O NOVO MUSEU DOS COCHES


                          Um dos coches mais antigos do Museu

Ontem fui visitar o novo Museu dos Coches, recentemente inaugurado em Belém.
Gostava de vos dizer que gostei muito, mas não consigo porque saí de lá com um grande amargo de boca e com uma desagradável sensação de desencanto.

                 Outro Coche dos mais antigos

Dos Coches, Berlindas, Liteiras, etc, gostei muito, como sempre ou não me falassem eles da nossa História,
mas o enquadramento deixa muito a desejar. Claro que quem não conheceu o verdadeiro Museu dos Coches, não tem padrão de comparação e até é capaz de gostar. Afinal é em Portugal que está a maior, mais antiga e mais representativa colecção de Coches da Europa.

                    Coche das Princesas (as filhas de D. José I, a futura rainha D. Maria I e as suas irmãs)

 É verdade que o antigo Museu era exíguo, estava degradado, precisava de obras e de restauros e nunca houve verbas (nem vontade, nem Cultura) para as realizar. Imagino a quantidade de ofícios e pedidos que entraram no Ministério da Cultura, sempre com a mesma resposta...
E eis que, de repente, há poucos anos atrás, se iniciou a construção do novo no meio de muita polémica, como as grandes obras trazem sempre. Pediram-se emprestados milhões de euros, não para renovar o antigo (para o que não era preciso tanto gasto), mas para construir um Buncker onde há duas grandes salas para armazenar os Coches que foram transladados do Museu antigo e onde eles agora têm um pouco mais de espaço e nada mais.


A Rainha D. Amélia, a quem se deve o Museu dos Coches, deve ter dado muitas voltas na tumba!
Foi a expensas dela e por sua iniciativa, que encontrou uma maneira de guardar os Coches pertencentes à Coroa e que se encontravam espalhados por diversos armazéns em palácios de Lisboa e arredores. Cedeu-lhes parte do seu Palácio de Belém e mais tarde foi transformado em Museu, enquadrado por Quadros, Tapeçarias, Esculturas, Vestimentas e outros objectos de valor. Onde ficaram eles?...

                         Coche para levar as imagens nas Procissões

É esse enquadramento que aqui está em falta, que faz a diferença entre uma arrecadação de Coches e um verdadeiro Museu. Mesmo assim, ficará sempre àquem do anterior, mas ficaria muito mais valorizado.

Quando falo de um Buncker, é mesmo a sério. Não sei se é mesmo assim ou se está meio entaipado, mas vimo-nos gregos para encontrar a porta da Entrada. Por isso estão por ali uns funcionários para indicar a quem chega onde se deve dirigir, onde é a Bilheteira ou por onde se entra...
E aqui tenho de fazer uma ressalva, para o Mérito de todo o Pessoal de Atendimento, de uma solicitude, simpatia e educação, que muito me sensibilizou. Só por isso, e pelos belos Coches, valeu a pena a visita.

Tenho mais algumas imagens para vos mostrar, mas fica para a próxima.
Bom Domingo! Beijinhos da
Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

OS DONOS DO MEU QUINTAL...


Quando não se tem "poiso" certo, não se podem ter animais de estimação, mas mesmo sem querer, os animais adoptam-nos para os protegermos. Vá lá eu saber porquê.
Sempre gostei muito de animais e na minha infância tive muitos porque tínhamos quintal, mas em adulta não tive as devidas condições.
Desde que frequentamos com mais assiduidade a casa da aldeia, tem sido divertido ver a quantidade de gatos que por lá passam, havendo sempre um ou outro que se torna freguês permanente, enquanto lá estamos. Uns são das vizinhas, outros não têm dono e têm de fazer pela vida, mas todos sabem a hora do nosso almoço e ficam à espera do que sobra dos grelhados habituais.
Este Amarelo adonou-nos há uns anos e é lá no quintal que "passa férias".


É dominador, gosta de estar nos sítios altos e de dormir em cima das mesas. É sempre o 1° a comer e só depois dele é que os outros podem avançar.
É tão engraçado ver as hierarquias dos animais e como os outros as respeitam!
Além deste, temos sempre a visita da gatita malhada de uma nossa vizinha que está na Alemanha. Todos os dias uma familiar vai dar-lhe de comer, mas a Malhadita gosta mais dos Friskies e dos restos de robalo grelhado, he,he.
Logo de manhã, quando nos levantamos e abrimos a porta, já temos pelo menos um freguês à espera da ração matinal.
Este ano, temos mais um comensal. Uma gatinha pequena preta e branca, muito meiguinha.


Desta vez não consegui fotografá-la mais de perto. Tem um olhar muito vivo e esperto e não se deixa intimidar pelo gato Amarelo, embora mantenha a hierarquia.
Quando lá não estamos, eles comem nos quintais da vizinhança ou vão caçar pássaros e ratos.

Desejo-vos uma boa semana. Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

OS DIAS NA ALDEIA


Aqui na aldeia, o tempo escorre de vagar.
Depois da constipação que me apanhou desprevenida, foi a vez do meu marido . Uma semana de castigo a cada um e assim se passaram 15 dias.
Só ontem é que ele já se sentia melhor e ao fim da tarde, pela fresca (relativa) fomos dar o nosso passeio habitual. Foi o 2º desde que chegámos!
O tempo também não tem ajudado. Tem feito um calor anormal para a época e o ar muito abafado, denota muita electricidade no ar. São as trovoadas que não vieram em Maio.
O engraçado, é que se ouvem os trovões lá longe e vêem-se os clarões dos raios, mas aqui não chove nada. Se chovesse, talvez limpasse o "astro" como dizia o meu sogro.
Aqui nem damos pelos feriados, a não ser pelo noticiário da TV (he,he), mas neste fim de semana vai haver festa na Aldeia.
Santo António é o orago da Capela, o Santo Protector.
Antigamente, quando havia muita gente na aldeia, os festejos eram mais rijos. Agora que a população diminuiu com a emigração dos anos 60 e os que ficaram foram envelhecendo e muitos morreram, restam poucas pessoas capazes de organizar festas.
Mesmo assim, alguns dos mais novos ainda vão tendo essa iniciativa.
Este ano, além da música que nunca falta e do bailarico à noite de sábado, vai haver a Missa dominical (que já só se celebra em dias de festa ou por finados), leilão de ofertas e no domingo ao fim da tarde, uma Sardinhada Comunitária, para toda a aldeia.

E com estas notícias me despeço, até à próxima.
Beijinhos da

Bombom

OLÁAA!

Começo por enviar um abraço de Amizade a todas as Amigas e Amigos que ainda não desistiram de mim.
Eu também não desisto deste Meu Estaminé, embora desde 2013 o tenha deixado muito "au rallenti".
Problema das areias na engrenagem que me fizeram baixar o "élan" e o entusiasmo.
Preciso de aprender mais neste domínio da internet, de renovar o visual do Blog, de aprender a mexer-me nas tecnologias que só aprendi depois de envelhecer e à minha custa.
Preciso, portanto, de investir mais no meu conhecimento, mas não sei bem como fazê-lo.

Estou a escrever-vos da Paiágua, a minha aldeia da Beira Baixa, onde cheguei há três dias.
O clima continental já se faz sentir com os seus calores, apesar de ainda estarmos só no início de Junho e as mudanças climáticas também.
Este ano não há fruta! A nossa cerejeira, que floriu como vos contei em Março, não tem cerejas e a pereira está na mesma. E por aqui toda a gente se queixa do mesmo mal.
O ano foi mau, não choveu o suficiente para encher as nascentes, houve grandes geadas que crestaram as flores, ventos fortes que fizeram cair os frutos, enfim, um rol de lamentações que afecta sempre os que trabalham no campo e vivem do que a terra dá.
Mas nem tudo é mau. As nêsperas não são muitas mas são muito doces, os marmelos estão a crescer e os figos também já se vêem embora ainda sejam pequenos.

A parte mais aborrecida, foi que logo no dia seguinte à chegada apanhei uma grande constipação e, como não trouxe Aspirinas, estou a curá-la com Chá de Gengibre, Tomilho e Limão. E posso dizer-vos que estou muito melhor. Hoje já fomos à cidade (Castelo Branco) à Biblioteca e às compras.

Vou tentar abrir O Meu Estaminé com mais frequência, embora sem fotos, porque ainda não sei metê-las no computador portátil.
Desejo-vos um óptimo fim de semana.
Aqui em Castelo Branco vai haver Festival dos Templários (não sei se é este o nome correcto) e costuma ser muito animado.

Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)




XAROPE OU CONCENTRADO DE LIMÃO


Nesta altura do ano, mesmo com o Tempo a pregar partidas, já sabe bem um refresco para acalmar a sede e hidratar o organismo. Por essa razão, lembrei-me de voltar a publicar a receita do Xarope ou Concentrado de Limão que uso cá em casa.
É muito simples, fácil de fazer e muito saudável. Sim, leva açúcar, mas depois dilui-se na água e é fácil de dosear.

Xarope de Limão

800 g de açúcar
250 ml de água
250 ml de sumo de limão (cerca de 6, médios)
raspa da casca de 2 limões

Raspe a casca de 2 limões para uma tigela e junte 250 ml de sumo. Reserve.
Num tachinho, junte 250 ml de água com o açúcar, mexa e leve ao lume forte até levantar fervura. Baixe então o lume para o mínimo e deixe cozinhar destapado durante 5 minutos exactos.
Retire do lume e junte a mistura de limão. Mexa bem e de seguida verta em frascos esterilizados.
Cubra com uma rodela de papel vegetal embebido em álcool e feche hermèticamente.
Guarde em local escuro e fresco. Depois de aberto, guarde no frigorífico.

Notas:
- Para servir, junte 1 colher de sopa de Xarope de Limão num copo de água fresca e mexa.
- Se for muito guloso, ponha 2 colheres de sopa.
- Como é um Xarope (concentrado) não precisa de se conservar no frigorífico, mas torna-se mais agradável se for servido fresquinho. (Eu guardo-o no frigorífico).
- Pode usar também para acompanhar Panquecas, enxaropar Bolos ou enfeitar Gelados.
- Não caia na tentação de substituir o açúcar por edulcorantes químicos. Esses sim, são um veneno para a sua saúde.
- Para manter a vitamina C, é importante não deixar ferver o sumo do limão. Por isso se retira do lume (pára a fervura) e só depois se junta o sumo.
- Receita inspirada na do Chefe Silva, na Teleculinária n° 275.

Tenham uma boa semana! Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

COMO RECICLAR MEIAS DE VIDRO VELHAS?...


Nos tempos idos da minha infância, as meias de vidro velhas serviam para fazer as "bolas de trapos" com que os meus irmãos brincavam.
Hoje os tempos são outros e já ninguém tem de confeccionar os seus próprios brinquedos.
No entanto, as meias de vidro cá em casa não faltam. Por mais cuidado que tenha, sou um fracasso!
Só que, desde que li o livro da Mónica Duarte "A DONA DE CASA PERFEITA" nunca mais as deitei fora.
Tinha o escadote na despensa encostado à parede e já estava a fazer uma mancha escura de tanto roçar.
Depois de lavar muito bem a parede, forrei o cimo do escadote com as meias velhas bem esticadas e prendi com dois alfinetes pequenos (também podia ter dado um alinhavo).


Comecei pelas biqueiras e fui enrolando em volta, esticando o máximo.
Fiquei com o problema resolvido e reciclei as meis velhas!
Para este efeito, a Mónica sugere as meias tipo "soquetes" e acrescenta outras soluções, tais como:
- quando for viajar e fizer as malas, meta dentro de meias velhas os sapatos das crianças.
- proteger o chão da casa quando arrastar as cadeiras ou sofás ("calce" as meias nas pernas das cadeiras).
- guardar os óculos de protecção (serve de bolsa). 
Se tiverem outras sugestões, elas serão sempre bem vindas e com os respectivos créditos.
O livro acima referido é um dos indispensáveis na minha colecção. Um tesouro que vale a pena ter!

Tenham um bom Domingo.
Beijinhos da

  Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)

FOLAR DE CARNE



No rescaldo da Páscoa e da Pascoela, ainda se pode falar em Folares.
Desta vez, trago-vos a receita de um Folar de Carne do tipo de Trás-os-Montes, que me fez lembrar dos sabores de quando era pequena e a minha avó Cristina o fazia nesta altura do ano. Ela era madeirense, mas o meu avô que eu já não conheci era de Bragança e, como tal, apreciava as iguarias da sua terra. E ela era uma cozinheira "de mão cheia"!
Este foi feito por uma das minhas irmãs que encontrou a receita na Net, mas eu não consegui encontrar o link. Por isso, peço que se alguém localizar a origem, me informe para eu poder dar os devidos créditos ao seu autor.
Obrigada Mana, por esta receita  que tão boas recordações me traz.

Folar de Carne

Ingredientes:

15 g de fermento fresco de padeiro (1/2 cubo)
0,5 dl de água morna
2 colheres de sopa de azeite
60 g de banha
60 g de manteiga
3 ovos
350 g de farinha de trigo T55 ou T65
Carnes : frango guisado, presunto, paio, chouriço, etc.

Preparação:
Dissolver o fermento na água morna com um pouco de sal.
Colocar os ovos em água morna (quentinha). Reservar.
Pôr num tachinho a manteiga e a banha e levar a lume brando para derreter. Retirar do lume, juntar o azeite e reservar.
Colocar a farinha num alguidar ou tigela grande e fazer um buraco no meio. Juntar o fermento dissolvido e envolver um pouco. Adicionar o azeite, a banha e a manteiga derretida morna e amassar.
Juntar os ovos um a um, batendo sempre entre cada adição, até a massa se desprender do fundo da tigela (ou alguidar).
Polvilhe com farinha, cubra com um pano e deixe levedar durante 1 hora em sítio aquecido ou até dobrar de volume.
Passado esse tempo, unte um tacho com banha e forre-o com 2/3 da massa. Disponha as carnes no fundo, uniformemente e cubra com a restante massa. Deixe levedar durante mais 30 minutos em local aquecido.
Aqueça o forno a 180° C. Pincele o folar com gema de ovo e leve ao forno durante cerca de 30 minutos.


Pronto a servir...
Beijinhos da

Bombom (Tia Fátima ou Avó Fátima)