MEU QUERIDO ESTAMINÉ

 Meu Querido Estaminé

Há quanto tempo não te visito e tenho muitas saudades.

Não, não teve nada a ver com a pandemia, embora isso tivesse provocado uma grande alteração na minha vida. 

Para fugir ao vírus, fomos viver um ano para a aldeia, longe do bulício de Lisboa e arredores, onde sempre estivemos mais protegidos. Só regressámos em Maio para sermos vacinados.

Como sabes, as Lojas e supermercados estiveram encerrados e tu levaste por tabela.

Também sabes que isso não é desculpa, porque a verdade é que eu, aos 78 anos, já não tenho muita paciência para receitas complicadas. E também não tenho os filhos nem os netos em casa para me estimularem a vontade.

Mas fazes-me muita falta. Quando te criei, tinha ficado surda subitamente e tinha muita necessidade de interagir com pessoas, por escrito, para evitar a solidão. Foste o meu braço direito - ou os meus ouvidos - a porta de acesso a tantas amigas que me visitaram e deixaram comentários animados que me fizeram esquecer a deficiência e alegraram os meus dias, muitas delas até hoje.

Hoje digo-te que a minha vida deu uma grande volta, pela positiva: mudei de casa e de terra.

Vim viver para Évora, para estar mais perto de um dos filhos (o outro vive e trabalha no estrangeiro).

Adaptámo-nos rapidamente e estamos a gostar muito. Cada dia descobrimos mais um recanto, nesta cidade cheia de História, que em breve partilharei contigo.

Estou feliz e dou muitas Graças a Deus.

Até breve. Volto já!

Beijinhos da Bombom



COMO TRATAR DE ALGUÉM EM CASA, INFECTADO COM CORONA VÍRUS

Hoje vamos falar sobre os cuidados a ter no caso de termos alguém em isolamento em casa, por suspeita ou confirmação  de infecção por Coronavírus.

1 - Limpe e desinfecte as superfícies de contacto nas zonas comuns.

2 - Se possível, mantenha a pessoa doente ou potencialmente infectada, num quarto isolado, sem contacto com as restantes pessoas da casa e com acesso a uma casa de banho de uso exclusivo.

3 - Se tiver de partilhar a casa de banho, o espaço deve ser limpo e desinfectado após cada utilização da pessoa infectada por coronavírus.

4 - Os resíduos produzidos pela pessoa doente precisam de ser tratados de forma especial.

   - O quarto de isolamento deve ter um caixote do lixo com pedal, forrado com um saco de plástico, que só deve ser cheio até 2/3 da sua capacidade. Sem o calcar, feche-o com 2 nós bem apertados e meta-o dentro de outro saco. Deposite-o no contentor do lixo indiferenciado, sem o encostar ao corpo.


Como cuidar da roupa

1 - Trocar a roupa de cama com mais frequência.

    - retire os lençóis e roupas sem os sacudir, enrolando de fora para dentro.

    - evite encostar a roupa ao corpo e coloque-a directamente na máquina de lavar.

    - espere 3 horas até voltar ao quarto para fazer a limpeza das superfícies.

2 - Toda a roupa deve ser lavada à temperatura mais alta que o tecido suportar.

     - para travar o coronavirus as lavagens a 30º não são suficientes. Idealmente, a lavagem deve ser feita a pelo menos 60º durante 30 minutos.

3 - Se for possível, utilize a máquina de secar e o ferro de engomar à temperatura mais elevada permitida pela roupa (veja a etiqueta) .

4 - Para as alcatifas, tapetes e cortinas use produtos adequados aumentando a temperatura da água sempre que possível.


Estas informações constam de um e-book do LIDL.

Quem recebe a News letter LIDL pode aceder à sua publicação e imprimir.

Achei útil compartilhar a informação, espero que gostem.

Um abraço e cuidem-se.

Bombom


COVID 19: COMO DESINFECTAR A CASA

 Numa altura em que o vírus covid 19 está ainda mais activo devido às mutações que vão ocorrendo, mais importantes se tornam os cuidados a ter com a desinfecção das nossas casas. 

É por isso que vos trago hoje uma série de regras para evitar contágios por Covid 19.


1 - Quartos - Mude a roupa de cama com mais frequência e lave-a pelo menos a 60º C.

2 - Casa de Banho - Use detergente com desinfectante na composição.

3 - Cozinha - Lave a loiça e utensílios com água a temperatura elevada.

4 - Sala - Limpe o mobiliário usando toalhetes com desinfectante ou álcool a 70º.

5 - Garagem - Use álcool isopropílico para limpar as superfícies mais tocadas no carro (portas, fechaduras, volante, etc).


Quando chega da rua :

- descalçar os sapatos de imediato guardando-os numa zona dedicada para o efeito.

- mudar a roupa exterior sem sacudir

- lavar as mãos com sabão, sabonete ou detergente.

- desinfectar os objectos que trouxe do exterior.


Solução desinfectante recomendada pela DGS:

- dilua uma medida de lixívia em 49 medidas iguais de água. (5 colheres de sopa de lixívia para 4 l de água).

- pode também usar uma solução de 7 partes de álcool a 96º com 3 partes de água.

- não misture com outras substâncias, sobretudo com amoníaco.

- a solução só é eficaz se estiver na proporção correcta.


Como limpar as superfícies (chão e bancadas)

1 - Lavar a superfície com com água quente e detergente para quebrar a capa protectora do coronavírus. Agir enèrgicamente não esquecendo os cantos, as curvas e as ranhuras.

2 - Aplicar o líquido desinfectante, garantindo a ventilação adequada.

3 - Deixar actuar durante 10 minutos.

4 - Enxaguar com água bem quente.

5 - Deixar secar ao ar.


Espero que vos seja útil.

Continuem a proteger-se e cuidem-se bem.

Um abraço da


Bombom







ARROZ DOCE (DA BEIRA ALTA)

 


Publiquei esta receita pela primeira vez em 2010/02. Ontem, ao colocar o link, vi que há um erro nele que não permite o acesso à receita. Se quiserem conhecer o historial do "meu" Arroz Doce, uma sobremesa que não fez parte da minha infância, podem procurar na secção de Sobremesas ou na dos Doces ou então cliquem no ano de 2010 (o ano de criação do blog) e procurem em Fevereiro. É essa a razão para voltar a publicá-la. 


ARROZ DOCE (da Beira Alta)

1 litro de leite

1 casca de limão

1 pau de canela

100ml de arroz carolino, sem lavar (= 1 cháv. de café cheia)

3 colheres de sopa de açúcar (se não for guloso use 2)

3 gemas de ovos


Ponha ao lume o leite com a casca de limão e o pau de canela. 

Quando levantar fervura, junte o arroz (sem lavar) e mexa. 

Logo que volte a ferver, reduza o lume para o mínimo e deixe cozinhar cerca de 25 minutos, mexendo de vez em quando.

Junte o açúcar, mexa e deixe cozinhar mais 5 a 10 minutos. Prove para ver se o arroz está cozido.

Nessa altura junte as gemas batidas com um pouco de leite do arroz e mexa bem. Retire do lume a verta numa travessa ou em taças individuais. Rende 8 a 10 tacinhas.

Nota:

- O arroz não se lava para aproveitar a goma que ajuda a engrossar o leite. Com a cozedura, fica desinfectado.

- No final, deve ficar cremoso. Se achar que está muito seco, junte um pouco mais de leite quente.

Desejo a todos um Feliz Natal. As Festas este ano serão em confinamento e é a primeira vez que vamos passá-lo em casa sozinhos. Mas não deixaremos de celebrar porque a Família, embora longe, está bem de saúde e estamos todos Vivos. Tenham o Sol no coração.

Um abraço grande para todos os que me visitam.

Bombom (Fátima)

PÃO DE FLOCOS DE AVEIA - FÁCIL E RÁPIDO

 


Esta é uma receita para aqueles dias em que apetece um pão especial, que seja saudável e rápido e que não dê muito trabalho a fazer. 

Dá para um pão grande, a fazer numa forma de bolo inglês. Aqui na aldeia só tenho uma forma de tamanho médio, por isso usei um tabuleiro de pirex mais pequeno para colocar a massa de sobra.


Gostei muito, fica com um sabor e textura óptimos e pode comer-se assim simples, com compota ou com qualquer variedade de queijo.


Pão Rápido de Flocos de Aveia e Iogurte

1 cháv. de farinha de trigo

1 cháv e 1/2 de farinha integral

2 c. chá de fermento em pó

1/2 c. chá de bicarbonato de sódio

1 c. chá de sal (usei 1 c. de café)

1 cháv. de flocos de aveia

1 cháv. de iogurte natural (magro sem açúcar)

1 ovo grande  (usei de tamanho médio)

1/4 de cháv. de óleo de amendoim

1/4 de cháv. de mel

3/4 de cháv. de leite magro

Flocos de aveia para polvilhar


Pré aqueça o forno a 190º C. Coloque na parte de baixo do forno um tachinho ou pirex com água.

Unte uma forma grande de bolo inglês com óleo e polvilhe com flocos de aveia. Reserve.

Numa taça grande, peneire e misture as farinhas, o fermento, o bicarbonato e o sal.

Noutra taça e com a ajuda de um garfo ou vara de arames, bata o ovo com os flocos de aveia, o iogurte, o óleo e o mel, até que fique tudo bem misturado.

Adicione este preparado à taça das farinhas e envolva grosseiramente com a colher de pau, sem bater muito.

Coloque na forma reservada e polvilhe por cima com flocos de aveia.

Leve ao forno por 45 minutos, até ficar bem douradinho.

Retire e deixe repousar dentro da forma mais 15 minutos.

Desenforme e deixe arrefecer completamente


 
Tirei esta receita de uma página do Facebook. Costumo anotar sempre a autoria do blog ou da página, mas desta vez esqueci-me e não sei a quem pertence e gosto de dar sempre os créditos à sua dona. Peço desculpa pelo lapso e, se alguém souber de quem é a autoria, agradeço que me digam.

Cuidem-se bem! Beijinhos da 

Bombom


GELEIA DE PHYSALIS



Já tinha partilhado convosco uma receita de Compota de Physalis que podem recordar aqui:
http://receitasdatiafatima.blogspot.com/2018/10/ha-muito-que-andava-para-vos-oferecer.html

Desta vez consegui juntar 500 g de frutos. Cada pé de Physalis chega a dar 3 kg no total, mas não é como as demais plantas: vai dando flor, depois os frutos que levam bastante tempo a amadurecer e ao mesmo tempo nascem novas flores e vai continuando o ciclo. Deste modo, quando colhes 100 g já maduras, tens ainda o quadruplo ou quíntuplo delas verdes. Então têm  de se colher e ir congelando até obter uma quantidade razoável.

A receita que segui da outra vez levava "pectina" para ajudar a gelificar, por isso não precisava de tanto açúcar. Acontece que aqui na aldeia não há, por isso tive de alterar a receita e desta vez resolvi fazer Geléia porque não gosto nada de sentir as graínhas a meterem-se nas covinhas dos dentes (he,he).

Geleia de Physalis

500 g de Physalis
350 g de açúcar branco (ou amarelo) pulverizado na 1.2.3
3 c. de sopa de sumo de limão (ajuda a gelificar)
1 pau de canela

Usando o passe-vite com o ralo mais fino, passe os frutos aproveitando a polpa o mais que puder.
Coloque os resíduos num tacho e cubra com 200 ml de água. Leve ao lume e deixe ferver durante 5 minutos. Passe de novo no passe-vite para aproveitar o sumo todo que obtiver.
Junte o açúcar, o sumo de limão e o pau de canela e leve ao lume para ferver.
Logo que levante fervura, reduza o lume para o mínimo e deixe apurar mexendo de vez em quando.
Estará pronto quando começar a borbulhar e fazer espuma (cerca de 30 minutos).
Retire, verta nos frascos esterilizados , cubra com uma rodela de papel vegetal embebida em álcool e tape hermèticamente.
Rende 2 frascos iguais ao maior da foto.


Usámos ao lanche para adoçar e aromatizar os iogurtes naturais sem açúcar e estava óptimo.
Tenham uma boa semana.
Beijinhos da Bombom

QUEIJADINHAS DE ÉVORA




Costuma dizer-se que quem não tem cão caça com gato, mas isso não significa que a eficiência seja a mesma. Vem isto a propósito do mau aspecto das minhas primeiras queijadinhas.
Aqui na aldeia não tenho as formas próprias, mas a vontade de experimentar era tanta, que resolvi fazer só com as forminhas de papel. Escusado será dizer que a massa ao crescer fez bambolear o envólucro de papel e elas em vez de redondinhas ficaram tipo pétala.
O que importa é que ficaram deliciosas, de textura leve e aromática.
Devo dizer que não parecem nada "queijadas alentejanas", mas sim "queijadas de Sintra".
São autênticas Queijadas de Sintra, sem a capinha dura que as envolve. Adorámos.

Queijadinhas de Évora (para mim são de Sintra)

4 gemas
400g de queijo fresco
200g de açúcar amarelo
1 pitada de canela
30g de farinha de trigo (usei Branca de Neve)
20g de manteiga derretida

Ponha no fundo do forno uma taça de pirex ou um tachinho com água.
Ligue o forno a 180º C. Forre as formas dos queques com formas de papel frisado. Reserve.
Num prato, desfaça o queijo com um garfo. Deite numa tigela e junte as gemas e o açúcar. Bata bem para homogeneizar. Acrescente a manteiga e por fim a farinha misturada com a canela. Envolva com a colher de pau e deite nas formas até 1/3 da sua capacidade. Leve ao forno por 15 a 20 minutos até dourarem.


 

Nota: Da 2ª vez usei forminhas de silicone nas quais verti a massa e gostei mais do resultado: ficaram mais direitinhas. Depois tirei-as e coloquei nas forminhas de papel frisado. As fotos são actualizadas (as da 2ª vez).

 Experimentem e depois digam-me o que acharam.
Bom fim de semana. Beijinhos da

Bombom