ARROZ DOCE (DA BEIRA ALTA)

 


Publiquei esta receita pela primeira vez em 2010/02. Ontem, ao colocar o link, vi que há um erro nele que não permite o acesso à receita. Se quiserem conhecer o historial do "meu" Arroz Doce, uma sobremesa que não fez parte da minha infância, podem procurar na secção de Sobremesas ou na dos Doces ou então cliquem no ano de 2010 (o ano de criação do blog) e procurem em Fevereiro. É essa a razão para voltar a publicá-la. 


ARROZ DOCE (da Beira Alta)

1 litro de leite

1 casca de limão

1 pau de canela

100ml de arroz carolino, sem lavar (= 1 cháv. de café cheia)

3 colheres de sopa de açúcar (se não for guloso use 2)

3 gemas de ovos


Ponha ao lume o leite com a casca de limão e o pau de canela. 

Quando levantar fervura, junte o arroz (sem lavar) e mexa. 

Logo que volte a ferver, reduza o lume para o mínimo e deixe cozinhar cerca de 25 minutos, mexendo de vez em quando.

Junte o açúcar, mexa e deixe cozinhar mais 5 a 10 minutos. Prove para ver se o arroz está cozido.

Nessa altura junte as gemas batidas com um pouco de leite do arroz e mexa bem. Retire do lume a verta numa travessa ou em taças individuais. Rende 8 a 10 tacinhas.

Nota:

- O arroz não se lava para aproveitar a goma que ajuda a engrossar o leite. Com a cozedura, fica desinfectado.

- No final, deve ficar cremoso. Se achar que está muito seco, junte um pouco mais de leite quente.

Desejo a todos um Feliz Natal. As Festas este ano serão em confinamento e é a primeira vez que vamos passá-lo em casa sozinhos. Mas não deixaremos de celebrar porque a Família, embora longe, está bem de saúde e estamos todos Vivos. Tenham o Sol no coração.

Um abraço grande para todos os que me visitam.

Bombom (Fátima)

CREME AMERICANO



Não sei qual é a origem deste nome, mas é o Creme que a minha querida Mãe fazia nas nossas festas de Aniversário ou noutras comemorações. É, pois, uma recordação dos tempos da minha infância e que fiz para um almoço em família.

Creme Americano

Ingredientes:

5 ovos grandes (usei 6)
1 chávena gde de açúcar (200ml)
1 chávena de leite (200ml)

Separe as gemas das claras.
Coloque as gemas numa taça e misture com a vara de arames; junte o leite e mexa bem. Reserve.
Ponha o açúcar num tacho, junte 2 colheres de sopa de água e leve ao lume para caramelizar.
Quando estiver bem louro (escurinho mas sem deixar queimar) deite a mistura das gemas reservada.
Cuidado porque vai fervilhar muito, não se queime.
Mexa sempre até misturar bem e derreter completamente o caramelo e engrossar um pouco.
Deite numa taça de serviço e deixe arrefecer um pouco.


Bata as claras em castelo com uma ou duas colheres de sopa de açúcar e cubra o creme já frio.


 Pode deixar de um dia para o outro no frigorífico.

Se fizerem, digam se gostaram.
Beijinhos da

Bombom

OS SEGREDOS DA "PAVLOVA"


Toda a gente sabe o que é uma Pavlova, mas como há sempre algum novato a chegar ao mundo da Culinária, nunca é demais repetir.
A Pavlova é uma espécie de bolo feita com uma base de suspiro ou merengue, coberta e decorada com calda de frutos, ou chantilly e frutas frescas, ou molho de chocolate, ao gosto de cada um.
Esta sobremesa foi inventada em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova quando ela se deslocou à Austrália e Nova Zelândia. Embora estes dois países reclamem a sua invenção, a receita mais antiga que se conhece é da Nova Zelândia.
É um doce popular na Oceania, em todas as festas tradicionais e hoje está muito divulgada graças aos blogs de culinária. Mas... há sempre um mas, a sua confecção, embora simples, tem alguns segredos para não ficar abatida, estalada ou partida, como vemos na maior parte das fotos que a ilustram por aí.
A pensar nisso, a minha amiga Elsa Silva que tem no Facebook a página Os Meus Bolinhos Caseiros, deu uma série de dicas interessantes que muito ajudam quem quiser obter um bom resultado. Partilho-os aqui convosco, com os devidos agradecimentos.

Pavlova - Instruções

1 - Para uma boa Pavlova deve usar claras congeladas, descongeladas 2 dias antes fora do frigorífico, à temperatura ambiente.
2 - Deve bater muito bem as claras e usar açúcar em pó (de confeiteiro). Em alternativa, use açúcar branco fino, pulverizado na 123.
3 - Nunca junte o açúcar todo de uma vez. Deite aos poucos e vá continuando a bater entre cada adição.
4 - O merengue deve ficar bem duro e não cair das pás do batedor.
5 - Deve levar-se ao forno previamente aquecido a 150º, durante 1h e 10m.
6 - Desliga-se o forno e deixa-se a arrefecer de um dia para o outro, lentamente.
7 - Se a Pavlova for de Chocolate tem menos tempo de forno para ficar tipo mousse no interior (merengada).

Notas:
1 - O açúcar em pó já tem incorporada uma parte de amido. Se usar açúcar normal, mesmo que o pulverize, deve juntar um pouco de amido de  milho (maisena).
2 - Também há quem use um pouco de vinagre, julgo que para ficar merengada depois de cozida.

E para finalizar, deixo-vos o link de duas óptimas receitas de Pavlova.
 www.lemonandvanilla.blogspot.co.uk/2014/05/wbd-tiered-berry-pavlova-pavlova-de.html

www.cincoquartosdelaranja.com/2013/02/pavlova-com-pepitas-de-chocolate-e-morangos.html 

Boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

TRIFFLE DE CAFETINO


Foi no blog Food With a Meaning , da Patrícia que descobri este delicioso Triffle que me deixou com água na boca. Podem ver aqui a receita e as fotos, porque com a pressa nem consegui fazer fotografias.

https://foodwithameaning.wordpress.com/2015/01/13/trifle-de-cafetino/

Fez-me lembrar o Bolo de Bolacha, mas este é ainda melhor porque não leva creme de manteiga e tem um "ingrediente secreto", o Licor de Cafetino (ou de Capuccino). Estão a ver, não é?...
Resolvi fazê-lo para o Aniversário da minha Mãe mas não consegui o Licor, que é o que lhe dá aquele toque sensacional.  Por isso, a minha receita não pode chamar-se assim.
Ficou um Triffle de Café, de sabor muito agradável a caramelo e que as crianças podem comer sem problema.
Ainda só tive o "feed-back" por uma Mana, mas quando nos dizem que "estava óptimo, podes fazer mais!", está tudo dito!


Triffle de Café

3 pacotes de Natas Longa Vida (600 ml)
1 lata de leite condensado cozido

3 pacotes de Bolacha Maria

2 cháv. chá de café puro forte (tipo Expresso)
4 colh. de sopa de açúcar em pó
1 colh. chá de essência de baunilha
Xarope de chocolate (Vahiné) para decorar
pepitas de chocolate ou chocolate ralado grosso, para decorar

1 - Bata 2 pacotes de natas (400 ml) bem frias, até estarem consistentes.
2 - Junte o leite condensado cozido e bata novamente. Reserve.
3 - Faça o café expresso e coloque 1 chávena de cada vez, num prato fundo.
4 - Molhe ràpidamente as bolachas uma a uma , de um lado e de outro e ponha-as a escorrer numa travessa.
5 - Barre o fundo de uma taça alta com um pouco de creme de natas. Por cima disponha uma camada de bolachas. Cubra com uma camada de creme de natas. Repita a operação até esgotar as bolachas e o creme.
6 - Bata as natas restantes até estarem consistentes; junte o açúcar em pó e bata até obter Chantilly. Aromatize com a essência de baunilha e mexa.
7 - Coloque o Chantilly num saco de pasteleiro com um bico frisado e cubra o Triffle com a terceira camada.
8 - Risque a superfície com o xarope de chocolate e salpique com pepitas de chocolate.
9 - Leve ao frigorífico de um dia para o outro ou, no mínimo, por 6 horas.

Para a Patrícia e o seu  https://foodwithameaning.wordpress.com  vão os meus agradecimentos pela partilha e pelos esclarecimentos que gentilmente me prestou.
Se não conhecem, não deixem de lhe fazer uma visita porque vão ficar fãs!
E fica desde já a promessa de, em breve, provar a delícia do seu Triffle de Cafetino. É só encontrar o Licor!
Bom fim de semana.
Beijinhos da

Bombom

CASCAS DE LARANJA CRISTALIZADAS



Há algum tempo, quando vos apresentei as geléias de Casca de Laranja, uma leitora falou-me nas cascas de laranja cristalizadas. Há tantos anos que não as faço! Já nem me lembrava bem da receita, mas valeu-me O Livro de Pantagruel que é a Enciclopédia das receitas, como eu lhe chamo.


Eu fiz só com as cascas de 3 ou 4 laranjas (150 g).  Acho que é o ideal para começarem esta experiência e perderem o receio.

Cascas de Laranja Cristalizadas

Cascas de laranja (demolhadas e cortadas em tiras finas)
Açúcar branco - o mesmo peso

1 - Na véspera à noite, deitam-se as cascas de laranja num alguidar e cobrem-se com água fria a que se juntou 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio (para perderem o amargo ràpidamente). No dia seguinte, passadas 12 horas, despeja-se a água e lavam-se as cascas em água corrente ( o mesmo procedimento que se tem para a Geléia de Cascas de Laranja). Depois voltam a pôr-se no alguidar com água limpa, até à hora da confecção ( eu só fiz ao início da tarde).

2 - Escorrem-se as cascas e cortam-se em  pedaços com 5 ou 6 cm de comprimento e depois cortam-se estes em tiras finas.



3 - Põe-se um tacho de inox com água ao lume, para ferver. Quando levantar fervura deitam-se as cascas e deixa-se ferver durante 5 minutos ( a receita original diz 1 minuto, mas eu prefiro que elas cozam ligeiramente). Retiram-se do lume, escorrem-se num passador, e põem-se sobre um pano limpo para retirar o máximo de humidade.
Pesam-se as cascas.
Unta-se a pedra da bancada com um pouco de óleo (vai ser precisa para arrefecer as cascas).

4 - Em seguida deita-se no tacho o mesmo peso de açúcar com 3 colheres de sopa de água (usei da de cozer as cascas) e leva-se ao lume mexendo com a colher de pau para ele derreter. "Logo que começa a ferver, vai-se sempre mexendo até chegar a ponto de cobrir, isto é, o mais grosso possível" ; (fica com o aspecto de uma massa esbranquiçada e grossa que não derrete). Nessa altura, deitam-se as cascas lá para dentro e, como levam sempre alguma humidade, mesmo que tenham sido bem enxutas, o açúcar perde um pouco o ponto. Torna-se necessário deixá-las ferver novamente até enxugarem, mexendo constantemente para não pegarem e irem absorvendo todo o açúcar.


5 - Logo que tenham absorvido todo o açúcar, despejam-se na bancada já untada, e separam-se imediatamente com uma faca. Polvilham-se com açúcar branco e deixam-se arrefecer.


Conservam-se em recipientes fechados.

Notas:
- Nesta última fase, antes de retirar do lume, deito logo uma mão cheia de açúcar sobre as cascas para elas não se pegarem tanto. Retiro do lume e já na bancada, deito mais um pouco de açúcar e separo-as ràpidamente. Elas arrefecem logo um pouco e, com as mãos, envolvo-as no açúcar que ficou na bancada.
- Não se assustem por a receita ser tão "comprida"; é para perceberem bem todos os passos e não falhar nenhum. Na prática é bem rápido, faz-se em cerca de 30 minutos.

Desejo a todos um óptimo Domingo.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

SONHOS ... PORQUE O NATAL VEM JÁ AÍ!



Como vos contei anteriormente, estes foram os Sonhos confeccionados "a meias" com a minha neta S.
Procurámos uma receita na net e a escolhida foi a da Colher de Pau em http://paracozinhar.blogspot.pt/2011/12/sonhos-doces-de-natal.html .
E, "a talhe de foice", aconselho-vos a planear com antecedência os menús e os presentes caseiros que vão oferecer, para poderem aproveitar algumas promoções e preços baixos, antes que a data se aproxime. Como sabem, nessa altura os preços sobem sempre!
Não deixem de visitar também o outro blog da Joana Roque (a Colher de Pau), o "A Economia cá de Casa", onde podem encontrar as mais valiosas sugestões e dicas para poupar no orçamento.
http://aeconomiacadecasa.blogspot.com

Já não fazia sonhos há muitos anos e confesso, estava receosa do trabalho que me iriam dar. Mas foi uma agradável surpresa pois a massa é muito fácil de trabalhar e ficaram muito fofinhos.
Os Sonhos fazem parte do meu imaginário infantil, pois a minha mãe fazia-os todos os anos pelo Natal. Eram deliciosos, envolvidos numa aromática calda de açúcar que hoje, só de me lembrar, ainda me faz crescer água na boca!

Sonhos Doces

1 chávena de chá de água (200 ml)
1 casca de limão
1 pitada de sal
100 g de margarina
1 chávena de farinha de trigo (200 ml)
3 ovos
Óleo para fritar
Açúcar e canela para polvilhar q. b.

Leve ao lume um tacho com a água, a manteiga aos pedaços, a casca de limão e o sal. Logo que levante fervura, adicione de uma só vez a farinha e mexa bem com a colher de pau, até que a massa se solte do tacho e forme uma bola. Retire do lume e dê-lhe mais umas "voltas" para ajudar a arrefecer. Deite na tigela da batedeira (no robot ou no processador) e vá acrescentando um ovo de cada vez e batendo bem na velocidade máxima,  entre cada adição, para os incorporar na massa. Deve ficar um creme grosso mas fluido.
Ponha o óleo numa caçarola e leve ao lume para aquecer bem (está pronto, quando ao deitar um pedacito de pão ele vier logo ao de cima). Frite às colheradas, mas não encha muito a caçarola porque os Sonhos crescem muito. Eles viram-se sozinhos, mas pique-os para que cozam por dentro e fiquem ocos.
Quando estiverem dourados, retire-os com uma escumadeira e coloque-os sobre papel absorvente, de cozinha para escorrerem.
Passe-os pela mistura de açúcar e canela e disponha-os numa travessa.
Se preferir, faça uma calda e sirva numa molheira.

Calda de Açúcar

200g de açúcar
100 ml de água (1 dl)
100 ml de Vinho do Porto (facultativo)
1 casca de laranja ou de limão
1 pau de canela

Num tachinho, leve ao lume todos os ingredientes e, quando levantar fervura, reduza o lume para o mínimo e deixe ferver durante 5 minutos (destapado). Retire do lume. Descarte as cascas e o pau de canela e reserve numa molheira.

Nota: A minha mãe punha a calda numa taça e os sonhos eram banhados nela. Uma delícia!

Tenham uma boa semana.  Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

A PROPÓSITO DE AçÚCAR...


Há uns dias atrás, li num blog que costumo visitar, a odisseia de querer fazer caramelo  e o açúcar de marca branca Continente, não caramelizar.
Na altura não anotei o link ou o nome do blog e..."varreu-se-me"! Se a autora passar por aqui, por favor deixe o link.
A nossa amiga deitou fora o produto de 2 ou 3 tentativas, até chegar à conclusão de que o açúcar de marca branca não serve e de seguida usou do amarelo com o sucesso desejado.
Este caso, fez-me descobrir porque é que as minhas compotas levam tanto tempo (horas) a ganhar o ponto de estrada! É que eu, por uma questão de economia e porque li na revista Deco Proteste que os produtos de marca branca substituem os de marca, com a vantagem de serem mais baratos, não comprava de outros.
Mais uma vez se confirma que "o barato sai caro"!
Foi por esta razão que nos Queijinhos de Figo usei do amarelo, sem problemas.
Mas a partir de agora, para Doçaria, comprarei açúcar do bom: SORES ou RAR.

E, já que estamos a falar de açúcar, deixo-vos aqui um link do blog de uma nutricionista que acho muito interessante, pois pode ser útil a quem por aqui passar.
www.falecomanutricionista.com.br/tipos-de-adocante/


Bom fim de semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

QUEIJO DE FIGOS


                   Alguns dos queijinhos mais pequenos

A pedido de "várias famílias", (Allo! Allo! Lisbon calling London) aqui vai hoje, a receita de Queijo de Figos! Uma receita algarvia também conhecida como Morgados.
A receita que segui (tenho mais outra para testar) dizia que:
dá para 6 doses - 45 minutos - Forno - Dificuldade média.
Eu reduzi a quantidade do açúcar e fiz queijinhos pequeninos (para não enjoarem, he,he).
Renderam 6 do tamanho da palma da minha mão e 29 do tamanho de bombons grandes.
O forno é só para torrar a amêndoa e o figo (10 a 15 minutos). Eu não torrei o figo porque quando os seco, antes de os guardar, meto-os no forno por 5 a 7 minutos.
Para os moldar, usei dois corta-bolachas de tamanho diferente. Untei-os com óleo, por dentro e por fora, para a massa não agarrar.
Dica importante: Não use açúcar de marca branca!

              Queijinhos maiores

Queijo de Figos

250 g de figos secos
250 g de amêndoas sem pele
250 g de açúcar branco (usei amarelo 175 g)
25 a 30 g de chocolate em pó (4 colheres de sopa cheias)
5 g de canela em pó (1 colher de chá)
1,5 g de erva doce em pó (2 colheres de chá)
1,5 dl de água (100 ml de água e 50 ml de vinho do Porto)
raspa de meio limão
açúcar pilé q.b. (para envolver)

Forre 2 tabuleiros com papel vegetal e reserve.
Pele as amêndoas: Ferva água num tacho e escalde as amêndoas. Retire do lume e escorra. Deite água fria por cima e pele-as.
Ligue o forno, ponha as amêndoas num tabuleiro e os figos noutro (se estiverem bem secos, acho que não é preciso, mas fica ao vosso critério) e leve ao forno por 10 a 15 minutos, mexendo de vez em quando para a amêndoa torrar por igual.
Deixe arrefecer e moa-os separadamente (usei a 123).
Deite a água num tacho e junte o açúcar, a canela, a raspa de limão, a erva doce e o chocolate. Leve ao lume médio e, quando ferver, reduza para o mínimo e deixe ferver até atingir o ponto de estrada (o líquido engrossa e quando se passa a colher no fundo do tacho, forma-se como que uma estrada).
Junte a amêndoa moída, mexendo e envolvendo bem com a colher de pau, durante 5 minutos.
Adicione então o figo moído, continuando a mexer e deixando ferver por mais 5 minutos (sempre em lume brando).
À parte, polvilhe uma tábua (ou a bancada bem limpa e seca) com açúcar pilé. Despeje sobre ela a massa de figo e amêndoa e deixe arrefecer.
Depois de fria, amasse e estenda com a altura que desejar e molde um ou vários Morgados, ou Queijinhos de Figo.
Enfeite com metades de amêndoa torrada, em forma de flor.

                         Queijinhos pequenos

A prova vai ser para a semana, se na Alfândega não mos "comerem"!!!
Quero saber se estes são tão bons como os de Barcelona!
 
Vou estar ausente por duas semanas, por uma boa causa!
Continuação de uma boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

MOUSSE DE CHOCOLATE MAIS FÁCIL DO MUNDO


A receita que vos trago hoje, encontrei-a aqui:
http://pratofundo.com/2421/mousse-chocolate-mais-facil-mundo

É dedicada a todos aqueles que sofrem de intolerância alimentar, especialmente à minha amiga Carla, do Carpe Diem, de quem vos falei ontem a propósito do Pão.

Mousse de Chocolate mais fácil do Mundo

Vai precisar de:
Chocolate negro (65% a 80% cacau) de muito boa qualidade
(Verifique na embalagem se não contém glúten nem leite (lactose)
Água mineral pura, de Ph neutro

Ingredientes para 1 porção:

50 g de chocolate negro semi amargo, picado
48 ml de água mineral (Ph 7)
2 tigelas de inox de tamanhos diferentes (1 grande , outra pequena)
Gelo, sal e água

Preparação:
Coloque as tigelas e o batedor de arame (ou da batedeira) no frigorífico ou no congelador.
Junte o chocolate picado e a água num tachinho e leve a lume brando para derreter. Retire do lume.
Faça uma espécie de banho-maria com o gelo: coloque o gelo, o sal e a água na tigela maior, de modo a equilibrar a tigela menor sobre o gelo.
Transfira o chocolate derretido para a tigela menor.
Bata até adquirir a consistência cremosa e "aerada" da mousse.
Coloque numa tacinha e sirva ou guarde no frigorífico por pouco tempo.

Tal como diz o Víctor Hugo, esta receita foi apurada pelo cientista Hervé This e pelo Chef Heston Blumenthal.
Pode ser útil para doentes celíacos e para pessoas intolerantes à lactose e aos ovos.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

TRIFFLE DE LIMONCELLO


Hoje para o almoço, saíu uma sobremesa tão rápida, tão rápida, que nem deu tempo (nem lembrança) para fotografar.
Havia meio Pão de Ló de sobra no prato...o Licor de Limoncello daqui...
http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2012/11/limoncello-caseiro-licor.html

 Compota de Morango...
http://receitasdatiafatima.blogspot.pt/2012/04/compota-de-morango-em-vinte-minutos-da.html

e Iogurte Grego no frigorífico que substitui muito bem as natas, para quem tem de evitar as gorduras.
O resultado foi uma sobremesa deliciosa e vistosa, que arrancou os elogios do Provador Oficial do Meu Estaminé,  que até nem é grande apreciador de doces de colher.

Triffle de Limoncello

Para 2 pessoas:

2 fatias de Pão de Ló
4 colheres de sopa de licor de Limoncello
1 iogurte grego
raspa de meio limão
2 ou 3 colheres de sopa de açúcar baunilhado
4 colheres de sopa de Compota de Morango

Escolha 2 taças bonitas. Parta em pedaços cada fatia de bolo e cubra com eles o fundo das taças.
Deite o licor sobre toda a superfície do bolo, de modo a embeber bem.
Envolva o açúcar baunilhado e a raspa de limão, com o iogurte, sem bater demasiado para não perder a cremosidade e deite metade em cada taça, sobre o bolo.
Decore com a compota de morango, ou outra geleia a gosto.

Notas:
- Esta é uma sobremesa muito agradável e desenjoativa.
- Pode substituir o Limoncello por outro licor a gosto (tangerina, ginjinha ou vinho do Porto).
- A Compota de Morango nunca falta cá em casa. No tempo deles, congelo em sacos de 750 g, bem lavados e sem os "pés" e quando uma se acaba sai logo outra remessa. É óptima para adoçar o iogurte natural, para as Panquecas e para as decorações de bolos e sobremesas.

Tenham um óptimo Domingo. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

TACINHAS FLORESTA NEGRA


No passado domingo, pelas razões que já vos contei, houve "rancho melhorado" cá em casa e uma sobremesa especial. Como o Provador Oficial do Meu Estaminé não aprecia muito as doçuras, tenho de ser muito comedida, mas de vez em quando sai uma nem que tenha de a comer sozinha (he,he).
Tínhamos acabado de colher as primeiras cerejas do nosso quintal!
Desta vez a escolha recaiu sobre uma receita que tinha visto aqui:
http://1toquedecanela.blogspot.pt/2013/06/tacinhas-floresta-negra.html
O meu problema era não ter o queijo creme necessário, pois aqui na aldeia não há supermercado e este fica a 30 km de distância. A solução, que não é a ideal, foi substitui-lo por iogurte grego. Ficou muito leve e saboroso e o Provador gostou muito, mas perdeu um pouco no aspecto, pois o creme não engrossou como era desejado. No fim da semana irei para Lisboa e lá, espero obter os ingredientes para repetir a receita como deve ser. Entretanto, se já tiverem cerejas no quintal ou se as encontrarem a preço justo, não deixem de experimentar.

Tacinhas Floresta Negra

Bolo de chocolate (usei Pão de Ló)
Licor de cereja (Kirsh) ou ginja (usei da minha Ginjinha)
1 embalagem de queijo creme (tipo Philadélphia)
2 ovos
3 colheres de sopa de açúcar
100ml de natas
cerejas frescas descaroçadas  + 1 inteira para cada taça
Chocolate preto em raspas para decorar.

No fundo de cada taça individual coloque um pedaço de bolo.
Aconchegue com a colher e deite por cima 1 colher de licor.
Entretanto, misture as gemas com o açúcar e o queijo creme.
Bata com a batedeira para envolver bem. Acrescente as natas e misture.
Bata as claras em castelo e incorpore no creme de queijo, delicadamente.
Coloque 1 colher de creme em cada taça, sobre o bolo
e por cima, ponha cerejas descaroçadas.
Termine com uma camada de creme de queijo.
Decore uma cereja inteira e raspas de chocolate negro.

Como já estão a ver, a nossa sobremesa foi inspirada na da Paula, do Um Toque de Canela, mas 
não poderá ter o mesmo nome, pois não teve o bolo de chocolate nem o queijo creme. No entanto, apesar das variações foi uma boa sugestão.
Um obrigada ao Um Toque de Canela e à sua autora!
Divirtam-se e tenham uma boa semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)


PÊRAS COM ESPECIARIAS

Hoje trago-vos uma receita que foi apresentada na TV, por Maria Proença e divulgada na Teleculinária  n° 759, de Setembro de 1993.
A minha máquina fotográfica "entrou em greve" e não apresentou pré-aviso! Vamos ver se consigo que a NIKON me solucione o problema, senão...lá terei de comprar outra!

Pêras com Especiarias

6 pêras
7,5 dl de água (750 ml)
150 g de açúcar
2 laranjas
2 limões (de preferência verdes)
1 vagem de baunilha
4 cravinhos da Índia
2 grãos de pimenta
1 colher de café de grãos de coentros
2 colheres de sopa de vinho do Porto ou da Madeira

Prepare uma calda com a água e o açúcar, adicionando as especiarias e tendo o cuidado de abrir a vagem de baunilha ao meio. Introduza as pêras descascadas, mas inteiras e com o pé. Acrescente o sumo de 1 limão, o vinho e as cascas de laranja e de limão, prèviamente cortadas em juliana muito fina.
Deixe cozer as pêras até que se lhes possa espetar fàcilmente um garfo, mas sem ficarem moles.
Coloque-as numa taça e leve-as ao frigorífico durante algumas horas.
No momento de servir, regue as pêras com o molho e acompanhe com pequenos queques (muffins), com um pouco de natas batidas sem açúcar ou com uma bola de gelado de natas.

Esta é uma sobremesa simples e não muito dispendiosa, que dá um ar bem requintado ao final de qualquer refeição. Espero que gostem.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)