PARA A MESA DE NATAL...LEITE CREME à PORTUGUESA

Um dos doces que não falta à nossa mesa no Natal, é o Leite Creme à Portuguesa, da Maria de Lurdes Modesto.

 
A Doçaria Portuguesa podia dividir-se em duas categorias: uma rica e conventual  e outra pobre, de raiz popular. As duas, completam-se e enriquecem a nossa Tradição com grande qualidade.
Se uma trabalha mais com ovos e amêndoas, a outra vai buscar o açúcar, o leite ou o arroz e faz prodígios!
Isto é apenas o que eu penso, claro. Não é dogma , apenas a minha opinião.
E ora vejam se não tenho razão: quem não tem em casa meio pacote de leite, 1 colher de sopa de farinha de trigo, 3 colheres de sopa de açúcar, 2 ou 3 gemas de ovos e um pedaço de casca de limão?
Estes são os ingredientes necessários para fazerem uma travessa para 6 pessoas!
O segredo desta receita bem à portuguesa está no uso de farinha de trigo. Esta é a grande diferença, por isso é que eu não como Leite Creme em nenhum Restaurante, porque o fazem com farinha maizena (amido de milho). Esta última é óptima para certos molhos ou cremes, mas nunca para Leite Creme!

Leite Creme à Portuguesa

5 dl de leite meio gordo
1 colher de sopa bem cheia de farinha (1/8 cup ou 30 ml)
150 g de açúcar (1/2 cup ou 125 ml) -  (só uso 120 g)
4 a 6 gemas (só uso 3)
1 casca de limão
açúcar para queimar qb.


Ponha num tacho 3 dl de leite e a casca de limão, e leve ao lume para ferver. Reserve o restante.
Numa tigela junte a farinha e o açúcar e envolva bem estes dois ingredientes.
Junte as gemas e mexa de vagar como quem faz uma gemada e vá acrescentando o leite que reservou, aos poucos e vá mexendo bem. Isto evita que se formem grumos ou caroços.
Quando o leite começar a ferver, incorpore este creme de ovos e mexa bem com a colher de pau. Deixe ferver mais 2 ou 3 minutos para engrossar e depois retire do lume. Tire a casca do limão e deite o creme numa travessa ou em pratinhos individuais.


Deixe arrefecer bem antes de caramelizar.
Umas horas antes de servir (o ideal é fazê-lo na hora de servir) espalhe 2 ou 3 colheres de sopa de açúcar branco sobre a superfície do creme e queime com um ferro em brasa ou com um maçarico próprio.
Este foi queimado com ferro eléctrico próprio que me ofereci num Natal não há muitos anos!!!

Nota: Não se assustem com o maçarico! Eu falei nele porque agora está na moda. Até à data ele era utilizado apenas pelos "chefs" e "gourmets", na Doçaria e não só. Hoje vulgarizou-se o seu uso mas eu acho que deve ser muito caro para quem o usa só de vez em quando. Eu sempre usei um ferro próprio para queimar açúcar, com o aspecto de uma pàzinha que se aquece sobre o lume. Quando está bem quente, quase em brasa, passa-se com ele sobre o açúcar à superfície da travessa, suavemente, sem pressionar. Depois deixa-se arrefecer o ferro ao ar, sem o molhar. Só quando já está frio é que se põe de molho em água fria ou morna.
(Esta operação é para o ferro não perder a sua qualidade; tem um nome, mas não me ocorre)...


São servidos?(Esta é só por maroteira, he, he)!
Experimentem e depois digam-me o que acharam, pode ser?
Uma boa semana para todos. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

POESIA ... E CARAMELO...

           Enfeite da porta da Sala


 Tanto o poema de outro dia como o que vos deixo hoje, fazem parte de um passado distante.
Foram escritos na minha juventude e revelam a grande saudade que o nosso Pai deixou em todos nós.

Consoada

Bela noite de Natal
A que a minh`alma está presa...
Numa ceia sem igual,
Nós éramos onze à mesa.

Mas num ano que passou,
O Inverno surgiu frio;
E, quando o Natal chegou
Havia um lugar vazio...

Por esse, que Deus o guarde,
Há uma vela que arde
Nesse dia sempre acesa.

Hoje os olhos já não choram
Mas os corações imploram
Que volte o que falta à mesa!

Fátima Carrapa

São estas dores que a vida nos traz que nos ajudam a crescer e a forjar o carácter. Com elas aprendemos a compreender melhor os outros que caminham ao nosso lado...

                Enfeite de compra, na porta da Cozinha (ao lado da Sala)

E agora vamos para a cozinha! Ainda é cedo, pensarão alguns.
Já fizeram a ementa do que vão servir? Já têm os ingredientes em casa?
Não se esqueçam de que tudo o que puderem fazer com antecedência e guardar ou congelar, vos vai aliviar o trabalho da última hora.
Na próxima semana vou trazer-vos algumas sugestões. Hoje vamos fazer um frasco de Caramelo Líquido, muito mais saboroso do que se fosse de compra e sem corantes nem conservantes.
Com ele podem enxaropar bolos, regar o Bolo de Nozes, cobrir Pudins, rechear Panquecas, etc.
Dura muito tempo fora do frigorífico, num frasco de vidro bem rolhado.

           Enfeite da porta de um Quarto (uma figura e um laço feito em casa)


Caramelo Líquido

600g de açúcar branco 
2 dl de água fria (200ml)
2,5 dl de água quente (250ml)


Deite num tacho largo os 600g de açúcar e 2 dl de água fria, misture bem e leve ao lume  para ferver.
Ponha os 2,5 dl de água a aquecer, entretanto.
Deixe ferver o açúcar até obter ponto de caramelo forte.Quando começar a borbulhar mais intensamente, com cor alourada escura e ao mesmo tempo a querer deitar um pouco de fumo, baixe o lume. Vá deitando os 2,5 dl de água quente, aos poucos, em 4 ou 5 vezes. (Atenção: se deitar a água toda de uma vez, vem tudo por fora do tacho e pode queimar-se)!
Ao deitar um pouco de água, o caramelo faz forte ebulição e muito ruído que, em seguida se acalma. Ao deitar mais um pouco, o mesmo se repete. Quando deitar a última porção de água, já o caramelo não se altera. Depois de adicionada toda a água, deixe ferver 20 segundos exactos e tire imediatamente do lume. Deixe arrefecer, deite num frasco ou boião e guarde em sítio fresco para utilizar quando precisar.
Se quando for utilizar o caramelo estiver espesso, aqueça o frasco em banho-maria.


Receita do Chefe Silva na Teleculinária n° 37.

           Enfeite da porta de um Quarto


Notas:
O Chefe Silva faz uma chamada de atenção para o cuidado a ter quando se deita a água no caramelo. É necessário ter muito cuidado para não se queimar, nem ficar com a roupa e o fogão sujos.
Entre cada adição de água, mexe-se com a colher de pau para dissolver o caramelo. 


Aproveitei para vos mostrar alguns enfeites simples, que vos poderão dar novas ideias.
Tenham um bom fim de semana!
Beijinhos da 


Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)













SUGESTÕES DE PRESENTES

 Poema de Natal

É noite de Natal e estou sozinha!...
Lá fora a chuva cai, sempre mais forte,
E uiva esse vento, o vento Norte...
Chora e geme a minh`alma, pobrezinha.

 É noite de Natal e eu estou só!
Em lugar dos risos das crianças,
Só o eco de tristes lembranças
E na garganta aperta mais o nó.

Que é dela a neve, trenós e guizos,
A alegria dos cantares, os risos
E a tão falada Paz nos corações?

Senhor! Há tanto que os não sinto,
Que te dou meu coração faminto,
Transbordante de amargas ilusões!...

Fátima Carrapa


Ainda a propósito do tema de ontem, trago-vos outra sugestão económica e não menos simpática.
As miniaturas de sabonetes.

 É outra maneira de perfumar as gavetas da roupa.
 Estes sabonetes têm a forma de coração. Cortei um quadrado de tule, pus 4 sabonetinhos (miniaturas) e atei com uma fitinha de cetim.  Também se pode usar um sabonete maior.


Um frasco de vidro com miniaturas de sabonetes em forma de concha, com laço de cetim, para enfeitar uma casa de banho. Ao lado, um frasco de iogurte reciclado cheio de sais de banho, com rolha de cortiça e laço de cetim.
Os sais de banho vendem-se em sacos conforme os aromas que preferirmos, nas casas da especialidade.
Se não conseguirem, podem optar por comprar sabonetes de várias cores e aromas. Sobre um recipiente, ralam cada um com o ralador grosso (da cozinha).
Depois é só encher os frasquinhos de vidro, tapar com rolha grossa de cortiça e enfeitar com a fitinha a condizer.
Espero que estas sugestões vos dêem mais ideias!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

LEMBRANçAS SIMPLES E PERFUMADAS

O Natal está à porta e o fim do Ano já se antevê...
Para os Cristãos, o Presépio tem mais significado do que a Árvore de Natal, mas a verdade é que para a maioria de nós, não há Natal sem pensarmos em presentes. É a Criança que há em nós e eu acho isso saudável, desde que sejamos sensatos!
O difícil nesta época de grande consumismo e até de ostentação, é sabermos distinguir entre um presente caro e uma lembrança simples mas carregada de afecto.

Até aos 10 anos, em minha casa sempre se fez o Presépio. Íamos buscar musgo e pedras e fazíamos os montes e vales sobre uma mesa. Colocávamos as figurinhas tradicionais, fazíamos riachos com as "pratas" dos chocolates e o lago dos patinhos com um espelho.
Na véspera de Natal fazíamos a Consoada e ao jantar havia bacalhau com batatas e couves. Depois vinham as sobremesas que ainda hoje me fazem água na boca, só de pensar nelas! Bilharacos, as filhoses de abóbora à moda da terra do meu Pai (Veiros, Estarreja), feitas pela Tia Carolina (sua irmã). Os Sonhos que a minha Mãe fazia e que ainda hoje me fazem sonhar, envoltos numa calda aromática de açúcar, casca de limão e vinho do Porto! E o Bolo Rei que tinha sempre uma fava e um brinde escondido!
Depois tínhamos pela frente meia hora a pé para ir a Benfica assistir à Missa do Galo.
Entretanto já tínhamos deixado os sapatinhos junto ao Presépio, para ver se o Menino Jesus lá deixava algum presente...E quando regressávamos era uma alegria ver aquela garotada toda eufórica a abrir, cada um o seu presentinho de Natal!

Hoje trago-vos umas Lembranças Perfumadas, fáceis de confeccionar e pouco dispendiosas. São as almofadinhas e os saquinhos de Alfazema que todas nós gostamos de ter nos armários e nas gavetas da roupa.

 Estas foram feitas com os restos dos sacos de guarda-chuvas que se avariaram.
Vamos precisar de 10cm de tecido fino ou serapilheira se gostarem de um estilo mais rústico (e muito barato).
1 pacote de sementinhas de alfazema
1 frasquinho de essência de alfazema (lojas chinesas)
10 cm de drakalon fino


Ontem, quando me lembrei de vos falar nisto já estava a acabar o meu trabalho e o frasco das sementinhas já estava no fim!...
Num frasco de boca larga ponho as sementinhas. Junto umas gotas de essência de alfazema para manter o aroma por mais tempo e mexo com uma colher. Fecho bem o frasco, hermèticamente.
Corto o drakalon (aquela espuma fininha para forros e enxumaços que está do lado esquerdo) em quadrados de cerca de 8cm.
Num pedaço de cartolina de uma caixa velha cortem um quadrado de 9cm de lado, para molde.
Cortem quadrados de tecido e cozam em 3 lados. Virem do lado direito da costura e preparem o enchimento: no meio do quadrado de drakalon deita-se 1 ou 2 colheres de chá de alfazema e fecha-se pelas 4 pontas, apertando bem e introduz-se dentro do saquinho. Fecha-se com ponto de alinhavo ou ponto atrás.


Na imagem podem ver um saquinho feito em fita larga para ponto de cruz com monograma e outro feito com serapilheira ou estopa. Fazem o molde do tamanho que quiserem, dando margem para a baínha do saco.
Este foi feito com uma sobra e mede 12cm de comprimento e 8cm de largura.
As fitas podem ser de cetim, ou fio dourado. Se gostarem, podem enfeitar a abertura do saco com uma renda simples e fininha.
Uma boa semana para todos os que me visitarem.
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

CACHAçO Â ITALIANA

Este título vai assim um bocado à "La Gardère", he,he! Este computador já não aprende a fazer ç (cês cedilhados) em letra maiúscula! É a prova de que Burro velho não aprende línguas!
E também não dá para fazer o acento grave no A ( nas maiúsculas). Mas vamos adiante, que isto com o novo Acordo Ortográfico, já vale tudo!!!


Numa época em que é preciso poupar todos os tostões, não é fácil para uma mãe de família encontrar muitas soluções alternativas para variar as ementas.
Hoje venho partilhar convosco uma descoberta que fiz há tempos e que muito me agradou. Cá em casa gostamos muito de entrecosto grelhado, o problema é que o que vem embalado só tem osso e pouca carne.
Um dia vi umas embalagens de Cachaço à Italiana e experimentei. Além de ser mais barato (3.49 / kg) , não tem quase osso nenhum, por isso rende muito mais.
No Verão faço o meu molho para grelhados e assados, barro a carne com antecedência e depois grelho-a.


Depois de grelhada perde grande parte da gordura e fica muito suculenta e apetitosa.


A sugestão que vos trago hoje, é fazê-la assada no forno com a técnica do papelote de que vos falei ontem.
Uma receita rápida, saborosa, saudável; e prática porque não deixa os tabuleiros incrustados e difíceis de lavar (he,he!). Mas desta não tenho foto!...

Molho Base para assados e grelhados:

1/2 Chávena (xícara) de azeite virgem
1 colher de sopa de molho inglês ou de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de molho de soja (facultativo)
2 dentes de alho médios espremidos
1 folha grande de louro sem a nervura do meio (é cancerígena) partida em pedacinhos
Folhas de salva ou tomilho qb.
1 colher de sopa de molho picante ou 1 colh. chá de flocos de malagueta ou piri-piri
sal e pimenta preta moída na hora qb.

1 cálice de Vinho do Porto ou 1/2 copo de vinho branco
1/2 copo de caldo de carne

Colocar todos os ingredientes (até ao sal e pimenta) numa tigelinha, mexer  e barrar a carne de véspera. Se for para assar no forno juntar um cálice de Vinho do Porto e meio copo de caldo de carne, na hora de levar ao forno.

Técnica do papelote:
Proceder como explicado na receita anterior, para forrar o tabuleiro.
Colocar a carne no meio e à volta batata doce cortada às rodelas grossas, alternando com cenouras, couves de Bruxelas ou raminhos de bróculos. Regar com o molho da marinada, fechar o "envelope" com cuidado e levar ao forno cerca 50 minutos a 1 hora.

Se não quiserem usar esta técnica podem pôr tudo num pirex  com tampa e levar ao forno 45 minutos.
Ao fim deste tempo, se a carne já estiver tenra, retira-se a tampa e deixa-se alourar por mais 15 minutos.
Se for para mais de 4 pessoas, podem assar as batatas doces à parte. Escolhem-se batatas mais finas e compridas para assarem melhor. Lavam-se e esfregam-se bem, secam-se com papel de cozinha e embrulham-se em papel de estanho. Colocam-se no forno, ao lado do tabuleiro da carne e assam ao mesmo tempo.
Outro acompanhamento da época que fica muito bem, são as castanhas. Corta-se a "cicatriz" do cimo da castanha, (250g chegam para 4). Põe-se a cozer durante 20 minutos em água fria com um pouco de sal e 1/2 colher de café de erva doce (sementinhas, como se diz na minha aldeia!). Retiram-se do lume, passam-se por água fria e descascam-se. Colocam-se depois no pirex, em volta da carne, para tomarem mais gosto.

Uma boa semana para todos e não esqueçam os impermeáveis e guarda chuvas!!!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

UM FRIO DE RACHAR E ... DOURADA NO FORNO EM PAPELOTE

Este fim de semana adivinhava-se que ia ser muito frio. Os meteorologistas avisaram que vinha por aí uma vaga de frio polar que iria fazer os termómetros marcarem temperaturas negativas.
E não se enganaram, não! Por isso só apetecem comidas quentinhas que nos aconcheguem e não dêem muito trabalho! A pensar nisso, trago-vos uma receita que, não sendo nenhuma novidade, tem o condão de cada um poder adaptar ao seu gosto pessoal, usando sempre a mesma técnica: a técnica do papelote.

                   Dourada no Forno em Papelote


Para 2 pessoas:
1 dourada média (500g)
2 batatas
2 cenouras
1 "cabeça" de bróculos
1 cebola média
2 dentes de alho
1 folha de louro
2 colheres de sopa molho de azeite picante
2 colheres de sopa de azeite
1/2 copo de água ou caldo de peixe
1/2 copo de vinho branco (facultativo)
tomilho ou salva e salsa picada qb.
sal e pimenta qb.

2 pedaços de folha de alumínio e 1 pedaço de papel vegetal (uso Glad) maiores do que o tabuleiro.

Preparar o tabuleiro: sobrepor ligeiramente as folhas de papel de alumínio. Colocar a folha de papel vegetal no centro e forrar o tabuleiro para fazer como que uma "caixa".
Deitar um pouco de azeite no fundo. Colocar metade da cebola cortada em meias luas fininhas e do alho picadinho, a fazer uma "cama". Colocar a dourada golpeada ao longo do lombo e prèviamente temperada de sal. Por cima coloque a restante cebola, o alho e a folha de louro partida ao meio e sem a nervura. Em volta coloque as batatas partidas aos quartos, a cenoura às rodelas grossas e os raminhos de bróculos. 
Numa chávena, junte o vinho branco  e a água (ou caldo de peixe), o molho picante, um pouco de sal, pimenta e tomilho. Deite a mistura sobre todos os ingredientes. Polvilhe com a salsa picada.
Feche o papel de alumínio apanhando as duas folhas a todo o comprimento e enrolando com cuidado para não rasgar. Feche depois as pontas laterais, como se fosse um pacote.
Leve a forno quente, a 180° durante 35 a 40 minutos.
Retire do forno e sirva de imediato abrindo o "pacote" já na mesa.


Aqui está ele quentinho, já na mesa. Com a vantagem de no fim se deitar fora a papelada e ser só passar por água o tabuleiro, se o papel se tiver rompido.
Desejo que passem um bom domingo no aconchego do lar!

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

LADRILHOS DE MARMELADA (2) ...EU PECADORA, ME CONFESSO!!!

"Pedimos sempre um conselho. Nem sempre para o seguirmos, mas para que nos ilumine".

Este é um Pensamento que me acompanha desde a minha juventude, uma época em que eu me divertia a coleccionar Pensamentos e Receitas Culinárias.
Com o tempo fui descobrindo que acontece exactamente o mesmo, com as receitas. Da primeira vez, sigo a receita à risca, mas à segunda, vai mas é ao meu jeito e a receita é mesmo só para me iluminar!
Por isso, hoje tenho de confessar-vos que aldrabei a receita da Maria de Lurdes Modesto! Ai se a minha Amiga  e dona do http://cozinharcomosanjos.blogspot.com//  vê isto, dá-me já na cabeça! Pronto, foi uma de...criatividade... (invenção de preguiçosa, seria mais verdadeiro, he, he)!
Mas olhem que se eu tivesse tido a paciência necessária e não tivesse tido aquele desastre culinário que vos contei, até podia deitar foguetes, porque não ficou nada mal.
Então fiz assim:


1 Kg de polpa de marmelo cozido e escorrido, desfeito com a varinha mágica.
800g de açúcar branco (pilé)

Coloquei o puré de polpa de marmelo numa taça de pirex e o açúcar noutra e usei a técnica da Nigella: 20 minutos no forno a 180°. Passado esse tempo retirei com cuidado e deitei o açúcar sobre o marmelo e mexi muito bem. Verti tudo para dentro de um tacho de inox e levei a lume brando, com uma grelha no fogão para que a chama não tocasse no fundo do tacho. Durante a primeira hora, fui mexendo de vez em quando e na segunda devia ter mexido sempre até ver o fundo do tacho (sem deixar queimar!!!).
O resto, fiz igualzinho à receita que já vos dei.
Assim, não tive de deitar água nem fazer o ponto de cabelo, o que abreviou o tempo gasto.
O ponto e o sabor ficaram óptimos. O 2° problema foi a teimosia do Sr. Sol que teimou em não brilhar!
Por cima ficou sequinho, mas por baixo ficou um pouco mole. Hoje desenformei e fiz uns quantos quadrados a desengonçarem-se assim mais para os losangos e passei-os pelo açúcar. Agora vão ter de passar uns dias a secar, se o Sol ajudar, mas parece que as previsões meteorológicas são "do contra", pois vem lá muito frio para amanhã e muita chuva para toda a semana!

Um bom fim de semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)