PSICOLOGIA DOS CONTOS DE FADAS E...

Antes de mais, quero prestar aqui uma singela homenagem ao autor da História do Capuchinho Verde e do Lobo Bom. Se a memória me não trai, ele escreveu muitas outras histórias e todos nós o conhecemos bem ou da Rádio, ou da TV. Júlio Isidro, com quem passámos tantas tardes de Domingo em Passeios Alegres! Ele que deu a mão e lançou tantos bons Artistas Portugueses. BEM HAJA!

Eu já calculava que ninguém gosta de lobos maus, nem de madrastas más, nem de bruxas. Nós só gostamos de fadas, príncipes e princesas, não é verdade? É normal.
Quando era pequena adorava ouvir contar histórias.
Depois do 25 de Abril, houve um período largo de grande contestação e lembro-me de ter lido nos jornais, uma crónica a "deitar abaixo" as Histórias Infantis Tradicionais, pelos motivos atrás mencionados.
Eu, como nunca embarco em teorias ditas "novas", nem sequer de Psicologia, sem estar documentada, calei este meu desacordo, mas não tinha bases para argumentar em contrário.
Uns anos depois, numa acção de Formação para Professores, ministrada por uma Professora de Psicologia da EMPL (Escola do Magistério), entre outros assuntos, lemos e debatemos, o livro PSICOLOGIA DOS CONTOS DE FADAS.
Já o procurei nas minhas estantes, mas não consegui encontrá-lo e não sei de cor o nome da autora.
E gostei de o estudar, porque ele mostra por que são tão importantes para o bom desenvolvimento da Criança.
É verdade que não há lobos maus, nem bruxas com vassouras, etc. Mas na vida, encontram-se muitos lobos maus encobertos e bruxos e bruxas más. Basta abrirmos os jornais diários. E todos os pais desejam que eles nunca vejam os seus filhos. E também sabemos que as crianças, muitas vezes são desobedientes, que o medo as faz mentir, etc.
É aqui que entram os contos de fadas. Com a História do Capuchinho Vermelho as crianças aprendem e nunca mais se esquecem, que se desobedecerem à mãe, podem sofrer o castigo que esse acto provoca (não a mãe): vem o lobo mau e come a avó.
Aqui ela sente medo (o castigo), mas vem logo o caçador que liberta a avó e acaba tudo em bem.
Também as histórias com uma madrasta má, servem de catarse para que as crianças se livrem de tensões familiares, que nem elas sabem explicar e que podem marcar negativamente a sua personalidade se não forem libertas.
É preferível transmitir todos estes valores através de histórias que as crianças nunca mais esquecem, a darmos-lhes grandes sermões e lições de moral que entram por um ouvido e saem por outro.

Como já "perdemos " muito tempo, vamos lá para a cozinha preparar uma sobremesa gulosa muito rápida para o jantar. A minha Mãe chamava-lhe


Baba de Moça

1 ovo
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de de sopa de água

Preparação: Bate-se o ovo com a batedeira, até ficar com a consistência de claras em castelo (amarelinhas).
Leva-se ao lume num tachinho a água e o açúcar até ferver bem. Junta-se o ovo batido e envolve-se cuidadosamente, mexendo até ferver. Retira-se imediatamente e deita-se em tacinhas individuais.

Notas:
- dá para cerca de 3 ou 4 tacinhas.

Boa semana. Beijinhos.

Bombom = Tia Fátima = Avó Fátima