez que cá em casa somos só dois.


Risoto Rosado

Para duas pessoas:

1 colher de sopa (bem cheia) de azeite virgem
1 dente de alho
1 cebola pequena
1 chávena (chá) de talos das folhas de beterraba picados
1/2 chávena (mal medida) de folhas de rama de cenoura picadas
1 tomate picado (usei conserva de tomate da minha - 2 colheres de sopa)
100 ml de arroz (uma chávena de café bem cheia)
300 ml de água a ferver ou caldo de legumes (3 chávenas de café)

Num tachinho aqueça o azeite com o alho picado, sem deixar tomar cor. Junte a cebola picada, mexa e deixe cozinhar por um minuto em lume brando. Junte então os talos da beterraba e a rama da cenoura. Dê uma mexidela e, logo que comecem a murchar, junte a água a ferver. Tempere de sal e, quando levantar fervura, junte o arroz prèviamente lavado. Mexa e reduza o lume para o mínimo. Tape e conte 13 minutos exactos. Findo esse tempo, retire do lume e sirva.


Servi com "Douradinhos de Salmão" à la Babette (feitos no forno).
http://afestadebabette.blogspot.pt/2011/12/douradinhos-la-babette.html

Como já não tinha corn-flakes, usei flocos de aveia semi cozinhados para fazer a crosta crocante que os envolve. Servem numa emergência, como foi o caso, no entanto os corn-flakes além de serem mais saborosos, são mais macios, para o meu gosto.
Esta receita é muito saudável e não faz mal a quem sofre da visícula.

Notas:
- Embora esta receita tenha o nome de Risoto, a técnica usada, não é a do risoto em que a água é adicionada aos poucos ao arroz.
- Eu chamar-lhe-ia Arroz Rosado, pois a técnica é a do nosso arroz, à portuguesa. O resultado final é muito semelhante e não dá tanto trabalho!
- A receita original é feita com: 2 chávenas de arroz que se frita no refogado (em 2 colheres de sopa de azeite virgem), 5 chávenas de água a ferver, 1 chávena de talos de beterraba, 1 chávena de cascas de cenoura (bem lavadas), 1 chávena de rama de cenoura, 1 tomate picado.
 - A casca das cenouras (bem como de todos os legumes e frutas) é onde se concentra a maior quantidade de vitaminas. Se forem de origem ecológica ou bio (sem pesticidas), podem ser usadas na confecção de sopas e purés. Depois de bem lavadas e escovadas com escova própria, podem-se congelar para usar mais tarde.
- Mais uma DICA: sempre que fizerem um refogado, aqueçam primeiro o alho no azeite. Só depois é que se adiciona a cebola. Se o fizerem ao mesmo tempo, a cebola absorve o sabor do alho. Esta dica aprendi-a há muitos anos com a Maria de Lurdes Modesto.
- E como "a conversa é como as cerejas", lembrei-me de outra: Num refogado, nunca se deve juntar alho com manteiga porque pode dar uma mistura tóxica. Se usar alho, junte com margarina.

Despeço-me até qualquer dia!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

MUSEU DO BRINCAR EM VAGOS (AVEIRO)



A foto ficou tremida, mas mesmo assim, quero publicá-la.

VAGOS, CAPITAL DO BRINCAR

Já conheço alguns Museus do Brinquedo, e  gosto muito. Mas nunca tinha visitado um MUSEU DO BRINCAR e adorei!
A criança que (ainda) há em mim, entusiasmou-se de tal maneira que me fez esquecer das fotos que devia ter tirado para ilustrar esta "conversa". Só no fim é que me lembrei...e já era tarde...


 Aqui na foto tirada na Sala de Entrada, podem ver uma camioneta antiga no expositor. Ela foi reproduzida em madeira, para abrigar uma pequena loja de recordações e a Bilheteira.


 À frente, as crianças podem sentar-se e conduzir a camioneta, vendo o caminho num ecran, como se fosse a sério.


Neste Museu, além de se poder ver uma boa colecção de brinquedos antigos, pode-se mexer e brincar com muitos deles. As salas comunicam todas umas com as outras e as crianças podem variar fàcilmente de actividade e de cenário.
Na sala dos Fantoches, há uma espécie de teatro por trás do qual, as crianças podem contar as suas histórias, com os fantoches que escolherem.
Há uma sala que mostra como era a Escola antigamente: os móveis, os objectos, os livros, os mapas e onde não falta a palmatória ou menina dos cinco olhos, que eu, felizmente em 1949 já não conheci porque na minha escola não se usava.
Tem um simulacro de gruta subterrânea, onde as crianças têm de pôr um capacete com uma luz, como o dos espeleólogos, para poderem atravessar o corredor escuro e descobrir o que está debaixo da "terra", até desembocarem no outro lado da sala e fazerem novas descobertas.
Numa outra sala, têm um baú com roupas e objectos com que se podem transformar em guerreiros, princesas, ou outros personagens.
Durante a semana têm um atelier onde podem dar azo à criatividade e desenhar ou pintar à vontade.
Há a Sala da Casa da Árvore e a do Castelo, onde podem diversificar as brincadeiras.
E há um Auditório onde se podem fazer Concertos de Música, Sessões de Teatro ou outras Festas.
O Museu funciona no Palacete Valdemouro, onde antigamente era a Câmara Municipal de Vagos.
Tinha ficado desocupado depois da mudança das instalações da Câmara para o novo edifício e, em boa hora, foi cedido para este empreendimento Cultural.
Congratulo-me com o apoio dado pela Câmara Municipal de Vagos ao Museu do Brincar, pois denota sensibilidade aos problemas da Cultura e da Criança, tão mal tratadas nestes tempos difíceis que atravessamos.
Os meus PARABÉNS a toda a equipa que tornou possível este pequeno milagre!
E convido todos os meus amigos e leitores, a visitarem com a Família, (pequenos e grandes), este espaço DO BRINCAR, que fica mesmo ao lado da Igreja.

 Este é um postal de divulgação. O cão salsicha é o símbolo do Museu do Brincar.
O Museu do Brincar abriu há cerca de um mês e não tem subsídios do Estado. Vive da venda dos bilhetes e de alguns objectos que vende como recordações. Está a começar e precisa das nossas visitas!
E aqui ficam os meus votos de Felicidades e Longa Vida para o Museu e para toda a Equipa de Animação.

Continuação de uma boa semana para todos.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)


AVEIRO EM PAINÉIS DE AZULEJO

                                         Estação Velha, Aveiro

Não sei porquê, mas gosto muito de painéis e decorações em azulejo.
Talvez por isso, fiquei fascinada com a Estação Velha, que fica mesmo ao lado da Nova, vaidosa e europeia.
A Estação Velha é um livro com a História de Aveiro, sempre aberto a quem quiser ver! 

  A Ponte do Caminho de Ferro.

  As camponesas a trabalharem nas vinhas.

 Os homens na faina da pesca.

O trabalho nas salinas: marnotos em plena faina.


À esquerda, os carros de bois que transportavam o moliço que os homens apanhavam na laguna, a Ria.

Trajes típicos (1).

Trajes típicos (2).

Edifício da Estação Velha - entradas.

E termino com um excerto do livro "Os Pescadores" de Raul Brandão, que me foi enviado pela minha querida Amiga e anfitriã Zé C. num anterior comentário, mas ao qual quero dar o devido relevo por ser muito esclarecedor e por vir enriquecer esta nossa "conversa". Obrigada, Zé, por tudo o que partilhaste connosco! Bem Hajas!

"Todas as águas do Vouga, do Águeda e dos veios que nestes sítios escorrem para o mar, encharcam nas terras baixas, retidas pelas dunas de quarenta e tantos quilómetros de comprido, formando uma série de poças, de canais, de lagos e uma vasta bacia salgada. De um lado o mar bate e levanta constantemente a duna, impedindo a água de escoar, do outro é o homem que junta a terra movediça e a regulariza. Vem depois a raiz e ajuda-o a fixar o movimento incessante das areias, transformando o charco numa magnífica estrada que lhe dá o estrume e o pão, o peixe e a água de rega. Abre canais e valas. Semeia o milho na ria. Povoa terra alagadiça e, à custa de esforços persistentes, obriga a areia inútil a renovar constantemente a vida. Edifica sobre a água, conquistando-a como na Gafanha." - Raúl Brandão em Os Pescadores.

Uma boa e produtiva semana para todos.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

RAIVAS, OS BISCOITOS TRADICIONAIS DE AVEIRO

                           Raivas - Cozinha Tradicional Portuguesa (Maria de Lurdes Modesto)

Aveiro é muito conhecida pelos seus Doces Conventuais, sendo o seu ex-libris, os Ovos Moles.
Antigamente eram vendidos em barricas de vários tamanhos. Hoje, embora ainda se vejam, são mais vulgares os pequenos doces em obreia recheados de ovos moles, com a forma de peixes, conchas, e outros motivos ligados ao mar.
Menos famosos, mas também muito saborosos e tradicionais, são as Raivas, uns biscoitos de manteiga muito gostosos e crocantes.
A receita e a foto acima, são do livro de Maria de Lurdes Modesto, Cozinha Tradicional Portuguesa.

Raivas (Aveiro)

100g de açúcar
75 g de manteiga
3 ovos
250 g de farinha
1 colher de café de canela em pó

Prepara-se um tabuleiro, untando e polvilhando com farinha. Se preferirem, basta forrar com papel vegetal próprio (tipo Glad).
Mistura-se o açúcar com a manteiga e bate-se bem. Acrescentam-se os ovos, um a um, batendo entre cada adição. Por fim, junta-se a farinha peneirada com a canela.
Molda-se a massa com a ajuda de farinha, em rolinhos muito fininhos. Com esses rolinhos, desenham-se sobre o tabuleiro, uns biscoitos de forma irregular, arredondados.
Vão ao forno moderadamente quente (170° C) a assar, até dourarem (talvez 12 a 15 minutos).
Deixam-se arrefecer e retiram-se com uma espátula.
Guardam-se em frascos ou caixas de tampa hermética e aguentam 1 mês (se lá chegarem, he,he).

                       RAIVAS da Confeitaria Peixinho - 500 g /6 euros

Estes são os que comprei na Confeitaria Peixinho. A etiqueta não tem a morada (!!!)
Fica na rua em que desemboca a ponte das estátuas da Salineira e do Marnoto, que vos mostrei no post
AVEIRO E SEUS ENCANTOS.

Com estas doçuras, vos desejo um fim de semana descansado.
Beijinhos da
Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

FESTA DE SANTA JOANA PRINCESA, PADROEIRA DE AVEIRO

                                Santa Joana Princesa, Museu de Arte Sacra de Aveiro

Dia 12 de Maio é o dia dedicado pela Igreja Católica a Santa Joana Princesa.
Na cidade de Aveiro, a Festa religiosa em sua homenagem  começa de manhã, com uma Missa Solene na Sé, seguida de um cortejo até ao edifício contíguo que alberga o Museu onde se encontra o seu túmulo.

                                          Sé de Aveiro e Museu de Arte Sacra (esq.)

Fazem parte deste cortejo os membros Leigos das Irmandades e Congregações, Sacerdotes e o Bispo da Diocese, seguidos de alguns fiéis.

                                         Vista parcial da sala do Túmulo

  Na parte da tarde realiza-se uma Procissão que dá a volta por algumas ruas da cidade, cobertas de verduras e funcho, o que provoca um aroma peculiar, à sua passagem.
Esta procissão, fez-me lembrar uma encenação teatral pois os seus participantes vestem muitos dos fatos usados no séc. XV, em que viveu Santa Joana.
Na frente vinha uma representação , julgo que dos Bombeiros, com a sua Banda de Música. Depois vinham os Escuteiros (rapazes e raparigas).

 
Depois das representações de algumas Irmandades, vinha  o andor de São Domingos, fundador da Ordem das Dominicanas, a que pertencia a princesa Santa Joana.
Logo atrás, desfilaram os Escudeiros, as Açafatas,


 os Pagens e as Aias de Santa Joana.


 A seguir vinha o andor com a imagem de Santa Joana.


E logo atrás, depois de uma Banda de Músicos, vinham os Leais Conselheiros e seus Donzéis,


as Damas de Santa Joana e suas Donzelas, os Mestres, os Irmãos e as Irmãs.


Seguia-se a representação eclesiástica, com os Padres e o Bispo de Aveiro que presidiu às cerimónias.


Vinha ainda uma outra Banda de Música e depois, as pessoas anónimas que se queriam associar à Procissão.
É uma festa que junta muitas pessoas pela Fé, mas também pela curiosidade e pelo interesse cultural e histórico que esta cerimónia encerra.
A Princesa Santa Joana, nascida em 1452, era filha do rei D. Afonso V . Como filha mais velha, "foi jurada herdeira de Portugal", quando ainda era criança de tenra idade. Desde muito cedo revelou a sua fé religiosa. Recusou 3 príncipes, pretendentes à sua mão e ingressou no Convento de Odivelas contra a vontade do pai e do irmão, o futuro rei D. João II.
Algum tempo depois, foi para o Convento de Aveiro onde educou o sobrinho D. Jorge, filho bastardo do irmão  (D. João II), e que mais tarde foi Duque de Coimbra.
Faleceu em Aveiro em 1490 e foi beatificada em 1693.
Aveiro tomou-a como sua Santa Padroeira e celebra no seu dia, o Dia da Cidade.

                                            Passagem da Procissão numa rua, do outro lado do canal.

O povo venera-a e enche as ruas à passagem da Procissão.
(Não se esqueçam de "clicar" sobre as fotos para as ampliarem).

Com desejos de que passem um bom fim de semana, beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)