NA ROTA DO ROMÂNICO - Parte IV

domingo, maio 26, 2019

  O Castro de Monte Mozinho ou Cidade Morta


O Castro de Monte Mozinho, também conhecido por Cidade Morta, é o maior castro romano da Península Ibérica.
A maior parte dos vestígios remontam ao séc. I mas também foram encontrados muitos artefactos de séculos anteriores, nomeadamente desde o séc. V aC (antes de Cristo).
Por essa altura, encontrava-se a Península ainda na idade do ferro, os autóctones viviam em casas redondas cobertas de colmo, agrupadas em pequenos grupos mais ou menos dispersos.


 Castro em Monte Mozinho

Os romanos  estavam muito mais evoluídos, já na idade do bronze e viviam em casas rectangulares cobertas de telha.

 Habitações romanas

Souberam que aqui perto havia minas de ouro e entraram em negociações com os povos da região. Convenceram-nos a deixar os seus pequenos castros e a virem para Monte Mozinho. Aí construiriam as suas habitações próprias (redondas) e os romanos construiriam as suas (rectangulares).
Foi o início do Castro de Monte Mozinho.

Entrada para a cidade

Esta era a entrada principal para o interior da cidade. Sobre o monolito que se vê à direita, existia uma estátua de um guerreiro galaico, da qual foi encontrado um fragmento quando das escavações.  
A peça encontrada está na sala de Arqueologia do Museu de Penafiel.

 Fragmento da estátua de um Guerreiro Galaico (da cintura para baixo)

Neste fragmento, podemos observar o saio e os membros posteriores, numa escultura em granito.


 Acrópole

No cimo do Monte fica a Acrópole, rodeada por um muro que com uma bancada a toda a volta.

 Muro envolvente da Acrópole, com bancada

Durante as escavações foi encontrado um pote de moedas romanas em ouro, numa habitação exterior à cidade, que se encontra em exposição no Museu de Penafiel.

 Pote de moedas romanas em ouro (Castro de Monte Mozinho)

No Museu de Penafiel, na Sala de Arqueologia, podem ver-se inúmeros artefactos de várias épocas, encontrados durante as escavações do Castro de Monte Mozinho. 

 Tenho de referir que fomos muito bem atendidos pelo funcionário do Centro de Interpretação do Castro de Monte Mozinho, que nos iniciou no historial deste território .

Só é pena (e mais uma vez perdoem-me o desabafo) que no local as tabuletas explicativas estejam tão desgastadas que ninguém consegue ler nada do que lá esteve escrito.  

A placa é de metal (duradouro) mas a inscrição é de material plástico que, com o tempo, se deteriora.

 Aqui, ainda se percebe que é a Acrópole, mas nada mais.
Mais uma vez, tanto a Autarquia como o Ministério da Cultura deviam envergonhar-se deste mau serviço público.

Desejo a todos os que por aqui passarem, uma boa semana.
Beijinhos da 
Bombom 

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