MÁQUINAS DE FAZER PÃO...E COMPOTA DE KIWI

No próximo dia 15 de Março, quinta-feira, o LIDL vai ter à venda Máquinas de Fazer Pão a 47.99 euros,  máquinas de fazer Waffles a 19.99 euros e Robots de Cozinha a 69.99 euros, entre outras miudezas para a cozinha e não só.

As MFP`s também servem para fazer Doces e Compotas, embora eu nunca a tivesse usado para esse fim.
Há dias, vi nesta cozinha-da-risonha.blogspot.com/2012/02/doce-de-kiwi.html  uma receita de Doce de Kiwi na MFP e aproveitei a ideia para fazer a experiência.

Como os clientes mais "próximos" aqui do Meu Estaminé se têm queixado de que os meus Doces são demasiado doces (passe o pleonasmo), tenho andado a testar outras maneiras de reduzir o açúcar. Como já devem ter reparado, tenho estado a fazê-lo acrescentando Pectina ou então, Açúcar Gelificado de modo a conseguir uma conservação  mais segura.
Na confecção tradicional e para que as conservas de frutas se mantenham intactas durante um ano, usa-se 1 kg de açúcar para cada kg de fruta. Se usarmos uma quantidade menor de açúcar, as conservas criam bolor e alteram-se, podendo tornar-se cancerígenas.
Se usarmos a pectina como gelificante ou o dito açúcar já preparado, podemos reduzir um pouco a quantidade de açúcar por kg de fruta, mantendo a qualidade da compota e a sua conservação. De qualquer modo, eu prefiro guardar estas no frigorífico por precaução.

                                      Compota de Kiwi

Fiz na MFP a receita da Risonha, mas como não tinha a alga agar-agar, misturei ao açúcar 2 colheres de sopa de pectina em pó.
À parte, fiz outra dose em cima do lume, assim:

Compota de Kiwi

1 kg de kiwis
500g de açúcar branco
150g de açúcar gelificado
2 paus de canela

Lavar e descascar os kiwis. Cortar em pequenos cubos e deitar num tacho de inox. Acrescentar os restantes ingredientes, envolver bem e levar ao lume forte até levantar fervura.
Reduzir para o mínimo e, com o tacho destapado, deixar apurar durante 1h e 30m a 2 horas, mexendo de vez em quando.
Quando pronto, encher até acima os frascos prèviamente lavados e secos. Colocar em cada um uma rodela de papel vegetal embebida em álcool e tapar de seguida com tampa hermética.
(Este é o meu método, que aprendi com a Maria de Lurdes Modesto, e nunca me dei mal).

Não triturei a compota e gostei do aspecto.
Ao paladar, as duas técnicas deram resultados muito semelhantes.
Como o kiwi é um fruto ácido e cítrico, o resultado foi uma compota um pouco ácida para o meu gosto. Mas estou certa de que quem gosta de sabores ácidos, a vai apreciar.
Vou ficar à espera de candidatos para a prova, he,he!
Desejo a todos a continuação de um bom fim de semana.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

PÃO, PÃO... COM MÁQUINA OU COM A MÃO?

Ando há algum tempo com vontade de vos falar sobre este tema, pois ainda há muita gente com dúvidas àcerca da funcionalidade das máquinas de fazer pão. Há cerca de uma semana, quando visitava um dos blogs da Colher de Pau,  http://economiacadecasa.blogspot.com  , ela dava o seu testemunho àcerca deste tema e muitas foram as leitoras que comentaram e apresentaram as suas dúvidas.
Vale a pena passarem por lá pois é um blog muito interessante e com muitas e boas ideias para poupar em tempos de crise... e não só.
Eu tenho máquina há uns 4 anos e desde aí raramente vou à Padaria que abriu mesmo em frente da minha casa.
Por uma questão de economia, nunca compro as "misturas" já feitas. Compro sempre sacos de farinha Espiga ou de 1 kg ou de 5 kg (Tipo 65). É uma farinha sem fermento própria para pão. E à parte, compro os pacotes de sementes que gosto de utilizar: sésamo (gergelim), linhaça (clara e escura) e girassol são as mais fáceis de encontrar. Costumo enriquecer o  pão juntando 1 colher de sopa de gérmen de trigo ou de levedura de cerveja (rica em Vitamina B).
Também gosto de fazer pão com flocos de cereais, tipo Muesli ou Cruesli. Para isso uso o Cereal Mix Integral da Salutem: faço um pão normal e junto 2 colheres de sopa de Cereal Mix. A Diese tem uma mistura de cereais com pedacinhos de chocolate, que também proporciona um pão muito rico e agradável.
Quando se fazem estas misturas, deve-se ficar atento quando a máquina começa a bater a massa pois às vezes é necessário juntar uma ou duas colheres de água morna, para a massa ficar macia e não muito seca.
Mas o que eu queria partilhar convosco, é um estudo da DECO (Defesa do Consumidor) de que sou sócia. Na sua revista PROTESTE n° 297 de Dezembro de 2008, apresentou os resultados dos testes a 10 Máquinas de Fazer Pão (MFP).
As marcas testadas foram: Tefal, Kenwood (Ariete), Fagor, Clatronic (Mei), Far (Conforama), Morphy Richards, Ariete, Tristar e Taurus.
A melhor do teste foi a da Tefal OW 200130 (entre 65 e 80 euros).
A escolha acertada foi para a Clatronic BBA 2605 à venda nas lojas Worten (por 60 euros) e para a Far XBM 838, à venda na Conforama por 55 euros. Esta escolha tem a ver com o preço em detrimento da qualidade. Neste caso, estas duas máquinas mais baratas, têm o ponto negativo de não fazerem um bom pão no programa rápido. De todas as MFP testadas, estas duas foram as únicas que tiveram nota medíocre neste item.
O ponto fraco das MPF testadas foi o ruído que elas fazem enquanto amassam: as mais barulhentas são as Fagor PAN-850 e a Tefal OW 500130 (outro modelo, mais caro que custa entre 84 e 100 euros).
Este facto só é problemático para quem faz a programação para ter pão quente no dia seguinte de manhã, mas se as portas da cozinha ficarem fechadas, como a máquina só amassa durante cerca de 30 minutos, este problema é ultrapassado.
A Deco aconselha a antes de comprar, visitar várias lojas pois há grandes diferenças de preços entre elas. 
Se uma família utilizar a MFP para confeccionar pão de trigo branco duas vezes por semana, ao fim de quase um ano já poderá recuperar o custo.
Outras MFP há, que não foram testadas e também são boas. A minha, por exemplo, é marca EureKa e foi comprada na La Redoute. É uma marca cara, mas eu comprei na altura dos Saldos por 75 euros (o tamanho 2; o tamanho 1 é mais em conta e faz o mesmo). Já tem quase 3 anos e tem sido boa. As da Biffinet que se vendem no Lidl, também são muito baratas (40 a 45 euros) e são boas também.

E para compensar a vossa paciência para lerem isto tudo, ofereço-vos uma receita que aprendi com a Cinara do Cinara`s Place. É um pão muito agradável do tipo Brioche, que me fica sempre bem e é económico. Chama-se Pão de Challah (lê-se Ralá).

PÃO DE CHALLAH

3/4 de chávena (xícara) de água morna
1 ovo grande
3 colheres de sopa de margarina picada (uso margarina líquida Vaqueiro)
3 chávenas de farinha de trigo T65 (sem fermento)
4 colheres de sopa de açúcar
1 e 1/4 colher de chá de sal
2 colheres de chá de fermento seco de padeiro (Fermipan)

Na MFP: Primeiro  ponha os líquidos.
Deite a água morna. Bata o ovo em  omelete e adicione. Ponha o açúcar numa ponta da forma e o sal na oposta. Espalhe a margarina picada. Deite a farinha e por fim o fermento.
Programe para Pão Normal.

Desejo-vos um bom DIA DE PORTUGAL.
Beijinhos da

Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima