TEATRO ROMANO DE LISBOA




O Teatro romano de Lisboa, então chamada de Felicitas Júlia Olisipo, foi construído no início do séc. I d. C. (depois de Cristo), pensa-se que na época do Imperador Augusto.
As ruínas das bancadas encontram-se sob a rua da Saudade e a área principal que coincide com o edifício cénico situa-se sob a rua de São Mamede, próximo da Sé de Lisboa.

               Entrada Monumental Nascente

O Teatro tinha 4000 lugares e foi construído "seguindo as normas definidas por Vitrúvio, arquitecto da época de Augusto, que estabeleceu as formas de construção e normas arquitectónicas do Império Romano.

           Uma bancada na zona superior

Em baixo, aspecto que teria uma bancada - reconstituição:


 "Ao longo das diversas intervenções arqueológicas realizadas na área do Teatro, registaram-se ocupações de variadas épocas, algumas anteriores à construção  do edifício cénico e outras de épocas  posteriores.
Foi possível confirmar pelos testemunhos encontrados, uma intensa e efectiva ocupação humana  durante a Idade do Ferro (séc. VIII a.C a séc. III a.C) e durante a época republicana (séc.II a.C) aquando da chegada dos primeiros contingentes militares romanos à região de Lisboa.

 Artefacto da Idade do Ferro: Veado com pássaro pequeno nas costas

Quando, nos inícios do séc. I a.C se edificou o Teatro, foi efectuado o rebaixamento do solo, destruindo as construções pré-existentes. Os objectivos foram alicerçar o edifício e conter a colina.

 Este seria o aspecto da parte do Teatro Romano, de frente para o rio Tejo.

 Estátua de Sileno, mármore de Vila Viçosa, séc.I d. C,  encontrada em 1798

 O Teatro Romano só foi descoberto em 1798, quando da reconstrução da cidade, depois do terramoto de 1755. Data dessa altura  um desenho feito pelo arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri, que é um documento ímpar sobre o estado em que as ruínas então se encontravam.
Apesar dos seus esforços para se preservarem as ruínas, depressa elas foram esquecidas e sobre elas e com as suas pedras, foram construídos prédios de habitação.


Na foto acima, pode ver-se o aproveitamento das pedras do Teatro para fazer as aduelas em arco, num edifício posteriormente construído sobre as ruínas do Teatro.
As escavações arqueológicas permitiram recuperar a História anterior ao terramoto de 1755.

 Porta de acesso ao Beco do Aljube, fechado após o terramoto e ocupado por outras construções.

O Museu de Lisboa possui além do Teatro Romano, dois edifícios quase anexos, um do séc. XVIII e outro do séc. XIX. Estes edifícios foram adaptados à nova função de Museu mas conservam as características arquitectónicas originais.
A paisagem que se avista do Museu explica a razão da escolha do local para a edificação do teatro em época romana: a de constituir uma marca do poder do Império. 

                                         Vista sobre o rio Tejo
No séc.I d.C, em que as construções eram baixas e poucas, podemos imaginar a entrada dos barcos romanos e a azáfama que se vivia em Olisipo com a salga do peixe e a confecção dos molhos que eram exportados para Roma.

Espero que não se tenham cansado demasiado com esta viagem que O Meu Estaminé vos oferece hoje. Foi só uma pequena amostra para vos aguçar a curiosidade e não vos mostrei a parte museológica dos artefactos encontrados, como azulejos, pratos potes, bilhas, etc.
  Vale a pena a visita. A entrada custa 2 euros, com 50% de desconto para desempregados, cartão jovem e pessoas com mais de 65 anos.  O Museu fica na Rua de S. Mamede nº 3-A perto da Sé Patriarcal de Lisboa.
www.museudelisboa.pt 

Nota: O texto contém citações retiradas do prospecto informativo do Museu.

Tenham um bom Carnaval!
Beijinhos da 

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

ARCO DA RUA AUGUSTA - VISITA PANORÂMICA


O Arco da Rua Augusta em Lisboa, é o símbolo da recuperação da Baixa Lisboeta depois do grande terramoto de 1755.
Depois das obras de restauro efectuadas há poucos anos, passou a ser possível visitá-lo e desfrutar da vista maravilhosa que do seu terraço se alcança.

                       Navio de Cruzeiro a sair do Tejo

A entrada faz-se por uma pequena porta no final da Rua Augusta, na parte traseira do monumento, mesmo junto ao Arco. Há dois tipos de bilhetes: um simples para quem quer visitar apenas o Arco  e outro um pouco mais caro que dá também acesso à visita de um Museu ali próximo



A subida de elevador leva-nos a um amplo átrio onde se situa o actual mecanismo do Relógio que em 1941 substituiu o original. Nesta sala está uma breve Exposição Documental que mostra os principais momentos da história do Arco desde que foi pensado em 1759 até à sua conclusão, em 1875.
Sobem-se depois umas escadas estreitas em caracol até ao terraço de onde se podem apreciar de perto as enormes estátuas que decoram este Arco do Triunfo. Como é uma escada muito estreita, tem um Semáforo que nos indica se podemos avançar (verde) ou se lá vem gente (vermelho).



Esta imagem mostra parte do conjunto principal de esculturas que encima o Arco, em que a Glória está a coroar o Génio e o Valor. Por baixo pode ler-se:
"Às virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento".
Este conjunto é da autoria do escultor Célestin Anatole Calmels.
No plano imediatamente inferior podem ver-se as esculturas de Vítor Bastos que representam personalidades históricas como D. Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama ou o Marquês de Pombal. 
As vistas, essas são fabulosas! (Cliquem para ampliar).

Castelo de S. Jorge

A
           A Sé de Lisboa

Praça do Comércio, com a Estátua Equestre de D. José I

O Cristo Rei e a Ponte 25 de Abril
Falta aqui a fotografia da fachada do Arco da Rua Augusta que ficou por tirar...
Em troca, ofereço-vos esta de uma das Estátuas Vivas com que me deparei quando descia a Rua Augusta.

Um relógio antigo que ficava bem na entrada de um Palácio!

A todos os que por aqui passarem desejo um óptimo fim de semana. Aproveitem o Sol enquanto há!
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

CENTRO CHAMPALIMAUD E A CURA DO CANCRO NUMA SÓ SESSÃO

                               Centro Champalimaud -  Lago com gaivotas e o Tejo ao fundo

Hoje venho dar-vos a conhecer um dos projectos mais emocionantes (para mim) da Fundação Champalimaud no domínio da Ciência Médica: a Radioterapia que pode eliminar o Cancro (câncer) numa única sessão!
A Fundação adquiriu uma máquina quase única no mundo, que pode eliminar o cancro numa só sessão, mesmo com o tumor já espalhado no corpo.
Este equipamento, permite fazer radioterapia em dose única, tratamento que requer um elevado nível de precisão e que poderá ser feito em poucos minutos e sem qualquer toxicidade para o doente, segundo o oncologista Carlo Greco, responsável por este departamento.
"É o mais avançado equipamento no mundo. Será absolutamente único em Portugal e, na Europa há muito poucos. Mas a máquina (que deve ter chegado em Dezembro de 2011) vai ser equipada com ferramentas especiais que a tornam única no mundo", afirmou o director da área do cancro da Fundação Champalimaud. 
Trata-se de uma radioterapia por imagem guiada, em que se faz uma TAC e o tratamento em simultâneo, que exige um elevado nível de precisão para que a dose única seja aplicada no local adequado e na quantidade suficiente. 
É um tratamento indolor em que se elimina a toxicidade e se demora menos de um quarto do tempo do que as sessões convencionais de radioterapia. Ou seja, em 10 minutos consegue-se o mesmo do que com a cirurgia, mas permitindo ao doente ir para casa de seguida sem risco de morte.
Outra vantagem, é que este método permite tratar várias lesões numa mesma e única sessão: "Podemos finalmente oferecer aos doentes metastáticos, mais do que uma esperança, uma realidade - sem dor e sem invasão" - Carlo Greco.
Este tratamento é mais barato do que a radioterapia convencional e estará disponível no final do 1° trimestre de 2012 (Março / Abril).  
Por agora, a Fundação só recebe doentes particulares, tendo já acordos com oito instituições com seguros de saúde. Entretanto continuam as conversações entre a Administração da Fundação e o Governo Português, mas tudo indica que as negociações futuras serão feitas com cada um dos hospitais que manifestem interesse.

Este é um pequeno resumo de um documento mais extenso e completo que recebi através da net. Se alguém estiver interessado em recebê-lo, é só deixar o e-mail nos comentários ou no e-amil do Meu Estaminé. Enviá-lo-ei com muito gosto. 
Também podem procurar no site da Fundação Champalimaud. 

Tenham uma boa semana. Beijinhos da 

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)

CENTRO CHAMPALIMAUD PARA O DESCONHECIDO


                      Centro de Investigação Champalimaud, em Belém

Este grande Centro de Investigação, também dá pelo nome de Champalimaud Center For The Unknown.
Fica situado na zona de Belém e merece uma visita porque é um espaço de grande beleza e bom gosto.
Foi lá que passei um dia inesquecível, nas férias de Natal dos meus netinhos.

Tem amplos espaços onde as crianças podem correr, brincar ou andar de bicicleta.

Este é o edifício do Restaurante com a Esplanada da Cafetaria virada para o rio Tejo.
Cá em baixo há um passeio empedrado que circunda todo o edifício. Tem relvados em volta e havia muitas famílias a passear neste soalheiro dia de Inverno.
Almoçámos no Restaurante que se chama Darwins Café. Um espaço muito charmoso e acolhedor com pessoal muito atencioso e simpático. O problema foi que, mesmo num dia de semana, estava cheio e tivémos de marcar e aguardar quase 1 hora na esplanada.
Se lá voltar, já sei que temos de reservar mesa antes de começar o passeio!
Pela Ementa, faz lembrar um restaurante de cariz italiano, com "risotos" e "pastas" diversos, mas com pouca escolha.
O Provador Oficial do Meu Estaminé escolheu um Risoto Negro de Salmão e Ovas e ficou muito frustrado porque quase não encontrou salmão nem as ditas cujas!!!
Os restantes comensais tiveram mais sorte. Escolheram Lombinhos de Pato com Risoto de Laranja e redução de Vinho Moscatel.
Claro que a "redução" era mesmo reduzida, só para enfeitar o prato, a fugir. Mas lá que estava muito bom, estava.
A Lista das sobremesas também não era nada avantajada, mas talvez seja por efeitos da crise...Será?
No entanto, as que escolhemos eram todas bem confeccionadas e muito agradáveis.

                   Centro Champalimaud visto de Belém

Achei os preços demasiado elevados para a qualidade e quantidades servidas (e para o sacrifício do tempo de espera). Talvez seja para seleccionar os clientes...Será?
Tenho imensa pena de estar a ser tão crítica porque este é um espaço que me merece uma grande admiração, pelo espírito com que foi erguido.
Espero que se algum responsável pelo empreendimento ler este texto, o tome como construtivo, tomando a iniciativa de rectificar algumas práticas  (começando na qualidade musical) e introduzir outras( como a rapidez e eficiência no serviço), para poder evoluir positivamente e tornar o Restaurante Darwins Café num ícone de "Bom Gosto e Bom Preço".
Apesar deste meu ponto de vista sincero, aconselho um passeio a este belo espaço que veio enriquecer ainda mais a zona de Belém, em Lisboa.

Com desejos de que passem uma óptima semana, beijinhos da

Bombom (Tia Fátima / Avó Fátima)