NA ROTA DO ROMÂNICO - Parte II


Mosteiro de Paço de Sousa


O  Mosteiro de Paço de Sousa foi fundado no ano de 961 (séc. X) e é considerado como sendo um dos maiores legados do românico no nosso país.
É no interior da igreja que se encontra sepultado Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques (1146).
No seu túmulo pode ler-se a inscrição: "dar a vida a troco da palavra mal cumprida".

Porta de Entrada, com as colunas encimadas por esculturas de cabeças de animais. 

Torre sineira do Mosteiro de Paço de Sousa

                       Claustros



Esta ponte antiga que atravessámos para entrar na Igreja e por onde passa um ribeirito, outrora devia ter feito parte da grande quinta do Mosteiro.



 Este Cruzeiro também deve ter feito parte do território do Mosteiro.

Bom fim de semana.
Beijinhos da

Bombom

NA ROTA DO ( ESTILO ) ROMÂNICO - Parte I

Igreja de S. Gens de Boelhe

 O estilo Românico aparece no território que é hoje Portugal em meados do séc. XI, quando Fernando Magno de Leão conquista Coimbra aos Mouros em 1064, mas é já no tempo de D. Afonso Henriques e de D. Sancho I que se dissemina pelo Norte e Centro.
Tem origem em construções monásticas e religiosas e está relacionado com a fase de povoamento e reorganização do território, depois das conquistas de D. Afonso Henriques aos Mouros. 

A Igreja Românica de Boelhe foi construída na segunda metade do séc. XIII e é considerada como um dos melhores exemplares das expressões decorativas do românico rural.

Porta de Entrada com colunatas rendilhadas 

Outro belo exemplo, é a Igreja do Salvador de Cabeça Santa, mandada construir pela filha de D.Sancho I,  D. Mafalda (neta de D. Afonso Henriques), no segundo quartel do séc XIII (cerca de 1230).

 Igreja do Salvador em Cabeça Santa

Em frente da Igreja, ergue-se a torre sineira e do relógio.

  Torre sineira e do relógio, da Igreja do Salvador de Cabeça Santa

Em baixo mostro-vos em pormenor, a parte superior das colunas que suportam a porta de entrada.

 Lado esquerdo da porta 

Os motivos escultóricos de animais, florais e humanos, são típicos do românico rural.

  Lado direito da porta

 E termino por hoje o nosso passeio. Amanhã mostro-vos mais um pedacinho deste Portugal (quase) desconhecido.
Um abraço da 

Bombom 

AS TERMAS DA TORRE - ENTRE-OS-RIOS

Edifício das Termas da Torre em Entre-os-Rios

A Quinta da Torre  onde se situa o Hotel Inatel e as Termas, fica a cerca de 4km de Entre-os-Rios, na estrada que segue para Penafiel.

 Átrio de Entrada

Durante a época em que as Termas funcionam, há Médico diàriamente. É ele que perscreve  os tratamentos.
As águas sulfurosas de Entre-os-Rios, são as que têm o teor de sulfuretos mais elevado do país.
São recomendadas para diversas doenças dos ossos, como reumático, artroses, inflamações osteoarticulares, doenças de pele como a psuríase e outras, e ainda doenças respiratórias, como asma, rinite, sinusite, etc.

 Banheira de Hidromassagem

Um dos tratamentos que fiz foi hidromassagem e não resisti a fotografar uma banheira muito antiga, hoje digna de Museu.

  
Uma banheira em mármore, relíquia dos antigos balneários, em que as massagens eram dadas com a ajuda de uma mangueira.

  
Em frente ao edifício das Termas, ergue-se uma pequena Capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição. É muito bonita, como podem ver.

Tenham uma boa semana.
Beijinhos da 

Bombom

  

TERMAS DA TORRE - ENTRE-OS-RIOS

Ponte sobre o rio Tâmega (à esq.), onde ele se encontra com o rio Douro em frente a Entre-os-Rios

Hoje deixo de lado a Culinária para vos falar de Passeios e Paisagens, porque "nem só de Pão vive o Homem".
Depois de um inverno atribulado por causa do reumático e das artroses, fomos "a banhos" para as Termas de Entre-os-Rios que ainda não conhecíamos bem. É um sítio lindo, com imensos lugares a descobrir, na Rota do Românico (que eu desconhecia).

 Fachada do Hotel Inatel de Entre-os-Rios

Ficámos alojados no Hotel do Inatel, o  antigo Palacete do dono da Quinta da Torre, proprietário das Termas e próspero comerciante do Porto.

 Átrio de Entrada - Sala de espera e Recepção

O Hotel  e o edifício das Termas ficam envoltos  pela Mata onde passa um rio afluente do Tâmega. Tem vários espaços desportivos, como um Campo de Futebol e outro de Volley ou Badmington e diversos percursos pedestres onde se pode relaxar e curar o stress, só de olhar a beleza da paisagem.

 O Campo de Jogos e a mata envolvente.

 Este é o campo de Volley e ao fundo à esquerda, pode ver-se uma pequena esplanada ao ar livre.

Tanto o Hotel como as Termas recebem qualquer pessoa mesmo sem ser sócia do Inatel embora os sócios beneficiem de um pequeno desconto no hotel (tanto na estadia como nas refeições).
O ambiente é muito bom e o pessoal é muito simpático e prestável. O preço, em comparação com outros, é bastante acessível.
Gostei e recomendo. Amanhã falo-vos das Termas.

Beijinhos da 
Bombom 

MANTEIGA DE AMENDOIM


A receita de hoje é dirigida em especial à minha neta que é intolerante à lactose.
Como não pode comer manteiga, tem de substituí-la por outros produtos que nem sempre são saudáveis. É o caso da Manteiga de Amendoim industrial que se compra nas lojas: é feita com uma certa percentagem de amendoins e uma grande parte de gorduras trans, as que são saturadas e polisaturadas, e péssimas para a saúde, mais os açúcares que não lhe fazem falta nenhuma. Isto sem contar com os químicos para conservar e os aditivos de sabor.
De todas as receitas que já vi publicadas, esta é a que me parece mais saudável e por isso venho partilhá-la com todos os que me acompanham.
Vem deste blog, que aconselho a todos os que se preocupam com uma alimentação saudável:
http://nemacreditoqueesaudavel.blogspot.com

Manteiga de Amendoim

Para 1 frasco:

290g de amendoins torrados
1/2 c. chá de sal
1 c. sobremesa de stevia em pó (ágave ou mel) - opcional
1 c. sobremesa de leite de soja - opcional

Descasque e torre os amendoins no forno , num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Coloque na picadora 1.2.3. os amendoins e o sal e pique durante cerca de 8 minutos, até obter uma pasta.
Inicialmente só vai moer os amendoins, mas à medida que vai continuando a picar, a gordura vai-se libertando e transforma-se em manteiga.
Se gostar da manteiga doce, acrescente a stevia (ou outro adoçante natural)
Se ficar muito espesso, junte o leite, mas se usar mel ou ágave, não deve ser preciso.
Rectifique de sal.
Encha o frasco e guarde no frigorífico durante 2 semanas (se não usar antes).

Nota : Pode variar o sabor acrescentando 1 c. sopa de cacau magro em pó.

Não esquecer que embora saudável, esta manteiga tem muitas calorias, por isso não deve exceder 2 colheres de sopa por dia e deve fazer exercício físico para equilibrar o metabolismo.

Não deixem de visitar o blog da Sara Oliveira que também tem um livro publicado, o" Nem Acredito Que é Saudável".

Tenham uma semana agradável e muito saudável.
Para a minha neta, um grande beijinho cheio de saudades.

Bombom

O MEU PÃO DE LÓ


Na minha mesa da Páscoa não pode faltar o Pão de Ló.
É um bolo muito versátil e fácil de fazer. O importante, ia dizer o segredo, é bater muito bem os ovos com o açúcar (cerca de 15 ou 20 minutos com a batedeira eléctrica) e introduzir a farinha aos poucos, em chuva e envolver delicadamente com a colher de pau, de baixo para cima, até incorporar bem na massa. Outro pormenor importante é que um Pão de Ló só deve estar no forno por 15 minutos para não ficar muito seco.
Se cumprirem estes 3 pontos, terão sucesso de certeza.

Pão de Ló

Ingredientes

6 ovos (se forem grandes podem pôr só 5)
1/2 chávena almoçadeira de açúcar (120g)
1 cháv. almoçadeira mal cheia de farinha de trigo com fermento (150g)
raspa de limão ou 1 colher de chá de extracto de baunilha para aromatizar

1 - Forre uma forma  sem buraco com papel vegetal de culinária; se preferir usar forma de buraco, unte e enfarinhe.
2 - Bata os ovos inteiros com o açúcar até obter um creme grosso e esbranquiçado, com a ajuda da batedeira eléctrica, durante 15 a 20 minutos.
3 - Quase no final, ligue o forno a 180º e depois desligue a batedeira.
4 - Com a ajuda de um passador de rede fina, deite pequenas porções de farinha  em chuva e, com a colher de pau, envolva delicadamente, de baixo para cima (sem bater).
5 - Se gostar, aromatize com raspa de limão ou com 1 colher de chá de extracto de baunilha.
6 - Verta na forma que preparou e leve ao forno durante 15 minutos.

Notas:
- Ao fim de 10 minutos faça o teste do palito. Se sair limpo, está pronto; se não, deixe ficar o tempo restante.
- Se estiver a ficar muito escuro, ponha por cima um pedaço de papel de alumínio.

Se experimentarem, digam- me o resultado.
Boa Páscoa.
Beijinhos da Bombom

FOLAR DOCE DA PÁSCOA


Não podia deixar passar a Páscoa sem Folar.
Desta vez, quis experimentar o Folar Doce da Páscoa da Moira, a dona do blog Tertúlia de Sabores onde gosto de me inspirar (entre outros, claro).
Deixo-vos o link para poderem visitá-la também.
tertuliadesabores.blogs.sapo.pt/46200.html

Folar Doce da Páscoa

Ingredientes:

40g de fermento fresco de padeiro (ou 11g de Fermipan)
100ml de leite morno
75g de margarina derretida
30ml de aguardente (usei vinho do Porto)
2 ovos batidos
100g de açúcar
500g de farinha tipo 55 ou 65 (sem fermento)
1 c. chá de canela
1 c. de chá de erva doce moída
1 pitada de sal (facultativo)

Na Máquina de Fazer Pão

Coloque os ingredientes na cuba da MFP pela ordem indicada :
Amorne o leite e desfaça o fermento de padeiro (ou o seco) e deite na cuba da MFP.
Derreta a margarina 30 segundos no microondas e junte ao leite.
Acrescente a água ardente (ou vinho do Porto), os ovos batidos e o açúcar.
Por cima coloque a farinha, a canela em pó, a erva doce e o sal (se usar).
Programe Massas (na minha é o 6) e acompanhe o primeiro ciclo até a MFP parar após ter batido a massa. Desligue a MFP e programe de novo e deixe que faça o Programa completo.
Isto permite que a massa fique muito bem batida para obter um Folar (ou um pão) muito fofo e leve.
Quando faltarem 5 ou 6 minutos para terminar o programa ligue o forno para aquecer e forre o tabuleiro (ou, se preferir, as formas redondas) com papel vegetal de culinária.
Quando a MFP terminar, desligue o forno. Retire a massa para a bancada polvilhada com farinha e amasse ligeiramente para lhe tirar o ar.
Divida a massa em 2 partes, arredonde em forma de pão e ponha no tabuleiro ou forma escolhida.
Cubra com um pano e meta no forno apagado para levedar e duplicar de volume por cerca de 1 hora.
Ao fim desse tempo, ligue o forno a 180º e coloque no fundo um tacho inox ou pirex com água.
Pincele os folares com gema de ovo batida  (polvilhei com açúcar granulado por cima) e leve-os ao forno durante 45m a 1 hora.
De vez em quando vigie para ver se estão a ficar muito escuros. Para que isso não aconteça coloque um pedaço de papel de alumínio por cima.


A receita da Moira está explicada da forma tradicional, para quem quiser bater à mão.
Se não quiserem ter esse trabalho, podem bater com a batedeira eléctrica com as varas de arame em espiral que são próprias para massas lêvedas durante 25 a 30 minutos.

Santa e Feliz Páscoa para todos os que me visitam.
Beijinhos da

Bombom