O Jardim Tropical Monte Palace pertence à Fundação José Berardo, um madeirense que, tal como muitos outros se viu obrigado a emigrar para terras de África onde procurou melhor sorte.
Fica situado na freguesia do Monte e tem 70 000 metros quadrados de extensão.
Desta vez utilizámos o teleférico cujo bilhete custa 15 euros (ida e volta). Achei caro, mas dados os custos de manutenção que exige e a vista espectacular que nos oferece, "dou a mão à palmatória". Valeu a pena!
No séc. XVIII foi propriedade do Consul Inglês. Em 1897 foi comprada por um madeirense que tinha vivido no estrangeiro e, inspirado nos palácios que tinha visto nas margens do Reno, construiu uma casa apalaçada, mais tarde transformada no Hotel Monte Palace.
Quando faleceu em 1943, a família deu por encerrado o Hotel e pouco tempo depois a quinta entrou na posse do Banif. Só em 1987 viria a ser adquirida por José Berardo que a doou à Fundação por ele criada, uma Instituição Particular de Solidariedade Social.
Foi reaberto o Monte Palace Hotel e a Fundação recuperou este belo jardim e construiu um Museu.
Logo à entrada, chamaram-me à atenção os enormes painéis de azulejo (40) sobre a História de Portugal.
Em cada um está representado um Rei de Portugal e ilustrado com 3 ou 4 dos acontecimentos mais importantes do seu reinado. Uma verdadeira lição de História Pátria que já nem nas escolas se ensina!
Perto da entrada norte fica o Museu Monte Palace. Um edifício moderno com 3 pisos, muito bem entrosado com os declives e a vegetação envolvente.
No 1° e no 2° piso podemos admirar uma bela colecção de Esculturas Africanas Contemporâneas, do Zimbabué, A Paixão Africana.
Dada a luminosidade, não consegui tirar boas fotos no seu interior, mas mostro-vos um exemplar em pau-ferro que está exposto à entrada da Cafetaria.
Tambor Sagrado, de Azwimphelele Magorá
No rés-do-chão pode admirar-se uma magnífica colecção de Cristais (Minerais e Gemas).
Estes cristais encontram-se na Natureza com o aspecto de grandes pedras com dezenas ou centenas de quilos. Os especialistas nesta técnica partem-nos de determinada maneira, para ver se têm cristais e determinar o seu valor. Na foto seguinte pode ver-se bem o corte.
O jardim está cheio de recantos românticos e muito belos onde apetece parar e repousar um pouco.
O Jardim possui diversas lagoas com peixes Koi que podem viver 100 anos. As águas são tratadas sem produtos químicos para proporcionarem ambiente saudável aos peixes.
Um recanto do Lago maior
Outro recanto do mesmo lago
Uma ilhota mais ao centro
Monumental peça de arte Egípcia
Muito belos também, são os dois Jardins Orientais, "uma referência à cultura Chinesa e Japonesa", em que sobressai "o respeito pela Natureza e pelos seus elementos simbólicos". Aí encontramos o dragão de mármore, pagodes, budas, pontes, bancos e lanternas em pedra trabalhada.
Buda
Esta foto ilustra a "Aventura dos Portugueses no Japão", um painel com 166 figuras de terracota, em tamanho natural.
A seguir uma pequena amostra dos muitos painéis de azulejo do séc.XV ao séc XX. É considerada uma das maiores colecções do país depois do Museu do Azulejo em Lisboa.
Quase no final do nosso passeio pudémos apreciar o Palacete de Berardo. A ala envidraçada mostra-nos o Salão com diversos recantos onde a família pode passar bons momentos de lazer.
Por todos os lados se podem apreciar estátuas e esculturas variadas, em mármore ou bronze, mais antigas ou muito modernas, mas todas elas de grande beleza artística.
No exterior, nas trazeiras do Palacete há umas arcadas onde se pode admirar uma grande colecção de loiças antigas, umas portuguesas e outras orientais.
Esfinge
Menina saltando à corda
Sempre é verdade o ditado que diz que "quem tem dinheiro tem bom gosto" (he,he)!
Felizmente ainda há alguns que gostam de o partilhar!
Bem Haja o Sr. José Berardo e a Fundação que em boa hora criou.
E depois desta "breve visita guiada", ainda fica muito por mostrar. Em cada bilhete de entrada está incluída uma prova de Vinho da Madeira servida na Cafetaria.
Fazia jeito um Restaurante para podermos continuar a visita depois do almoço porque ainda havia muito por ver. Ficará para a próxima vez...
Para a elaboração deste texto servi-me do prospecto que é fornecido com o respectivo bilhete de entrada. Por isso algumas citações estão entre parentesis.
Beijinhos da
Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima
Fica situado na freguesia do Monte e tem 70 000 metros quadrados de extensão.
Desta vez utilizámos o teleférico cujo bilhete custa 15 euros (ida e volta). Achei caro, mas dados os custos de manutenção que exige e a vista espectacular que nos oferece, "dou a mão à palmatória". Valeu a pena!
No séc. XVIII foi propriedade do Consul Inglês. Em 1897 foi comprada por um madeirense que tinha vivido no estrangeiro e, inspirado nos palácios que tinha visto nas margens do Reno, construiu uma casa apalaçada, mais tarde transformada no Hotel Monte Palace.
Quando faleceu em 1943, a família deu por encerrado o Hotel e pouco tempo depois a quinta entrou na posse do Banif. Só em 1987 viria a ser adquirida por José Berardo que a doou à Fundação por ele criada, uma Instituição Particular de Solidariedade Social.
Foi reaberto o Monte Palace Hotel e a Fundação recuperou este belo jardim e construiu um Museu.
Logo à entrada, chamaram-me à atenção os enormes painéis de azulejo (40) sobre a História de Portugal.
Em cada um está representado um Rei de Portugal e ilustrado com 3 ou 4 dos acontecimentos mais importantes do seu reinado. Uma verdadeira lição de História Pátria que já nem nas escolas se ensina!
Perto da entrada norte fica o Museu Monte Palace. Um edifício moderno com 3 pisos, muito bem entrosado com os declives e a vegetação envolvente.
No 1° e no 2° piso podemos admirar uma bela colecção de Esculturas Africanas Contemporâneas, do Zimbabué, A Paixão Africana.
Dada a luminosidade, não consegui tirar boas fotos no seu interior, mas mostro-vos um exemplar em pau-ferro que está exposto à entrada da Cafetaria.
Tambor Sagrado, de Azwimphelele Magorá
No rés-do-chão pode admirar-se uma magnífica colecção de Cristais (Minerais e Gemas).
Estes cristais encontram-se na Natureza com o aspecto de grandes pedras com dezenas ou centenas de quilos. Os especialistas nesta técnica partem-nos de determinada maneira, para ver se têm cristais e determinar o seu valor. Na foto seguinte pode ver-se bem o corte.
O jardim está cheio de recantos românticos e muito belos onde apetece parar e repousar um pouco.
O Jardim possui diversas lagoas com peixes Koi que podem viver 100 anos. As águas são tratadas sem produtos químicos para proporcionarem ambiente saudável aos peixes.
Um recanto do Lago maior
Outro recanto do mesmo lago
Uma ilhota mais ao centro
Monumental peça de arte Egípcia
Muito belos também, são os dois Jardins Orientais, "uma referência à cultura Chinesa e Japonesa", em que sobressai "o respeito pela Natureza e pelos seus elementos simbólicos". Aí encontramos o dragão de mármore, pagodes, budas, pontes, bancos e lanternas em pedra trabalhada.
Buda
Esta foto ilustra a "Aventura dos Portugueses no Japão", um painel com 166 figuras de terracota, em tamanho natural.
A seguir uma pequena amostra dos muitos painéis de azulejo do séc.XV ao séc XX. É considerada uma das maiores colecções do país depois do Museu do Azulejo em Lisboa.
Quase no final do nosso passeio pudémos apreciar o Palacete de Berardo. A ala envidraçada mostra-nos o Salão com diversos recantos onde a família pode passar bons momentos de lazer.
Por todos os lados se podem apreciar estátuas e esculturas variadas, em mármore ou bronze, mais antigas ou muito modernas, mas todas elas de grande beleza artística.
No exterior, nas trazeiras do Palacete há umas arcadas onde se pode admirar uma grande colecção de loiças antigas, umas portuguesas e outras orientais.
Esfinge
Menina saltando à corda
Sempre é verdade o ditado que diz que "quem tem dinheiro tem bom gosto" (he,he)!
Felizmente ainda há alguns que gostam de o partilhar!
Bem Haja o Sr. José Berardo e a Fundação que em boa hora criou.
E depois desta "breve visita guiada", ainda fica muito por mostrar. Em cada bilhete de entrada está incluída uma prova de Vinho da Madeira servida na Cafetaria.
Fazia jeito um Restaurante para podermos continuar a visita depois do almoço porque ainda havia muito por ver. Ficará para a próxima vez...
Para a elaboração deste texto servi-me do prospecto que é fornecido com o respectivo bilhete de entrada. Por isso algumas citações estão entre parentesis.
Beijinhos da
Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima
- quinta-feira, setembro 02, 2010
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